Quinta-feira, Novembro 19, 2009

Laat ons gaan na die bafana-bafana grond


Ellis Park - Johannesburg East

(clicar)

[3487]


Portugal está a caminho da terra do boerwors e da mealie pap. Como não percebo muito nem pouco de futebol, limito-me a regozijar-me com a alegria que a selecção vai dar a muitos milhares de portugueses (e portuguesas, se votarem socialista) que labutam por aquele país, por Moçambique, Angola, Namíbia, Botswana, Suazilândia e Zâmbia. E já não labutam pelo Zimbabué porque lhes caiu em cima um maluquinho racista a tomar conta daquilo. E tenho a certeza que mesmo muitos cidadãos daqueles países (e cidadãs, se virem a RTP Internacional) torcerão por nós.

Quanto ao que vi ontem e, de resto, ao longo da qualificação, tenho de admitir que a selecção vai à África do Sul, apesar de Queirós se ter esforçado bastante pelo contrário, mesmo convencido que estava a fazer obra asseada. E ontem foi deprimente ouvir aquele homem sem sentir saudades do brilhozinho dos olhos matreiros, mas sinceros, do sargentão brasileiro que conseguiu pôr a selecção a funcionar de forma oleada, eficiente e alegre e bem disposta. Ao contrário, vi um Queirós amargo, palavroso, de discurso redondo, inconsequente e ressabiado (antes um Scolari ao murro, franco e hormonal como o vi uma vez…) a deixar «recadinhos» aqui e ali e a fazer lembrar os tempos em que deixou a selecção por causa da porcaria (ipsis verbis) da Selecção. Em vez de, naturalmente e como seria expectável, deixar transbordar a alegria por ir à África do Sul. Mas o professor é assim. Habituemo-nos.

Notas: Chapéu para o papel decisivo de Bruno Alves, sem precisar de ser o carniceiro habitual e de Raul Meireles no desfecho da qualificação. E a repulsa por afirmações esperadas de alguns comentadores da nossa praça, como a que ouvi ontem, segundo a qual o que Scolari fez ao F. C. Porto foi criminoso, pelo desprezo que lhe reservou, quando, afinal, quem marcou os dois últimos golos da selecção foram Bruno Alves e Raul Meireles. Isto é que é clareza de ideias, carago!
.

Etiquetas: ,

Registo

[3486]

As mudanças de visual de.

Direito de Opinião. Mantém a sobriedade, mas aumentou a elegância de um estilo muito compatível com os próprios conteúdos e o estilo do António de Almeida. Melhorou.

Jumento. Tenho de confessar que gostava mais do anterior, embora o actual me pareça mais funcional. O Jumento é o tal blogue que eu leio todos os dias, atraído pelas fotos extraordinárias e conteúdos tratados com uma notável elegância de estilo, mas com a particularidade de, do meu ponto de vista, tentar defender o indefensável. E o indefensável, por definição, não é susceptível de ser defendido. Por muito que os assuntos sejam tratados com muito brilho, inquestionável engenho e assinalável afinco.

Parabéns aos dois.
.

Etiquetas:

Quarta-feira, Novembro 18, 2009

Heranças


Sugestão para Madaíl. Costumava funcionar...

[3485]

Entre os vários episódios da recepção aos jogadores da selecção portuguesa à chegada a Sarajevo, entre cuspidelas e impropérios, reparei na revista minuciosa das bagagens. E permito-me pensar que esta revista nada tem com a manifestação nacionalista dos Bósnios, consubstanciada no tiro ao alvo com «escarretas», dedos espetados e insultos (em inglês e português, disseram-me).

A revista minuciosa das bagagens foi sempre um instrumento muito usado nos países da esfera da ex-União Soviética. Mais do que procurar fosse o que fosse, a revista consistia num acto de humilhação, coisa que, como se sabe, era uma imagem de marca de regime. Em África, então, por alguns países em que passei e me submeti à revista e tinha de responder a verdadeiros inquéritos, com perguntas, por exemplo, do género, para que é isto?, enquanto miravam uma embalagem de aspirinas, havia situações verdadeiramente caricatas que me dispenso de citar mas que muitos, como eu, se lembrarão. A Bósnia, lembremo-nos, saiu de um regime desses. E há tiques que ficam e levam algum tempo a passar. Agora, é preciso é avisar estas criaturas (e não só Bósnios) que de duas uma: ou fazem, como parecem querer fazer, parte de um concerto de nações civilizadas e adoptam procedimentos consentâneos com esta condição, ou deixam-se estar na deles. E isto não tem nada a ver com situações de uma nação dilacerada por guerras, massacres e diferenças étnicas. Tem a ver, vão por mim, com heranças que perduram dos regimes dos amanhãs que cantavam imenso e do amigo a cada esquina.
.

Etiquetas: ,

Podiam ter-me avisado


[3484]

Numa desta entrevistas matinais com que a RTP nos brinda todas as manhãs, ao acordar, apareceu hoje um médico especialista em DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica) e que afirmou que qualquer indivíduo que tenha fumado durante vinte ou mais anos, tem uma enorme possibilidade de vir a sofrer de DPOC, mesmo tendo deixado de fumar.

Estamos perante uma notícia que eu devia ter ouvido há cinco anos, quando deixei de fumar. Tendo sido fumador por mais dos tais 20 anos e, assim como assim, se vou ter DPOC, tinha-me poupado à perda de uma considerável fatia de prazer de vida, qual seja a de um cigarro (daqueles de tabaco torrado com 1 g de nicotina e 0,8 de alcatrão) depois de uma «italiana». De café (ou de Roma ou Milão, Veneza ou Florença), é sempre uma situação em que um «cigarro após» é umas das três melhores coisas da vida.
.

Etiquetas:

A lógica de Noronha do Nascimento e o ânimo de Cavaco


[3483]

Após a audiência entre o Presidente da República e o Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, os repórteres investiram, compreensivelmente, sobre as duas personagens, procurando saber os conteúdos da audiência:

- O senhor Presidente da República quis falar comigo sobre justiça, disse Noronha do Nascimento
- Ânimo, os portugueses têm de ter ânimo, disse Cavaco Silva.

Para além de termos todos ficado esclarecidos sobre a audiência, regista-se a capacidade de síntese do PSTJ, bem assim como a sua inelutável lógica. Já quanto a Cavaco fiquei assim, como dizer, com a sensação de quando nos morre alguém ou perdemos o emprego e nos põem carinhosamente a mão no ombro e nos dizem: - Ânimo!

Animemo-nos, pois. Se formos capazes. E se for caso disso.

.

Etiquetas: , ,

Terça-feira, Novembro 17, 2009

O eixo da insónia


[3482]

Uma insónia pode ter efeitos secundários. A mim calhou-me ficar a saber que o Eixo do Mal é retransmitido aí por volta das cinco da manhã, pelo menos nas madrugadas de Terça, que é o caso de hoje.

Deliberadamente eu já havia deixado de ouvir aquela rapaziada pretensamente intelectual, mas já não pude fugir à circunstância estranha de acordar com o ruído da televisão que ficou ligada durante a noite e me proporcionou, de novo, a «clareza ambígua» do Daniel de Oliveira, o capricho da «pluma clara» e a estridência da estrela mediática do momento, um tal Pedro Marques Lopes, que passou a estar na moda sem que eu consiga perceber bem porquê. Mas isto sou eu que não percebo muito destas coisas de comunicação social nem de psicologia de massas.

E foi assim que, num espaço tão íntimo como o recato de alcova, me deixei envolver pela galhofa pueril de três patuscos que, comecem eles a falar da «face oculta» ou do preço da margarina nos supermercados, acabam sempre a «malhar» em Manuela Ferreira Leite. Eu seja ceguinho. Aliás esta foi uma faceta determinante na minha decisão em não castigar mais a inteligência deixando de ver e ouvir este grupo, que eu ainda não sei bem se é de comentadores políticos se de humoristas. Se são comentadores, comentam mal, totalmente desfasados de um módico mínimo de seriedade que é o que se pode exigir nestas coisas. Se são humoristas, confesso que não lhes acho graça nenhuma.

No meio disto tudo e após mais uma sessão de demonstração pública pelo escândalo da violação do segredo de justiça e em clara defesa de Sócrates e daquele «patatipatatá» repetitivo e típico de quem pouco mais sabe dizer ou fazer do que «malhar no PSD», mesmo dando de barato que Clara Ferreira Alves já cedeu frequentemente aos caprichos da pluma e tomou café em locais daqueles que dão imensa cultura geral, o que fica é a gargalhada idiota em geral e a indignação da integridade moral de Pedro Marques Lopes, a tal figura ascendente cuja ascensão, repito, ainda não entendi muito bem.

Uma referência ao Luís Pedro Nunes, com uma presença simpática e um genuíno sentido de humor que destoam no meio daquela chacota militante anti PSD. E a minha eterna questão: ainda lhes pagam por cima…
.

Etiquetas: ,

Segunda-feira, Novembro 16, 2009

Uma questão de higiene


[3481]

Às vezes colho a impressão que alguns (muitos) dos políticos a quem estão entregues as rédeas de sectores fundamentais da vida do meu país, mais do que acatarem caninamente tudo o que emana do partido a que pertencem, são genuinamente abstrusos e sem a noção do mínimo de decência exigível para o desempenho de funções públicas. Assim é, por exemplo, quando um ministro da economia, um responsável por uma pasta delicada e vital para o país, acha que a utilização de escutas na investigação de corrupção envolvendo dinheiros públicos (de todos nós) e manipulação de sectores vitais como a comunicação social se inserem num plano de espionagem política. Mesmo quando os próprios órgãos de comunicação social noticiam coisas tão graves como recebimento de dinheiros a troco de influências ou revelam que um primeiro-ministro mente, sem pudor, aos portugueses. Ou sobretudo por isso.

Também vai sendo tempo de acabar com a ideia que Sócrates andou a ser escutado. O primeiro-ministro bem se esforça por passar essa mensagem, mas é falso. Ou uma inverdade, para usar a sua própria terminologia. Quem andou a ser escutado foi Armando vara. Que Vara se entretenha depois a falar com Sócrates em assuntos pouco aconselháveis pela decência exigível aos nossos governantes é que é já outra história.

Tudo isto começa, já, a ser uma questão de higiene pública. Diria mesmo que a passar das marcas…
.

Etiquetas: ,

A face pouco oculta dos portugueses ( 2 )


[3480]

Nem de propósito, a TVI no seu programa noticioso da manhã, já me deu dose dupla de Mário Soares muito enfadado, classificando o processo «Face Oculta» como um «problema comezinho que a comunicação social gosta de extrapolar». O ar seráfico e de mestre-escola com que Mário Soares se vai maçando com estas coisas e pacientemente as vai explicando ao rebanho é um exemplo bem vivo do post anterior. Agora vou ali dizer um palavrão, daqueles bem ajavardados, e depois vou trabalhar.

.

Etiquetas: , ,

A face pouco oculta dos portugueses


[3479]

À míngua de um aparente farto currículo do novo treinador do Sporting, parece que a sua principal carta de recomendação é ter sido alguém que Mourinho já uma vez recomendou. E isto já nos chega. Se Mourinho disse, está bem dito e o homem só pode ser bom. Utilizando léxico adequado, esta «postura» e «atitude» são muito portuguesas e sempre fizeram escola. De resto isso passa-se muito noutros «relvados», como a política. Só isso poderá explicar, por exemplo, a frequência das crónicas em jornais e programas em televisão de Mário Soares e de outras individualidades, cotejadas pela comunicação social como postulados que nos são tão necessários como a saga dos descobrimentos. Para sobrevivermos no fado que Deus nos deu de fado. E a menos que mudemos de «sistema» rapidamente, seremos assim, porque é assim que sabemos ser, porque assim gostamos que seja. De vez em quando mete-se um libero ao barulho, um lateral que sobe mais pelos flancos ou um ponta de lança com jogo aéreo. Daí a incensarmos o obreiro da mudança vai um passinho. Mas pouco depois, passa o passinho e tudo volta à mesma.
.

Etiquetas:

Domingo, Novembro 15, 2009

Limites de beleza


[3478]

Juliette Binoche é uma daquelas mulheres que deviam ter limites de beleza. Um dispositivo que não permitisse que elas fossem mais bonitas do que deve ser, à semelhança daqueles carros alemães com limitadores de velocidade. O carro vai saltar para os 300 km/h? Corta! Ai a Binoche não lhe chegavam os olhos cor de avelã, ainda tinha que ter uma boca cinzelada em modelo de cereja? Pára o barco e bota-lhe uma verruga no nariz, um pescoço com gelhas precoces ou pestanas curtas. Porque não é justo. Falar com esta mulher, assim, a sangue-frio, deve provocar tropeção no tapete, frases tartamudeadas ou dislexia pura, tipo mexer o café com a colher fora da chávena.

Deus devia usar a lei das compensações com mais parcimónia nas belas e magnanimidade nas não tão belas assim. Ficava toda a gente satisfeita e nunca haveria o risco de entrar no quarto atirar com o cigarro para cima da cama e lançarmo-nos pela janela fora. Distracções a que todos estamos sujeitos.

De qualquer maneira aqui fica um hino à beleza da mulher para se começar mais uma semana de trabalho. Mesmo que arriscando alguma quebra de produtividade.

Foto picada à papoila

.

Etiquetas:

Direito à indignação

[3479]

Usam e abusam do poder como se fosse
direito próprio que algum deus lhes trouxe,
num jogo absurdo que se joga à margem
de regras, normas, ordens e preceitos.
E, porque tudo é seu, eis que a paisagem
se amolda aos seus caprichos e defeitos
e as leis ganham contornos e alçapões
que os poupam a quaisquer complicações.

O direito à indignação do Torquato da Luz
.

Etiquetas: ,

Angola aos pedaços ( 2 )


[3477]

Este foi o meu segundo carro. O primeiro, como mandava a cartilha da época, tinha sido um feroz Mini, com 848 c.c. que o impulsionavam para uns fantásticos 140 km/h, se não fosse muito a subir, apesar de isso ser infinitamente «cagajessimal» perante o prazer de conduzir uma máquina daquelas.

Mas voltando ao meu segundo carro, um Autobianchi Primula 1200, uma variante pretensiosa da Fiat que resolveu aumentar as vendas com um produto razoavelmente dissemelhante. Este carro tinha 65 cavalos, era ruidoso e desconfortável mas suficientemente nervoso para bombear o sangue necessário às guelras de um condutor recém saído da adolescência. E tinha a característica de ser novo. Era o meu segundo carro, mas foi o meu primeiro novo. Daí que os primeiros quinze dias de vida do Prímula foram um regalo de fiabilidade. Só possível num carro novo e que se tornava ainda mais apreciada porque eu vinha de um carro que dia sim, dia não me obrigava a dar umas pancadinhas na bomba de combustível, para continuar a andar. Só que esses quinze dias foram só quinze porque fui uma vez fui interrompido à hora do almoço pelo dono de uma estação de serviço vizinha para me avisar que o senhor Freire (os portugueses, mesmo em África, sempre acharam que nos conhecemos todos uns aos outros pelo que eu deveria, supostamente, conhecer o Sr. Freire!!!) «tinha-le faltado os trabões e tinha esbarrado» contra o meu, que estava a ser paulatinamente sujeito a uma lavagem.

Um mês mais tarde, carro arranjado e pintado às custas do senhor Freire (um fotógrafo), meto-me à estrada em caravana com o meu pai para uma viagem de cerca de 200 km. Para quem conheça, quando se saia do asfalto ali pela Caconda e se tomava a estrada para a Chicuma, não asfaltada, até à Ganda, entrava-se numa estrada boa, mas perigosa. Trocado por miúdos, bom piso, mas escorregadio, uma espécie de saibro moído. Vale isto para dizer que sem saber bem como nem porquê, dei por mim fora da estrada com o Prímula com as quatro rodas no ar, após uma série de «reviangas» na tentativa de não sair da estrada.

Dentro do carro e sentado no tejadilho, virtualmente de pernas para o ar, via a gasolina a escorrer para o habitáculo, ao mesmo tempo que me lembrava dos filmes americanos, em que os carros explodiam por dá cá aquela palha. Estranhamente senti-me calmo, talvez pensando que os americanos eram uns exagerados, embora fosse aconselhável eu tentar sair daquela situação. Foi o que fiz. Movimentando-me com custo, consegui abrir uma das janelas traseiras (as da frente estavam bloqueadas) e saltar cá para fora. Meia hora mais tarde, o meu pai, que naturalmente dera pela minha falta, voltou para trás e apanhou-me. Olhámos para o carro e o carro ali ficou. Sem explodir, o que mais cimentou a ideia de que os americanos eram uns exagerados. Uma semana mais tarde, duas professoras de Sá da Bandeira, na mesma estrada, tiveram um acidente semelhante ao meu. Capotaram, o carro incendiou-se e as duas morreram. A partir daí comecei a acreditar um pouco mais nos filmes americanos.

A que propósito vem esta história? Porque se regista hoje um dia qualquer de sinistralidade rodoviária. E eu tive uma série de acidentes. Em todos tive, basicamente, muita sorte. Como neste que acabei de referir, quando estive mais de dez minutos dentro do habitáculo de um carro com um depósito de gasolina a verter gasolina em bica lá para dentro. Ah! E também porque está a chover, estou em casa e a recordação de um acidente de carro é um bom pretexto para «não falar daquele que, à boa maneira de Night Shyamalan, não podemos falar» porque ele zanga-se muito quando passamos as marcas.

.

Etiquetas: ,

Sábado, Novembro 14, 2009

DN - Uma ternura de jornal


clicar para aumentar
[3476]

Eu lembro-me do respeito e até veneração que o Diário de Notícias me infundia em miúdo. Eu ainda mal lia jornais, mas só o cabeçalho bastava para me indicar que estava em face de uma coisa séria, uma coisa de gente graúda, respeitável, e que ainda por cima o meu pai lia com atenção. Das vezes em que me aventurava pelo interior das suas páginas, mais arreigada era a convicção de que aquilo era coisa mesmo à séria e que quando eu fosse grande também queria ler o Diário de Notícias, como o meu pai e outros senhores de fato e gravata que eu costumava ver no autocarro (nesse tempo, as pessoas andavam de fato e gravata nos autocarros).

Hoje, o Diário de Notícias, circunstancialmente, é um jornal que deixei de ler há cerca de dois anos, sob pena de não ganhar para kompensan. E esta capa explica-me bem porquê. Num verdadeiro hino àqueles que se preocupam com o amigo Joaquim e por ele zelam, a capa dedica um generoso espaço ao 64º homem mais poderoso do mundo (na verdade um dos fundadores do pântano em que vivemos e que abandonou o navio como os ratos inteligentes). Depois, a notícia de que os ingleses arquivaram Freeport. Qualquer coisa ao estilo, «nós não vos dizíamos?» Finalmente o toque de ternura, o cafuné delicado, a noticia que faltava aos portugueses: Sócrates brincava com Dinky Toys, quando era pequenino. Imagine-se. Eu era mais Corgi Toys, o que me faz pensar que passei ao lado de uma grande carreira. Tivesse eu brincado com a Dinky em vez da Corgi e, provavelmente, outro galo cantaria. Ainda por cima abastardei a coisa porque cheguei a uma altura que até com os Matchbox brincava, o que mostrava bem como eu era uma criança volúvel e sem potencial sentido de Estado. Não me apercebi que a Dinky era para os predestinados.
.

Etiquetas: ,

Sporting: um clube de elites?


[3475]

As coisas andam mal. 8º lugar no campeonato, uma equipa a arrastar-se pelos relvados, um presidente que já não sabe bem o que diz, mistura caucasianos com visigodos (alguém que pergunte ao presidente se ele não queria dizer suevos) mouros e terrorismo a soldo de alguém que ele sabe, o fracasso na primeira abordagem feita a um treinador e a contratação de um director de futebol que resolve as coisas a murro parecem-me um cartão de vista pouco recomendável para que o Sporting retome o lugar que lhe pertence. Se não nos resultados desportivos, pelo menos no domínio da ética e da elegância.
.

Etiquetas: , ,

Aviso à navegação


[3474]


Villas boas que se cuide. Que Sá Pinto, quando se irrita, desata ao estalo. Artur Jorge deve lembrar-se.

.

Etiquetas: ,

Sexta-feira, Novembro 13, 2009

E a marquise de Cavaco? Lembram-se?


[3473]

Aí temos Sócrates novamente a espernear e a achar que tem o mundo mancomunado para o insultar e denegrir. Há longo tempo que este homem não faz outra coisa que não seja isso mesmo. Desmentir, vitimizar-se e acusar este mundo e o outro da série infindável de tropelias que lhe atribuem.

O que Sócrates ainda não percebeu é que mais que saber se ele é culpado ou inocente o que realmente se está a tomar impossível de suportar é esta omnipresença da criatura em tudo o que cheire mal. São já coisas a mais para que este homem não se esteja a tornar num verdadeiro pesadelo para uns (muitos) e num tremendo incómodo para outros (desconfio que muitos, também). Sócrates também ainda não percebeu que poderia acabar com toda esta bandalheira com uma breve comunicação. Dois minutos chegariam para ele clarificar tudo. A menos que «tudo» não seja clarificável e ele não o possa fazer. Vá-se lá saber.

Paralelamente, as vozes e os argumentos dos defensores de Sócrates começam também a tornar-se patéticos e a contribuir, quiçá deliberadamente, para ensarilhar mais as linhas. De tal maneira que dificilmente se pescará algum peixe.

Nota: Hoje lembrei-me do escândalo que foi quando Cavaco Silva mandou pôr uns azulejos na sua casa do Possolo. Ou fechar uma marquise. Já nem me lembro bem. Mas faltava uma licença camarária, um papel, faltava qualquer coisa. E toda a gente se irou imenso com a tremenda contravenção cavaquista. Ou, ainda, quando Carrilho gastou umas massas a arranjar a casa de banho do seu ministério. Caiu o Carmo. Eram tempos felizes…

.

Etiquetas: