quarta-feira, Agosto 27, 2014

Especialistas


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Em 2012, era assim. Os socialistas gostam de, para além de pôr em marcha os seus preclaros planos, achar que a direita é basicamente estúpida. Depois de lhes passar a concupiscência pública lá vão vendo que «aquilo» não é bem como vem na cartilha e arrepiam caminho, como Hollande fez agora.

No meio disto tudo, o que me admira é Sampaio ainda não ter mandado um mail a Hollande a dizer que há vida para além do défice. Distraiu-se.

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terça-feira, Agosto 26, 2014

Kate Bush

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Depois de um ror de anos, incognito, Kate vai dar uma série de 22 concertos em Londres (esgotados). Se eu lá estivesse este fim-de-semana ia ver. Ai, mas ia mesmo.

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segunda-feira, Agosto 25, 2014

Ontem foi uma coisa mais de tios


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Ontem foi em Cascais. Como só há quatro feridos e um esfaqueado com gravidade presumo que a Fernanda Câncio terá entendido que os polícias de Cascais não eram tão modelo como os do Vasco da Gama. Pelo menos ela ainda não disse nada, ou então está-se a guardar para um outro meet qualquer que vem aí, acho que para a Póvoa de Santo Adrião. Vai-se a ver os homens de pele mais escura aqui em Cascais já viraram betinhos por razões ambientais e já não fazem tanta confusão. Os próprios polícias serão, provavelmente, mais polidos. Na Póvoa de Santo Adrião há bem mais fortes possibilidades de as peles mais escuras serem em maior número e os polícias mais modelo.

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sábado, Agosto 23, 2014

O meu «inner» não sei das quantas


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Um fulano que não conheço de lado nenhum resolveu escrever um artigo longo e meio complicado que li duas vezes sem, contudo, ter chegado a lado nenhum. A única coisa que percebi, até porque vinha com um link de um post meu de 2007, é que me incluiu no grupo de um blogue de vários blogueiros de um inner circle. Não percebi bem e ainda perdi uns minutos à procura do meu inner circle. Procurei, procurei mas não vi círculo nenhum. Não deve ser grave e um dia destes vou ler aquilo tudo outra vez a ver se chego a alguma conclusão. Nem que seja para a minha inner satisfação.

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Um burro simpático


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O burro mirandês é o animal mais simpático de Portugal. Pelo menos na minha opinião e vão por mim que levo alguma experiência de burros.

A SIC Notícias tem uma excelente série de programas onde as maravilhas gastronómicas e paisagísticas de Portugal são enaltecidas a um ponto que nos faz apetecer saltar da cama e comer um daqueles pratos ou conhecer um daqueles sítios.

Hoje fiquei a saber que o burro mirandês tornou-se no primeiro animal da sua espécie em Portugal a fazer parte do grupo de raças asininas (esta do asininas, eu sabia, não foi preciso sociólogo) protegidas pela União Europeia. Sendo uma espécie em risco de extinção, é grato saber que se dão bem no Algarve e que a sua população progride em número. Curiosamente, dizem os entendidos, cruzar o burro mirandês com outros burros não ajuda, pelo contrário conduz à extinção da espécie, pelo que se aconselha os donos de mirandeses a escolherem bem as suas (dos burros) parceiras.

Repito. É um animal dócil, de extrema simpatia, parece que não é daqueles burros teimosos que se fincam no terreno e não querem andar (como alguns burros que eu conheço que se lhes mete uma coisa na cabeça e dali não saem) e por €30 é possível dar um passeio pela Serra de Monchique montado num destes amorosos animais. Não refilam, coabitam sem discussões, são bichos cordatos e proporcionam excelentes e saudáveis passeios. Só não lhes dêem uma burra qualquer para dormir. Seria uma burrice de todo o tamanho. E sabe-se que quando se fala de tamanhos de tudo o que tenha a ver com burros é coisa para se pensar duas vezes

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sexta-feira, Agosto 22, 2014

Bora lá acusar Israel


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E quando me deu para embirrar com a Fernanda Câncio, esbarro com esta declaração (e respectivo artigo de Boaventura Sousa Santos).


Por mim, mudava-se o nome aos palestinos, voltavam a ser filisteus e os israelitas voltavam a ser hebraicos. Resolvia-se tudo e BSS ficava sem assunto. Mas, pelo menos, poupava-nos a tiradas imbecis como esta.


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A jornalista modelo


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Fernanda Câncio começa assim a sua crónica de hoje no DN, a propósito da invasão de cerca de 600 pessoas de pele escura (palavras de Fernanda) que resolveram ir ao Centro Comercial Vasco da Gama fazer uma série de tropelias e protestar conta o racismo em Portugal. A partir daqui, Fernando exercita a habitual retórica da culpabilização das pessoas de pele mais clara (palavras dela) e, de caminho, malha nos polícias a quem chama, mesmo, de polícias-modelo.

No fundo, este episódio é um bocadinho como uns pudins que a minha mãe fazia quando eu era pequenino. Após a cozedura, ela virava a forma do pudim de pernas para o ar e eu quedava-me extasiado com a perícia da minha mãe. Aqui é mais ou menos a mesma coisa. Vira-se o pudim e em vez de um polícia temos uma jornalista-modelo que, pelo visto, não percebe ou não quer perceber nada sobre as graves incidências de política de migração (esta foi-me ensinada hoje por um sociólogo), com as quais é preciso lidar segundo duas premissas básicas. Uma, a de que quem cá está emigrado tem de, incondicionalmente, aceitar as regras de uma autoridade democrática que não pode permitir que lojistas e clientes sejam ameaçados por umas centenas de cidadãos de pele mais escura (palavras da Fernanda) que resolveram confraternizar (?) num centro comercial (parece que a próxima confraternização é o luto pelo fim do Verão). A outra é a de que a questão do racismo é uma teia complexa de sensibilidades que não dá para resolver por uma qualquer jornalista cheia de ideologias e ideias feitas que se compraz em chamar modelo aos nossos polícias e deixar a ideia de que somos um bando de racistas. A Fernanda, pelo que me parece, não percebe nada de África, de racismos nem de pessoas de pele mais escura. Aparentemente, também não é brilhante em pessoas de pele mais clara. Ela devia envolver-se (propositadamente ou sem querer) num episódio em que pessoas de pele mais clara fizessem um «meet» qualquer em Luanda, Bissau ou Maputo e escrever uma crónica sobre a forma como os polícias a deixariam ou não entrar. Quem sabe, até, se o facto de a Fernanda ser uma mulher bonita e atraente não poderia até condicionar ou complicar o assunto.

A crónica da Fernanda é um disparate completo. Revela ignorância e uma pretensa ideologia, numa situação em que mais do que a ideologia o que se precisa é a aplicação da autoridade, bem vista a necessidade absoluta de que seja uma autoridade democrática e civilizada. Mais ou menos como, por exemplo, me ocorre, quando a selecção angolana perdeu um jogo de futebol qualquer em Alvalade, saiu do campo, resolveu partir a estação do metro no Campo  Grande e a polícia, tanto quanto me ocorre ter lido, resolveu a situação com ourelo, paciência e competência. Mas nesse dia a Fernanda devia estar distraída.


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Privilégios


[5158]

Acabei de ouvir ali nas notícias que Guterres vai mesmo candidatar-se a PR. Ora aí está a perspectiva de me sentir privilegiado, como diz o insigne autarca da capital, nos intervalos das obras na Rotunda do Marquês e das passagens para peões e ciclistas ali na Segunda Circular lisboeta (quero ver se não morro antes de ver um deles, ciclista ou peão, é indiferente, a cruzar garbosa e ecologicamente a passagem aérea...).

Pensando bem, tudo junto e somado, tudo se conjuga para eu emigrar de vez (migrar, agora que ouvi um sociólogo explicar-me na SIC N as diferenças entre Emigrar, Imigrar e, simplesmente Migrar... o que seria de nós se não fosse esta corrente contínua de ensinamentos). Bastará que Guterres seja eleito, que o FêQuêPê comece a ganhar campeonatos outra vez e que a esquerda esgalhe por aí mais uns partidos. Ai, mas é que emigro mesmo. E depois escrevo um artigo a dizer que a culpa foi do Passos Coelho. Eu sei que se emigrar e o Rui Veloso o fizer também, há uma perda substancial para todos nós (e isto é se o nosso Sinatra alfacinha não se chatear de vez com a falta de apoio do ministério da cultura à (agri) cultura dos manjericos e emigrar também, mas o qu’lhão de fazer, os artistas têm destas idiossincrasias e há que respeitá-las. Tanto quanto eu que não quero o privilégio Guterrista nem ter de ouvir o Pinto da Costa a explicar como é que se ganha os campeonatos.

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quinta-feira, Agosto 14, 2014

Pelo menos até chegar a casa...


[5157]

Por entre algumas qualidades de razoável amplitude, os portugueses têm um tremendo defeito, porventura inigualável noutros povos. E na síndrome, para usar uma expressão de uso corrente e recente de Dono Disto Tudo, somos imparáveis, sempre que que nos convencemos atingir esta condição e fruir este desiderato. Frequentemente isto costuma dar em gente que noutras condições não manda em coisa nenhuma, tipo o chefe de secção que lá em casa lava os pratos senão a mulher manda-lhe com um à cabeça, mas chega ao escritório e arreganha-se contra toda a gente e exerce a autoridade no único sítio onde consegue exercê-la.

Longe de mim, mas muito longe de mim, mesmo, estabelecer comparações com a condição do presidente Joaquim Sousa Ribeiro, não sei sequer se é casado ou se come em casa, mas que o seu semblante me traz à ideia o que acabei de escrever, traz. Só comparável, talvez, àqueles árbitros que levam os jogos de futebol a apitar a toda a hora e distribuir amarelos, antes de chegarem a casa e terem de ir passear o cão.

Joaquim Sousa Ribeiro uma vez mais conseguiu dar-me azia. Sobretudo, pondo de parte outras minudências, quando consegue atirar com o princípio de confiança e de igualdade lá para 2016.

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domingo, Agosto 10, 2014

Espero que existam mais razões…


[5156]

Provavelmente existirão mil razões para os pilotos da TAP fazerem greve. Mas há uma que me faz muita impressão. O piloto porta-voz, um tal Pietra, afirmou repetidamente que uma das razões era a gestão ruinosa da companhia. Por outras palavras, temos que um piloto, que deve perceber imenso de flaps e outras particularidades de um comando de um avião, que acha que a gestão da empresa está a ser ruinosa e, por tal, nada como uma greve para pôr a coisa nos eixos.

Eu imagino um episódio através do qual Fernando Pinto ou um dos vários gestores da TAP viesse para o cockpit interferir com a velocidade de aproximação à pista, oportunidade de baixar o trem de aterragem, regulação da pressão da cabine e dissesse: Meus amigos: Esta aterragem está a ser ruinosa e vamos fazer uma greve até que vocês aprendam verdadeiramente a lidar com estes «zingarelhos».

O exemplo é extremo, eu sei, mas faz-me muita impressão ver pilotos a meter o bedelho nas estratégias de gestão de uma empresa como a TAP, para além de que não creio que isso tenha a ver seja o que for com a génese de uma greve.

Reflectia eu sobre isto, aparece o Tó Zé dizendo que o segredo estaria na privatização da companhia, mas só de 49%, entre os países lusófonos. Para fazer da TAP uma espaço de lusofonia. Os outros 51% deveriam permanecer, como é óbvio, nas mãos do Estado, que é assim que diz a cartilha socialista.

Num quadro destes não consigo perceber bem as razões da greve. Muito menos das intenções lusófonas do socialista Tó Zé. A única coisa que sei é que tenho um incontável número de viagens na TAP, médio e longo, e sempre gostei, tirando uma ou outra tripulação mais arrevesada. Mas com os incidentes recentes, o piloto Pietra a querer gerir a empresa e o TóZé a querer um espaço lusófono (mas só em 49%), não sei, não. Começo a gerar um sentimento genuíno de desconfiança e de que o nosso nível de desenvolvimento e razoabilidade anda da frente para trás, numa altura em que o resto do mundo anda de trás para a frente.

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