quarta-feira, maio 04, 2016

Quem se mete...



[5396]

Que os socialistas não sabem/não querem viver em liberdade é para mim, de há muito, um facto consumado. Que eles reduzam a liberdade a tratos de polé usando precisamente o argumento da liberdade é do domínio factual e já nem penso muito no assunto. Limito-me a aplicar a noção de tolerância que releva, exactamente, do conceito da liberdade plena que os socialistas não sabem/não querem ter.

Mas convenhamos que, frequentemente, a tolerância exige esforços adicionais quando figurinhas como as que recentemente se evidenciaram no ataque soez a José Rodrigues dos Santos a propósito de uma peça de informação que reflectia, com verdade insofismável, a criminosa actuação dos socialistas a partir de 2011 e que nos levou ao estado a que chegámos, se permitem as tropelias habituais. Galamba dispensa comentários, basta vê-lo diariamente nas doses generosas que as TV’s nos oferecem e tirar-lhe o retrato, José Magalhães é aquela figura irrascível com palavrório próprio (um vocábulo que ele próprio utilizou no opróbrio de José Rodrigues dos Santos que apenas cumpriu a sua tarefa) e Tiago Barbosa Ribeiro é um garoto mal formado e malcriado que, entre outras coisas, já se lembrou até de chamar gangster aoPresidente da República.

É o socialismo no seu melhor. No fundo, este sarrabulho de reacções não é novo. Se Sócrates era mais eficaz nas suas acções para liquidar aqueles que ousavam chateá-lo, os seus actuais discípulos têm uma forma quiçá mais desabrida e imbecil para o fazer. Frequentemente com um sorriso permanente à la A. Costa, mesmo quando invectiva um jornalista saído de trás de um carro.


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terça-feira, maio 03, 2016

É hoje. Vem aí o pandemónio das obras no Eixo Central




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Os lisboetas não têm por que se queixar. Foram eles que puseram Costa na Câmara. O homem subiu na vida e apanhámos com Medina. Tudo legal, tudo legítimo. Que Costa seja reconhecidamente labrego e inescrupulosamente ambicioso e Medina seja filho de um resistente do Estado Novo (não sei bem quem, mas não interessa, está no currículo do homem e essas coisas hoje enriquecem muito o currículo de cada qual) são um factor semelhante ao goal average do futebol. Os portugueses urbanos gostam destas coisas e continuam a ter uma pulsão clara pelo vocábulo socialismo. Cheira-lhes a justiça e a protecção parental e, assim sendo, votam em tudo o que cheira a socialista.

O resultado, entre vários resultados, está aí. Desta vez tem vindo ao de cima a clara ideia que esta gente tem do automóvel. Coisa de rico, coisa poluente, artefacto capitalista. Daí a mexerem com tudo o que possa complicar a vida aos carros, mesmo que nas capitais europeias o sentimento seja o oposto, vai um salto pequeno. Com a vantagem que as pessoas (lá está) gostam, mesmo que tenham de se apinhar cada vez mais nos meios de transporte e mesmo que aqueles que têm de usar as suas viaturas se espremam em filas compactas de trânsito.

É a vida, como dizia Guterres, é a vida como diz Costa. E, sendo a vida, vêm aí, de novo, o caos, a confusão, a trapalhada e uma possibilidade mais para este jovem socialista aumentar o seu grau de notoriedade, já que não sabem fazer mais nada que bulir com a paciência das pessoas, em nome das pessoas. Vamos ter mais espaço para as pessoas, mais árvores e menos espaço para estacionarmos e menos metros para circular. Mas, repito, a culpa é nossa. E se acaso nos indispusermos sempre que circulemos na Fontes Pereira de Melo, via Saldanha, lembremo-nos do paternal e profundamente estúpido conselho de Costa de que temos de nos habituar a andar de transporte público. Quando aprenderemos a eleger os nossos mandatários e convencê-los que somos nós que os sustentamos?


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domingo, maio 01, 2016

Aí estão eles de novo. Que nem praga do Egipto.



[5394]

E aí temos a febre outra vez. Que esta gente não brinca em serviço. Há cerca de um ano, as parangonas anunciavam o glifosato como potencialmente cancerígeno. A «coisa» abrandou, o glifosato continuou a ser o herbicida mais vendido e a população mundial beneficiou dos extraordinários resultados da aplicação de um dos menos tóxicos herbicidas do mundo. DL50 oral, rato=5.600 mg/kg, seguro para mamíferos, peixes e abelhas, não carcinogénico (US EPA categoria E), não mutagénico, destituído do desenvolvimento de toxicidade e com total degradação no solo em menos de 60 dias. Estes valores são atingidos pelas grandes empresas multinacionais através dos seus departamentos de pesquiza e desenvolvimento, por técnicos especialmente preparados para o efeito (cientistas, químicos, patologistas, botânicos, matemáticos e outra gente mais preocupada com a ciência e a tecnologia do que com o tempo novo) e aprovados e ratificados por organismos oficiais.

O glifosato é um produto de grande valor económico. Numa descrição muito sucinta, é um herbicida sistémico, de acção foliar, com translocação nas plantas tratadas e, consequentemente, atingindo o sistema radicular, evitando assim o desenvolvimento de um novo ciclo vegetativo. O glifosato foi, assim, substituindo com êxito e segurança evidentes produtos mais antigos com uma forte acção de choque, mas não evitando o recrescimento das plantas tratadas. Era o caso, por exemplo do paraquat, de resto com um grau toxicológico muito elevado e sem antídoto conhecido.

O problema é que o glifosato é um produto da Monsanto, a maior companhia do mundo na produção de sementes transgénicas e uma das maiores empresas de agro-químicos (agro-tóxicos, para a Esquerda). Logo, um alvo apetecível para aqueles apostados em destruir as economias (isso mesmo), não se importando, no caso vertente e noutros, com os resultados catastróficos que podem causar. E é assim, que em quarenta e oito horas se volta ao ataque. Depois de um ano de «pousio», eis que os paladinos do tempo novo e da saúde das borboletas voltam ao ataque. Nestes conta-se uma organização meio esquisita (como a Íbis, aquele pássaro do Egipto…), a Plataforma Transgénicos Fora, a sedutora Ségolène Royal, o (não tão sedutor) André do Pan (ainda excitado com as descobertas que fez sobre o Butão), o Capoulas Santos e, inevitavelmente, a nossa Comunicação Social que nas últimas horas nos metralha com os perigos do glifosato. Desde o aumento de mortos na Argentina por causa do glifosato, até às deformidades das borboletas que pousaram em flores de plantas tratadas com glifosato, passando pelo nosso distinto agrónomo e ministro de agricultura que vai mandar analisar as sementes de centeio. Não resisto a fazer uma chamada aqui sobre o facto de serem as borboletas que põem os ovos de onde nascerão as lagartas que virão a comer as culturas (há a polinização, não me esqueci) e que, no meu entendimento, um pé de centeio «atacado» de glifosato deverá, teoricamente, morrer antes de criar espiga. Mas eles lá sabem. Por mim, achei que devia fazer este breve resumo, em defesa de um dos mais eficazes produtos conhecidos no capítulo de protecção de plantas, contribuindo para a economia e para a alimentação «tout court» de milhões de pessoas em países subdesenvolvidos (*). E, já agora, vale  a pena ler alguns dos comentários da página do FB da tal Plataforma Transgénicos Fora. Absolutamente surrealista.


(*) Um pequeno exemplo: Há cerca de meia dúzia de anos, um grande rio africano foi infestado por uma planta aquática, o jacinto de água. A planta tem uma exposição de folhagem pequena à superfície da água e longas raízes submersas que podem atingir os dois metros de profundidade. Esse rio é muito rico em peixe, dieta básica de cerca de quatro milhões de habitantes ribeirinhos. Quando a infestação atingiu grandes proporções (quase que se podia caminhar à superfície do rio), essas populações sofreram um autêntico drama, já que a agricultura é quase inexistente (bordas do Saara) e o peixe é o seu principal alimento. Vários produtos foram experimentados, sem resultado, porque, sem translocação, não atingiam a raiz. O corte manual também nada resolveu porque as plantas «rebentavam» de novo. Finalmente optou-se pelo glifosato, com assinalável êxito. As populações puderam pescar de novo, comer peixes e sorrir outra vez. Não sei se, entretanto, alguém morreu de cancro. Mas não me consta. Talvez a Ségolène e alguém da Plataforma lá pudessem ir verificar, mas aviso que a temperatura atinge facilmente os 46º, há mosquitos (ah! E lacraus) e ultimamente têm aparecido por lá uns jihadistas que se entretêm a cortar umas cabeças e a roubar miúdas. Acção muito mais tóxica que o glifosato. Sobretudo muito mais real e que devia suscitar mais reflexão a esta patetice endémica que se instalou no homem novo do tempo novo.


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sábado, abril 30, 2016

A pique



[5393]

É sobretudo nestes momentos que me lembro da assertividade, competência, dignidade e presença dos ministros de finanças do governo anterior.

Este episódio reflecte bem a fragilidade e insegurança do momento actual. Apesar disso, a comunicação social mantem uma linha inalterável de bonomia e tolerância para com o governo actual. Ao mesmo tempo que não desiste de uma acção persecutória ao governo anterior. Com atitudes indignas como esta, mesmo que expectáveis, vindas de um jornal apasquinado como o Público ou jornalistas (?) do calibre de Cristina Ferreira.

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Ruuuuun...



[5392]

É oficial. Em Portugal, ser rico é mal visto, perigoso e sujeito a escrutínio especial e esbulho. Enquanto noutros países se incentiva e apoia a produção de riqueza, aqui pela paróquia achamos que devemos combater os ricos e sermos todos pobrezinhos. Mas honrados, como dizia Salazar, hoje por hoje um homem tão vilipendiado, apesar de, ao que parece, não ter roubado nada a ninguém.

Esta é uma mentalidade doentia só possível num país tragicamente atávico e praticamente submerso por uma execrável clique que insiste, com êxito, em manter os portugueses num negrume político onde se cultive o ódio aos ricos e se emule e condição de pobreza como sinónimo de dignidade. Essa clique considera-se dona da verdade, dona de Portugal, dona de todos nós. E, de caminho, mantendo o status, vai colhendo benefícios, como o atestam os inúmeros casos de polícia e outros que não chegam sequer à justiça.

O povo, encarneirado, bale um misto de fado e de contentamento. O fado de sermos pobrezinhos, graças a Deus, e contentamento por não deixarmos os ricos pôr o pé em ramo verde.

Felizmente há luar, como dizia Sttau Monteiro. Não no sentido em que ele escrevia, mas para nos mostrar alguns caminhos para pormos as nossas economias a salvo do esbulho. A coberto destes sequazes imparáveis. E, já agora. Há leis para punir os que negoceiam em material de guerra, droga e tráfico humano. E há aqueles que se limitam a não querer alinhar nesta dança de sátiros labregos que nos esbulham, formatam e agridem.




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quinta-feira, abril 28, 2016

Avaliacão de ministros



[5391]

Este fulano é um garoto tolhido pelas páginas de cartilhas puídas que, por razões que desisti de tentar descortinar, conseguem manter esta miudagem numa obediência abstracta a um mundo abstracto, apesar da evidência dos desastres concretos do socialismo. 

Com tantas licenciaturas, mestrados e doutoramentos e não conseguirem gerar em si próprios uma linha de racionalidade e de honestidade intelectual, acabamos a pensar que, apesar de todo o lastro académico que se esperaria de tão longos estudos, permanecem num mundo de deplorável idiotia. E fico sem saber se a culpa é das matérias, dos mestres ou dos mestrandos.

Pobres crianças.

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Bequinbize




[5390]


"Sabeis decerto que o maior amor não é aquele que a palavra suave puramente exprime. Nem é aquele que o olhar diz, nem aquele que a mão comunica tocando levemente n'outra mão. É aquele que quando dois seres estão juntos, não se olhando nem tocando os envolve como uma nuvem, que lhes (...) 
Esse amor não se deve dizer nem revelar. Não se pode falar dele." Fernando Pessoa

Just landed on reality airstrip. Safe, happy and sound. Back to basics.

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segunda-feira, abril 18, 2016

Tchau querida



[5389]

Razões que não me escapam, mas que são difíceis de entender em gente reconhecidamente “escovada” e inteligente, a Esquerda pensante, cívica, solidária e progressista está declaradamente ressabiada pela destituição de Dilma.

Não sabem perder, mas deviam ter o decoro suficiente para, no mínimo, estarem calados em vez de andar por aí a estralejar foguetes acusando a Direita de estralejar foguetes. 

No fim das contas o que se percebe é que a esquerda não tem cura. Ácida e enviesada, não deixa nunca de berrar a sua “razão” ou, o que é mais grave, aproveitar todas as deixas para “bolsar” (não é gralha, é uma versão soarista) uma série de disparates. Descarados, iracundos e patéticos. O costume. É ver o que vai aí pelo FB e blogues.

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domingo, abril 17, 2016

Vamos lá ver...





[5388]


Vamos lá ver (expressão corrente no chefe da geringonça), nós lemos isto e começo a ter dúvidas se A. Costa é mesmo um homem de má-fé, sem olhar a meios para atingir os fins e sem qualquer noção do lugar que ocupa e do respeito que deve aos seus cidadãos, ou se é, apenas, fundamentalmente estúpido.

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