quarta-feira, agosto 30, 2017

Uma imagem de marca



[6171]

Este trio é objectivamente responsável por uma grande parte e gravidade das tremendas dificuldades que estamos a atravessar.

Lamentavelmente, uma dose de intenso jacobinismo e, com frequência, pura imbecilidade, deu cobertura à nefanda actividade destas criaturas. O resultado está aí, à vista de quem quer que seja e tudo indica que “isto”, de uma maneira ou outra, vai acabar mal. Ou continuamos com a actual trampolinice em uso nesta repartição e acabaremos vergonhosamente excluídos do concerto europeu, tornando-nos uma espécie de Venezuela com o socratismo em plena forma, mesmo que pautado por um fulano que o próprio Sócrates acha que é um merdas ciumento e sem tomates, ou isto vira e caímos de novo na salgalhada, desordem e violência que caracterizaram o tempo do anterior governo, quando uma simples deslocação de um membro do governo, fosse onde fosse, era insultado e, deixando, agredido.

Não auguro nada de bom. Nem ficando como estamos, nem mudando. Duma maneira ou outra virá ao de cima a nossa cantada característica de não sabermos governar nem sermos governados. O que resultará deste pressuposto não sei. Mas sei que o trio da imagem contribuiu vergonhosamente para tudo o que se está a passar. E para condimentar a coisa, Costa tratou de dar o poder e a influência a provar a esse fenómeno estranho, com sanha destruidora (porque é isso mesmo que consta na cartilha que estudaram) a que chamam esquerda. E foi Costa que os levou para lá.

Até lá, vou sentindo vergonha de tudo isto.




*
*

Etiquetas: ,

quarta-feira, julho 26, 2017

Em rigor e em liberdade



Acho que se chama Patrícia e é suposta defender os civis. "Brifa" jornalistas... não se 1 se 100, as câmaras NUNCA mostram

[6158]

Volta e meia cruzo-me com esta senhora na TV que, aparentemente, faz um briefing diário sobre o desenvolvimento da situação dos incêndios, em obediência às normas emanadas da Geringonça.

Do que percebi antes, estes briefings destinam-se a formatar e normalizar o fluxo informativo da situação (Costa dixit) e supõe-se que sejam seguidos pela comunicação social. E digo supõe-se por NUNCA as câmaras rodarem para mostrar os jornalistas. Não sei se a senhora fala para um, dez, cinquenta ou nenhum jornalista. No local, continuo a ver repórteres a fazer perguntas a populares. Perguntas capciosas e inteligentes, como: Estão, está preocupada? Ou a presidentes de Câmara que vão dizendo qualquer coisa assim a modos que não querem dizer nada mas lá vão dizendo qualquer coisa. Isto entre gente ilustre que vai passando pelas objectivas como secretários de Estado e até o Presidente Marcelo ontem sacudiu o torpor e lá foi ele a Mação dizer que antigamente, na ditadura, que ele viveu, a informação era muito controlada. E agora, não. Era livre. Para mim isto soou um bocado a anedota, mas posso estar a exagerar, talvez Marcelo estivesse apenas bem disposto.

Mas desviei-me um pouco da ideia inicial. A tal senhora que aparece todos os dias no briefing é um exemplo acabado de um tipo de informação manipulador e, frequentemente, falso. Tudo o que acontece é grave, mas é brando. E fofo. Os helicópteros aterram em dificuldade em vez de se despenharem, o SIRESP falhou outra vez, mas a espaços e pontualmente (???) e por aí fora.

Fico na dúvida se este tipo de gente fala assim porque acha que é assim ou porque lhe dão um papel para ler – tipo cartilha de que falam muito agora, a propósito do futebol. O que é, no mínimo, confrangedor. E ridículo. No caso do helicóptero, por exemplo, enquanto a senhora falava, outra estação mostrava a foto de um helicóptero despenhado e retorcido, explicando o que se passou. Felizmente, com o piloto a salvo.

Nada disto é diferente do que se passava na ditadura que Marcelo ontem referiu. Só que dantes todos nós dávamos o desconto, sabíamos o que a casa gastava. E agora temos uma poderosa máquina de comunicação que nos convence que esta despudorada manipulação é feita com rigor e em liberdade.

NOTA: Não sei se ainda estou com sono ou se ouvi mesmo, ali nas notícias, Marcelo dizer três vezes: A luta continua, a luta continua, a luta continua. Deve ter sido sono. Meu.


*
*

Etiquetas: , ,

segunda-feira, julho 24, 2017

Inaceitável. Deplorável



[6157]

Não me ocorre de alguma vez se viver um período de tal mistificação do Estado com a que agora atravessamos.

À circunstância de a actual equipa do governo ser muito provavelmente a mais incompetente que alguma vez esteve no Poder e, para isso, basta ouvir o discurso (???) de ministros como a MAI, o de Defesa, o das Finanças, o da Saúde, só para citar alguns, para percebermos a impreparação de tal gente, o que só corrobora a ideia de que ocupam as pastas por conveniência e criteriosa escolha do primeiro-ministro. Para não mencionar exemplos como César, Ascenso e outras preciosidades. Simplesmente não conseguem articular um período completo sem erros ou duma exasperante sintaxe.

Se juntarmos a este fenómeno o facto de o primeiro-ministro mostrar sinais iniludíveis de uma total ausência de escrúpulos na consecução dos seus objectivos pessoais e de uma índole em que está bem patente a sua tendência para o totalitarismo, concluímos sem esforço que vivemos um deplorável período de atmosfera política de que, repito, não tenho memória. Não creio ser excessivo se afirmar que mesmo no consulado de Sócrates havia gente mais competente. Tal como havia um grupo de apoio que transitou, sem pudor, para a presente legislatura.

Esta notícia do Jornal Económico é um bom exemplo do que acabei de dizer. É uma atitude absolutamente amoral, totalitária e mostra bem o tipo de gente a que estamos sujeitos.


*
*

Etiquetas:

domingo, julho 16, 2017

Pesadelo em Elm Country




[6156]

Costa agora deu em gritar... as TV's não se calam, em obediência ao título que lhe outorgaram de político hábil (vá-se lá saber porquê...) e o homem grita, gesticula, acho mesmo que ralha por não percebermos bem o que este governo faz por nós... e agora já inclui mesmo a tragédia de Pedrógão e a vergonha de Tancos, “fechadas” as questões como causas naturais para Pedrógão e roubo de sucata no paiol.

O homem está possesso...acho, logo eu que não acredito no mafarrico, mas que o diabo veio, parece que sim. Só que em vez de lhe borrar a escrita do défice (uma das mais fraudulentas acções do homem), tratou de o possuir.

Isto está a tornar-se um pesadelo, O tom de voz, os temas, a forma, as mentiras e até as ameaças a empresas privadas (a bravata do energúmeno na AR sobre a Altice foi uma situação confrangedora...) e a aquiescência gelatinosa dos seus sequazes tornam este país um lugar só apetecível aos turistas, ainda que alguns deles possam estranhar as aparições histriónicas da criatura na TV e puxem do GPS para confirmar se estão mesmo na Europa.

Alguém que diga alguma coisa. Alguém que seja ouvido. Uma ou outra entrevista avisada, como a de António Barreto não chega. E as reclamações por aqui não têm peso específico porque são tituladas de excrescências de “direitolas” que se entretêm a falar mal da geringonça nas redes sociais. Alguém, ainda que minimamente, possa explicar ao Presidente Sousa (por sinal muito calado ultimamente, benza-o Deus) que não há um plano de recuperação, uma reforma estrutural, qualquer que seja, que nos livre da dívida, dos juros e do papel de idiotas bacanos que estamos para aqui na ponta da Europa, à conta de nos mandarem uns trocos. E que se deixe de assustar os investidores e se produza cabalmente um programa de desenvolvimento económico como deve ser. Como dizia o já saudoso Medina Carreira.

E se acabe com esta treta das esquerdas, maravilhadas como andam com o gosto do Poder mas, hélas, o essencial permanece. São forças que lidam muito mal com a liberdade e a democracia (excepto com as que lhes dão) e que, podendo, tornam isto tudo numa Venezuela qualquer, assim como assim, o objectivo último desse pessoal. Da agressiva Catarina ao fofinho (no dizer jocoso do João Miguel Tavares, não sei bem porquê…) do Jerónimo.

Até lá, vamos resistindo. Mas cansa. E dói. E preocupa pelos filhos, pelos netos e pelos filhos dos netos e netos dos netos Este país está mal e um dia destes fica "redondo", entenda-se, sem ponta por onde se lhe pegue.

Uma última coisa. Não há um jornalista, “unzinho” que seja, que explique à pateta Catarina que a PT entrou em fragmentação no tempo de Guterres, depois em total regabofe no tempo de Sócrates e que o anterior governo se limitou a apanhar os cacos? Ninguém lhe diz que os grandes culpados daquela tragédia, incluindo o provável despedimento de uma centena de trabalhadores, se deve ao Partido com quem ela anda agora de namoro? É assim tão difícil de lhe explicar? Por qué no te calas, Catarina? Relaxa e compra o livro do “direitolas” Alberto Gonçalves. Talvez te ajude.


*
*

Etiquetas: , ,

terça-feira, julho 11, 2017

Ó xô guarda venha cá, venha ver o quisto é...





[6153]

Hoje há um dado adquirido de que a popularidade de um governo se faz por via de estafadas bandeiras de “esquerda”: formação de um exército tão grande quanto possível de funcionários e atribuição de aumentos ridículos de salários e pensões. Paralelamente, a demonização do patrão, a actividade privada e as grandes negociatas são igualmente imagens de marca de sistemas e regimes que devem ser postergados, mesmo correndo o risco de os eleitores percebendo que o Estado é o principal artífice desta corrupção, através dos seus mentores e, com assustadora frequência, dos seus próprios governantes.

Isto explica de algum modo que, apesar dos acontecimentos das últimas semanas, Pedrógão, Tancos e crescente número de agentes constituídos arguidos, a popularidade do governo continua em alta. Porque as pessoas estão naturalmente e sempre mais interessadas no seu benefício pessoal do que na sanitização da vida política e os seus resultados numa sociedade realmente mais justa, com menos desigualdade social e mais desenvolvimento e qualidade de vida.

Costa sabe disto. Por isso me enerva verificar como a comunicação social, amestrada e/ou castrada por uma cadeia de benefícios atribuídos e que podem ser retirados de supetão e vários outros agentes disseminadores da ideia de que Costa é um político hábil, continua a fazer escola. Porque Costa está longe de ser um político hábil. É um indivíduo grosseiro, inculto, malcriado e que não hesita em pôr em prática aquilo que mais facilmente aprendeu. Cultivar e alimentar a felicidade popular por via de medidas adequadas, basicamente referidas acima e, ainda a manutenção de clientelas (é um termo estafado, mas é o mais adequado) estabelecidas sem a menor hesitação ou decoro, como acontece na esmagadora maioria das instituições que são imediatamente inundadas de “boys”, no início de cada legislatura (o exemplo da defesa civil em Pedrógão é flagrante). Mesmo quando, como o pateta Guterres fazia simultaneamente com o aviso de que a partir dele “no jobs for the boys”, uma frase que os jornalistas aplaudiram freneticamente.

Por isso eu acho que Costa não é hábil. É esperto, o que é muito diferente. E se esperteza nem sempre é “pecado”, neste caso particular é. Porque Costa prossegue uma estratégia adequada a manter a sua popularidade, mas mantendo os eleitores num atávico estado de espírito de alegria e conforto que os conduz a uma quase permanente preferência pelo socialismo e pelos socialistas. Com as inevitáveis consequências de aviltamento e carências na maioria dos serviços públicos, dos transportes à saúde, passando pela justiça e outros. Vistas bem as coisas, nada disto é diferente daquilo que Salazar era acusado, como manter a iliteracia, o caldo verde quentinho a fumegar na tigela, o S. José de azulejo e duas rosas no jardim, orgulhosamente sós. È uma questão de adequação à época e ver o que realmente é diferente – nada. Manter as ovelhas apascentadas, agora com o auxílio dos meios modernos como as selfies e o advento de afectos cúmplices.

Costa percebe isso e não hesita em comprometer os destinos do país para regalar o corpo e o espírito com o “panache” de ser primeiro-ministro. Acolitado por um séquito de “puppies" que se lhes tirassem o tacho e tivessem de ir para o mercado de trabalho não sabiam fazer a ponta de um… isso. Por isso Costa não é apenas incompetente. É mau, também. Má índole e mau carácter. Não é pelo que aprendeu na cartilha internacionalista que ele age. É por ele. À custa de todos nós. E isso dói.

Nota: Ler aqui a Porta da Loja.


*
*

Etiquetas: , , ,

quarta-feira, junho 07, 2017

Sinistro



[5522]

Continua em velocidade de cruzeiro o “debate” sobre a EDP. Não se esperava outra coisa que não fosse a asserção de que tudo o que os administradores da EDP fizeram foi sempre na estrita observância da lei. O que não parece difícil de perceber é que o Estado (Sócrates, para sermos exactos) extrapolou valores, colocando os níveis de renda muito acima do que era justo e tecnicamente aceitável. Claro que o tema é muito técnico mas é uma questão de se colocar lado a lado os custos de energia de Portugal com os dos outros países europeus. E, ainda, de recordar (a memória é curta…) a excitação doentia com que Sócrates incensava as energias eólicas, tornando Portugal o país número um nesta modalidade de desporto, ao mesmo tempo que não perdia a oportunidade (Sócrates) para mostrar aos papalvos como o Partido do Poder se empenhava no desenvolvimento de Portugal na “pegada ecológica”.

O resultado está à vista. É difícil detalhar as coisas, mas ouvindo os “especialistas” que vêm perorar sobre o assunto à televisão acabamos por concluir que sim, que o reinado de Sócrates foi um período de sinistra corrupção em que a EDP terá sido a sua derradeira acção. É absolutamente inaceitável que esta criatura tenha causado tamanho prejuízo aos portugueses e ainda hoje se ande à procura do papel, da prova, da resposta à carta rogatória e do raio que o parta. É por demais evidente que todas as explicações dadas nas TV’s apontam para um escabroso caminho. Nada se fez na ilegalidade, mas todos os valores considerados nos tais CMEC’s eram escandalosos, cerca de 250 mihões/ano, embrenhámo-nos na maior confusão com as eólicas as termais e as hídricas, o gás, o carvão e, convenientemente, se agiu para que os CMEC’s aparecessem como o corolário necessário ao bom funcionamento da EDP.

No meio disto tudo regista-se a acção sinistra de Sócrates, como chefe do governo em 2007, ano em que se subiu o valor dos CMECs em cerca de 25%, mas igualmente a cumplicidade dolosa de muitos componentes do seu governo, pois, que me recorde, nenhum se levantou e disse que tudo aquilo era uma tramóia sem nome. Muitos deles flauteiam-se agora, saltitantes na geringonça.

Em paralelo, esboça-se por ai um movimento de crítica a Passos Coelho por não ter atalhado na redução das rendas. O que é mentira pois, que eu saiba, foi o único governo a conseguir uma parcial moralização da coisa, com uma redução de dois mil milhões. Vai-se a ver a geringonça ainda vai aparecer como salvadora da pátria. Assim uma espécie de quem fez a merda e agora limpa laboriosa e patrioticamente o cu. E perdoe-se-me o plebeísmo mas não me ocorre expressão mais apropriada a tudo isto.




*
*

Etiquetas: , , ,

sábado, dezembro 03, 2016

E a página que nunca mais se vira...

[5471]

Aquele Passos Coelho é tramado. Arranjou para aí uma trapalhada que obrigou os jovens a emigrar. O que valeu foi ter aparecido o Costa mai-la a sua geringonça, para virar a página. A tal página da austeridade.

Não sei onde é que ele molhou o dedo para virar a página, mas o facto é que mais uma filha abalou. Fartou-se do sol e dos vestidos frufru




e aí vai ela para a neve e temperaturas subzero.




Ainda lhe disse para dar tempo ao tempo, deixar o Costa fazer o trabalho e virar a página toda, mas as trapalhadas com que ela (a filha) passou a ter de lutar todos os dias, incluindo corte de remunerações que lhe eram devidas pela custódia de uma filha pequena e a opinião mais ou menos segredada de uma funcionária que lhe disse que estas situações são provocadas e que as pessoas têm de esperar meses até se “desenrolarem”, por absoluta falta de verbas, ou cativações, como se diz agora, fez com que a referida filha resolvesse não esperar pelas sacanices (desculpem o plebeísmo do termo, mas trata-se de sacanices, mesmo…) da geringonça e foi à vida. Trocou o tal sol e a imperial pelo fim de tarde com os amigos, pela neve e um bife de rena (blharrrgggg!...) ao jantar.

Boa sorte, filha, o pai (na circunstância, eu) cá fica, que já lhe doem os ossos de tanta emigração, embora mantenha um estado potencialmente apopléctico de cada vez que vejo na TV o sorriso alarve daquela criatura que continua a virar a página… vai dando notícias, que ainda cá tens uma irmã. Quem sabe lhe salta a tampa também, que aquele Passos Coelho é danado.


*
*

Etiquetas: , , , ,

quarta-feira, agosto 03, 2016

...ainda acabam a mandar-nos pedir desculpa por estarmos de costas.



[5431]

O que torna esta gentinha verdadeiramente desprezível já nem é o facto de tributarem tudo o que mexe, no esbulho generalizado a que se cometeram. O que é verdadeiramente repulsivo á a retórica usada, os Galambas, os Rocha Andrades (ouvir com deleite esta intervenção) e correlativos.

É repulsivo (repito no termo) a forma como esta gente acha que faz de todos nós parvos. Neste particular o chefe da geringonça é verdadeiramente primus inter pares o que para ele deve funcionar um pouco como o espelho da rainha da Branca de Neve mas que para nós, em geral, o classifica como um pateta encartado.


*
*

Etiquetas: ,

quarta-feira, maio 25, 2016

Pois...

´

[5403]

Vem-se agora a saber que o ministro da educação beneficiou de bolsas de estudo que lhe permitiram o acesso a universidades dos EEUU, Reino Unido e, salvo erro, até em Espanha.

As pessoas admiram-se, primeiro, e indignam-se depois com a desfaçatez e hipocrisia com que ele se comporta agora perante o modelo de educação que preconiza, promove e patrocina no seu consulado ministerial. Não vejo bem porquê. Este Tiago Rodrigues é um exemplo acabado do miúdo mimado, de ascendência progressista e correcta que acha ser predestinado para monitorizar o homem novo no tempo novo que temos de ser e a que temos de pertencer.

É uma situação frequente no Portugal de hoje, daí os grupelhos folclóricos que, sem saber bem como, se alcandoraram ao poder e se dedicaram à série de diatribes a que temos assistido e que nos levará, de novo, a uma situação económica insustentável e a uma acelerada erosão do prestígio que recuperámos em tempos recentes.

Também aleija verificar que com tantos doutorandos no exterior, às nossas custas, continuamos a ostentar aquela matriz parola e pesporrente que, ao que parece, nos acompanha, fez ontem 873 anos.


*
*

Etiquetas: , , ,

domingo, maio 08, 2016

Tunneled






[5397]


Ainda a propósito da inauguração do túnel do Marão, Pedro Passso Coelho é (sempre foi) um inábil. Talvez ele tenha pecado por omissão, devia ter dito «nunca inaugurei nada na companhia de inocentes até condenação transitada em julgado por roubar milhões aos seus cidadãos e por ter sido responsável por um trágico desenvolvimento da nossa situação financeira e pelo nosso prestígio internacional». Assim, ficaria mais completo.

Pasmo em verificar que de três pessoas comentáveis, Costa, convencido pela prestimosa Comunição Social que é um excelente negociador e que resolveu abastardar o acto enviando convites improváveis, Sócrates por ter aceite e Passos por ter recusado, Passos perfilou-se rapidamente como o mais comentado. O homem (Passos) deve ter mesmo algum valor intrínseco, para ser, de imediato, eleito como o mais comentado. Eu sei que os seus inimigos não lhe perdoarão nunca ter sido um homem sério, abnegado, com compostura e com um elevado sentido de Estado que tentou e conseguiu, na justa medida das suas aptidões e limitações, o que estava ao seu alcance para devolver aos portugueses o que lhes tinha sido roubado. Quanto mais não seja pelo contraste gritante com as trágicas políticas dos seus próceres – muitos deles, como Sócrates, extractos de um caldo labrego e maniqueísta para os quais o «Reino da Luz» se corporiza no chico-espertismo e o «Reino das Sombras» na mole idiota e ovina de quem se saca o que se puder, que a hora é curta.

O episódio do Marão envergonha-me. Fatalmente, do que mais se falou foi da recusa de Passos Coelho.





*
*

Etiquetas: , ,

segunda-feira, abril 11, 2016

Rapacidade socialista






[5387]



*
*

Etiquetas:

quarta-feira, fevereiro 17, 2016

Vergonha



[5376]

Acabei de presenciar a mais lamentável evidência de que A. Costa não reúne quaisquer condições para o lugar que ocupa. Eu sei que ele é primeiro-ministro por acidente, ainda que digam ter sido um acidente legítimo, mas quem negar que esta criatura tomou o lugar de assalto, ao arrepio das mais elementares regras da ética, está certamente distraído.

Não conheço o Governador do Banco de Portugal, nem sequer tenho formação para aquilatar da sua bondade para o lugar que ocupa. Mas a forma como Costa se refere a ele publicamente revela uma total ausência de institucionalidade e de sentido de Estado. Costa não tem o direito de emporcalhar as instituições em nome da parola intenção de se mostrar defensor dos direitos dos lesados do BES. Para além do que projecta uma imagem para o exterior que não só não nos abona como prejudica gravemente a nossa situação.

António Costa envergonha-me.


*
*

Etiquetas: ,

segunda-feira, fevereiro 15, 2016

A mesmice



[5373]


Vale a pena ler tudo, como é habitual, por via da sageza, inteligência e poder de síntese da Helena Matos. Sempre ajuda a sublimar a ideia de que a maioria dos portugueses (a maioria, sim, por mais quer tentem convencer-nos do contrário) está nas mãos de um dos mais acabados exemplos de uma criatura inescrupulosa, arrogante, ignorante, inexperiente e com um complexo emaranhado de ideias e idiossincrasias que nos conduzem decididamente para a desgraça, na via da «mesmice» que a Helena refere.

É difícil de entender o que se está a passar. Mas deve ser mau demais porque a própria comunicação social, tão lesta em incensar A. Costa, parece dividida e hesitante. Um mau sinal. Sobretudo para aqueles que apanharam o estertor do Estado Novo, a descolonização exemplar, o estigma dos retornados, a emigração forçada, um PREC louco e executado por loucos e criminosos de delito comum, socialismos encartados que nos elevaram a sucessivas falências, elites de pseudo-intelectuais que não viram o Good Bye Lenine e tresleram todas as matérias que abordam com seriedade o fenómeno do socialismo e, ainda, o fulgurante aparecimento de figurões tiranetes, ainda que parolóides, como Sócrates e semelhantes, que não só nos defraudaram gravemente, com contribuíram para uma continuada e firme degradação da nossa imagem no exterior. E quando aparece um grupo de gente realmente apostada em reverter estas tendências e iniciar uma via honesta e eficaz de reabilitação, é certo e sabido que há sempre um Costa que sai de trás de um penedo (do jeito daquela jornalista que saiu de trás de um carro e tanto irritou o nosso primeiro-to-be) e que rebenta com isto tudo outra vez. 


*
*

Etiquetas: , ,

quinta-feira, janeiro 28, 2016

Sarar as feridas?



[5364]

Nunca apreciei o estilo de Sampaio. Sempre o tive por um homem culto e íntegro (lamento ter de enaltecer cultura e a integridade como qualidades de referência no meu país, mas as coisas são como são) mas tenho um trauma de juventude, qual seja o de ter ouvido uma longa conversa no bar do Hotel Florida entre ele e outros socialistas e que na altura me pareceram fortemente eivadas de utopia. Mas eu era um jovem e na verdade, que sabia eu de política progressista? Com o tempo fui podendo fazer uma desejável adequação do estilo e da substância daquele tipo de verve socialista e alguns anos depois apercebi-me que a utopia transvasava a estupidez para se tornar trágica.

Esta nota para dizer que não gosto da «proa» de Sampaio. E, no meu entender, o seu consulado na Presidência reflectiu exactamente a opinião que eu fui formando do homem, à medida que fui fazendo a tal adequação de estilos e conteúdos da célebre conversa que eu ouvira no Florida, seguramente há quarenta anos atrás.

Mas hoje, Sampaio, «acha» que Marcelo pode ser um bom estadista. Para além do paternalismo da asserção, o que noto é esta atitude corrente e generalizada, consubstanciada na ideia de que o importante agora é corrigir este clima de crispação e da necessidade de sarar feridas. Repare-se:

Terá esta omnisciente classe consciência de que as feridas foram eles que as abriram? Lembrar-se-ão de que foram os socialistas que ciclicamente nos remeteram para uma situação de indigência e que, não obstante, insistem em manobras diletantes e irresponsáveis que, como agora se verifica, nos levam à ruína de novo e nos colocam num conceito ridículo e embaraçoso perante o concerto europeu?

Costa e sequazes são responsáveis pela inevitável tragédia que se perfila, de novo, no horizonte de curto a médio prazo. Todavia, à semelhança da opinião de Jorge Sampaio, é recorrente ouvir a asserção de que é preciso sarar feridas. Não oiço é nada sobre quem insiste em nos infligir estas feridas. Nem de como o evitar.



*
*

Etiquetas: ,

segunda-feira, dezembro 21, 2015

Da dignidade. Dos outros.


[5347]

A confrangedora reacção orgástica que fez estremecer o sistema nervoso central e ferver as hormonas da frente esquerdista/comentarista aqui no FB, a propósito dos resultados das eleições espanholas, sofreu um sério revés, assim que se tornaram conhecidas as declarações de diversos líderes dos Partidos.

Imagine-se que tanto o PSOE como os Ciudadanos reconheceram a vitória de Rajoy e acham que o Partido vencedor deve, naturalmente, encetar as suas negociações no sentido de formar um governo, porque a ele, como ganhador, lhe compete fazê-lo. Vejam bem o despautério que vai ali pela nossa vizinhança, onde os nossos lusos crânios «setenteicísticos» adivinhavam uma reacção «à la A.Costa», prenunciando uma solução «à la mode de chez nous». Claro que o rapazola do Podemos berrou que foi ele que teve uma grande vitória, que o PSOE teve uma estrondosa derrota e que o PP teve o pior resultado desde 1989. 

Mas isso faz parte do mesmo programa que levou Varoufakis aos saltos a Bruxelas e pôs Tsipras a dizer uma série de disparates até a Europa lhe dar nas orelhas, ainda que só depois de os pobres cidadãos gregos ficarem mais tesos e mais endividados. Claro que é triste que 20% do eleitorado espanhol vá atrás da berraria de um aventureiro garotão que achou imensa graça a Chávez e a Maduro e de quem, inclusivamente e ao que parece, recebeu substancial ajuda.

Mas isso são contas de outro rosário. Verdadeiramente o que me deu gozo foi ver a esquerda (????) começar gradualmente a perder o pio, à medida que os espanhóis começaram a manifestar uma dignidade que nós, claramente, não temos. Por isso temos o governo que temos e eles vão ter o governo que vão ter.


*
*

Etiquetas: , ,

quinta-feira, novembro 19, 2015

Escrever torto em linhas direitas


[5340]

Deus deve andar curioso. Sempre escreveu direito por linhas tortas e sabia que os homens aceitavam consensualmente o ditado. E assim foi sendo desde o verbo até aos dias de hoje.

Até aparecer um grupo de criaturas, great and small, que faralhou o ditado e conseguiu fazer o contrário. Borrifou-se na palavra de Deus e na sua omnisciência e conseguiu descobrir a forma de escrever torto por linhas direitas.

Deus deve andar intrigado e aqui fica a dica para que Ele desça à Terra e perscrute bem o Partido Socialista português que, na verdade, escreve torto por linhas direitas. Deus, provavelmente, vai dizer «perdoai-lhes Senhor, que eles não sabem o que fazem», mesmo esquecendo que o senhor é Ele, mas baralhado com o que vê, é mesmo capaz de Ele próprio pedir a Divina Providência. Quiçá não tanto por ver como se escreve torto por linhas direitas mas mais pelo engenho dos socialistas em fazê-lo e conseguir convencer a grei que eles têm razão, que as linhas direitas é que estão tortas e que tudo o de torto fazem é linearmente direito.

Deus, quem sabe, é bem capaz de pedir eleições antecipadas no Paraíso.


*
*

Etiquetas: ,

quarta-feira, novembro 18, 2015

Como lidar com esta gente?


[5337]

Ouvir ou ler individualidades do PS, com responsabilidades e elevada hierarquia, acusarem outros Partidos de cultivarem e disseminarem a crispação é mais ou menos como ouvir o PCP reagindo com indignação e temor sobre a possibilidade de a Europa cair na tentação de instituir Estados securitários, um termo que os comunistas apreciam muito. Eu diria que apreciam não pelo receio que outros a instituam, mas porque eles próprios não sabem, nem podem, viver sem ela.

Mas voltando à crispação, é absolutamente desprezível que gente como um tal Tiago Barbosa Ribeiro, deputado do Partido Socialista, faça afirmações desta natureza. Isto diz bem do tipo de gente de que A. Costa está rodeado. Dizer que temos de «partir as fuças à direita», (Guterres) ou «quem se mete com o PS leva» (Jorge Coelho) são dichotes pueris perante a imbecilidade e a raiva de gente que, como Tiago, revela uma total ausência de espírito de cidadania, respeito institucional e, em última análise, de educação e de berço.

Tiago pediu desculpas recentemente pela afirmação na sua página do Face Book. Só lhe fica bem, mas não apaga o facto incontornável de ele ser um exemplo vivo de gente que pensa com os pés e acha que é à canelada que se resolvem as coisas. Tal como gravitam no seu autoconvencimento de que são pessoas fervorosas, de mau feitio, a quem tudo deve ser permitido, compreendido e/ou perdoado. Pela parte que me toca, não tenho já paciência para as excrescências de carácter de gente obtusa e mimada. Façam um favor a si próprios e tratem-se. E o PS, lamentavelmente, tem muita desta gente.

Uma última palavra para A. Costa, um pateta inchado de problemas existenciais que deveria ter sido o primeiro a vituperar a atitude de Tiago. Ao invés, insistiu na necessidade de se evitar crispação, através dos seus inúmeros discursos e declarações à Comunicação Social. Com aquele ar de sonso que, segundo dizem os colegas, trouxe já da faculdade.


*
*

Etiquetas: , ,

sábado, outubro 24, 2015

Escala técnica para reabastecimento


[5327]

Apetece dizer mil coisas sobre o que está a acontecer em Portugal mas, conjunturalmente, não tenho tempo nem oportunidade. Confesso que nem estímulo. Toda a gente vai dizendo o que lhe vai na alma e pouco mais se pode acrescentar ao que já tem sido dito. Refiro-me, naturalmente, à crapulosa conduta de A. Costa e à estratégica ideia da Esquerda vir acusando Cavaco de ter fracturado a sociedade portuguesa. Alguém que diga às sumidades que divulgam esta ideia, indo mais longe até, sempre que o fazem, acusando Cavaco de uma preconceituosa matriz conceptual, que quem fracturou seja o que for foi o Partido Socialista e a sua vergonhosa conduta (carregar bem nas cores do «vergonhosa»). Sobre isto, assim, pouco mais há a dizer. Fracturados que estamos, resta manter o mento sereno e pensar que mais tarde ou mais cedo esta gente vai estampar-se ao comprido, levando-nos a todos na poeira da queda. Aí voltará o ciclo habitual de vir a verdadeira social democracia (a que agora se chama, talvez com razão e ainda bem, de «direita) limpar os cacos e a trampa que esta gente vai deixar pelo caminho. É o costume e sempre assim foi desde há quarenta anos.

Já sobre a eleição (???) do Presidente da Assembleia da República, é com mágoa e vergonha que vejo ascender ao lugar de segunda figura do Estado um… figurão. Não no sentido da figura que se espera na presidência da Assembleia, mas um figurão no mau sentido. Um fulano de má índole, suspeito de mil suspeitas, semianalfabeto funcional e sem qualquer noção dos deveres e do sentido de Estado que a figura de um Presidente da Assembleia da República deve configurar. O homem já fez uma «discursata» idiota, própria de uma claque sem escrúpulos e perigosa de um clube de futebol e teve o arrojo de dizer que o fez para se defender ou vingar (falta-me o termo, estou em velocidade de cruzeiro…) do discurso de Cavaco Silva. É o fim da picada, é o princípio da macacada.

Pela primeira vez na minha vida sinto um embaraço tremendo, vergonha e experimento ainda um sentimento de total e lamentável desrespeito pela figura institucional que Ferro Rodrigues vai representar. Pela primeira vez. E sendo que por mais que uma vez essa instituição foi ocupada por membros de um Partido em que não voto, mas que nem por isso me mereceu menos respeito. Desta vez é diferente. Não posso, não consigo ter respeito por esta figura de banda desenhada e responsável por várias aleivosias, graves, no seu historial. Desde as suas cagadelas para o segredo de justiça, até às suas inenarráveis intervenções no Parlamento.

Baixo o polegar e lamento não me estar a cagar para ele, como ele se caga para a nossa democracia, mas prometo um sentimento de genuíno desprezo por tão desprezível figura. O que é, naturalmente, lamentável e contra os meus princípios de cidadania e civismo.

*
*

Etiquetas: , ,

terça-feira, outubro 06, 2015

Perderam o tino


[5320]

E eis que surge uma jovem, roliça e razoavelmente falante, com uns olhitos vivos e sensual q.b. que caiu no gosto do rebanho. Diz umas coisas com graça, outras sem graça nenhuma, quase todas com aquela insuportável altivez da chamada esquerda que acha que veio ao mundo para o endireitar. Mas, lá diz o ditado, em terra de cegos, quem tem um olho é rei. Para além de um conjunto de felizes coincidências, qual seja a de uma correlegionária, igualmente bonitinha e ladina, de verbo fácil e olhos bonitos ter aparecido num inquérito parlamentar e ter caído no gosto dos nossos jornalistas. Catarina se chama a primeira, Mariana, chama-se a segunda.

Juntas alcandoraram o Bloco de Esquerda à invejável posição de terem duplicado o número de deputados. E a grei estremeceu. Ali estava Catarina, actriz, como o CV diz, dando lições de política e de condução de massas. Levada ao colo pelos jornalistas, sobretudo pelas televisões (na campanha, dificilmente passavam cinco minutos sem que Catarina não aparecesse, quase sempre dizendo a mesma coisa), em breve Catarina lançava na obscuridade as Dragos, as Joanas (esta última mesmo despida) e passou a fazer parte da primeira divisão da nossa atmosfera política.

E de imediato passou a exigir e a impor regras. Ao PS, já se vê. Com os olhitos vívidos de ternura sonolenta e voz de falsete iniciou a lista de ditames que devem condicionar a colaboração do Bloco ao PS. As pessoas ouvem-na e excitam-se e ninguém se questiona como será possível esta piscadela de olhos do Bloco ao Poder? E no PS, quando mais não seja por uma questão de honra alguém lembrou a pequena que se há alguém que, pelo menos por enquanto, imponha condições são os socialistas e não o Bloco? E alguém colocou à jovem duas ou três perguntas, como por exemplo, o Bloco ainda quer nacionalizar a Banca, deixar o Euro, renegociar a dívida (no extremo, não pagar), instigar e monitorizar cursos intensivos sobre desobediência civil, assaltos à propriedade privada (com destruição de bens, como um campo de milho, por exemplo, coisa que de repente me veio à ideia…) e mais uma longa lista de “benfeitorias” que foram a imagem de marca de um Partido que não sabe nem quer conviver com a liberdade e a cidadania sacrossanta do individual?

A mim preocupa-me esta excitação. Com o PS derrotado, desmantelado e em claro processo de desagregação, coisa que, de resto, acho muito bem feito por nunca terem sabido libertar-se de utopias serôdias e estabelecer uma liderança eficaz que acabasse com a tralha jurássica de comunistas reciclados (objectivamente responsáveis por tragédias avulso da nossa sociedade, das quais me ocorrem, assim de repente, a descolonização exemplar, três bancarrotas e um punhado de vigaristas, alguns deles, felizmente, presos), receio que possam cair na tentação de não se amarrarem ao mastro e seguirem as sereias. Sobretudo porque esta sereia de olhos verdes, na minha opinião, não é mais que um subproduto de uma esquerda anquilosada e revanchista e sem qualquer competência ou consciência de governança. Para os mais distraídos, lembro, por exemplo, uma entrevista recente de José Gomes Ferreira em que Catarina Martins foi trucidada, perante questões de política macroeconómica em que, via-se, Catarina demonstrava não fazer a mais remota ideia do que se estava para ali a dizer.

*
*

Etiquetas:

quinta-feira, agosto 20, 2015

Quartel general em Abrantes...


[5282]

Entramos na fase do delírio. Costa desdobra-se em retórica, no que é secundado, de forma canina, pelo Expresso e pela SICNotícias que vão repetindo à exaustão tudo o que acham que causa impacto na grei. E aqui chegamos ao ponto. O que aterroriza não é o destempero de Costa e dos seus próceres (alinhados, desalinhados, ou nem por isso, mas todos eles focados num resultado que lhes traga as prebendas do costume) quando promete, ou melhor, assume o compromisso, não é bem uma promessa, da criação de 207.000 empregos, onde até o pormenor dos 7.000 pretende demonstrar o novo rigor do novo PS. Ou, ainda, quando afirma, por via do economista e putativo ministro de economia do devir socialista Centeno, que uma das maneiras de aumentar o emprego é eliminar a precariedade, ficando por dizer como é que a emulação da guarida à incompetência e ao garantismo produz investimento, ou que vai dar prioridade às pessoas e aumentar-lhes o rendimento disponível. Uma tirada de belo efeito mas que não se sabe bem o que pretende significar, pelo que se torna, por definição uma rematada tolice.

É a disseminação desta irresponsável série de balelas que se vai instalando no subconsciente das pessoas, com uma valiosa ajuda de alguns órgãos de comunicação social, que verdadeiramente me arrepia. Mais do que ouvir tudo isto, horroriza-me sentir que este tipo de mensagem ainda cola no subconsciente das pessoas que acabam por garantir o voto e democraticamente eleger um partido reconhecidamente venal, incompetente e irresponsável, que não dá qualquer sinal de que alguma coisa possa mudar. Mudar, entenda-se, entre eles, lá no Partido, já que no que respeita ao trilho que estamos a seguir nos últimos 4 anos, parece haver pouco a mudar, salvo melhorar e aligeirar o peso de um Estado inoperante e insaciável que a esquerda insiste em manter e engordar.


*
*

Etiquetas: , ,