sábado, julho 08, 2017

A "trip" do Poder





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Já entrei na fase (sério...) de desligar a TV pela simples aparição da Catarina, da Mortágua, do Jerónimo e mais um para de fulanos do PC de que não me ocorre o nome (um deles, aquele que participou na "charanga" pró-Maduro que circulou aí pela baixa de Lisboa). Esta rapaziada que garante a maioria parlamentar do tosco Costa (aquele que passa por hábil político por via da amestrada comunicação social) perdeu completamente a vergonha e presta-se a um exercício frequente de críticas ao governo, apenas para "inglês ver".

Repito o que tenho dito há muito. Provaram do Poder e aquilo é um bocadinho como aqueles adesivos de morfina para tirar as dores do reumático, puseram os adesivos àquele pessoal e agora para os arrancar vai ser o cabo dos trabalhos. A questão é que se fosse só uma questão de vergonha na cara, ainda era como o outro, a coisa ficava aqui pela paróquia. O pior é que de cada intervenção das referidas criaturas releva mais um ponto na escala do desprestígio e carência de credulidade que mantemos e nutrimos internacionalmente.

Costa é o culpado de tudo. Porque deixou. Porque quis, porque se sente bem. Adulado e referido como perito hábil. Um indivíduo malcriado, chocarreiro e sem qualquer traquejo de governança que não sejam os coloridos malabarismos que compunham o trágico período Socrático, de que Costa foi um fiel, atento e venerador intérprete.


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sábado, janeiro 07, 2017

A patine e a falta de solarine




Clicar na foto para ver bem o OUTfit da MAI e a "barbatana do respectivo marido, que devia estar com frio no pescoço e calor na barriga


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Dizia um treinador de futebol, cujo nome não me ocorre, que para se ganhar o campeonato era preciso ter estofo de campeão. Para representar o governo, também. Tem que se ter estofo. Nem que seja poucochinho.

Por mais que uma vez afirmei que esta geringonça me embaraça. À revelia da forte contribuição para a vinda do diabo quando menos se esperar, há uma questão de decoro que imposta preservar, quanto mais não seja pelo respeito devido a uma nação a caminho do milénio de História. E a geringonça não o tem. É preciso saber vestir, saber, estar, saber falar, saber receber e agir com um mínimo da dignidade que se espera de uma elite que representa um país. Para além da observância de um módico de ética que esta gente (e não me refiro apenas à foto) claramente não tem.

Não é o caso.


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quarta-feira, agosto 24, 2016

E é isto...



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Às vezes chego a convencer-me que este fenómeno, surpreendentemente chamado de “esquerda”, atravessa momentos em que nos questionamos se esta gente, mentores de episódios deste género, têm mesmo a noção do significado de “esquerda” ou se são apenas e fundamentalmente estúpidos.

Nem seria grave se esta rapaziada fosse apenas estúpida e não dispusesse de meios materiais para chatear meio mundo e objectivamente complicarem situações já de si delicadas que requerem sabedoria, sensatez e competência para serem resolvidas ou atenuadas. Pois, também há os não-estúpidos, deliberadamente cometidos a uma função desagregadora e criminosa. E para esses deveria existir um formulário adequado de acções, legais, democráticas e blá-blá-blá que terminantemente os pusessem na ordem.


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terça-feira, julho 26, 2016

Julgava que só vinham de avião



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Há uns meses atrás, Guterres “o bonzinho” soltou um dos seus inconfundíveis «sound bytes», afirmando que não havia terroristas entre os refugiados. Porque os terroristas deslocam-se de avião, disse ele. O «politicamente correcto» paroquial exultou com o impacto desta sábia asserção do antigo primeiro-ministro, ao mesmo tempo que fazia juízos de valor sobre quem quer que fosse que não pensasse assim. Só poderiam ser «direitolas», xenófobos, extremados políticos e, no fim das contas, uns boçais empedernidos naquela ignorância atávica herdada dos hediondos regimes da direita trauliteira.

O tempo passava e o pessoal engajado na esteira deixada por Guterres desdobrava-se em acções múltiplas a favor dos refugiados, enquanto a comunicação social ia acompanhando a sinfonia, salpicando-a com fotos de crianças afogadas, barcaças viradas no mediterrâneo e a xenofobia espumante dos húngaros, dos austríacos, polacos e mais uns quantos.

Entretanto, até o nosso sorridente Costa se armou em agente de viagens e foi por essa Europa fora tentando angariar emigrantes os quais, diga-se de passagem, não se mostravam muito excitados com a ideia. Alguns deles deram mesmo às de Vila Diogo, depois de serem instalados melhor que os nossos atletas olímpicos no Rio de Janeiro.

As bombas começaram, neste ínterim, a rebentar, as facas, catanadas, tiros e atropelamentos passaram a fazer parte do nosso dia-a-dia e mesmo com uma parte da nossa comunicação social totalmente estupidificada e em desenfreada diagnose do fenómeno, a triste realidade acabou inevitavelmente por vir ao de cima e até Merkel o admite. Os nossos D. Quixotes também se calaram e hoje é como se nunca tivessem dito nada. Ficam calados que nem ratos desconfiados da estricnina e é como se não fosse nada com eles. Sobrevivem uns quantos comentadores televisivos mantendo um extraordinário poder de diagnóstico e que continuam a avisar o pessoal de que não podemos ter medo, porque ter medo é dar razão aos terroristas e, sobretudo, não devemos embarcar na opinião fácil de que todos estes actos são terroristas, não vá a gente mudar para estados securitários. Muitos deles provêm de razões diferentes, presume-se que da malévola extrema-direita.

Em nome dos infelizes que morrem continuamente, esta gente devia estar calada. Isto inclui Guterres que, já homenzinho, continua a pensar que estas coisas se resolvem ouvindo Vangelis e mandando umas bocas, isto para não «partir as fuças à direita», como ele costumava dizer enquanto se ia entretendo a tornar este país no pântano de que fugiu.

Uma nota para os infelizes refugiados, aqueles mesmo a sério, que fogem da fome e da guerra. Esses acabarão por conseguir um tecto, pão e escola e hospitais para os filhos. E esses, sim, têm de ser ajudados. Dispensavam era os florilégios guterristas e afins que só acabam por prejudicá-los na busca da segurança das suas famílias. Só atrapalham.


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quarta-feira, dezembro 17, 2014

Faltava-nos esta


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No tempo das colónias foi a psicossocial Mais tarde foi a chamada discriminação positiva, uma forma de diferenciação quase sempre com efeitos colaterais conducentes a exacerbar ódios e racismo, em países como a África do Sul, Moçambique, Brasil e outros. Na Europa assistiu-se a uma forma mais ou menos camuflada de exercer essa discriminação por via do pensamento novo, do homem novo, dado à solidariedade internacionalista e ao conjunto de «boas práticas» que se convencionou adoptar como alma mater dos cidadãos como deve ser. 

Foi toda a vida assim. Faltava-me agora António Costa processar um conjunto de práticas através das quais ele acha que o funcionalismo público beneficiaria da inclusão de imigrantes nos seus quadros. Não vejo como isto seria possível sem a prática, uma vez mais, de discriminação positiva. Sem embargo do reconhecimento das capacidades e competências de muitos imigrantes que se estabelecem em Portugal, esta ideia de Costa não passa, uma vez mais, de conceitos sociais enquistados, quem sabe, até, de uma forma apurada e mal disfarçada de racismo ou, mais prosaicamente, dum pensamento pateta. 

Este tema é delicado e abordá-lo da forma que aqui faço pode espoletar opiniões avulso sobre a maldade do meu carácter ou, até, uma putativa associação à perigosíssima Marine Le Pen que ganhou fama de comer imigrantes ao pequeno-almoço. Mas esta é apenas a expressão de cansaço de ter levado toda a vida com campanhas, ou para um lado ou para outro. Por isso mesmo elegi como uma das mais sábias afirmações de sempre, a do actor Morgan Freeman quando uma vez disse que a melhor maneira de se combater o racismo é ignorá-lo. Talvez que a melhor maneira de ter imigrantes na função pública portuguesa seja, exactamente não falar no assunto, encarar a situação com normalidade em vez de termos de ouvir os «Costas» do meu descontentamento a papaguear frases feitas que mais não fazem que contribuir, decisivamente, para aumentar o número daqueles que acham que não devem haver imigrantes coisa nenhuma ao guichet duma repartição.

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segunda-feira, agosto 26, 2013

Memória curta



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É obsceno o escarcéu que vai por aí com a meia dúzia de rendas que Meneses terá pago em Gaia, se nos lembrarmos como o PS se prestava (e prestará, é só terem campo para isso) a episódios de autêntica pornografia, como o que se pode ver neste vídeo. Não me lembro de queixumes do Público nem da verrina dos comentadores do costume sobre este tipo de acções a que Sócrates deitava mão nos intervalos de outras laboriosas actividades, para as quais nunca a justiça terá encontrado material de pronúncia.
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segunda-feira, agosto 27, 2012

«Prontes»! E é isto!

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«Prontes»! E é isto! Passa por ser muito inteligente. E altamente qualificado no seu mister, sendo que, neste caso, julgo que a referência será a economia, matéria em que Louçã dá aulas.

Tenho dificuldade em entender como se cria este tipo de dados adquiridos. Por mim, acho que um homem muito inteligente e altamente qualificado terá o discernimento suficiente para pôr de lado a vertente trapaceira e as raivinhas incontidas contra tudo o que mexe e difira do seu pensamento. Um homem inteligente aceita a discussão, debate e privilegia as boas maneiras para fazer prevalecer as suas ideias. Louçã não faz nada disso, Truculento, raivoso e belicoso, nada diz ou faz que não seja através de primária demagogia tal qual se usa para gente idiota, que é o que ele gostaria que os portugueses fossem por muitos anos e bons. Louçã não quer o poder. Muito menos saberia o que fazer com ele. Verdade seja dita que também não sei bem o que ele quer, não sou psicólogo, sociólogo ou antropólogo.

A tragédia decorre do facto de nem ele próprio, provavelmente, saber. A sua grande realização pessoal é acelerar pela via tortuosa da estupidez humana ou das idiossincrasias estranhas que algumas elites portuguesas insistem em demonstrar como tique de bom-tom, quais sejam, por exemplo as de achar que este é um homem muito inteligente e muito, altamente, qualificado. Por mim, continuo sem saber porquê. Sei que incomoda muito e atrapalha ainda mais. E consegue o milagre de ter uma comunicação social pateta e patética que vai a correr atrás dele sempre que ele dá um pum. Coisa que, presumo, lhe aconteça com a mesma inevitabilidade com que acontece às pessoas.
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quarta-feira, novembro 09, 2011

Robalos e pão-de-ló

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Eu sei. Eu sei que um pessoa só é culpada depois de julgada e condenada e recursos esgotados. Eu sei. Mas ver um friso de arguidos sorridentes, com ar de quem saiu do chuveiro e se vestiu de lavado, com a confiança de quem sente e sabe que isto da justiça não é bem para eles e com a expressão desdenhosa com que Vara, só para usar um exemplo, responde à jornalista (ou melhor, não responde, pergunta… tipo, «porque é que me faz perguntas dessas?») enquanto paira uma atmosfera de pressentida impunidade, quanto mais não seja porque o presidente do Supremo mandou destruir umas conversas telefónicas entre eles e o inenarrável (Sócrates, esse mesmo de triste figura e má memória) e que sem essas gravações todo o processo corre o risco de ir pelo esgoto, ver este friso de gente nestes preparos, dizia eu, causa-me uma irreprimível repugnância e um estranho impulso para andar ao estalo. Eu, um pacífico militante com paciência de Job.

Desta reportagem ressalta ainda um naco esplendoroso de «delicatessen» consubstanciadas em robalos (Godinho não pode comer enchidos…), enchidos e pão-de-ló e ainda um enternecedor carinho pelo clube da terra, a avaliar por uma oferta de um equipamento de um equipamento da equipa de Esmoriz. Canetas Mont Blanc, relógios e envelopes com notas gordas de Euros é que nada. Tudo boatos da reacção. Também há por ali alguém com vontade que Sócrates desse uma sticada numa gaja mas isso configura, certamente, um exagero da comunicação social, sempre sedenta de sangue e sensacionalismo.

Ora aqui está uma peça que nos faz pensar que aquele secretário de Estado que acha que a juventude devia deixar a zona de conforto e emigrar é que está carregado de razão.
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segunda-feira, novembro 08, 2010

Imbecilidade militante


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No fundo esta rapaziada beijoqueira e exibicionista, antes de serem gays são, fundamentalmente, idiotas. Vale-lhes a virtude de estarem a prestar um bom serviço à comunidade, incluindo a igreja católica. Porque se a condição gay (esta da condição gay é mais ou menos por comodidade discursiva, não me ocorre outra…) está consensualmente aceite na sociedade moderna como uma expressão livre de opções sobre práticas sexuais, já o primado da decência continua a ser suficientemente forte para que achemos esta maralha desprovida de um módico mínimo da mesma, no pressuposto de que neste mundo todos temos de nos respeitar uns aos outros. E é por isso que eu acho que estão a prestar um bom serviço. Encenarem episódios deste tipo, a propósito ou não de uma visita do Sumo Pontífice, ajuda-nos a que não nos desviemos, por um milímetro, da fronteira entre um quadro social e humanamente aceitável e a manifestação indecorosa de um punhado de imbecis.

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quarta-feira, maio 26, 2010

Why not?



A senhora com uma rosa na cabeça é uma das 14 mulheres do Reu Mswati III da Swaziland. É improvável que apareça no "Why Not"

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Quem conhece bem a Suazilândia deve lembrar-se do “Why Not”, um bar semi-obscuro (literalmente…) ao longo da estrada entre Manzini e M’Babane. Era um local de inominável mau gosto, repleto de mulheres de peitos fartos e ancas desbundadas e transbordadas do espartilho dumas saias estranhas, muito apertadas, de cores garridas e que contrastavam com a tez muito escura da epiderme. As bocas, muito grandes e emolduradas por um desenho capcioso dos grandes lábios, carregados de batom escarlate, umas unhas compridas e esmaltadas com arabescos multicor. Estas mulheres borboleteavam por entre as mesas do consumo mínimo, normalmente consubstanciado em whisky barato servido em garrafas de Johnny Walker de 20 anos, Dimple ou Passport, por ter umas garrafas convenientemente escuras.

O ambiente era de festa, de fumo, de vapores de álcool, de odor corporal intenso misturado com perfumes agressivos e de intenso pecado (na Suazilândia o pecado é omnipresente e conscientemente assumido, como explicar, há a noção de que todos somos “sinners” mas não há como escapar a este desígnio divino, por outras palavras, todos somos profundamente religiosos mas somos “sinners” e como tal temos de nos ajustar e aguardar com fé o castigo divino. É mais ou menos isto…), um pecado envolvente a que os clientes (ainda lá não chegou a designação europeia de utentes…) não conseguiam e muito menos deveriam eximir-se. A hora era de deboche e ai daquele que se furtasse ao “mainstream” e ousasse um movimento de esquiva. Que o digam os sul-africanos dos tempos do apartheid, mesmo os mais fervorosos crentes da igreja holandesa que, passada a fronteira geográfica entre o seu país e a Suazilândia se entregavam aos prazeres da carne ao longo dos fins-de-semana, até ao regresso às suas puritanas origens onde, após conveniente contrição (e um bom banho, diria eu,) voltavam a estar purificados para a labuta diária e para os seus deveres conjugais.

Uma vez fui ao “Why Not” com um grupo de amigos, todos equipados com as respectivas mulheres, as legítimas, que eu sou homem de boas contas e uma mulher só. E a insistência das mulheres foi tanta que acabámos por ir ao “Why Not”. Lá chegados e bebidas “ordered”, entretínhamo-nos a ver imagens de pornografia de 5ª categoria nas paredes do bar enquanto o ambiente do “Why Not” se ia gerando, à medida que o álcool corria e as mulheres gordas, de lábios escarlate, peitos fartos… essas… se iam distribuindo pelas mesas e confraternizando. E é quando uma se senta ao meu lado, me começa a acariciar por áreas que aqui omito porque este blogue também é lido antes das dez da noite, carícias essas feitas sem qualquer rebuço em frente de toda a gente, incluindo a minha mulher que se sentava a meu lado. Quando a Nina (assim se chamava a tonelada de mulher a meu lado…) me disse que we might as well go upstairs to have fun eu disse, algo conspicuamente, que this lady here is my wife, that would be my pleasure, but my wife is right here, sitting at the table… a Nina diz-me com a maior das naturalidades, never mind, we can always get her a boy-friend. Nesta fase do campeonato e por muito espírito cordato que eu tenha, disse aos meus amigos que tínhamos de ir porque havia gente esperando por nós no Royal Swazy. A Nina não gostou do evidente pretérito, mas não fez “peixeirada”. Uma taça de 7-Up feito champanhe amenizou a perda. Pagámos e viemos embora.

Isto a propósito de quê? Porque ouvi anteontem um anúncio na televisão estatal de que um empresário português tinha aberto mais um hotel na Suazilândia. Com piscina, spa e casino. Não sei quantos quartos e excelentemente localizado perto do Royal Swazi e do Ezulwini. E que esperava ter o hotel cheio quando começasse o campeonato do mundo de futebol. Nome do novo hotel? “Why Not”, pois claro. E o empresário português, que acabou por ser entrevistado em discurso directo fez um apelo às massas e disse, mais palavra menos palavra. Venham, venham todos, temos casino, bons quartos, piscina, spa e ah!... o que não falta é meninas simpáticas por aí, até porque o Rei também tem muitas mulheres (SIC).

É oficial. O turismo na Suazilândia mantém a sua vertente lúdica. Desta vez apimentada com a malandrice do empresário tuga que não se esquece de avisar que o “Why Not” tem por lá muitas meninas simpáticas. E se o rei tem muitas mulheres porque as não há-de ter ele para fornecer aos seus clientes? Why not?
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quarta-feira, janeiro 20, 2010

O consigo e a excelência


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Passadas algumas tentativas mais ou menos frustres e folclóricas de prolongar o achincalhamento a que Pedro Santana Lopes tem sido continuadamente sujeito, a propósito da sua recente condecoração pelo Presidente da República, o que ficou da cerimónia foi um episódio simples, breve e protocolar. Suficiente, mesmo assim, para recordar a também breve intervenção de Santana Lopes que, a certa altura, disse “é para mim uma honra receber esta condecoração das mãos de V. Excelência”. Esta frase passaria mais ou menos despercebida se não me fizesse recordar a intervenção recente de Sócrates quando afirmou a Cavaco Silva, “continuaremos a colaborar consigo”.

Esta diferença de estilo e respeito institucional não tem a ver com votos. Tem a ver com a natureza das pessoas, com sentido de Estado, cidadania e com o brilho devido à forma de nos expressarmos junto das figuras de Estado, tem a ver, enfim, com uma forma de estar e de ser que temos ou não. Está connosco, é intrínseca e são línguas que não se aprende depois de velho, lá diz a velha sabedoria popular.
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