sábado, julho 08, 2017

A "trip" do Poder





[6150]

Já entrei na fase (sério...) de desligar a TV pela simples aparição da Catarina, da Mortágua, do Jerónimo e mais um para de fulanos do PC de que não me ocorre o nome (um deles, aquele que participou na "charanga" pró-Maduro que circulou aí pela baixa de Lisboa). Esta rapaziada que garante a maioria parlamentar do tosco Costa (aquele que passa por hábil político por via da amestrada comunicação social) perdeu completamente a vergonha e presta-se a um exercício frequente de críticas ao governo, apenas para "inglês ver".

Repito o que tenho dito há muito. Provaram do Poder e aquilo é um bocadinho como aqueles adesivos de morfina para tirar as dores do reumático, puseram os adesivos àquele pessoal e agora para os arrancar vai ser o cabo dos trabalhos. A questão é que se fosse só uma questão de vergonha na cara, ainda era como o outro, a coisa ficava aqui pela paróquia. O pior é que de cada intervenção das referidas criaturas releva mais um ponto na escala do desprestígio e carência de credulidade que mantemos e nutrimos internacionalmente.

Costa é o culpado de tudo. Porque deixou. Porque quis, porque se sente bem. Adulado e referido como perito hábil. Um indivíduo malcriado, chocarreiro e sem qualquer traquejo de governança que não sejam os coloridos malabarismos que compunham o trágico período Socrático, de que Costa foi um fiel, atento e venerador intérprete.


*
*

Etiquetas: , , , , ,

quarta-feira, março 08, 2017

A culpa é de A . Costa



[5504]

Nogueira Pinto, uma personagem ao largo de quaisquer exercícios especulativos, ia fazer uma conferência sobre Populismos, Brexit, Trump e Le Pen na FCSH (Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Nova).

Um grupo de fedelhos idiotas, cerca de 30, armou o folclore do costume e, sem que eu conheça os detalhes, parece ter colocado em risco a segurança de diversas individualidades, incluindo o próprio Nogueira Pinto. A conferência foi cancelada.

As notícias enxamearam as redes sociais e os jornais e todos se atiravam ao exercício académico de saber de quem era a culpa. Por mim, a culpa é exclusivamente de António Costa. Não é do director da faculdade, não é de Nogueira Pinto, dos Partidos, da Polícia, nem sequer do Benfica. A culpa é de Costa, porque foi este traste soez e mal-educado (eu costumo chamar-lhe malcriado, mas hoje Montenegro foi mais polido) que conseguiu trair uma grande percentagem de socialistas que votaram nele sem fazerem a mínima ideia das intenções que lhe iam por detrás daquele sorriso cínico e conseguiu, depois, aliciar, o grupo de esganiçadas do Bloco e toda aquela arqueologia vestida de gente do vetusto e perigoso PC. Umas e outros rotulados agora de gente “diferente” e reciclada, condição que a Direita não consegue digerir, pensando que ainda andam a comer criancinhas ao pequeno-almoço.

Regressando a Costa. Ele é o culpado da loucura deste PREC em que lamentável e tristemente estamos a cair, sem que, ao que parece, ninguém dê um berro de gente a esta miudagem estúpida que saltita pelas universidades em “missão de combate” ou ao grupo de deputados que, de repente, se acomodam ao quentinho do “poder” e parecem gostar como um gatinho gosta de leite.

Não entendo o que é preciso para um director de uma faculdade chamar a Polícia e dizer que vai proceder a uma conferência científica e que um grupo de fedelhos (a caligrafia daquela gente confrange… e diz muito de todos nós) se prepara, ou preparava para armar um estribilho qualquer. Provavelmente ao nível de uma plantação de milho algarvio que destruíram, sob o beneplácito e a bênção de um fulano qualquer que a SicN gosta muito de entrevistar e que o ministro das finanças achou ser a pessoa indicada para ser consultado sobre assuntos de Estado.

Repito. A culpa é de Costa. Fosse ele um homem honesto e não teria enganado os portugueses que votaram nele e lhe permitiram geringonçar como geringonçou. E, muito menos, estaríamos a assistir a esta lenta, gradual mas firme escalada de regresso ao pico dos contentamentos e aos orgasmos mútiplos desta rapaziada. Por mim, sinto vergonha.


*
*

Etiquetas: , , , ,

quinta-feira, outubro 15, 2015

Quem é que exclui o quê?


Invasão de propriedade privada, ameaças e destruição de bens, levada a efeito pelo Bloco de Esquerda em Silves, não há muito tempo. Em baixo, um tal Gualter Batista, com um sorriso também cativante a que os portugueses parecem ser muito sensíveis, noticiado como um dos principais responsáveis pelo crime e de quem nunca mais ouvi falar. Será que foi excluído pelo arco de governação?


[5323]

Começa a ser cansativo a intensidade e a frequência com que vários agentes da esquerda, em televisões, jornais, blogues e comentários profusos nas redes sociais, insistem na ideia de que não se pode pura e simplesmente excluir o BE e o PCP das opções democráticas. São dois Partidos com representação parlamentar e, portanto, com total legitimidade para participarem no jogo político e se intrometerem no chamado «arco da governação», expressão que a extrema-esquerda usa com o mesmo tom pejorativo com que se referem à peçonha.

Ora eu acho que é preciso pôr as coisas no seu devido lugar. Qualquer pessoa com sentido plural, democrático e cívico não exclui nada nem ninguém do lugar que legitimamente ocupam na Assembleia da República. Quem se exclui são os próprios Partidos da extrema-esquerda por ideias e actos completamente descontextualizados da nossa realidade geopolítica e da própria liberdade com que eles, manifestamente, não sabem conviver. Acresce que a generalidade dos agentes de ambos os Partidos em apreço são habilidosos e mentirosos. Eles sabem que o que dizem raramente corresponde à verdade factual, mas fazem-no com a aparente convicção de que estão a dizer e a fazer o que deve ser feito, em nome dos princípios que defendem. E para além da mentira, todos sabemos, também, que se prestam a um rendilhado de acções não democráticas e, frequentemente, ilegais. Será eventualmente muito extensa e até estulto listar muitas dessas acções, mas uma análise honesta da questão nos conduzirá a um punhado dessas acções. Algumas delas violentas e quase todas ilegais.

Portanto, chega de bater no ceguinho. Ninguém exclui nada nem ninguém. O PC e o BE é que se excluem por via da sua continuada acção e estratégia. E deviam dar-se por felizes por vicejarem num regime realmente democrático e tolerante que lhes permite (frequentemente com demasiada benevolência) dizer e fazer o que lhes dá na gana.

Vale a pena ler esta crónica do João Taborda da Gama. Além de ser uma peça de raro sentido de humor, serve para mostrar um pouco do Manifesto Eleitoral destes dois Partidos.

*
*


Etiquetas: , ,

quarta-feira, agosto 21, 2013

É pedir ao Bernardino para levar o puto às meninas


[4968]

Cada vez há menos virgens na Coreia do Norte. O que não seria trágico, não fosse o problema criado ao seu líder.

Espera-se que a ínclita figura do comunismo português, Bernardino de seu nome e deputado por mister, desenvolva os procedimentos necessários à urgente reposição de virgens naquele país de bailarinos. Ou que leve o puto a uma casa de meninas. E, entretanto, lhe recomende um sedativo para o rapaz dormir sem pesadelos.
.

Etiquetas: ,

domingo, abril 12, 2009

Faria se não fôssemos esclarecidos


[3059]

Santana Lopes deve andar a somar pontos, com certeza. Um cidadão lisboeta, com sotaque não sei bem donde e chamado Paulo Fidalgo, que eu julgo ser médico comunista mas não tenho a certeza, resolveu fazer uma petição que, como se sabe, é uma coisa actualmente muito em voga. Esta petição parece que já tem setenta e quatro assinaturas e só não ponho aqui o link porque o desconheço. Nessa petição, o senhor Fidalgo diz que os lisboetas andam preocupados e têm de evitar os erros recentes. Para isso, a esquerda deve unir-se, o PC, o BE e o PS, porque nos arriscamos a uma grande desmobilização e a cidade pode ficar ingovernável. E, além disso, os eleitores têm maturidade.

Estas são razões que ouvi nos noticiários. Se convivo bem com a ideia de que os senhores Fidalgos façam as petições que lhes apetecerem para as uniões de esquerda, pasmo com os argumentos apresentados. Os lisboetas são esclarecidos, há perigo de desmobilização e a cidade pode ficar ingovernável. Repare-se no fio de lógica destes argumentos. Mas Saramago e Sampaio assinaram logo. Terão, certamente, sido sensíveis aos argumentos.

Uma coisa é certa. Com fidalguia desta a aparecer, o sinal de que Santana Lopes representa um verdadeiro perigo para a esquerda é demasiado real. Quem diria!

.

Etiquetas: , ,

quarta-feira, fevereiro 04, 2009

A seriedade e a trampolinice


[2914]

O Presidente da República impediu mais um malabarismo dos socialistas, chumbando uma lei que exigiria o voto presencial para os emigrantes. Sabe-se que a tendência de voto dos emigrantes pendeu sempre para a direita, com uma única excepção, quando José Lello pegou na sua banha de cobra e a foi vender, diáspora fora, até a tendência retomar o seu fio de voto habitual. Mas isto, no PS, não admira, é o sinal a que nos habituaram da "xico-espertice" socialista cuja principal virtude é exactamente esta. A de conseguir atingir os fins sem olhar a meios, mesmo que adornados pela retórica habitual e piruetas de circo, fazendo jus à ideia de que o PS antes de ser de esquerda é esquerdista. O que é uma coisa totalmente diferente e não abona muito em favor do seu carácter.

Mas o que verdadeiramente me abespinha é a ver as virgens ofendidas do PC e do BE a eriçarem-se contra a decisão de Cavaco Silva. Porque, afinal, com que direito e moral é que esta gente se pode manifestar sobre eleições livres? Quando é que os comunistas alguma vez, em algum país, em alguma época, fizeram o jogo limpo e democrático do voto livre e secreto? Com que autoridade é que os comunistas se arrogam o direito de discutir sequer ou palpitar sobre uma prática que lhes é estranha e, mais, que só acatam dentro do espartilho democrático a que se obrigam, se quiserem sobreviver no espectro político? Os comunistas jovens, na eventual pureza das suas convicções ideológicas, deveriam questionar como é que os comunistas lidaram com votações que não fossem de braço no ar, seguidas de aclamação e palmas cadenciadas (as célebres palmas organizadas), para se sentirem convenientemente informados. A menos que esta coisa das votações seja já, para eles também, uma maçada que a democracia impõe. E os comunistas mais idosos… poderiam guardar um pouco mais de recato e pudor antes de se permitirem sequer comentar fosse o que fosse sobre eleições, votos e fiabilidade das mesmas, que foi a expressão usada pelo deputado António Filipe.

Já contra o Bloco de Esquerda, não dá sequer para emitir um comentário. Se os comunistas têm uma tradição que nos permite fazer um juízo sobre a reserva necessária à volta do conceito em que colocam as práticas de voto, os bloquistas, pela montra, não abonam muito o que devem ter lá pelo armazém. Mas tenho de convir que observar o empertigamento da deputada bloquista (creio que Helena Pinto) a dizer que a decisão do nosso Presidente foi um passo atrás na fiabilidade das eleições só não é risível porque é trágico.


Uma palavra final quanto aos socialistas. Um pouco de contenção não lhes ficava mal. E pudor. Ouvir José Lello exigir uma explicação política de Cavaco Silva chega a raiar a pornografia, vindo de quem vem. Por outro lado, e por uma vez, um pouco de seriedade e, no caso vertente, um pouco mais de respeito pelos emigrantes (mesmo por aqueles que não votam socialista) só lhes ficaria bem. E talvez lhes trouxesse mais votos.

.

Etiquetas: , , , ,

quinta-feira, novembro 27, 2008

Post dedicado


[2794]

"...It is estimated that hundreds, possibly thousands, of North Koreans have fled to China in search of food. But their situation in China is very precarious..."


Já terão dado este documento da Amnistia Internacional à rapaziada do PC lá na Assembleia, em mão do voluntarioso e preclaro Bernardino Soares? Não que eles não saibam o que se passa, que sabem, mas pelo menos para lhes lembrar que a vergonha na cara é uma virtude evangélica que de vez em quando deve ser adoptada, mesmo que a contra gosto. Pelo menos sempre que lhes vier a pulsão de enaltecer as democracias populares, dando o exemplo da Coreia do Norte.

.

Etiquetas: ,

quarta-feira, novembro 28, 2007

Que bom, que agora não me vão controlar...



[2169]

Luísa Mesquita foi expulsa do PCP. Sem conhecer o assunto por dentro, ouvi as notícias com a maior naturalidade. E espanta-me a aparente surpresa de alguns especialistas políticos da nossa praça, sobre o assunto. Pela minha parte, limito-me a pensar que uma senhora da faixa etária de Luísa Mesquita que, aparentemente, descobriu apenas agora todas as malfeitorias do comunismo, de duas uma, ou andava distraída ou chateou-se com alguém. Em qualquer dos casos fica-lhe mal vir agora com tiradas do género que finalmente pode trabalhar á vontade na Câmara sem se sentir vigiada a verem se anda a gastar papel timbrado do Partido. E eu digo isto porque uma pessoa de meia idade como ela, com muitos anos de partido, certamente que terá ela própria, exercido muita vigilância, muitas vezes, do género da que ela agora reprova. Senão, era capaz de ter sido expulsa há muito mais tempo...

Stinks!
.

Etiquetas: , ,