terça-feira, fevereiro 14, 2017

Já custa...


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 1.      Isto é socialismo em estado puro;

 2.     Isto remete para a noção de que o sentido de Estado ou o interesse nacional navegam em presunções pretensamente filosóficas mas que não são mais que um atado de sentimentos reprováveis que atiram com o interesse nacional para uma qualquer sarjeta, bem desentupida pelos interesses e conveniente proselitismo nacional;

 3.  Isto remete para um fenómeno recorrente, qual seja a ideia firme e bem alicerçada de que os portugueses são estúpidos e não merecem outra coisa senão uma argumentação em rigoroso acordo com a estupidez e com os interesses de uns quantos;

 4.   Isto remete para o reconhecimento, trágico, de que na política nacional conta mais o sentimento de cada qual no poder de ódio pessoal, raivinha, vingança, mesquinhez e absoluta falta de carácter do que o interesse nacional. O ódio pessoal tem como exemplo uma longa lista de personalidades públicas que não exclui o senhor Presidente da República;

 5   Isto consagra e solidifica a ideia de que Portugal é, cada vez mais, um local mal frequentado;

E, para não ser cansativo, este é mais um exemplo duma ideologia que de ideologia tem pouco ou nada e que se consubstancia numa designação gasta, oportunista e gradualmente imbecilizada que dá pelo nome de socialismo, um vocábulo feliz e que cala fundo num forte segmento de população, que importa manter na semiobscuridade do conhecimento, para que o socialismo possa manter-se, apesar de ser cada vez menos e mais circunscrito e que, tragicamente, continua a ser tolerado num país como o nosso – onde a ortodoxia do comunismo, por exemplo, faz de Portugal o único país europeu onde sobrevive. Quiçá na quimera estranha de pensar que podemos juntar-nos à Coreia do Norte e a Cuba, na construção de regimes onde o homem novo há muito morreu de velho.


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domingo, fevereiro 12, 2017

Bequinbizenesse – Landed safe, happy and sound




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O Trump pode ter um red button, mas eu inventei um "peace button”, com o respectivo “on-off”, que me permite esquecer a horrenda geringonça “mai-los” seus horrendos mentores (o corrector mudou para menores… estive quase para deixar ficar), acólitos e correlativos. Isso permite-me uma “brain wash”, no sentido literal do termo, varrer a porcaria das meninges e sistema nervoso central, enquanto estou fora do pedaço, mas há o regresso. E há aquela esplendorosa mariquice de ver aquilo que já vi muitas (mas muitas, mesmo) dezenas de vezes, sempre que aterro de noite em Lisboa. A foto não ajuda, mas foi o que se pôde arranjar. A segunda mariquice é este sentimento de pertença sempre que aqui aterro, mesmo considering.



Cheguei a casa, pus o peace button em on, para me recolocar na realidade e recordar que estou de volta à paróquia. Comi qualquer coisa e acabei a ver o Governo Sombra. Esta manhã não resisti, e reposicionei a box para ver o Eixo do Mal, para ver se tudo estava na mesma. Está.


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sábado, fevereiro 04, 2017

Gone... for a while





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Gone for a couple of weeks. Alguns votos, sinceros, vindos do mais profundo da alma, para que no meu regresso:

1 – O Sócrates já não apareça de 15 em 15 minutos a dizer que processou o Estado;

2 – Os anti-trump tenham reduzido…digamos, modestamente… 20% no escrutínio ao homem;

3 – O Ribas de Oliveira já não apareça na SIC a chamar construtor civil ao Trump;

4 – Os construtores civis tenham processado o Ribas;

5 – O Eixo do Mal tenha sido descontinuado pela SIC por… sei lá… falta de verba;

6 – O Daniel de Oliveira tenha parado de dizer que há duas democracias. A democracia propriamente dita e a dele;

7 – As TV’s reduzam os flash das esganiçadas para uma cadência não inferior à hora. Porque isto delas aparecerem tantas vezes acaba por ser como dizer mal do Trump. Ainda acabamos a gostar delas…

8 – O nosso Presidente tenha reduzido os beijos e as selfies e à noite, ao deitar, pense que a situação portugueses está mesmo como um bofe com ano e meio de frigorífico e já cheira mal, em vez de ele vir para a televisão anunciar que andamos num mar de rosas;

9 – O Costa… bem… o Costa… hummmm… olha, que lhe dê uma cólica no intestino grosso e o mantenha afastado do governo até às próximas eleições;

10 – Para acabar… que se deixe de brincar às esquerdas e às direitas com a eutanásia. É uma questão de decoro.


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quinta-feira, fevereiro 02, 2017

Coisas estranhas





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Começo a ficar preocupado comigo próprio, obcecado com o fenómeno António Costa. Hoje acordei a pensar como é possível os portugueses andarem tão preocupados (e ocupados) com o facto de metade dos americanos quererem e gostarem de Trump como presidente, sem repararem que António Costa obteria hoje uma confortável maioria eleitoral - um homem claramente empenhado em espatifar o que resta deste país falido, esbulhado por uma clique promíscua e venal de políticos e alguns empresários, muitos deles do tempo de governos de que Costa fez parte, o mesmo Costa que hoje continua, impunemente, a conduzir o pais a uma tragédia sem retorno, sem que nele se vislumbre uma réstia de remorso pelo que já fez ou um minúscula centelha de dignidade pelo que continua a fazer.

Costa não presta, sabe o que faz e fá-lo com gosto Provavelmente não pelos ganhos materiais que possa obter, não creio que seja um Sócrates em segunda edição, mas somente em função duma personalidade complexa e de uma índole pouco recomendável. A par de uma notável incultura e um lastro ideológico que remanesce provavelmente da sua própria personalidade. Mas não sou sociólogo nem psicólogo, alguém que se dê ao trabalho de verificar, se houver interesse nisso.

E é estranho ver uma comunicação social totalmente absorta pelo fenómeno Trump, enquanto marginalmente se vai ocupando, pela rama e em viés, de indicadores que nos auguram um colapso económico e social iminente, que Costa e os seus alegres seguidores aproveitam para se entreter ao gozo alarve de glosarem o "diabo" usado por PPC. Mais grave, não penso que esta atitude da comunicação social seja deliberada, pensada, mas apenas o resultado de um formato de mentalidades que eu confesso não ter já capacidade para entender ou mesmo paciência para tentar fazê-lo. Uma abulia que considero grave e não me dá jeito nenhum.

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segunda-feira, janeiro 23, 2017

Lying is an elementary means of self-defense (Susan Sontag)



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Ainda hoje a Fernanda Câncio mentiu. Na sua crónica do DN de hoje, entre outras preciosidades, afirmou, preto no branco, que Trump mandou calar o repórter da CNN. É MENTIRA. Eu vi e ouvi e Trump não o mandou calar. Disse-lhe, de resto com cortesia, que não respondia a estações que davam notícias falsas. O que, de resto, se veio a comprovar que era verdade.

Não tenho qualquer preconceito contra jornais e jornalistas, televisões ou comentaristas. Limito-me a registar que uma grande parte deles são mentirosos, manipuladores, tendenciosos, desonestos, ignorantes e malfalantes. Assim sendo, no caso particular de Trump não responder ao repórter da CNN não vejo onde esteja a, chamemos-lhe, heresia. Já mentir sobre alguém, conscientemente e valer-se de uma marca reputada como a CNN e acabar por se insurgir e praticamente ralhar com um presidente eleito, dá lastro ao que acabei de dizer sobre a f. e muitos outros jornalistas. 

São atitudes normalmente provindas de jornalistas que se arvoram em detentores de regime especial e conduta, quando deveriam ser os primeiros a aprimorar e respeitar esse desiderato. Sobretudo se trabalhando para órgãos de comunicação social com reconhecido impacto social.

Espero não receber já trinta telefonemas acusando-me de estar a defender Trump. Nem ele precisa que o faça nem sequer é o caso. Se estou a acusar alguém é o tal jornalista da CNN que na tal conferência de imprensa ficou escandalizado e colérico com a recusa do presidente. E é disto que estamos a falar, como se diz agora.

Já agora e a talhe de foice, já que falei da f.. Diz ela, a linhas tantas: «…porque ele - o multimilionário a quem nunca se conheceu atividade cívica…». Pode ser até verdade, mas uma coisa eu sei. Criou muitos milhares de postos de trabalho para muitos milhares de famílias. Não será seguramente uma sopinha aos “sem-abrigo”, com direito a reportagem do exterior, como ainda há dias aconteceu aqui na paróquia. Mas criar muitos milhares de postos de trabalho, chame-lhe a f. o que quiser, é obra.



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sexta-feira, janeiro 20, 2017

"Quadraturas" quadradas





[5493]

Já faz DUAS "Quadraturas" consecutivas que todos os comentadores, sem excepção, incluindo Lobo Xavier, gastam cerca de 70% do tempo injuriando o PSD pelo sentido de voto anunciado à descida da TSU.

Eu deixo-me ficar a ouvir (excepto o Jorge Coelho que já gerou em mim uma real incapacidade física em ouvi-lo, vou à cozinha beber um sumo de manga enquanto ele fala…) na esperança de perceber porquê. Não consigo, não dá. Pacheco Pereira diz que é por o PSD ter perdido a matriz social-democrata. Lobo Xavier diz que não concorda com o voto anunciado porque é absurdo. Continuo aguardando para perceber porque é que é absurdo e ele diz que é absurdo porque é absurdo. Ficamos assim. Depois guardaram os 10 minutos finais para falar da posse de Trump. 


Como se sabe, o absurdo PSD e a solidariedade expressa por P. Pereira a Peneda, Ferreira Leite, Rangel, Capucho, Marques Mendes, Marcelo e outros "proscritos" do Partido é uma matéria candente que remete a posse de Trump para a categoria das coisas desinteressantes e mais ou menos inócuas.

Doentio. E bem pago. Excepto a quem assiste. Que nos sentimos...isso... e mal pagos. Começo a pensar que Passos Coelho deve ser realmente uma personagem sólida, honesta, competente e educada para pegar “nisto” outra vez.


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segunda-feira, janeiro 16, 2017

Cachecóis, chazinhos e tisanas.



[5492]

Há um intolerável modo paternalista no corrupio de especialistas de frio que vão desfilando pelas televisões, aconselhando-nos sobre o que devemos fazer com a vaga de frio que vem aí. A “nossa“ vaga de frio não tem nada a ver com o frio corrente de muitos países da Europa, mas o nosso frio é mais perigoso, mais “correspondência”, mais exigente em “inhos” (como uma sopinha, um cobertorzinho, um chazinho, um casaquinho) e mais matreiro.

Ouvidos os "especialistas", fiquei a saber que devemos ingerir bebidas quentes (chás e tisanas !!!), usar gorros, cachecóis e camisolas (eu seja ceguinho), não vá alguém lembrar-se de ir de bermudas e T-Shirts para a Baixa. Também fiquei a saber que o nosso país está apetrechado com cerca de duzentos postos de saúde, pelo que os cidadãos podem dormir descansados. E já agora, como estão mais habituados, ir às “urgências” dos hospitais, se derem um espirro.

Farto de ser tomado como um débil mental ou um miúdo traquinas, mais ao menos ao estilo de come a sopa toda se não te deixo jogar no computador, fico pensando nesta mentalidade mesquinha que formata a comunicação com as pessoas e pergunto-me sobre o que vai na cabeça deste pessoal que vem para a televisão dizer para usarmos luvas e cachecóis. Se acham que estão fazendo genuíno serviço público ou se, bem lá no fundo, lhes brilha aquele espírito tutorial que acham que devem ter, porque lhes foi concedido, sabe-se lá por quem. Chiça!


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