quinta-feira, julho 27, 2017

Agora, sim, está tudo esclarecido



[6159]

António Costa explicou ontem, com a inabilidade do costume e a quase inintegibilidade das palavras comidas a meio que lhe enformam o discurso, que os argumentos da oposição eram “parvos”. Entre outras pérolas, mentiu também, sobretudo naquela jogatina que metia datas, número de vítimas ministério público, etc. Toda a cena se passa entre o secretário de estado (aquele que chora com Marcelo), a imóvel, queda e muda Constança e a comandante Patrícia, aquela senhora  que todos os dias nos vem dizer que as coisas estão difíceis, mas que temos não sei quantos homens no local, mais não sei quantos meios aéreos, mais não sei quantos meios terrestres, mais não sei quantos espanhóis, mais não sei quantas mudanças de direcção de vento, baixas de humidade (e vá lá que não tem havido raios, nem os relâmpagos do Baldaia) e nos explica como se estabelece as prioridades nos ataques dos incêndios.

À noite, a SicN dá uma entrevista com Pedro Nuno Santos, aquele fulano de barba esbranquiçada e bem aparada que se senta quase sempre à direita de Costa, aquele que disse não pagamos, os alemães que se pusessem a pau que ele ia lá e partia-lhes as pernas, não sei se foram estas as palavras exactas, mas qualquer coisa por aí. E para mim, valeu o jornalista ter aflorado o fato de Costa ter dito e repetido que o número de mortos de Pedrógão Grande era assunto esclarecido e que afinal não estava nada esclarecido. E é aqui que o fulano que diz que vai dar umas caneladas aos alemães e não paga diz que Costa disse isso, sim, mas depois disso o Ministério Público listou as vítimas e agora o assunto estava esclarecido (!!!).


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sábado, julho 08, 2017

A "trip" do Poder





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Já entrei na fase (sério...) de desligar a TV pela simples aparição da Catarina, da Mortágua, do Jerónimo e mais um para de fulanos do PC de que não me ocorre o nome (um deles, aquele que participou na "charanga" pró-Maduro que circulou aí pela baixa de Lisboa). Esta rapaziada que garante a maioria parlamentar do tosco Costa (aquele que passa por hábil político por via da amestrada comunicação social) perdeu completamente a vergonha e presta-se a um exercício frequente de críticas ao governo, apenas para "inglês ver".

Repito o que tenho dito há muito. Provaram do Poder e aquilo é um bocadinho como aqueles adesivos de morfina para tirar as dores do reumático, puseram os adesivos àquele pessoal e agora para os arrancar vai ser o cabo dos trabalhos. A questão é que se fosse só uma questão de vergonha na cara, ainda era como o outro, a coisa ficava aqui pela paróquia. O pior é que de cada intervenção das referidas criaturas releva mais um ponto na escala do desprestígio e carência de credulidade que mantemos e nutrimos internacionalmente.

Costa é o culpado de tudo. Porque deixou. Porque quis, porque se sente bem. Adulado e referido como perito hábil. Um indivíduo malcriado, chocarreiro e sem qualquer traquejo de governança que não sejam os coloridos malabarismos que compunham o trágico período Socrático, de que Costa foi um fiel, atento e venerador intérprete.


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quarta-feira, junho 07, 2017

Sinistro



[5522]

Continua em velocidade de cruzeiro o “debate” sobre a EDP. Não se esperava outra coisa que não fosse a asserção de que tudo o que os administradores da EDP fizeram foi sempre na estrita observância da lei. O que não parece difícil de perceber é que o Estado (Sócrates, para sermos exactos) extrapolou valores, colocando os níveis de renda muito acima do que era justo e tecnicamente aceitável. Claro que o tema é muito técnico mas é uma questão de se colocar lado a lado os custos de energia de Portugal com os dos outros países europeus. E, ainda, de recordar (a memória é curta…) a excitação doentia com que Sócrates incensava as energias eólicas, tornando Portugal o país número um nesta modalidade de desporto, ao mesmo tempo que não perdia a oportunidade (Sócrates) para mostrar aos papalvos como o Partido do Poder se empenhava no desenvolvimento de Portugal na “pegada ecológica”.

O resultado está à vista. É difícil detalhar as coisas, mas ouvindo os “especialistas” que vêm perorar sobre o assunto à televisão acabamos por concluir que sim, que o reinado de Sócrates foi um período de sinistra corrupção em que a EDP terá sido a sua derradeira acção. É absolutamente inaceitável que esta criatura tenha causado tamanho prejuízo aos portugueses e ainda hoje se ande à procura do papel, da prova, da resposta à carta rogatória e do raio que o parta. É por demais evidente que todas as explicações dadas nas TV’s apontam para um escabroso caminho. Nada se fez na ilegalidade, mas todos os valores considerados nos tais CMEC’s eram escandalosos, cerca de 250 mihões/ano, embrenhámo-nos na maior confusão com as eólicas as termais e as hídricas, o gás, o carvão e, convenientemente, se agiu para que os CMEC’s aparecessem como o corolário necessário ao bom funcionamento da EDP.

No meio disto tudo regista-se a acção sinistra de Sócrates, como chefe do governo em 2007, ano em que se subiu o valor dos CMECs em cerca de 25%, mas igualmente a cumplicidade dolosa de muitos componentes do seu governo, pois, que me recorde, nenhum se levantou e disse que tudo aquilo era uma tramóia sem nome. Muitos deles flauteiam-se agora, saltitantes na geringonça.

Em paralelo, esboça-se por ai um movimento de crítica a Passos Coelho por não ter atalhado na redução das rendas. O que é mentira pois, que eu saiba, foi o único governo a conseguir uma parcial moralização da coisa, com uma redução de dois mil milhões. Vai-se a ver a geringonça ainda vai aparecer como salvadora da pátria. Assim uma espécie de quem fez a merda e agora limpa laboriosa e patrioticamente o cu. E perdoe-se-me o plebeísmo mas não me ocorre expressão mais apropriada a tudo isto.




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sábado, dezembro 03, 2016

E a página que nunca mais se vira...

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Aquele Passos Coelho é tramado. Arranjou para aí uma trapalhada que obrigou os jovens a emigrar. O que valeu foi ter aparecido o Costa mai-la a sua geringonça, para virar a página. A tal página da austeridade.

Não sei onde é que ele molhou o dedo para virar a página, mas o facto é que mais uma filha abalou. Fartou-se do sol e dos vestidos frufru




e aí vai ela para a neve e temperaturas subzero.




Ainda lhe disse para dar tempo ao tempo, deixar o Costa fazer o trabalho e virar a página toda, mas as trapalhadas com que ela (a filha) passou a ter de lutar todos os dias, incluindo corte de remunerações que lhe eram devidas pela custódia de uma filha pequena e a opinião mais ou menos segredada de uma funcionária que lhe disse que estas situações são provocadas e que as pessoas têm de esperar meses até se “desenrolarem”, por absoluta falta de verbas, ou cativações, como se diz agora, fez com que a referida filha resolvesse não esperar pelas sacanices (desculpem o plebeísmo do termo, mas trata-se de sacanices, mesmo…) da geringonça e foi à vida. Trocou o tal sol e a imperial pelo fim de tarde com os amigos, pela neve e um bife de rena (blharrrgggg!...) ao jantar.

Boa sorte, filha, o pai (na circunstância, eu) cá fica, que já lhe doem os ossos de tanta emigração, embora mantenha um estado potencialmente apopléctico de cada vez que vejo na TV o sorriso alarve daquela criatura que continua a virar a página… vai dando notícias, que ainda cá tens uma irmã. Quem sabe lhe salta a tampa também, que aquele Passos Coelho é danado.


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domingo, maio 08, 2016

Tunneled






[5397]


Ainda a propósito da inauguração do túnel do Marão, Pedro Passso Coelho é (sempre foi) um inábil. Talvez ele tenha pecado por omissão, devia ter dito «nunca inaugurei nada na companhia de inocentes até condenação transitada em julgado por roubar milhões aos seus cidadãos e por ter sido responsável por um trágico desenvolvimento da nossa situação financeira e pelo nosso prestígio internacional». Assim, ficaria mais completo.

Pasmo em verificar que de três pessoas comentáveis, Costa, convencido pela prestimosa Comunição Social que é um excelente negociador e que resolveu abastardar o acto enviando convites improváveis, Sócrates por ter aceite e Passos por ter recusado, Passos perfilou-se rapidamente como o mais comentado. O homem (Passos) deve ter mesmo algum valor intrínseco, para ser, de imediato, eleito como o mais comentado. Eu sei que os seus inimigos não lhe perdoarão nunca ter sido um homem sério, abnegado, com compostura e com um elevado sentido de Estado que tentou e conseguiu, na justa medida das suas aptidões e limitações, o que estava ao seu alcance para devolver aos portugueses o que lhes tinha sido roubado. Quanto mais não seja pelo contraste gritante com as trágicas políticas dos seus próceres – muitos deles, como Sócrates, extractos de um caldo labrego e maniqueísta para os quais o «Reino da Luz» se corporiza no chico-espertismo e o «Reino das Sombras» na mole idiota e ovina de quem se saca o que se puder, que a hora é curta.

O episódio do Marão envergonha-me. Fatalmente, do que mais se falou foi da recusa de Passos Coelho.





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domingo, abril 17, 2016

Vamos lá ver...





[5388]


Vamos lá ver (expressão corrente no chefe da geringonça), nós lemos isto e começo a ter dúvidas se A. Costa é mesmo um homem de má-fé, sem olhar a meios para atingir os fins e sem qualquer noção do lugar que ocupa e do respeito que deve aos seus cidadãos, ou se é, apenas, fundamentalmente estúpido.

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sábado, março 19, 2016

Dilma vaitjifódê, Lula vaitjifódê



[5385]

Ninguém me contou, eu vi na televisão. Dilma a queixar-se da gritaria e querendo discursar para anunciar a posse de Lula como ministro e a assembleia a mandá-los «fódê». Mas eles não foram. Bom seria se tivessem ouvido e seguido aquele lascivo desejo dos presentes e o tivessem feito entre eles, em vez de andar a «fodê» os outros.

Eu sei que há corrupção boa e corrupção má. É ver como a Esquerda trata esta vergonha brasileira, com as pinças próprias para a apologia da Esquerda e no ataque descabelado, permanente e idiota à Direita. Mas, por mim, tenho de confessar uma angústia clara. Ver como um país com as virtualidades naturais e humanas como o Brasil fica entregue aos humores destes bandos de aventureiros que se entretêm mundo fora a escaqueirar tudo o que mexe e obrigam depois a penosas fases de reconstrução. E toca-me bem fundo a permanente manipulação dos chamados pobres pelas habituais cliques de uns quantos que precisam mais dos pobres para sobreviver do que os pobres precisam de um prato de sopa. Não há desculpa para esta torpe gentalha que manipula, rouba, espolia e ofende – devem ir direitos à cadeia. E muito menos para aqueles que usam a apologia da Esquerda como forma de vida. Estes que vão trabalhar, ou sigam o concelho da esmagadora maioria dos brasileiros e vão-se «fódê», também. E não f**** quem está.

A manifestação de ontem a favor dos sinistros Dilma e Lula foi mais do mesmo. Por cá já tivemos Sócrates a envergonhar a gente decente (que a há) quando disponibilizou dezenas de autocarros cheios de emigrantes do Paquistão, Bangladesh, Cabo Verde, e vários países africanos para irem a Évora manifestarem-se a favor dele. A Esquerda sabe disso, deve lembrar-se com certeza, mas não lhe convém lembrar-se. E a par deste tipo de movimentações tivemos os idiotas do costume fazendo campanha por Lula, como Soares, Sousa Santos, Sócrates (com este a coisa meteu livros e outras negociatas), jornais, inúmeros comentadores televisivos e uma fila interminável de facebookianos que ainda hoje incorporam a ideia de que há corrupção boa e corrupção má. Uma tristeza que desabona os portugueses e que, portanto, faz despertar em mim a necessidade de denunciar esta Esquerda esclerosada e de má índole que não suporta a derrota (a formação recente da geringonça é outro exemplo vivo) e não olha a meios para atingir os fins. O que não seria muito mau se os fins configurassem uma sã forma de opinião e não uma mistela pútrida de ódio e ressabiamento.

Mas, dizia eu, a manifestação de ontem foi uma versão revista e melhorada das excursões a Évora. É ver o vídeo no FaceBook (não consegui colocá-lo aqui). E, acrescento eu, uma grande maioria destes cidadãos livres, recebeu uma ajuda de custo de R$30 (parece que em S. Paulo ascendeu a R$35. Dinheiro que, em última análise, é dos contribuintes. Descontada eventualmente a propina que caberá a cada um dos corruptos que neste momento infestam o Brasil.


O Brasil não merece isto E em Portugal temos, pelo menos, a obrigação de desmascarar aqueles que insistem em desfigurar a realidade e a apoiar uma acção verdadeiramente terrorista como a que se desenrola, neste momento, no Brasil.


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quinta-feira, março 10, 2016

Os patetas e os sonsos



[5379]

A forma como os socialistas se apressam a assenhorear-se do conteúdo do discurso do novo Presidente da República diz bem da indigência cultural e má consciência socialistas. Tudo o que se relaciona com feridas para sarar, consensos, paz, solidariedade, pontes, alargamento de opiniões é cirurgicamente aproveitado para uma colagem descarada a um conjunto de fenómenos que não só são alheios à génese socialista como, pelo contrário, são estrategicamente utilizados.

É confrangedor verificar como os socialistas brandem aquelas bandeiras e se arvoram em vítimas dos neoliberais (um palavrão que muitos deles conhecem apenas de ouvir falar) que nunca se prestaram ao consenso, Ainda ontem uma conceituada pivô da SIC, Clara de Sousa de sua graça, perguntava, convicta e segura, a José Matos Correia se não achava que quando Marcelo falava em sarar feridas, consensos e beijinhos não estaria a fazer uma crítica velada ao PSD e ao CDS. Matos Correia, com paciência e bonomia explicou-lhe, polidamente, que não, pelo contrário, era bom que as pessoas soubessem que nunca o PS, no Poder, se prestou a qualquer tipo de consenso ou a sarar feridas. De resto, feridas que eles próprios se empenham em provocar e infectar. Já na oposição, retomava a ladainha. E o que é grave é que ladainha convence as Claras de Sousa e correlativos. Ou não… e passamos a estar perante um bando de sonsos.

Em qualquer dos casos é lamentável esta patética demonstração de «marcelismo» que vai combater aquilo que os socialistas, eles próprios, diligente e irresponsavelmente provocaram.


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sexta-feira, janeiro 08, 2016

O socialismo fofo



[5353]

Não tenho a certeza, mas ia jurar que o Zé Faz Falta se mexe de novo. Esta ideia de estrangular a Segunda Circular só pode ser dele.

Enquanto que em outras capitais a mobilidade é uma preocupação fulcral para o bem estar dos cidadãos, em Lisboa optamos pela versão bucólica de uma das mais problemáticas vias rodoviárias. Como? Estreitando as vias, plantando árvores, muitas árvores (parece que uma árvore por cada bebé nascido por ano, o socialismo tem destas fofuras irresistíveis). E não são árvores quaisquer. A Câmara refere o pinheiro manso, o carvalho, mas também loureiros, abrunheiros, choupos e ciprestes. Ah! Mas é importante que o carvalho seja nacional porque o americano não trará grandes benefícios (ainda que o DN não explique porquê, não traz benefício, pronto).

A notícia espraia-se depois pelas aves. Porque a plantação daquelas árvores todas vai aumentar a população ornitológica, vamos ter muito mais chapins, periquitos-de-colar e outros que me parece fastidioso enumerar aqui. E remata, avisando que é bom que as autarquias ensinem  (acho extraordinário esta matriz pedagógica dos socialistas) às pessoas o que existe para que se interessem pela biodiversidade (presumo que árvores e pássaros).

Imagino já as imensas bichas de automóveis na arborizada, encolhida e ornitológica Segunda Circular, com os condutores penando «…que se lixe chegar atrasado, ao menos ganho uma nova dimensão da biodiversidade, ó Matildinha olha ali um periquito-de-colar…».

Sério, acho que está tudo doido. E não confundamos esta tontaria com a bondade da biodiversidade. Convenhamos é que só porque os socialistas gostam de nos tocar ao coração com estas tiradas pedagógicas, «tufinhas» e fofas, não temos que lhes aturar a incompetência e patetice.

Carlos Barbosa, presidente do ACP dá aqui uma achega ao assunto e diz que quer pedir uma providência cautelar. Sim, que isto em matéria de providências cautelares não há filhos e enteados. Se o cineasta pediu uma para não vendermos as caravelas voadoras, porque é que não se há-de pedir uma para esta loucura?


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quinta-feira, setembro 03, 2015

A cartilha


[5290]

Confrange a simples ideia de o meu possível próximo primeiro-ministro revelar uma preparação de cartilha, uma participação de discurso estereotipado em que o sumo se traduz na ideia de dizer mal. Uma cultura de reviralho que verdadeiramente foi a única coisa que tocou as sensibilidades dos socialistas no poder, não lhes restando espaço para mais nada de útil, salvo ir espatifando a economia ciclicamente.

Costa, aqui, lembrou-se que a floresta arde muito em Portugal e como os sírios têm muita vocação agrícola e uma sólida experiência florestal, os refugiados poderão muito bem vir a ser aproveitados para limpar as nossas florestas. É uma tirada demagógica de quem não tem a mínima noção do que é a Síria, da sua geografia física ou da sua distribuição demográfica. Mas fica bem dizer estas coisas. Sobretudo, pensará Costa, porque a coligação nunca se lembrou disto. Ele foi o primeiro.

Costa é um triste exemplo da nossa classe política



Um sírio, a cerca de 50 km de Damasco, limpando a floresta.

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terça-feira, março 24, 2015

Patético


[5235]

Carlos César é um exemplo acabado da estirpe socialista que nos aflige. Arrogante, malcriado e manipulador, exerceu as suas funções nos Açores em rigorosa obediência às suas características de homem do aparelho, sem escrúpulos, sem hesitações e, grave, sem remorso.

Permite-se agora passar-nos um certificado de papalvos, prometendo reembolsar todos os lesados do BES, com a habitual música de fundo socialista. Não cuida sequer de pensar na lesão grave que o seu Partido causou a todos nós durante muitos anos, pelo que seria muito mais honesto que ele pusesse à disposição de todos os contribuintes, em geral, uma indemnização compatível com as despesas sumptuárias e «trambiques» ocorridos durante os governos a que pertenceu, com todas as conhecidas consequências.

É evidente que isto não justifica os danos graves que a trapalhada do BES causou a muitos dos seus depositantes, mas que venha um patusco agora prometer que os vais ressarcir, desde que que o PS ganhe as eleições, é de uma desonestidade inqualificável. Ocorre-me ainda uma resposta de César ao jornalista, no fim da conversa, pela qual afirmava que só não ressarciria se, entretanto, os cofres estivessem vazios. Tudo isto é desonesto, revelador de mau carácter e de uma absoluta falta de consideração pelos eleitores, chamando-lhes burros e pelos contribuintes, fazendo deles burgessos.

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terça-feira, novembro 11, 2014

De «taxa» arreganhada


[5190]

Depois da corrente orgástica que percorreu o país com a «charge» de Pires de Lima sobre as taxas e as taxinhas que aí vinham, António Costa tratou de dar um cunho de seriedade à coisa e deu à luz umas taxinhas que eu não sei bem como vão funcionar mas que geram mais uns milhõezitos para a autarquia.

Um tal vereador Medina tratou de nos explicar na RTP que, ao contrário do governo, a Câmara não aumenta impostos, mas sim redu-los, no exacto momento em que nos anunciava a criação das novas taxas. E prometeu que uma delas era inteiramente para custear bombeiros. A outra, a de €1 para desembarcados no aeroporto ou no porto de Lisboa é para aqueles que não são de Lisboa mas que resolveram com ela dormir. Para além desta espécie de prostituição da capital (queres dormir comigo, tens de pagar), não sei bem como esta última vai funcionar, imagino que deve estar alguém às chegadas a cobrar um euro junto aos balcões da imigração. E, provavelmente, para escapar ao pagamento, teremos de apresentar um certificado de residência, será?

No PS, este tipo de actuação está-lhes no ADN. Esmifrar o dinheiro dos outros, mas sempre com uma oração de sapiência sobre a bondade das suas medidas, como fez Medina. António Costa, ao lado, concedia-nos um sorriso paternal e condescendente. Ou seja, de «taxa arreganhada».

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sexta-feira, outubro 31, 2014

Aí estão eles outra vez


Foto WE HAVECAOSINTHEGARDEN

[5185]

É oficial. As grandes linhas programáticas de António Costa estão aí. Ainda diziam que o homem não falava, não dizia e, afinal, as ideias fervilhavam-lhe no mento.

Para já, semana de 35 horas de trabalho. Há um socialista maluco qualquer em Paris que quer voltar às 40 horas, mas ele não percebe nada disto. 35 é que é e os franceses estão rendidos ao capital. Até porque, segundo um ilustre socialista, reduzindo as horas de trabalho, reduz-se o consumo da luz, da água e, diria eu num arremedo escatológico, o papel higiénico.

Outra ideia é a eutanásia. Há, até, por aí, um comovente vídeo de uma mulher lindíssima, casada, jovem, que quer morrer dignamente, para o que conta com o marido, homem moderno, progressista e de boas práticas, naquela pungente missão. Um assunto relho mas que agora vai bem com o actual  mainstream.

A homofobia e a transfobia também lhe ocupam as sinapses e, cereja on top, a segurança de uns malucos que foram atrás de um punhado de fanáticos terroristas e assassinos que se entretêm a cortar umas cabeças lá pela Síria. Mais do que a segurança dos que cá estão, os que levam uma vida normalzinha e que acham que cortar cabeças é um mau aspecto.

Como se vê, ideias não faltam à criatura. Para já, 35 horas semanais, eutanásia, homofobia e outras fobias correlativas e salvaguarda de um grupo de jovens que chegaram à Síria e se lembraram que deixaram a luz da casa de banho acesa.

E, no que respeita às 35 horas, mesmo algumas vozes recalcitrantes que ousam fazer um paralelo de igualdade com o sector privado que, segundo quem sabe, trabalha mais que no sector público, são de imediato caladas. Um «caluda» peremptório veio logo da Avoila que, entretanto, afirmou que há pelo menos um milhão de empregados do sector privado (empregados, os do Estado são trabalhadores) que faz 35 horas. Ela lá saberá onde foi buscar a estatística.

Estamos bem entregues. Ou vamos estar bem entregues. Ainda por cima, Passos Coelho não liga às sábias opiniões de Bagão Félix e Ferreira Leite, ouvi eu hoje Ferro Rodrigues afirmar, renascido e entusiasmado, ainda que facilmente reconhecido na sua tacanhez de espírito e limitação de engenho (ia a dizer alto, claro e bom som, mas tratando-se de Ferro Rodrigues… só mesmo o «alto» é aplicável) na Assembleia. Está tudo doido!

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domingo, outubro 19, 2014

Socialismos


[5182]

Nós é que não sabíamos disto. Se tivéssemos sabido, arranjávamos uma terra qualquer para geminar com Tarna e lá construíamos um aeroporto como o de Beja, um campo de golfe das Amoreiras, seis rotundas e sessenta quilómetros de auto-estrada para ligar ao hospital. Os turistas teriam ainda direito a várias sessões de esclarecimento sobre os urogalos e de como eles contribuíram para a revolução dos cravos, apesar de não ter funcionado tão bem com o advento do «generalíssimo». António Costa ia lá fazer uma perninha para umas ciclovias aéreas sobre a auto-estrada para o hospital. Constituía-se também um indispensável Observatório. Por fim, um bairro de multiculturalismo onde Costa organizaria um gabinete para ir a despacho uma vez por ano, a meias com o alcaide lá do sitio. Provavelmente, haveria ainda um TGV para ligar os 100 habitantes de Tarna a Vigo.


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terça-feira, setembro 02, 2014

O homem é cínico, mesmo


[5168]

Calhou (!!) um pequeno almoço de trabalho  num aeroporto qualquer entre António Costa, Alegre, Almeida Santos, Jorge Sampaio e Vera Jardim.

Almeida Santos, a rebarbativa figura que de tempos a tempos as televisões nos metem em casa, fez as despesas de uma conversa de apoio a António Costa. No link é possível ver o que o homem disse, mas entrar em casa, ligar a TV e ouvir qualquer coisa como "Decidimos dar o nosso apoio a António Costa. É nossa convicção que, pela sua experiência e capacidade política, António Costa pode levar o PS à vitória e à construção de um novo ciclo de crescimento económico e coesão social, assim como ao reforço da posição estratégica de Portugal na Europa e no mundo" e, em forma de remate, manifestar o profundo reconhecimento pela acção de António José Seguro que tão bem soube dirigir o Partido numa difícil fase de transição (mais til, menos ditongo… o Público não diz mas eu ouvi na TV ) é de arrepiar os cabelos.

Almeida Santos é uma espécie de Mário Soares mais contido e com mais vergonha. Mas não se furta a estas formas alucinatórias de manipulação e ao uso indiscriminado do despudor.


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sexta-feira, junho 20, 2014

Seguro, tu enxerga-te...




[5142]


Cuidado, Seguro. Com este PS (o tal de quem se mete com o PS leva, o PS dos camaradas, de punho esquerdo erguido) eu sentia-me inseguro. Por este andar ainda te vão à cara.

Nota: Imperdível, o vídeo aos 1:30 minutos

Já tive a minha quota parte de emigração. No tempo em que não valia vir para a TV berrar que saíamos da faculdade e o governo não nos arranjava emprego. E nem havia ISCTE. Mas esta tralha socialista (!!!) que, pelo que sinto, vai voltar em breve ao poleiro e, tempestade perfeita, o FêQuêPê a ganhar campeonatos outra vez, ainda há-de arranjar maneira de eu me «amandar» daqui para fora. E de vez em quando vir cá comer um bacalhau com grão, um cabrito à padeiro ou umas migas alentejanas. Porque isso, nem o PS consegue estragar.

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quarta-feira, junho 18, 2014

A estucha do costume


[5140]

Confesso que me é indiferente se é Costa ou Seguro a tomar conta do PS, tal a irrelevância de cada qual na melhoria do contexto geral do nosso país. De Costa esperar-se ia um pouco mais de ourelo no que diz, salvo se está genuinamente convencido que todos continuamos a ser uma colecção acabada de primitivos facilmente excitáveis por ver um burro a ganhar uma corrida a um Ferrari na Calçada de Carriche. No fundo, Costa, como a generalizada maioria da consensualmente designada esquerda democrática, parece genuinamente convencido de que basta uma tirada de declarações mais ou menos pomposas para nos por a correr para a urna. Daí que, dentre várias irrelevantes declarações com que ele nos tem mimoseado na sua amicíssima imprensa, agora tenha redescoberto a cana para o foguete e tenha perguntado: -Como é que saímos desta situação? Reduzir a despesa? Não! Aumentar a receita por via de impostos? Também não. Ele, Costa, tem a solução. Aumentar a riqueza (eu ia dizer que ele disse isto sem se rir, mas é mentira, Costa ri sempre) e que, cito, tínhamos de ensinar o governo a fazê-lo.

Não há pachorra para este discurso. Presumo que ele vai dizer mais cem vezes que precisamos de aumentar a riqueza sem nunca dizer como. É vê-lo já amanhã na Quadratura se ele não o fará, enquanto JPP vai afivelar a bonomia recente que confere ao socialista e ALX vai ficar com cara de quem já tem paciência para aquilo.

É a vida. Com o dizia o outro. O dos refugiados. O das paixões e do Vangelis. Vivemos este ciclo de martírio em que não conseguimos marginalizar esta esquerda rebarbativa, incompetente e populista. No mesmo dia há um socialista enraivecido porque Rio teve um superavit na Câmara do Porto e outro a berrar, emocionado e pedagógico, que temos de criar riqueza e ensinar o governo como é. E depressa. Porque os portugueses estão com uma pressa danada de sermos resgatados, por via desta figura salvífica que nos caiu agora no prato da sopa.

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segunda-feira, novembro 11, 2013

E os «sacanas» dos comerciantes, não querem lá ver?



[5024]

Perdoe-se-me a liberdade de linguagem, mas não vejo outra maneira de o dizer. O socialismo só faz merda e, tragicamente, acha que veio ao mundo para limpar o rabo dos outros. Sempre assim foi e Maduro faz os possíveis para que continuemos a pensar assim. Por isso vai rebentando com a estrutura económica do seu (rico) país e os bens de primeira necessidade vão começando já a faltar. Óleo, sabão, velas, fósforos, lacticínios e outras mariquices que os capitalistas inventaram. O pior é que o povo habituou-se ao óleo, velas e sabão e começa a fazer barulho. Vai daí, socialismo oblige, diz-se que a culpa é dos bandidos dos comerciantes. E invade-se, com soldados e tudo, algumas lojas e atroa-se os ares com tiradas revolucionárias, obrigando os comerciantes a vender os artigos a preços do povo. Claro que Maduro não explica o que é que os comerciantes vão vender quando os produtos a preços revolucionários acabarem mas isso agora não interessa nada.

Enfim, o costume e já vi tudo isto de perto. Lá dentro, sofre-se. Cá fora, acha-se graça e muitos há que gostariam que por cá assim fosse também. Perguntem a Bernardino, agora entretido a presidir à Câmara de Loures.

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quinta-feira, outubro 24, 2013

Três novos ricos


[5006]

Aqui está um trio que vale milhões. Qualquer deles «venceu» na vida à custa da demagogia e todos eles têm culpas no desgraçado cartório de quem deles dependeu. Porque contribuíram decisivamente para a trágica «narrativa» que foram construindo ao longo dos seus mandatos. Cada um à sua maneira, todos fizeram fortuna. Uns por caminhos mais ínvios do que outros.

Não se envergonham e, provavelmente, terão um conceito muito próprio de vergonha. Por isso se riem. Na plateia que encheu o Museu da Electricidade a vergonha foi coisa que não abundou, também. Parece que houve muita risada, palmadinha nas costas e mútuos votos de que se continuem «politicando», um brasileirismo que vai, certamente, fazer escola cá pela paróquia.

Cá fora, os que não foram ao lançamento da «Tortura», deviam ser os bandalhos, estupores e os filhos da mãe. Triste!

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terça-feira, agosto 06, 2013

Nisto de «swaps», nunca se sabe onde se acaba…


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Vivo num país de basbaques. Só assim se entende como o Partido Socialista consegue armar os acontecimentos de uma forma através da qual o PS se fartou de fazer swaps, mas a culpa era dos bandidos que lhe impingiram semelhante crustáceo.

Ah! O PS não só convence o país das maldades que lhe fizeram como promove uma onda de solidariedade pela sua desdita e uma raiva contida pelos Pais Jorges, Marias Luis e outros alegados malfeitores da nossa praça. O PS não merece ser vítima de um país de malfeitores como este. O que vale é haver socialistas magnânimos, como Zorrinho, que ainda ontem, na SIC, se condoía com a desdita de Pais Jorge, ele próprio uma vítima da sinistra ministra.
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