quarta-feira, outubro 18, 2017

Já não dava mais...



[6186]

Não conheço Constança Urbano de Sousa de lado nenhum, mas confesso que achava suspeito aquele ar desolado e a pender para o trágico que ela apresentava nas suas aparições. Custava-me a acreditar que a teimosia em não se demitir fosse genuína.

A carta de demissão publicada no Expresso revela que a mulher não era assim tão estúpida e que tudo remetia para o calibre de uma criatura como Costa. Um biltre. Um tipo sem carácter e com as barbas a arder por ser o responsável pela nomeação de uma colecção de patetas que percebem tanto de protecção civil como eu de ponto cruz e que haviam sido nomeados por ele, não por Constança. Ainda ontem ou anteontem, Costa afirmava sobranceiro  que a demissão de Constança seria uma infantilidade.

As tragédias deste Verão/Outono não são o azar de Costa. São o azar de quem morreu, o azar de quem perdeu familiares, haveres, tudo. Esses são os verdadeiros azarados, por causa das trafulhices partidárias de Costa que, esse sim, se tivesse aquilo que sabemos que não tem – vergonha, apresentaria desde já a sua demissão.

Não sei bem o que se vai passar. Não confio totalmente em Marcelo e peço desculpa se me enganei. Mas acho que a firmeza de ontem não joga muito com os seus ziguezagues recentes. Posso estar enganado e, se estiver, penitenciar-me-ei com sinceridade. Mas acho isto tudo esquisito. O homem zanga-se, troca as selfies por uma “reprimenda” (termo usado por António Vitorino, ontem), Constança demite-se, os figurantes canhotos votam contra a moção de censura e fica tudo na mesma.

E acho que não devia ficar tudo na mesma. Marcelo teria razões fortes para dissolver a Assembleia e acabar com esta marmelada de um gripo de gente amoral que não tem qualquer noção de competência ou de sentido de Estado. E depois venham as eleições. E se o PS ganhar outra vez, espero bem que lá entre eles arranjem maneira de extirpar meia dúzia de furúnculos que continuam a infectar um Partido que, apesar de tudo, há-de ter gente decente.


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quarta-feira, setembro 13, 2017

País estranho... que nem de plástico é



[6181]

Ora "bamoláver” se eu consigo entender este país estranho.

Há uma greve de enfermeiros cuja adesão se situou entre os 80 e 90% e que não vi ninguém desmentir.

Há um ministro que acha que esta greve é imoral, ilegal e mais não sei quê, qualquer coisa que, se dita por outra individualidade faria cair o Carmo, a Trindade e espoletaria cordões de cidadãos a defender a greve, o estado democrático e a exigir a demissão do ministro (ou, pelo menos, as “fuças partidas”, como diria o saudoso e bonzinho Guterres, agora dedicado a estabelecer a paz no mundo, de preferência sem partir as fuças a ninguém).

Apesar da imoralidade anunciada por Adalberto (o impoluto ministro), Costa decidiu reunir com ele e com quem? Adivinhem: com a CGTP que é o único sindicato que não concorda com a greve

Quando eu pensava que à reunião haviam faltado os outros sindicatos, eis que a bastonária dos enfermeiros e várias outras personalidades ligadas ao protesto afirmam, alto claro e bom som, que só a CGTP tinha sido convocada para a reunião.

Se bem me lembro da aritmética que dantes ensinavam nas escolas antes da matemática ser considerada uma disciplina mais ou menos aleatória, se há 80% de adesão à greve, há apenas 20% de enfermeiros simpatizantes ou sócios, o aficionados ou adeptos (é, parece que estamos a falar de futebol…) da CGTP, o tal sindicado que foi convidado, em exclusivo por Costa e Adalberto.

Ainda não vi qualquer destes factos desmentidos ou questionados por ninguém. Muito menos pela comunicação social, que tem andado ocupada com os mails do Benfica denunciados pelo senhor Jota, do Porto, e com aquela performance esquisita do Bruno de Carvalho explicando, com mímica apropriada, como é que manda o fumo do cigarro para a cara não sei de quem. E que não estivesse, não vejo a comunicação social a achar muito estranho o que aqui expresso.

Eu acho. Acho que este é um país no mínimo estranho, governado (????) por gente estranha e pouco confiável. E acho que isto um dia vai acabar não sei bem como, mas mal. Muito provavelmente não sem antes perdermos de vez a credibilidade residual que eventualmente nos resta no concerto europeu e que nos vai garantindo umas massas para aumentar o rendimento das famílias, dos idosos, dos reformados, dos inválidos e, já agora, de algumas famílias que não tenham viaturas que valham mais de €25.000.



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segunda-feira, setembro 11, 2017

No limite...



[6179]

Que Costa estabeleça um nexo de causalidade entre o aumento do número de entradas no ensino superior e a sua acção governativa no aumento do rendimento das famílias não me incomoda mais do que um simples episódio, parecido ou igual aos muitos episódios a que a “geringonça” nos tem vindo a habituar, ainda que reflicta um estado já bem apurado de um lamentável  primitivismo demagógico. Coisa a que de resto, este primeiro-ministro parece ser o grau máximo das suas competências.

Restam duas dúvidas. Se o homem é um demagogo inato e vive no conforto de se sentir iluminado por tamanha benfeitoria, quiçá divina, e acredita piamente no que diz, reforçando a minha convicção de que é apenas uma criatura limitada, ou se sabe que está a ser demagogo e o usa em seu proveito pessoal, achando que pode, impunemente, tratar os cidadãos como estúpidos de pai e mãe.

Qualquer destas dúvidas me inquieta. E pouco haverá a fazer senão aguardar que uma qualquer trovoada seca solte um raio que lhe corte o pio – para usar o léxico em moeda corrente.

Ouvir aqui as barbaridades (e a berraria habitual) de Costa sobre o assunto.


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sexta-feira, setembro 01, 2017

Sad



[6173]

A CS hoje exulta e transborda a excitação com a popularidade (a maior de sempre) de Costa no pedaço, o que o poderá levar a uma segunda legislatura consecutiva e a um lugar de destaque na nossa História.

De duas, uma: ou estamos sob um qualquer fenómeno cósmico que condiciona o status doméstico ou estamos definitivamente infantilizados por anos consecutivos de submissão a um regime castrador.

Seja como for, daqui resultará que, muito provavelmente, Costa poderá, impune e de sorriso alarve, continuar a ser um rematado malcriado, um compulsivo mentiroso e um meio eficaz de levar ao colo um grupelho de loucos furiosos que não descansam enquanto não reduzirem a nossa economia a cacos. E Costa não estará lá para os apanhar. Eventualmente, para apenas levar com algum na cabeça.

Apetecia-me ser Trump por uns segundos, para dizer: SAD.


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domingo, agosto 27, 2017

E a criatura não enrouquece…



[6170]

Não há uma particular dissemelhança entre os guinchos de um varrasco a ser arrastado para a matança e a inflamação oratória de António Costa. O homem acha que ó comício é um palco adequado para berrar, agora que é primeiro-ministro, o que gostaria de ter berrado quando era mais jovem.

Costa adopta uma postura (odeio este termo, mas não me ocorre outro…) beligerante, tonitruante e que ele, provavelmente, associa ao carisma que o 44 diz que ele não tem, mas quer ter, ou ao vigor com que ele considera ser a forma adequada de se dirigir às massas. Acresce que um primeiro-ministro deveria ser uma personagem vigorosa, pois então, mas com a elegância e a virtude de quem consegue dizer coisas importantes sem desatar aos berros como o tal varrasco que pressente ir à faca longa e aguçada da matança

Há ainda a questão da educação. Costa não tem o direito de entrar aos berros na casa de quem quer que seja, ao ponto de nos obrigar a reduzir substancialmente o volume do som do televisor. Um primeiro-ministro é suposto ter um módico de educação e maneiras para não fazer a figura que faz.

Para terminar, escusava de mentir e de ser trampolineiro, dizendo coisas claramente falsas e encavalitando outras, no seu peculiar português em que deglute mais palavras do que expele, para não falar na troca de sílabas e não correspondência de género. Uma desgraça.

Isto poderia vir a propósito de muitas coisas (o homem berra todos os dias…). Mas foi só porque a criatura me tirou do sério pela forma grotesca e desabrida como se referiu a Assunção Cristas e como mentiu, dizendo que Passos Coelho acusava os bombeiros de baixa qualidade. Isto passa-se no Comício de Verão do PS, mas se fosse na Assembleia era a mesma coisa. Ou pior. Um ou dois dias depois de se permitir pensar em consensos com o PSD.

Costa é uma criatura insuportável. E pouco digna do lugar que ocupa.


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sábado, agosto 12, 2017

Conversa de xaxa, p’ra boi dormir



Costa mandou a ministra assegurar o combate aos fogos enquanto ele vai para Montemor-o-Velho acalmar a população sobre as cheias no Inverno, que já não vão ser cheias porque ele... pois

[6165]

Quando um país reúne condições legais para ter um fulano deste calibre como primeiro-ministro, mesmo tendo sido preterido pelo voto popular, é legítima uma introspecção sobre que país somos e sobre quem somos.

Costa não é estúpido. E nem sequer é hábil, como sói dizer-se na nossa estuporada comunicação social. Está longe de ser hábil. Pelo contrário é tosco, bronco, inculto e de má índole. O que Costa consegue é um discurso que continua a colar numa sociedade vincada por longos períodos de continuado adestramento ao Estado que tudo faz, protege e promove em benefício dos cidadãos.

Infelizmente a revolução de Abril, salvaguardada a liberdade de, por exemplo, eu estar a escrever isto sem ir preso ou lançado no desemprego, tem agravado este desiderato, através do qual se explora esta faceta popular, por via da concessão de ridículos benefícios (custeados por elevadíssimos impostos indirectos e carência de meios em sectores fundamentais da nossa segurança e bem estar) e de uma retórica adequada, com base num processo de infantilização confrangedor. Isto é criminoso e repulsivo.

Costa, que não é hábil mas também não é estúpido, sabe tirar proveito deste fenómeno para se eternizar no poder, qualquer coisa que, no fundo, tem muito de Maduro, Chávez, Castro ou Morales. De tal maneira que não hesitou em deitar mão de inescrupulosos agentes da chamada Esquerda, para manter uma consuetudinária actuação, mantendo e nutrindo os costumes e natureza da nossa sociedade, o que lhe permite vir papaguear, com sucesso,  inanidades deste género, como se verifica no vídeo. Costa sonha manter-se no Poder, principalmente porque fora dele não há nada que se pressinta que ele saiba fazer a preceito. E o Poder afaga-lhe o ego e, já, agora, o proeminente ventre.

Numa altura em que meio Portugal arde, com auto-estradas cortadas, gente a dormir em instituições sociais, gente destituída de bens materiais e, mais grave, que perderam familiares mortos por via da mais atabalhoada desorganização que, tudo indica, poderá ter origem numa descarada acção de proselitismo na Protecção Civil e outros centros de controle, Costa aparece com um punhado de comparsas a anunciar o desassoreamento do Mondego, para prevenir… as cheias do Inverno (ver vídeo). É lastimável, amoral e absolutamente cretino. Independentemente do mérito de se desassorear o Mondego naquela área que, por acaso, conheço bem, ali bem perto de Montemor-o-Velho.

Esperemos que na época das cheias não ande toda a gente a desassorear o rio e falte alguma para limpar as sarjetas lisboetas (embora Costa tenha dito em 2014 que não havia solução para as cheias de Lisboa), mas contemos que lá para Dezembro ou Janeiro, Costa é bem capaz de aparecer em Pedrógão para avisar os cidadãos que temos de começar a pensar nos incêndios de Verão, enquando o Medina anda de fato-macaco a desobstruir sarjetas em Alcântara. 

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sexta-feira, agosto 04, 2017

Da importância de se andar a dizer que o homem é hábil



[6164]

Pelo caminho que as coisas estão a levar, um dia destes Costa “larga-se” sem querer no Parlamento, após o que faz uma prédica sobre o interesse nacional de não se dever impedir o livre trânsito do trato gastrointestinal, facilitando o livre escapamento dos gases resultantes. A bancada do PS aplaudirá freneticamente.

As prédicas de Costa são sempre iguais sobre seja o que for. Desta vez é sobre os sapadores florestais. Um evento tão importante como este revela que o homem está atento aos incêndios e, por razões que me escapam, andou distraído uma data de anos. Isso não o impediu de se manifestar orgulhoso por ter criado agora os sapadores e de liderar um governo com coragem de fazer a reforma florestal. A páginas tantas diz na TV que foi ele que os criara em 2006. Não explica é porque é que em 2009 desapareceram do mapa (mas também ninguém lho pergunta) e, assim sendo, cria-os outra vez e pronto. Fica tudo bem.

Qualquer coisa serve para esta peculiar criatura fazer uma festa com salvo-conduto para a continuada imbecilização e infantilização das pessoas. Porque há muito que havia guardas florestais que, entretanto, despareceram do mapa e eis que aparece um “sebastiânico”  Costa a (re) criar uma coisa, como se tivesse descoberto a cana para o foguete. E foi isso que ele afirmou no seu peculiar e trapalhão português. Deve ser por estas e por outras que a comunicação social passa a vida a chamar-lhe hábil.

Assente, assim, que para o ano não há incêndios. Graças ao sorridente e hábil Costa, orgulhoso por ter criado (???) sapadores florestais. Uma coisa, imagine-se, que não passou antes pela cabeça da Direita.


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terça-feira, julho 11, 2017

Ó xô guarda venha cá, venha ver o quisto é...





[6153]

Hoje há um dado adquirido de que a popularidade de um governo se faz por via de estafadas bandeiras de “esquerda”: formação de um exército tão grande quanto possível de funcionários e atribuição de aumentos ridículos de salários e pensões. Paralelamente, a demonização do patrão, a actividade privada e as grandes negociatas são igualmente imagens de marca de sistemas e regimes que devem ser postergados, mesmo correndo o risco de os eleitores percebendo que o Estado é o principal artífice desta corrupção, através dos seus mentores e, com assustadora frequência, dos seus próprios governantes.

Isto explica de algum modo que, apesar dos acontecimentos das últimas semanas, Pedrógão, Tancos e crescente número de agentes constituídos arguidos, a popularidade do governo continua em alta. Porque as pessoas estão naturalmente e sempre mais interessadas no seu benefício pessoal do que na sanitização da vida política e os seus resultados numa sociedade realmente mais justa, com menos desigualdade social e mais desenvolvimento e qualidade de vida.

Costa sabe disto. Por isso me enerva verificar como a comunicação social, amestrada e/ou castrada por uma cadeia de benefícios atribuídos e que podem ser retirados de supetão e vários outros agentes disseminadores da ideia de que Costa é um político hábil, continua a fazer escola. Porque Costa está longe de ser um político hábil. É um indivíduo grosseiro, inculto, malcriado e que não hesita em pôr em prática aquilo que mais facilmente aprendeu. Cultivar e alimentar a felicidade popular por via de medidas adequadas, basicamente referidas acima e, ainda a manutenção de clientelas (é um termo estafado, mas é o mais adequado) estabelecidas sem a menor hesitação ou decoro, como acontece na esmagadora maioria das instituições que são imediatamente inundadas de “boys”, no início de cada legislatura (o exemplo da defesa civil em Pedrógão é flagrante). Mesmo quando, como o pateta Guterres fazia simultaneamente com o aviso de que a partir dele “no jobs for the boys”, uma frase que os jornalistas aplaudiram freneticamente.

Por isso eu acho que Costa não é hábil. É esperto, o que é muito diferente. E se esperteza nem sempre é “pecado”, neste caso particular é. Porque Costa prossegue uma estratégia adequada a manter a sua popularidade, mas mantendo os eleitores num atávico estado de espírito de alegria e conforto que os conduz a uma quase permanente preferência pelo socialismo e pelos socialistas. Com as inevitáveis consequências de aviltamento e carências na maioria dos serviços públicos, dos transportes à saúde, passando pela justiça e outros. Vistas bem as coisas, nada disto é diferente daquilo que Salazar era acusado, como manter a iliteracia, o caldo verde quentinho a fumegar na tigela, o S. José de azulejo e duas rosas no jardim, orgulhosamente sós. È uma questão de adequação à época e ver o que realmente é diferente – nada. Manter as ovelhas apascentadas, agora com o auxílio dos meios modernos como as selfies e o advento de afectos cúmplices.

Costa percebe isso e não hesita em comprometer os destinos do país para regalar o corpo e o espírito com o “panache” de ser primeiro-ministro. Acolitado por um séquito de “puppies" que se lhes tirassem o tacho e tivessem de ir para o mercado de trabalho não sabiam fazer a ponta de um… isso. Por isso Costa não é apenas incompetente. É mau, também. Má índole e mau carácter. Não é pelo que aprendeu na cartilha internacionalista que ele age. É por ele. À custa de todos nós. E isso dói.

Nota: Ler aqui a Porta da Loja.


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domingo, junho 11, 2017

A nova Inquisição




[5526]

Meu caro Gomes Ferreira. Não sou jornalista e muito menos economista (sim, sei que também o não é, não precisa de esclarecer) … É só para dizer que essa fogueira da Nova Inquisição que crepita por aí, não queima apenas os jornalistas, lançando-lhe os epítetos que menciono. Quem quer que seja que tenha um blogue ou "facebuque” ou “twite" por aí (passem os palavrões), se entretém, espasmodicamente, a atear essa fogueira com a arrogância e sobranceria costumadas dos iluminados.

Mas olhe, podia começar aí por casa. Fale com os seus amigos do "Eixo", um tipo de pornografia que a minha costela masoquista me leva a ver depois do "Governo Sombra" e aperceba-se do que ainda ontem disseram sobre a sua entrevista. Mais grave... disseram pouco, no estilo não vale a pena perder tempo com semelhante crustáceo.

Por último, tive pena que algumas perguntas lhe tivessem ficado no bolso, provavelmente por falta de tempo. E corrija os seus amigos que dizem à boca cheia que o optimismo, o à-vontade, estado de graça e o facto das coisas estarem a correr bem (????) e a habilidade (a habilidade, valha-me Deus, a habilidade…) de Costa chegaram para o meter a si no bolso. Não há como digerir esta linha de raciocínio, se aplicada a uma criatura como Costa (lá está... como entrevistador, você não lhe podia chamar de criatura...).




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quinta-feira, junho 08, 2017

Sinistro II



Clicar na foto. Gente sorridente é outra coisa. Mas evitem mostrar às crianças...

[5523]

Quando um político não sabe o que há-de dizer sobre uma greve indesejada, a primeira coisa que lhe vem à cabeça é que a greve é um instrumento constitucional (conxucional, para Costa) e um alienável direito dos trabalhadores. A partir daqui entra-se num blá blá blá inócuo e que nada acrescenta à grande máxima, qual seja a da constitucionalidade da greve e de representar um direito dos trabalhadores (a propósito da entrevista de Costa à SIC quando, no seu titubeante e estranho português, Costa respondeu a Gomes Ferreira sobre a greve dos professores).

Posto isto, sonho com o dia em que um político, e tomando a greve dos professores para o dia vinte e um, diga, um dia: A greve é constitucional e um direito para os trabalhadores. Mas os sindicatos deveriam colocar acima de quaisquer conveniências partidárias o interesse dos cidadãos. No vaso vertente dos professores, os lesados são as crianças e os pais delas. As crianças, porque começam a ter, de pequeninos, uma noção distorcida dos instrumentos constitucionais e dos direitos dos trabalhadores e da realidade. Os pais porque, regra geral, fazem grandes sacrifícios para que os seus filhos estudem. Mesmo no muito mau sistema público, não esquecendo que pagam por ele, por via de impostos.

Não há, ou não deveria haver, sindicato NENHUM que deliberadamente promova uma greve em dia de exames nacionais. A greve deixa de ser um instrumento constitucional para se numa atroz inconstitucionalidade. E venham os juízes todos do TC dizer o contrário. E deixa de ser um direito dos trabalhadores para se tornar num instrumento partidário, que faz fé nos pontos de vista que o Partido professa e não nos pontos de vista do interesse nacional ou, mesmo, dos trabalhadores representados pelo Partido em questão. No nosso caso, sabendo-se que os sindicatos, por razões que nunca consegui compreender, são quase totalmente dominados por um Partido caduco, com uma representação eleitoral residual e com uma total aversão pela liberdade e que não olha a meios para atingir os fins. E, talvez mais grave ainda, sindicatos materializados por corporações que, vistas bem as coisas, não têm nada a ver com os comunismos mas que se deixam enlear por eles. Como é o caso dos professores. Por interesse pessoal, por desleixo, por inércia, seja lá porque for. Mas o resultado é sempre o mesmo. Alinham alegremente nos delírios desse tal Nogueira e dos seus esbirros. Isto no que respeita aos professores. Porque noutros sindicatos é a mesmíssima coisa.


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quarta-feira, maio 31, 2017

O "lixo"



[5519]

No continuado programa de maravilhas da geringonça que as TV’s vão desfiando em catadupa, dou especial relevo às notícias que são dadas pelo meu inominável primeiro-ministro em tom sério. Mesmo ameaçador, por vezes. Um exemplo, enquanto as TV’s noticiam com um ar de casualidade, dado adquirido e coisa esperada a baixa do desemprego, o défice, ou entrevistam novos empregados que regressam da diáspora para trabalhar em Portugal (juro que vi uma entrevista destas, em que o visado acabou dizendo que em Inglaterra eram muitos aqueles que, finalmente, queriam regressar a Portugal, presume-se que aqueles que Passos Coelho obrigou a emigrar…), já o primeiro-ministro aflora uma expressão que pretende séria, mesmo sorrindo aquele sorriso esquisito, e ameaçadora, quando diz que as agências de rating têm de rever a sua posição quando nos classificam como lixo. Tipo, vejam lá isso, senão perdem a credibilidade ou ainda aí mando o João Soares dar-vos umas bofetadas. A esta ameaça já se juntou Marcelo, corroborando a patética afirmação de Costa.

Já no Estoril, assisti a a um relambório consistente sobre o progresso de Portugal e a sua impressionante recuperação (um caso em que a SIC traduz “impressive” por “impressionante”, tornando “impressionante” a chico-espertice daquele grupo que Balsemão continua a pagar para tecer loas em regime de permanência a Costa e aos seus rapazes). Ela era professores, embaixadores, e até detentores de “Nobel”, tudo a jogar certinho, em losango, basculando, usando as alas, apoiando com os médios e mesmo usando o corredor central para desferir o remate certeiro final que acabava sempre num golo de belo efeito a favor da geringonça, com a nossa extrema-esquerda estrepitando palmas prenhes do “tesão” (e perdoe-se-me o "brasileirismo" do termo, mas vai bem aqui…) que o “poder” lhes está a conferir.

Logo à noite, felizmente, teremos o catastrofista Medina Carreira a arrefecer um bocadinho a coisa, nos “olhos nos olhos”. E lá nos falará da dívida, do investimento ZERO e porque é que é "zero". Ah! E era tempo de Costa e os seus sequazes deixarem de afirmar, sem vergonha, que a direita deseja a desgraça e os maus resultados do país. Pela minha parte, o que naturalmente desejo é ver esta rapaziada afastada e ser governado por gente decente, que fale português escorreito e inteligível, que não seja grotesca, turbulenta, mentirosa, truculenta e com capacidade para nos recolocar num plano de credibilidade, mérito, progresso e desenvolvimento, investimento e, sobretudo, que nos livre de estarmos sujeitos a situações cíclicas de insolvência que nos ponha à mercê de juros elevados e à dependência de outrem, de cada vez que esta trupe socialista consegue o Poder. Mesmo quando não ganha eleições.


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quarta-feira, março 08, 2017

A culpa é de A . Costa



[5504]

Nogueira Pinto, uma personagem ao largo de quaisquer exercícios especulativos, ia fazer uma conferência sobre Populismos, Brexit, Trump e Le Pen na FCSH (Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Nova).

Um grupo de fedelhos idiotas, cerca de 30, armou o folclore do costume e, sem que eu conheça os detalhes, parece ter colocado em risco a segurança de diversas individualidades, incluindo o próprio Nogueira Pinto. A conferência foi cancelada.

As notícias enxamearam as redes sociais e os jornais e todos se atiravam ao exercício académico de saber de quem era a culpa. Por mim, a culpa é exclusivamente de António Costa. Não é do director da faculdade, não é de Nogueira Pinto, dos Partidos, da Polícia, nem sequer do Benfica. A culpa é de Costa, porque foi este traste soez e mal-educado (eu costumo chamar-lhe malcriado, mas hoje Montenegro foi mais polido) que conseguiu trair uma grande percentagem de socialistas que votaram nele sem fazerem a mínima ideia das intenções que lhe iam por detrás daquele sorriso cínico e conseguiu, depois, aliciar, o grupo de esganiçadas do Bloco e toda aquela arqueologia vestida de gente do vetusto e perigoso PC. Umas e outros rotulados agora de gente “diferente” e reciclada, condição que a Direita não consegue digerir, pensando que ainda andam a comer criancinhas ao pequeno-almoço.

Regressando a Costa. Ele é o culpado da loucura deste PREC em que lamentável e tristemente estamos a cair, sem que, ao que parece, ninguém dê um berro de gente a esta miudagem estúpida que saltita pelas universidades em “missão de combate” ou ao grupo de deputados que, de repente, se acomodam ao quentinho do “poder” e parecem gostar como um gatinho gosta de leite.

Não entendo o que é preciso para um director de uma faculdade chamar a Polícia e dizer que vai proceder a uma conferência científica e que um grupo de fedelhos (a caligrafia daquela gente confrange… e diz muito de todos nós) se prepara, ou preparava para armar um estribilho qualquer. Provavelmente ao nível de uma plantação de milho algarvio que destruíram, sob o beneplácito e a bênção de um fulano qualquer que a SicN gosta muito de entrevistar e que o ministro das finanças achou ser a pessoa indicada para ser consultado sobre assuntos de Estado.

Repito. A culpa é de Costa. Fosse ele um homem honesto e não teria enganado os portugueses que votaram nele e lhe permitiram geringonçar como geringonçou. E, muito menos, estaríamos a assistir a esta lenta, gradual mas firme escalada de regresso ao pico dos contentamentos e aos orgasmos mútiplos desta rapaziada. Por mim, sinto vergonha.


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quinta-feira, fevereiro 23, 2017

Que giro, eles estão irritados...



[5500]

António Costa deveria substituir o seu já insuportável sorriso e a sua evidente conduta de puto malcriado por um momento que fosse de reflexão. Por exemplo, antes de deixar na Assembleia um discurso que quase deixa no ar a suspeição de que alguém do anterior governo se abotoou com dez mil milhões (é o que se depreende, quando o energúmeno diz que fizeram vista grossa à saída dos fundos), ele deveria meditar nos factos que reflectem as saídas desses fundos de 2011 a 2014. Assim, por informação veiculada pela própria Autoridade Tributária, as transferências para “off-shores” foram, em mil milhões:

2011 – 4,63
2012 – 4,37 (baixou)
2013 – 4,12 (continua a baixar)
2014 – 3,81 (continua a baixar, certamente a vista do anterior governo anda não tinha engrossado)
2015 – 8,8 (ao que parece mais uns trocos que surgem agora, em todo o caso uma subida estratosférica, se comparada com a média dos anos anteriores).

A pergunta, limpinha, limpinha é: Por que carga de água se verificou tamanho aumento nas remessas? Será a vista do governo anterior que engrossou ou o facto de, de repente, as pessoas terem receado largamente uma geringonça absolutamente contranatura e, pior, sustentada com a contribuição de forças da extrema–esquerda que,  por muito que pareçam agora gostar do quentinho do lugar do Poder, continuam rigorosamente a viver nas malhas que a ortodoxia do leninismo teceu e entre as quais, ao que parece e em segunda edição, continuamos "orgulhosamente sós"?

Eu também critico a oposição. Deveria ser mais rígida, acutilante e mais objectiva, ainda que nos limites da decência e boa educação que a maioria do governo não tem e explicar a Costa que ninguém percebe q argumentação dele sempre que instado, como ontem, a perguntas concretas, como as de Assunção Cristas. Provavelmente porque o homem não tem argumentação nenhuma, ou não sabe o que dizer ou diz apenas aquilo que as tripas lhe ditam e que não é mais que um ódio profundo e pessoal àqueles que quase não o deixaram abarbatar o lugar de primeiro-ministro.


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quinta-feira, fevereiro 02, 2017

Coisas estranhas





[5495]

Começo a ficar preocupado comigo próprio, obcecado com o fenómeno António Costa. Hoje acordei a pensar como é possível os portugueses andarem tão preocupados (e ocupados) com o facto de metade dos americanos quererem e gostarem de Trump como presidente, sem repararem que António Costa obteria hoje uma confortável maioria eleitoral - um homem claramente empenhado em espatifar o que resta deste país falido, esbulhado por uma clique promíscua e venal de políticos e alguns empresários, muitos deles do tempo de governos de que Costa fez parte, o mesmo Costa que hoje continua, impunemente, a conduzir o pais a uma tragédia sem retorno, sem que nele se vislumbre uma réstia de remorso pelo que já fez ou um minúscula centelha de dignidade pelo que continua a fazer.

Costa não presta, sabe o que faz e fá-lo com gosto Provavelmente não pelos ganhos materiais que possa obter, não creio que seja um Sócrates em segunda edição, mas somente em função duma personalidade complexa e de uma índole pouco recomendável. A par de uma notável incultura e um lastro ideológico que remanesce provavelmente da sua própria personalidade. Mas não sou sociólogo nem psicólogo, alguém que se dê ao trabalho de verificar, se houver interesse nisso.

E é estranho ver uma comunicação social totalmente absorta pelo fenómeno Trump, enquanto marginalmente se vai ocupando, pela rama e em viés, de indicadores que nos auguram um colapso económico e social iminente, que Costa e os seus alegres seguidores aproveitam para se entreter ao gozo alarve de glosarem o "diabo" usado por PPC. Mais grave, não penso que esta atitude da comunicação social seja deliberada, pensada, mas apenas o resultado de um formato de mentalidades que eu confesso não ter já capacidade para entender ou mesmo paciência para tentar fazê-lo. Uma abulia que considero grave e não me dá jeito nenhum.

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terça-feira, janeiro 10, 2017

Temer devia ter trazido uma camisola de Pelé... quem sabe, um boião de geleia de jabuticaba



Temer devia ter trazido uma camisola de Pelé Para oferecer a Marcelo, tiravam uma selfie e a coisa ficava mais soft...os brasileiros ainda têm que aprender muito connosco


[5488]

Os brasileiros irritaram-se porque Temer veio a Portugal ao funeral de Mário Soares, numa altura em que os reclusos andam ao estalo em algumas cadeias brasileiras. São tiques tugas que ficam ao longo dos séculos, estes de se criticar por dá cá aquela palha, por muito que isso irrite os nossos irmãos brasileiros.

Por cá a coisa está mais reciclada, mais europeia. Os meus patrícios acham muito bem e sentiram um frémito patriótico por António Costa se ter mantido pela Índia em preponderante acção de visita de Estado e faltado ao funeral (acho que vai aparecer numa vídeo-conferência, prática, como se sabe, muito a propósito num enterro). De tal maneira, que muito gostariam que a visita se prolongasse por muito mais tempo ou, mesmo, que o homem tivesse uma epifania qualquer e se mantivesse por lá.


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quinta-feira, outubro 13, 2016

Típico de quem não sabe fazer mais nada



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Esta é uma atitude típica de gente sem espinha, sem carácter e roído de ódios e “issues” que provavelmente nem eles próprios sabem definir. Costa é um ser desprezível e estes são comportamentos de quem não sabe fazer mais nada que bolçar os ódios que lhe levedam a alma, ao mesmo tempo que sorri e acha que está a produzir medidas inteligentes e de longo alcance.

Sinto um profundo embaraço por um primeiro-ministro deste calibre. Por cá, parece que isto vai resultando e dando votos. Lá fora, onde devemos dinheiro que temos de pagar e de onde achamos que devem continuar a jorrar fundos, esta forma de estar não passa despercebida e gera um permanente estado de desconfiança.

Costa assaltou o Poder, inescrupulosamente e escorado em gente da laia dele. Espero que este pesadelo acabe com rapidez.


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quinta-feira, setembro 15, 2016

A festa, a festança e a Constança que ri



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A geringonça vestiu a roupa da Constança e fez da abertura do ano lectivo a respectiva festança. Para além da parolice de fazer de qualquer acto normal uma festa, que é o que a geringonça vem fazendo, o que me leva a suspeitar que aquela gente precisa mesmo de ajuda profissional.

Infelizmente, e falo pela área da minha residência, a escola pública não deve ser da malta, porque não salta ao ritmo da festança. Nem mesmo com as gracinhas do malcriado Costa quando diz piadas que metem pokémons. E não salta porque pelo menos em duas das escolas, os pais foram hoje avisados (avisados, sim) pela directora de agrupamento (que eu não sei bem o que é, mas deve ser uma pessoa que manda num grupo de escolas) e a chefe de turma (que deve ser uma professora que manda numa turma, no meu tempo era um de nós que o fazia, mas ou as exigências subiram ou a competência dos alunos baixou...) de que a alimentação ia ser má e pouca, porque a situação, como todos devemos saber, está má, há pouco dinheiro e as dificuldades são muitas. Algumas das disciplinas ainda não têm professoras mas devem estar ai a rebentar. E, finalmente, pede-se aos pais que instilem nas crianças um sólido sentido de compreensão pela situação, mas as dificuldades estão aí e temos de saber lidar com elas.

Que me conste ninguém disse que a culpa era de Passos Coelho, mas fica a esperança de que ainda venham a dizer e que à festança da geringonça Constança chegue um raio de sensatez que, pelo menos, pare com esta cena degradante de fazer de tudo uma festa, mesmo quando a situação é aviltante. Como este exemplo de se avisar que a comida vai ser pouca e imprestável.

Hoje, a festa tem a ver com a saúde, acho que faz anos. A saúde. E é assim que o conselho de ministros vai dizer as vacuidades do costume e os repórteres vão noticiar imenso o grandioso acontecimento. Já começaram, porque o Costa apareceu ali com o sempiterno sorriso que prenuncia os grandes (e os pequenos) acontecimentos.


Sinto-me afogado no meio esta gente.


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segunda-feira, junho 06, 2016

A gritaria



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Voltou a gritaria. Sempre me irritaram as pessoas que gritam para ser ouvidas. Às vezes por razões intrínsecas à sua natureza, outras porque sabem que, gritando, metade fica por ouvir e entender o que é particularmente vantajoso para quem não tem nada que dizer. E Costa cada vez grita mais. Os últimos dias mostram isso mesmo e aposto singelo contra dobrado que ninguém sabe exactamente o que ele disse após uma sessão de gritaria. Por um lado porque ele fala por via de sonoridades ininteligíveis (o equivalente a escrever por gatafunhos), por outro porque, realmente, ele não tem nada para dizer. Mas ele sabe que por cada minuto de gritaria ele aumenta a claque e reforça a sua reputação de hábil negociador. Vá lá saber-se porquê…


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segunda-feira, março 14, 2016

Um hábil negociador?



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A comunicação social insiste, com frenesi, na tecla de que António Costa é um excelente negociador. Lá terá as suas razões para o fazer, mas esta insistência prefigura a habitual histeria em se fazer de Costa uma criatura de nobreza nem sequer discutível. Porque Costa não é bom negociador. É uma fraude com pernas e beneficia de um estado de graça que jamais conseguirei entender, salvo se o atribuir, na totalidade, a uma embaraçosa estupidez da CS, o que não será manifestamente o caso.

O caso mais recente é a forma como Costa vai lidando com a aprovação da ajuda à Turquia e à Grécia sobre a trágica situação dos refugiados. Costa ataca, com destrambelho, o PSD, acusando-o de não querer assumir as suas responsabilidades, ao mesmo tempo que enaltece os enfants terribles da geringonça por estarem a ser coerentes. Isto é de uma desonestidade total, só possível numa criatura de má índole e irresponsável como ele.

Que a comunicação social ache que esta é uma situação aceitável e denote o engenho negociador de Costa é que remete já para a etapa final da estupidez e da sua desonestidade, dividida entre os que percebem a catadura de Costa mas a camuflam, e os patetas que não percebem coisa nenhuma.


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sexta-feira, março 11, 2016

De uma vez por todas... e lá em casa levam mais



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De uma vez por todas… avisa-nos o nosso (deles) primeiro de que não haverá orçamento rectificativo. E avisa-nos à cadência de cerca de dez minutos nos noticiários matinais.

O homem avisa-nos, zangado e ameaçador, ainda que com o perene sorriso a bailar-lhe nos lábios, que não haverá orçamento rectificativo e que espera pôr termo à especulação e afirma que vai concentrar-se no essencial e não em hipóteses. E deixa a farpa habitual dizendo que não acontecerá como era moda no passado (SIC).

E assim, com as notícias dadas e o ralhete apanhado, vou trabalhar. Com o sorriso de Costa a tremeluzir-me na cabeça. E desanimado por ontem não ter ouvido o PP na Quadratura a dizer que a imprensa era hostil a Costa.


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