sábado, julho 08, 2017

A "trip" do Poder





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Já entrei na fase (sério...) de desligar a TV pela simples aparição da Catarina, da Mortágua, do Jerónimo e mais um para de fulanos do PC de que não me ocorre o nome (um deles, aquele que participou na "charanga" pró-Maduro que circulou aí pela baixa de Lisboa). Esta rapaziada que garante a maioria parlamentar do tosco Costa (aquele que passa por hábil político por via da amestrada comunicação social) perdeu completamente a vergonha e presta-se a um exercício frequente de críticas ao governo, apenas para "inglês ver".

Repito o que tenho dito há muito. Provaram do Poder e aquilo é um bocadinho como aqueles adesivos de morfina para tirar as dores do reumático, puseram os adesivos àquele pessoal e agora para os arrancar vai ser o cabo dos trabalhos. A questão é que se fosse só uma questão de vergonha na cara, ainda era como o outro, a coisa ficava aqui pela paróquia. O pior é que de cada intervenção das referidas criaturas releva mais um ponto na escala do desprestígio e carência de credulidade que mantemos e nutrimos internacionalmente.

Costa é o culpado de tudo. Porque deixou. Porque quis, porque se sente bem. Adulado e referido como perito hábil. Um indivíduo malcriado, chocarreiro e sem qualquer traquejo de governança que não sejam os coloridos malabarismos que compunham o trágico período Socrático, de que Costa foi um fiel, atento e venerador intérprete.


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segunda-feira, maio 09, 2016

As voltinhas do Marão




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"José Sócrates, prime minister, has chosen to delay applying for a financial rescue package until the last minute. His announcement last week was a tragi-comic highlight of the crisis. With the country on the brink of financial extinction, he gloated on national television that he had secured a better deal than Ireland and Greece. In addition, he claimed the agreement would not cause much pain. When the details emerged a few days later, we could see that none of this was true. The package contains savage spending cuts, freezes in public sector wages and pensions, tax rises and a forecast of two years’ deep recession.



You cannot run a monetary union with the likes of Mr Sócrates, or with finance ministers who spread rumours about a break-up. Europe’s political elites are afraid to tell a truth that economic historians have known forever: that a monetary union without a political union is simply not viable. This is not a debt crisis. This is a political crisis. The eurozone will soon face the choice between an unimaginable step forward to political union or an equally unimaginable step back…"

A 9 de Maio, faz hoje exactamente cinco anos, escrevi este post (deferência do Face Booka propósito do artigo abaixo do FT.

É uma vergonha nacional que Sócrates levou a rir, ao mesmo tempo que ia curtindo o dinheiro que o amigo lhe dava. O resto da história, nós sabemos.

Cinco anos depois, um primeiro-ministro sacado das circunvoluções estranhas da legitimidade democrática tem a lata de levar o energúmeno ao Marão para inaugurar um túnel rodoviário. No fim da risada e salamaleques os comentadores costumeiros e a CS acharam que o que realmente interessou se centrou no facto «inaceitável» de Passos Coelho ter faltado à função.

Chegámos ao ponto zero da vergonha. Antes de criticarmos os episódios mirabolantes dos futebóis, devíamos pensar em Costa. Aquele que a Comunicação Social determinou ser um homem com grande capacidade negocial.


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quarta-feira, julho 28, 2010

Embaraço, vergonha


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Tenho alguma dificuldade em manter a impavidez costumeira dos portugueses perante o desfecho do caso Freeport (parece que afinal não havia caso…) e a soberba de gente como o inenarrável Vítor Ramalho na SIC –N ( e outros na RTP-N) , no «pós coiso». Sobretudo quando estes últimos insistem na tecla da cabala e da campanha negra e contornam factos, incontornáveis, que polvilharam o caso, como as declarações de familiares de Sócrates em que eram evidentes uma série de manobras pouco recomendáveis, alguns vídeos mostrados pela pivô de televisão despedida por acção directa dos boys de Sócrates, factos indesmentíveis sobre como os terrenos passaram de área protegida a área a rentabilizar, pronúncia de arguidos que parece irem ser acusados, entre outras coisas, de corrupção activa ficando por saber onde mora a corrupção passiva e muitas outras coisas, onde não é despiciendo o castigo a um magistrado comprovadamente envolvido em pressão exercida sobre outros magistrados e, por isso mesmo, punido. Se mais não houvesse, bastaria este facto para perguntar para que é que se faz pressão sobre pessoas quando o caso não é caso e apenas uma campanha soez dos adversários políticos…

A magistrada Cândida também não fica bem na fotografia com as suas contínuas explicações e protagonismo e todo o rasto de suspeição que deixa sobre a protecção ao primeiro-ministro.

A pesporrência de Sócrates ontem, na TV, foi insuportável. E, repito o que tenho dito muitas vezes, embaraçoso. Este homem embaraça. É urgente que saia. Que abandone. Que alguém lhe explique que este país não é uma fachada de casa beirã. Que, apesar de tudo, lhe resta um módico de dignidade que não pode ser deixada à mercê e ao vilipêndio de um qualquer licenciado em trajo domingueiro.

E.T. Ler também o José Manuel Fernandes, o Fernando Martins (aqui e aqui), o Carlos Botelho, a Luísa Correia, o Rodrigo Moita de Deus, a Joana Carvalho Dias e o João Condeixa.

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domingo, janeiro 04, 2009

Indecoroso

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Ir a esta manifestação significa o quê? Ser-se justo? Ser de esquerda? Ser o quê? O que move Daniel Oliveira a encetar este tipo de acções?

Não há nada nem é em nome de coisa alguma que se pode manter uma atitude acrítica a este tipo de incitamento. Ainda que as convicções de Daniel de Oliveira decorram de uma matriz ideológica, a relação factual de ocorrências por parte de um gang como o Hamas deveria ser suficiente para não se pactuar com manifestações deste tipo. Quanto mais não seja por uma questão de pudor e respeito pela verdade. Pegar nos mortos de Gaza e na falta de pão e electricidade na cidade por força das acções punitivas de Israel é, para além de uma tolice do tamanho do mundo, uma forma desonesta de se estar.

Daniel de Oliveira deveria saber um pouco mais da realidade do conflito. Ou, provavelmente, sabe e a desonestidade é, assim, maior.

Palavra de honra que este tipo de coisas me chega a causar embaraço…

Nota: No vídeo (via Blasfémias), "...membros do Hamas chacinam os líderes da Administração da Fatha (OLP) em Gaza, após tomarem o poder pela força em Junho de 2007..."

É a favor e em nome desta rapaziada que Daniel de Oliveira incita os europeus a manifestar-se, já que a Europa não faz nada. Merda!

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domingo, julho 15, 2007

Respigos



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Para encerrar a pantomina de hoje, respigo e registo:

1) – Eu já sabia, mas o PS decidiu lembrar-me, de novo, que temos no poder a mais descarada, despudorada, impreparada, arrogante e mal-criada colecção de gente a decidir sobre os nossos destinos;
2) - Achei os lisboetas de Arco do Baúlhe muito mais bem informados que os lisboetas do Alandroal ou de Famalicão. E mais simpáticos;
3) – Que a ridícula herança de Guterres como o portugueses e portuguesas foi elevada à expressão mais idiota com o início do discurso de Costa com aquele caros e caras lisboetas (aqui para nós, os e as lisboetas de Alandroal devem ter saído mais caros e mais caras, sempre vinham de mais longe, depois havia a paragem das camionetas, as meias de leite, etc.);
4) – Que há candidatos com menos votos que as 4.000 assinaturas obrigatórias para uma candidatura;
5) – Que a frente ribeirinha de Lisboa (nome coisinho…) está condenada a projectos, obras, providências cautelares, recursos e as tretas do costume do Zé, com o Zé (o outro, nós) a pagar;
6) – Que em Setembro vai andar tudo de vassoura a varrer, poderá haver mesmo um dia sem carros e com vassoura, enquanto continuamos sem saber quando acaba a bagunça do Terreiro do Paço;
7) – Que o Zé tem planos da pólvora para a habitação. 20% de fogos das novas urbanizações a rendas baixas, mais o, como é que ele disse?... bem, fica esbulho de umas casas abandonadas em Lisboa aos senhorios que não façam obras, sobretudo àqueles que têm rendas de €15 mensais;
8) – Que "isto" está, como dizer, "redondo", ou seja sem ponta por onde se lhe pegue.

Vou dormir.


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