domingo, julho 16, 2017

Pesadelo em Elm Country




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Costa agora deu em gritar... as TV's não se calam, em obediência ao título que lhe outorgaram de político hábil (vá-se lá saber porquê...) e o homem grita, gesticula, acho mesmo que ralha por não percebermos bem o que este governo faz por nós... e agora já inclui mesmo a tragédia de Pedrógão e a vergonha de Tancos, “fechadas” as questões como causas naturais para Pedrógão e roubo de sucata no paiol.

O homem está possesso...acho, logo eu que não acredito no mafarrico, mas que o diabo veio, parece que sim. Só que em vez de lhe borrar a escrita do défice (uma das mais fraudulentas acções do homem), tratou de o possuir.

Isto está a tornar-se um pesadelo, O tom de voz, os temas, a forma, as mentiras e até as ameaças a empresas privadas (a bravata do energúmeno na AR sobre a Altice foi uma situação confrangedora...) e a aquiescência gelatinosa dos seus sequazes tornam este país um lugar só apetecível aos turistas, ainda que alguns deles possam estranhar as aparições histriónicas da criatura na TV e puxem do GPS para confirmar se estão mesmo na Europa.

Alguém que diga alguma coisa. Alguém que seja ouvido. Uma ou outra entrevista avisada, como a de António Barreto não chega. E as reclamações por aqui não têm peso específico porque são tituladas de excrescências de “direitolas” que se entretêm a falar mal da geringonça nas redes sociais. Alguém, ainda que minimamente, possa explicar ao Presidente Sousa (por sinal muito calado ultimamente, benza-o Deus) que não há um plano de recuperação, uma reforma estrutural, qualquer que seja, que nos livre da dívida, dos juros e do papel de idiotas bacanos que estamos para aqui na ponta da Europa, à conta de nos mandarem uns trocos. E que se deixe de assustar os investidores e se produza cabalmente um programa de desenvolvimento económico como deve ser. Como dizia o já saudoso Medina Carreira.

E se acabe com esta treta das esquerdas, maravilhadas como andam com o gosto do Poder mas, hélas, o essencial permanece. São forças que lidam muito mal com a liberdade e a democracia (excepto com as que lhes dão) e que, podendo, tornam isto tudo numa Venezuela qualquer, assim como assim, o objectivo último desse pessoal. Da agressiva Catarina ao fofinho (no dizer jocoso do João Miguel Tavares, não sei bem porquê…) do Jerónimo.

Até lá, vamos resistindo. Mas cansa. E dói. E preocupa pelos filhos, pelos netos e pelos filhos dos netos e netos dos netos Este país está mal e um dia destes fica "redondo", entenda-se, sem ponta por onde se lhe pegue.

Uma última coisa. Não há um jornalista, “unzinho” que seja, que explique à pateta Catarina que a PT entrou em fragmentação no tempo de Guterres, depois em total regabofe no tempo de Sócrates e que o anterior governo se limitou a apanhar os cacos? Ninguém lhe diz que os grandes culpados daquela tragédia, incluindo o provável despedimento de uma centena de trabalhadores, se deve ao Partido com quem ela anda agora de namoro? É assim tão difícil de lhe explicar? Por qué no te calas, Catarina? Relaxa e compra o livro do “direitolas” Alberto Gonçalves. Talvez te ajude.


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sábado, julho 15, 2017

Rir é o melhor remédio, dizia o "Reader's"... mas pode dar úlceras, também.




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A propósito do riso alarve com que somos brindados diariamente pelo nosso primeiro-min…isso. Projecto-me nesse riso, de patologia não inteiramente definida, muitas dezenas de vezes nos modestos posts que vou por aqui deixando.

Este post do Alberto Gonçalves (ainda não comprei o livro…) fala no riso com o engenho e a graça que são as suas marcas de água, pelo que passo a “linkar”. O que me dá também a satisfação de verificar que não sou o único a recear uma úlcera duodenal “à cause” do riso alarve da criatura que referi. Deixo uma pequena amostra, mas ler tudo, linha a linha, é essencial. No fim, só não acabamos a rir, porque muito provavelmente acabaremos a chorar. De raiva e desespero.

Nota: A coisa pega-se e torna-se uma imagem de marca. Uma tal Anabela Neves, habitualmente repórter da SicN na AR ainda ontem não resistiu a uma espécie de riso múltiplo quando, com o seu titubeio habitual, noticiava que o CDS pedia a demissão de dois ministros (e aqui solta-se-lhe o riso... mas solta mesmo), mas o primeiro-ministro (nova risada) só demitiu secretários de Estado.

 E então, vejamos:

«…É natural. Já Orwell falava no riso cruel dos ditadores. E um inglês muito antigo atribuía-lhes o “riso artificial”, uma “mistura de hipocrisia, maldade e prazer bárbaro”. Sempre que escorrega para o autoritarismo, ou que deriva do dito, o poder raramente evita a troça alarve. Há anos, por acaso ou delírio, ocupei um serão na companhia da televisão pública de Caracas. Acima da propaganda e da manipulação, o que saltava à vista era o vasto gozo dos indivíduos que mandavam a expensas dos indivíduos que oprimiam. Num “debate”, dois “chavistas” e o “moderador” entretinham-se a escarnecer dos representantes da oposição (evidentemente ausentes) – não porque estes não tivessem razão, mas porque não tinham voz. Por mim, nunca vira em directo tamanha exibição de desumanidade. E não penso que a natureza dos “chavistas” de cá, estimulada por sondagens e a geral irresponsabilidade do sistema, seja essencialmente distinta…»

Ler o artigo todo do Alberto Gonçalves aqui.


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Post a cheirar mal



[6154]

O que é que um presidente da Assembleia da República tem que achar a justiça um absurdo? Provavelmente pelas mesmas razões que um primeiro-ministro se permite publicitar negativamente uma empresa privada, ou até informar o rebanho que usa um servidor de comunicações que NÃO é a Altice.

Tudo farinha do mesmo saco. Sem sentido de Estado e sem a mínima noção do decoro e da responsabilidade e dignidade que deviam conferir aos cargos que ocupam. Um desastre. A vergonha. A balbúrdia. Coisas boas para a Esquerda totalitária. Como habitualmente, a Esquerda tem jeito para o escarcéu mas não tem a mínima noção dos meios de que dispõe para fazer prevalecer a lei e a Constituição. Se Costa acha que a Altice funciona à margem da lei, pois não tem mais que fazer aplicá-la. A lei. E sobre os prováveis despedimentos no pipe-line da PT bem podem agradecer a Costa o empurrão.

Já Ferro, se acha que a justiça é um absurdo, pois tem os meios regimentais para usar no sentido de deixar de ter absurdos a fantasmagorizar-lhe a parte intestina do corpo. E se o PS não tem estrutura intelectual para o perceber deveria, pelo menos, reservar um módico de dignidade para este tipo de "desabafos".


No caso particular de Ferro Rodrigues, pela lógica ele deveria estar a cagar-se para o absurdo da justiça. Porque cagar-se para qualquer coisa está em linha mais directa com a sua índole e compostura, em natural obediência às dejecções muco-membranosas do seu centro de loquacidade. Ao ponto de conseguir que as pessoas cada vez mais se estejam a cagar para ele. O que, no mínimo, é um deplorável “mau aspecto”. Para além de ser quase tão fedorento como esta tralha socrática que nos atanaza o juízo e nos conduz para um iminente desastre. Mais cedo do que tarde.


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terça-feira, julho 11, 2017

Ó xô guarda venha cá, venha ver o quisto é...





[6153]

Hoje há um dado adquirido de que a popularidade de um governo se faz por via de estafadas bandeiras de “esquerda”: formação de um exército tão grande quanto possível de funcionários e atribuição de aumentos ridículos de salários e pensões. Paralelamente, a demonização do patrão, a actividade privada e as grandes negociatas são igualmente imagens de marca de sistemas e regimes que devem ser postergados, mesmo correndo o risco de os eleitores percebendo que o Estado é o principal artífice desta corrupção, através dos seus mentores e, com assustadora frequência, dos seus próprios governantes.

Isto explica de algum modo que, apesar dos acontecimentos das últimas semanas, Pedrógão, Tancos e crescente número de agentes constituídos arguidos, a popularidade do governo continua em alta. Porque as pessoas estão naturalmente e sempre mais interessadas no seu benefício pessoal do que na sanitização da vida política e os seus resultados numa sociedade realmente mais justa, com menos desigualdade social e mais desenvolvimento e qualidade de vida.

Costa sabe disto. Por isso me enerva verificar como a comunicação social, amestrada e/ou castrada por uma cadeia de benefícios atribuídos e que podem ser retirados de supetão e vários outros agentes disseminadores da ideia de que Costa é um político hábil, continua a fazer escola. Porque Costa está longe de ser um político hábil. É um indivíduo grosseiro, inculto, malcriado e que não hesita em pôr em prática aquilo que mais facilmente aprendeu. Cultivar e alimentar a felicidade popular por via de medidas adequadas, basicamente referidas acima e, ainda a manutenção de clientelas (é um termo estafado, mas é o mais adequado) estabelecidas sem a menor hesitação ou decoro, como acontece na esmagadora maioria das instituições que são imediatamente inundadas de “boys”, no início de cada legislatura (o exemplo da defesa civil em Pedrógão é flagrante). Mesmo quando, como o pateta Guterres fazia simultaneamente com o aviso de que a partir dele “no jobs for the boys”, uma frase que os jornalistas aplaudiram freneticamente.

Por isso eu acho que Costa não é hábil. É esperto, o que é muito diferente. E se esperteza nem sempre é “pecado”, neste caso particular é. Porque Costa prossegue uma estratégia adequada a manter a sua popularidade, mas mantendo os eleitores num atávico estado de espírito de alegria e conforto que os conduz a uma quase permanente preferência pelo socialismo e pelos socialistas. Com as inevitáveis consequências de aviltamento e carências na maioria dos serviços públicos, dos transportes à saúde, passando pela justiça e outros. Vistas bem as coisas, nada disto é diferente daquilo que Salazar era acusado, como manter a iliteracia, o caldo verde quentinho a fumegar na tigela, o S. José de azulejo e duas rosas no jardim, orgulhosamente sós. È uma questão de adequação à época e ver o que realmente é diferente – nada. Manter as ovelhas apascentadas, agora com o auxílio dos meios modernos como as selfies e o advento de afectos cúmplices.

Costa percebe isso e não hesita em comprometer os destinos do país para regalar o corpo e o espírito com o “panache” de ser primeiro-ministro. Acolitado por um séquito de “puppies" que se lhes tirassem o tacho e tivessem de ir para o mercado de trabalho não sabiam fazer a ponta de um… isso. Por isso Costa não é apenas incompetente. É mau, também. Má índole e mau carácter. Não é pelo que aprendeu na cartilha internacionalista que ele age. É por ele. À custa de todos nós. E isso dói.

Nota: Ler aqui a Porta da Loja.


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segunda-feira, julho 10, 2017

Duas portuguesas no Chiado



Clic on pic to see how chic...

[6152]

Hoje tenho andado um bocado a correr. Mas não quero deixar de registar esta foto porque daqui a um ano ou dois, o Facebook vai-me avisar naquele “you have memories”. E eu revejo a foto e vou-me lembrar que ontem passei o dia com a minha netita Stella que está a esta hora a voar para Maputo, juntamente com duas amiguinhas dela que levei propositadamente de Cascais e a minha filha mais nova, tia dela.

Estivemos um par de horas no Chiado, claramente segregados pela juventude das meninas, delirantes por estarem juntas. Segregados eu, a minha filha e o respectivo e corpulento cão que está com o pêlo cada vez mais bonito e brilhante porque se alimenta exclusivamente a Petfield Premium (é desta que eu ganho a lagosta…).

À hora de irmos embora, a Stellinha pediu-me para tirar uma foto das duas (neta e filha) para mandarmos para um destino que ela decidiu. Foi o que fiz. E registo aqui a foto, então, para receber o "you have memories" daqui a um ano. E também porque às vezes esqueço-me... e uma simples foto me lembra que tenho uma filha linda e uma netinha linda também. E isto é apenas uma amostra de mais uma filha e mais um filho e mais dois netos, todos lindos de morrer. 

E eu só posso ter que agradecer às mães, porque quando acordo e me olho ao espelho, antes da barba e do duche, referir as mães é uma incontornável questão de justiça.


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domingo, julho 09, 2017

À la MST







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MST acordou baralhado e debitou uma algaraviada de ideias e factos (muitos deles provavelmente soprados pelo seu amigo EB) e fez uma das suas mais confusas crónicas, quase tão confusas como as suas intervenções na SicN. Pelo meio, aquela virtude bem portuguesa de dizer mal de alguém (no caso, Trump em particular e os americanos em geral, sempre a jeito para levarem uma bordoada, com ou sem razão) e a emulação de um povo, o russo, como uma espécie de Rosa&Teixeira que só assenta bem aos corpos elegantes. Como os dos russos, pontilhados de cultura, virtude e estoicismo, tanto que obliteram sem dificuldade as tropelias criminosas de que foram dando prova tanto no czarismo como, principalmente, já como União Soviética.

Já os americanos, broncos e ignorantes, paridos dos Colt 45, das forcas arbitrárias, dos stampede de búfalos, Pocahontas degeneradas e traidoras da tribo, lutas sangrentas com os índios (afinal nada de muito diferente do que os russos fizeram, alargando o território em não sei quantos quilómetros quadrados por dia, coisa de impante relevo de MST na crónica), dos duelos, dos “americanos profundos e ignorantes” e do melting pot que lhes dá uma dor de cabeça danada merecem o desprezo de MST. Que esquece que deve aos americanos falar português e possa continuar a viver num país estranho como o nosso, frequentemente à custa de povos desenvolvidos que nos vão dando uns trocos, de cada vez que nos vem a febre do socialismo, o que acontece com infeliz frequência.

MST desbobina depois uma cassete onde constam alguns dos melhores escritores do mundo e o bem nutrido boião de cultura que são a imagem de marca da Rússia. Mas convinha MST não se deslumbrar e entregar-se ao panegírico de um povo pela narrativa do tal amigo dele, numa refeição no tal restaurante mais bonito do mundo e da cidade mais bela do mundo. Qualquer cronista mais avisado e, quiçá, mais intelectualmente honesto que MST seria capaz de inverter as coisas e falar de cultura americana, das qualidades do grande povo americano (mesmo cheio de Trumps), da sua extraordinária capacidade de trabalho e desenvolvimento e, sobretudo, pelo mais conseguido, justo e insubstituível conceito de sociedade e que dá pelo nome de democracia, onde a liberdade individual é consagrada, ainda que no respeito pelo individualismo e liberdade dos outros. Uma coisa em que os americanos não pedem meças a ninguém, muito menos aos russos, que continuam a achar a democracia e a liberdade umas coisas assim meio para o esquisito. E já nem falo de nós, que ainda hoje somos o único país europeu a brincar (e a aturar) aos comunistas. E sobretudo, não esquecer que os russos foram responsáveis por um período trágico da humanidade, quando mataram milhões e, nao menos grave, moldaram a mentalidade de outros milhões de jovens que nasceram entretanto.

NOTA: Esta crónica vai bem com o Expresso. No fundo, um órgão de comunicação social muito à la MST.


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sábado, julho 08, 2017

A "trip" do Poder





[6150]

Já entrei na fase (sério...) de desligar a TV pela simples aparição da Catarina, da Mortágua, do Jerónimo e mais um para de fulanos do PC de que não me ocorre o nome (um deles, aquele que participou na "charanga" pró-Maduro que circulou aí pela baixa de Lisboa). Esta rapaziada que garante a maioria parlamentar do tosco Costa (aquele que passa por hábil político por via da amestrada comunicação social) perdeu completamente a vergonha e presta-se a um exercício frequente de críticas ao governo, apenas para "inglês ver".

Repito o que tenho dito há muito. Provaram do Poder e aquilo é um bocadinho como aqueles adesivos de morfina para tirar as dores do reumático, puseram os adesivos àquele pessoal e agora para os arrancar vai ser o cabo dos trabalhos. A questão é que se fosse só uma questão de vergonha na cara, ainda era como o outro, a coisa ficava aqui pela paróquia. O pior é que de cada intervenção das referidas criaturas releva mais um ponto na escala do desprestígio e carência de credulidade que mantemos e nutrimos internacionalmente.

Costa é o culpado de tudo. Porque deixou. Porque quis, porque se sente bem. Adulado e referido como perito hábil. Um indivíduo malcriado, chocarreiro e sem qualquer traquejo de governança que não sejam os coloridos malabarismos que compunham o trágico período Socrático, de que Costa foi um fiel, atento e venerador intérprete.


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sexta-feira, julho 07, 2017

SEX 7 JULHO



[6149]

Tenho andado um pouco cansado. Almocei e antes de me agarrar ao computador encostei-me no sofá. Passo pelas brasas. Acordo e, meio estremunhado, pego no telemóvel para ver as horas. E no alcantilado da via que nos traz do sono à realidade, a única coisa que leio no mostrador é SEX 7 JULHO.

Esfrego os olhos, remeto-me a um exame de consciência no intuito de perceber se me tinha esquecido de alguma coisa… até que acordo finamente e entendo o quadro. É Sexta–feira, dia 7 de Julho do ano da graça de 2017. Um dia como os outros e, ponto importante, não me esqueci de nada, não fiquei a dever nada a ninguém… e concluí que vivemos na época do automatismo mas ainda não chegámos propriamente ao ponto de ter um telemóvel que nos avise sobre os nossos humores, desejos, fantasias ou, até e em alguns casos, obrigações.

Posto isto, vou trabalhar.


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quinta-feira, julho 06, 2017

13 anos



[6148]

Uma trapalhice entre um pai que não percebia nada “dito e uma filha voluntariosa - e acabei por escrever um post naquilo que eu queria que fosse um blog.

A meio do espectáculo havia que dar nome à coisa. Nada, mas nada vinha à cabeça. E a filha diz: - Pai, dá um nome qualquer, uma coisa que reflicta, sei lá… a espuma dos dias, das coisas, das pessoas. E dessa espuma, eu pensei em voz alta. Espuma da mente? Pai, põe esse e depois, se não gostares, mudas.

E ficou Espumadamente. Depois vi que não gostava, mas não mudei. E quando achei que já sabia mudar, já havia visitas e comentários. E já não dava para mudar, apesar do nome ainda hoje me parecer de uma arrepiante pobreza de imaginação.

Isto passou-se a 6 de Julho de 2004. Treze anos, 6.150 posts e mais de um milhão de visitas depois, o blog ainda aqui anda. Não tenho bem a noção de quantos blogues terão já treze anos. Lembro-me de dois…

Hoje tenho gosto no Espumadamente e sei que o Espumadamente tem gosto em mim. Porque nem eu deixei de escrever nem ele deixou de proporcionar um razoável número de visitas, ainda que não seja um blog chamado de referência. Dá para os gastos.

Um agradecimento sincero a quem ainda o lê. Um abraço aos amigos que aqui criei e conheci. Continuarei. Na esperança, que espero não seja vã, que o Costa “deslargue” da mão rapidamente a ver se consigo ser mais imaginativo.

Obrigado a todos e Tchin-Tchin.


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quarta-feira, julho 05, 2017

As time goes by


[6147]

Não sou o H.Bogart, nem a Ingrid Bergman me foi apresentada. Mas é estranho como há situações tão diferentes e tão parecidas…

Lá pela metade do século passado… fatinho novo, penteadinho, enlevo dos papás e pose para a fotografia



Passagem de século. Rigorosamente pela entrada do XXI… num restaurante da Madragoa com amigos.



17 anos depois… primeiros sinais de declínio e/ou senilidade precoce. Aceder a ver quem tem mais jeito para tirar selfies… Há poucas semanas atrás, no Guincho.




Daqui a 17 anos. Espero não andar a fazer figuras destas pela praia fora, a exibir pescoços de gansos para, sei lá… disfarçar alguns engasgos que inevitavelmente surgirão. Tipo trovoada seca que provoque um desgraçado de um raio (um relâmpago do Baldaia) que atinja a única árvore que eu gostaria que passasse incólume pela intempérie.

É isso. Time goes by. Tenho estado a receber muitas dezenas de mensagens de aniversário de amigos. Tenho um dia preenchido, prometo mais logo responder a todos. Mas tenho de acusar, desde já, a satisfação que sinto em ter tanta gente a lembrar-se de mim.




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terça-feira, julho 04, 2017

Forças armadas ????????



[6146]

Hoje de manhã ouvi uma notícia esquisita. Vou tentar reproduzi-la:  “As patrulhas nos paióis de armamento eram feitas com soldados com armas, mas sem munições. Porque, às vezes, havia camaradas que davam tiros neles próprios e outros que davam tiros nos companheiros.

Mais palavra menos palavra, foi isto que ouvi. Se alguém, por caridade, me souber explicar o significado desta estranha afirmação, o meu eterno reconhecimento.

Entretanto, sugeria que pelo menos nos próximos tempos em que, por acção sistémica, alguém se lembre de roubar mais armamento, as rondas passassem a fazer-se com camaradas municiados. Se um ou outro disparar contra ele próprio ou o companheiro, o dano será sempre menor do que deixarem roubar mais uma carrada de armamento que pode matar uma data de gente.

Mas, repito: Alguém que me explique esta prevenção do suicídio ou do homicídio em vez de se fazer prevenção aos paióis. Este país ainda hoje é uma grande caixinha de surpresas para mim.


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Medina Carreira



[6145]

Medina Carreira tinha, para mim, um valor inestimável pelas razões sucintas que passo a citar:

1 – Falava um português sem arrebiques e que, naturalmente, toda a gente percebia (uma excepção para a Judite de Sousa que, frequentemente, saltava com perguntas totalmente fora do contexto e sempre com o pé a fugir-lhe para para a chinelinha situacionista);

2 – Eu não precisava de ser fiscalista, economista, jurista ou financeiro para perceber com fluidez o que ele dizia. De resto sempre apoiado com quadros e gráficos que nunca vi ninguém refutar;

3 – Manifestava uma admirável facilidade em chamar as coisas e as pessoas pelos nomes. Nunca se preocupou em escamotear factos ou personalidades, sempre que achava que devia ser factual.

4 – Sabia projectar, como ninguém, a trágica situação em que vivemos por força de um  punhado de gente que actuou de forma reconhecidamente dolosa (há poucos presos ou arguidos), por pura ignorância, outros ou, ainda, por uma atitude servil, uma grande quantidade deles. Não me ocorre que algum destes exemplares citados alguma vez se oferecesse para debate, em face daquilo de que eram directamente acusados. Chamavam-lhe pessimista. Com o detalhe de alguns lhe chamarem pessimista e catastrofista, esboçando um sorriso idiota com uma pretensa superioridade de condescendência (e calcula-se com facilidade de quem estou a falar, mesmo que o nosso alegado primeiro-ministro diga que herdou a sua amizade por via do pai – e vá lá saber-se o que é que ele pretende dizer);

5 – Medina Carreira faleceu. Não sabia que tinha cancro. Jamais me passou isso pela cabeça, apesar de, por vezes, ele me parecer cansado e com algum sacrifício físico. Ficamos a dever-lhe o alerta para uma situação de emergência em que todos vivemos. Oxalá a palavra dele não tenha sido totalmente em vão.

NOTA: Nunca fui de panegíricos serôdios ou a propósito do falecimento de alguém. Com Medina Carreira, faço-o. Porque tinha uma enorme admiração por este homem que aos oitenta e cinco anos mantinha a garra e a presença para abordar os problemas da forma como o fazia.


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sábado, julho 01, 2017

Família





Clicar na foto para se perceber que tenho cabelo, a luz artificial mesmo em cima é que causa uma ilusão de óptica...

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My Johannesburgers... :) FILHO (uma espécie de irmão mais novo já que fui pai dele em tenra idade... NORA (nome mais feio que havíamos de arranjar para as mulheres dos nossos filhos, vem-me logo à cabeça coisas, como "cabrestante" e o inevitável burro de olhos vendados a andar à volta - Antoinette, there is no possible decent translation for this, please ask Pedro :); NETO (também horrível, lembra-me logo um jogador de futebol e NETA, pior ainda, por ser um inaceitável momento de machismo e misoginia, entenda-se… arranjam nome para os filhos dos fihos e para as filhas…”invagina-se “ a coisa e fica resolvido. 


Este jantarinho da foto faz hoje exactamente 1 ano e o FB lembrou-mo, num restaurante em Bedfordview, onde comemos baby calamari, uma coisa que os sul-africanos não sabiam que se comia há poucos anos atrás, swear to God, julgavam que o calamari, ou squid, serviam apenas de isco para os pescadores, aqui está um contributo válido dos portugueses para os hábitos alimentares sul-africanos que, hoje, adoram choco, lula, já não passam sem expresso-coffee, salivam só de dizer piripiri-chicken (ask Nando’s), vulgarizaram o "prego", deixando de lhe chamar steak roll e até já acham que o steak and kidney pie é uma infeliz invenção dos "pommiees" ou "souties", que é como os sul-africanos designam carinhosamente os "bifes” ingleses. Pommiees não sei bem porquê... souties, porque dizem que o ingleses vivem com uma perna no UK e outra na RAS e as "balls" no mar - sout for salt... :).

O FB é simpático em trazer estes momentos mas podia escolher melhor as fotos. Estou farto de lhe dizer que fotos que me são tiradas sob luz artificial me fazem parecer careca quando, afinal, eu tenho é cabelo ralo… !!! e como é angustiante olhar para o meu filho e pensar que na idade dele eu também tinha um cabelo daqueles.

A Antoinette é uma nora incrível e o único defeito que tem é de ser enraizada em franceses, coisa com que tenho uma inexplicável embirração. Mas é um amor de miúda, tanto os filhos como o marido são gente de sorte por tê-la.

Os netos… pois, a Monique é a menina mais bonita a sul do Equador e o Nelson o mais inteligente. Uma questão de genes…

E o pai/avô/sogro que, como já se desconfia, sou eu, revê com alegria estes momentos que bem podiam ser mais não fosse tão longe. Mas vai dando de vez em quando. Além de que eles quando cá vêm, comem uma alheira e acham uma delícia, acham uma graça infinita aos eléctricos e aos tuku-tuku, bebem uma bica e depois lá vão eles porque lá é que é bom. Se calhar têm razão…

Isto de ter família longe é chato. O que vale é que tenho mais uma filha aqui bem perto (Helsínquia) e outra aqui à mão, à Graça, mais perto ainda, ainda que com intervalos de “have a visual” mais ou menos semelhantes.

NOTA - E vai  outro post sem falar no... nele!


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