segunda-feira, junho 26, 2017

A D. Natércia



Serra do Caldeirão - 2012. A D. Natércia não aparece, devia estar em ensaios

[5538]

Por duas vezes, em poucas horas, a SicN transmitiu um compacto de largos minutos sobre um “grande incêndio” na Serra do Caldeirão.

Fui ouvindo, incomodado, pensando que ali estaria outro incêndio com consequências imprevisíveis. O compacto era razoavelmente longo e o cenário era o habitual, gente a chorar, as labaredas altaneiras cumprindo a sua destruidora missão e gente a apagar o fogo com os baldes da ordem e mangueiras de jardim. Vários populares se queixavam sobre a falta de bombeiros, desorganização, matas por limpar e dificuldades de ligação. Não se falava em mortos. Mas as reclamações sobre a desorganização e incúria continuavam e há uma D. Natércia (nome real) que gritava, e cito, “este governo é uma merda, este governo é uma merda”. Depois de largos minutos, a SicN (porque é da SicN que se trata, acabou por dizer que este incêndio era de 2012 e que, imagine-se já em 2012 havia incêndios com deficiências deste género. Não morreu ninguém mas havia uma D. Natércia aos gritos “este governo é uma merda, este governo é uma merda”.

Fiz umas contas de cabeça e percebi que em 2012, o governo era o de Passos Coelho. Porque é que a SicN passava aquela longa peça aos gritos é que não percebi. Mas cerca de duas horas depois, quando a estação repetiu a pantomina com a D. Natércia, percebi.

Fiquei sem saber se a pobre da D. Natércia recebeu algum pagamento pelo serviço e se passou recibo, mas se não recebeu devia ter recebido, já que os seus “este governo é uma merda” foram repetidos à exaustão de forma convincente e assinalável competência.

A SicN perdeu o resto da vergonha que tinha. E uma vez mais fico sem perceber esta sanha contra Passos Coelho (não se confunda o que digo com partidarite. É factual). E quanto ao Partido Socialista, bem nutrido com estes mimos da comunicação social, continua a usar técnicas comunicacionais que eu julgava de há muito expurgadas, desde a queda do muro de Berlim. Pelo visto, aqui em Portugal ainda não. Continuam de boa saúde e recomendam-se. O que é, no mínimo, confrangedor. E reflectem fielmente como é possível que em Portugal estas técnicas ainda funcionem.

Nota: Esta preciosidade de comunicação teve lugar ontem, no período da tarde. Desconheço se durante a manhã houve mais “este país é uma merda”.


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quarta-feira, maio 31, 2017

O "lixo"



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No continuado programa de maravilhas da geringonça que as TV’s vão desfiando em catadupa, dou especial relevo às notícias que são dadas pelo meu inominável primeiro-ministro em tom sério. Mesmo ameaçador, por vezes. Um exemplo, enquanto as TV’s noticiam com um ar de casualidade, dado adquirido e coisa esperada a baixa do desemprego, o défice, ou entrevistam novos empregados que regressam da diáspora para trabalhar em Portugal (juro que vi uma entrevista destas, em que o visado acabou dizendo que em Inglaterra eram muitos aqueles que, finalmente, queriam regressar a Portugal, presume-se que aqueles que Passos Coelho obrigou a emigrar…), já o primeiro-ministro aflora uma expressão que pretende séria, mesmo sorrindo aquele sorriso esquisito, e ameaçadora, quando diz que as agências de rating têm de rever a sua posição quando nos classificam como lixo. Tipo, vejam lá isso, senão perdem a credibilidade ou ainda aí mando o João Soares dar-vos umas bofetadas. A esta ameaça já se juntou Marcelo, corroborando a patética afirmação de Costa.

Já no Estoril, assisti a a um relambório consistente sobre o progresso de Portugal e a sua impressionante recuperação (um caso em que a SIC traduz “impressive” por “impressionante”, tornando “impressionante” a chico-espertice daquele grupo que Balsemão continua a pagar para tecer loas em regime de permanência a Costa e aos seus rapazes). Ela era professores, embaixadores, e até detentores de “Nobel”, tudo a jogar certinho, em losango, basculando, usando as alas, apoiando com os médios e mesmo usando o corredor central para desferir o remate certeiro final que acabava sempre num golo de belo efeito a favor da geringonça, com a nossa extrema-esquerda estrepitando palmas prenhes do “tesão” (e perdoe-se-me o "brasileirismo" do termo, mas vai bem aqui…) que o “poder” lhes está a conferir.

Logo à noite, felizmente, teremos o catastrofista Medina Carreira a arrefecer um bocadinho a coisa, nos “olhos nos olhos”. E lá nos falará da dívida, do investimento ZERO e porque é que é "zero". Ah! E era tempo de Costa e os seus sequazes deixarem de afirmar, sem vergonha, que a direita deseja a desgraça e os maus resultados do país. Pela minha parte, o que naturalmente desejo é ver esta rapaziada afastada e ser governado por gente decente, que fale português escorreito e inteligível, que não seja grotesca, turbulenta, mentirosa, truculenta e com capacidade para nos recolocar num plano de credibilidade, mérito, progresso e desenvolvimento, investimento e, sobretudo, que nos livre de estarmos sujeitos a situações cíclicas de insolvência que nos ponha à mercê de juros elevados e à dependência de outrem, de cada vez que esta trupe socialista consegue o Poder. Mesmo quando não ganha eleições.


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quinta-feira, maio 18, 2017

Quem se mete com o PS leva



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Acabei de chegar de uma viagem por estrada de cerca de três horas. Neste tipo de coisas, as pessoas entretêm-se a testar os consumos, a apreciar a paisagem ou ouvindo a “smooth”. Por qualquer razão que não me ocorre, vim sintonizado com uma estação de rádio normal e, em vez de consumos e paisagem, entretive-me a contar o número de vezes e a cadência com que davam a notícia que o presidente da Câmara do Porto era sócio duns terrenos onde queria construir, mas os terrenos afinal são da Câmara e blá blá blá. Ouvi várias opiniões, uma delas chegando ao ponto, mesmo, de dizer que Rui Moreira deveria ser destituído. Assim uma espécie de “impeachment” à portuguesa. Chego a casa, tomo um banho, sento-me ao computador, ligo a TV e…adivinhem… já são três vezes que oiço a ladainha.

Eu, que nem conheço Rui Moreira nem por ele tenho uma especial simpatia, não pude deixar de reconhecer que o PS ameaça quem se mete com ele e não demora a partir “as fuças” seja a quem for ou, em casos mais benignos, a dar um par de bofetadas (isto para usar léxico socialista). Dai que não me surpreenda que Rui Moreira tenha passado de presidente-modelo a um desprezível corrupto que até quer construir obra particular em terrenos camarários, imagine-se o despautério.

O PS pode ser duma incompetência aflitiva, duma irresponsabilidade atroz, pode ser até uma espécie de agente oficial de falências soberanas pela maneira como parte (e, alegadamente, rouba, por via de alguns dos seus mentores) o dinheiro dos contribuintes que continuam alegremente a votar nele. Mas uma coisa é certa. Quem se mete com ele, leva mesmo.


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sábado, julho 16, 2016

United idiotic will always be patriotic





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Acordei, vim ao laptop e choquei com a defesa encarniçada do assassino que se entreteve a matar gente em Nice com o camião. Do que li, a «técnica» era apurada e em estrita concordância com os ditames da animalidade islâmica que quer acabar com os infiéis que vieram ao mundo para chatear o profeta.

A defesa vem da esquerda superior (isto da estrutura moral é um bocadinho como o futebol antigo, peão, superior e bancada, o peão para a Direita bronca e reaccionária, a superior para a Esquerda diligente que escreve em blogues e a bancada para a Esquerda no poder) que se permite até comparar a acção de Mohamed (sim, parece que o camionista se chamava Mohamed) com torcionários da direita extrema. O que é uma comparação que faz todo o sentido. Porque Mohamed precisava de ajuda, coitado. E não a obteve. Ao que parece, tinha família, emprego e vivia num país onde podia fazer o que lhe apetecia. Mas o homem tinha “issues”. Batia na mulher, tinha uns quantos probleminhas com a polícia e ninguém se lhe veio ao caminho oara o auxiliar.

Cá para mim a culpa é da Europa, do Bush, Barroso, Aznar, da chuva ácida, do deboche capitalista, do Goldman Sachs e da guetazição destes infelizes que se cansam das moscas de África e vêm para o fresquinho asseado europeu. Ah! E do Passos Coelho, Cavaco e Relvas, já me ia passando. As louras decotadas também podem ter a sua culpa. Mas culpa a sério tiveram aqueles que não se aperceberam que o homem precisava era de apoio psicológico. Vejam lá que ele até batia na mulher o que é um claro indício de que precisava de ser ajudado. Quem sabe a mulher até merecia uns estalos aqui e ali. E mais. Não era como aquele bandidote de extrema direita, o Breivik... O que vale é que o Papa anda muito calado, um dia destes sua Santidade vem pôr os pontos nos ii.

E, entretanto, a Esquerda superior vai-se confortando e ocupando o tempo à procura de criminosos de estrema direita para provar que este é um caso bem diferente, o que devia, indubitavelmente, envergonhar os europeus. Que se esquecem que há assassinos maus e assassinos bons.


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quinta-feira, junho 23, 2016

Shame





[5413]




Os últimos dias têm sido férteis neste tipo de exemplos. Não fora os danos claros e palpáveis que esta colecção de idiotas está a causar ao país e eu até passaria ao lado destes arremedos da geringonça. Mas, danos e fazerem de mim idiota ultrapassa os meus níveis de tolerância. E alimenta a minha secreta esperança que estas geringôncicas criaturas desapareçam rapidamente da circulação.


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domingo, junho 05, 2016

Ai Portugal




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«...Não é por nada, mas os valentes portugueses que despejam indignações em cima do Henrique ou do sr. Cid parecem-me, assim por alto, os mesmos que toleram, quando não aplaudem, tudo o que de facto importa. São os mesmos portugueses que acham normal, ou desejável, o PS costurar uma tramóia "constitucional" para tomar o poder e subordiná-lo a estalinistas ou aparentados. São os mesmos portugueses que acham razoável, ou, a acreditar nas sondagens, espectacular, que o governo recupere o prodigioso legado económico de José Sócrates, agora sob orientação sindical e com adornos "fracturantes". São os mesmos portugueses que acham adequado, ou louvável, que um balão sorridente disfarçado de primeiro-ministro brinque com as organizações internacionais que, em última e penúltima instâncias, nos têm aguentado uns furos acima da Roménia...»

A excelência do Alberto Gonçalves tornada leitura obrigatória sobretudo numa altura em que (vá-se lá saber porquê), o país quase inteiro parece uma turma de jacobinos a exaltar a estonteante vitória de António Costa (palavrão usado ontem pela "Pluma Caprichosa" no Eixo do Mal) pelo simples facto de ter resistido, sem cair. Ou seja, chegámos a uma altura em que os méritos de um governo (no caso a geringonça) se medem pelos meses que aguente sem cair. Tudo o mais, os vergonhosos índices de desenvolvimento e o conceito em que a Europa passou a ter de nós não interessam. Muito menos pensar-se em que investidor, no seu juízo perfeito vem aplicar uns cobres num país onde os méritos e a eficácia de um governo se continuam a contar pelo número das "reversões". Compreende-se, melhor, porque é que os números de investimento se passaram a contar pela utilização dos fundos estruturais…

Esta crónica do Alberto Gonçalves merece ser lida na íntegra, sim, e ao menos que tire o sono ao grupelho responsável pela bandalheira em uso nesta repartição e que por motivos quiçá semelhantes aos que fritam Cid e Raposo por terem dito mal de transmontanos e alentejanos, mas tudo o mais lhes passa ao lado, irremediavelmente nos lançará para o montureira dos idiotas. Por muitos meses que o sorridente Costa e o afectuoso Marcelo vão aguentando a paródia e continuem a merecer o gáudio e o reconhecimento das massas.


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quinta-feira, abril 28, 2016

Avaliacão de ministros



[5391]

Este fulano é um garoto tolhido pelas páginas de cartilhas puídas que, por razões que desisti de tentar descortinar, conseguem manter esta miudagem numa obediência abstracta a um mundo abstracto, apesar da evidência dos desastres concretos do socialismo. 

Com tantas licenciaturas, mestrados e doutoramentos e não conseguirem gerar em si próprios uma linha de racionalidade e de honestidade intelectual, acabamos a pensar que, apesar de todo o lastro académico que se esperaria de tão longos estudos, permanecem num mundo de deplorável idiotia. E fico sem saber se a culpa é das matérias, dos mestres ou dos mestrandos.

Pobres crianças.

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sexta-feira, março 11, 2016

De uma vez por todas... e lá em casa levam mais



[5381]

De uma vez por todas… avisa-nos o nosso (deles) primeiro de que não haverá orçamento rectificativo. E avisa-nos à cadência de cerca de dez minutos nos noticiários matinais.

O homem avisa-nos, zangado e ameaçador, ainda que com o perene sorriso a bailar-lhe nos lábios, que não haverá orçamento rectificativo e que espera pôr termo à especulação e afirma que vai concentrar-se no essencial e não em hipóteses. E deixa a farpa habitual dizendo que não acontecerá como era moda no passado (SIC).

E assim, com as notícias dadas e o ralhete apanhado, vou trabalhar. Com o sorriso de Costa a tremeluzir-me na cabeça. E desanimado por ontem não ter ouvido o PP na Quadratura a dizer que a imprensa era hostil a Costa.


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segunda-feira, dezembro 21, 2015

Da dignidade. Dos outros.


[5347]

A confrangedora reacção orgástica que fez estremecer o sistema nervoso central e ferver as hormonas da frente esquerdista/comentarista aqui no FB, a propósito dos resultados das eleições espanholas, sofreu um sério revés, assim que se tornaram conhecidas as declarações de diversos líderes dos Partidos.

Imagine-se que tanto o PSOE como os Ciudadanos reconheceram a vitória de Rajoy e acham que o Partido vencedor deve, naturalmente, encetar as suas negociações no sentido de formar um governo, porque a ele, como ganhador, lhe compete fazê-lo. Vejam bem o despautério que vai ali pela nossa vizinhança, onde os nossos lusos crânios «setenteicísticos» adivinhavam uma reacção «à la A.Costa», prenunciando uma solução «à la mode de chez nous». Claro que o rapazola do Podemos berrou que foi ele que teve uma grande vitória, que o PSOE teve uma estrondosa derrota e que o PP teve o pior resultado desde 1989. 

Mas isso faz parte do mesmo programa que levou Varoufakis aos saltos a Bruxelas e pôs Tsipras a dizer uma série de disparates até a Europa lhe dar nas orelhas, ainda que só depois de os pobres cidadãos gregos ficarem mais tesos e mais endividados. Claro que é triste que 20% do eleitorado espanhol vá atrás da berraria de um aventureiro garotão que achou imensa graça a Chávez e a Maduro e de quem, inclusivamente e ao que parece, recebeu substancial ajuda.

Mas isso são contas de outro rosário. Verdadeiramente o que me deu gozo foi ver a esquerda (????) começar gradualmente a perder o pio, à medida que os espanhóis começaram a manifestar uma dignidade que nós, claramente, não temos. Por isso temos o governo que temos e eles vão ter o governo que vão ter.


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sábado, novembro 28, 2015

Dos exames


Abaixo o individualismo - Mortágua dixit

[5343]

No meu tempo havia exames da 4ª, do 1º e 2º ciclos, do 7º ano (11ª), exames de admissão, exames de segunda época, exames de melhoria de notas e não me lembro de ter morrido ninguém. Lembro-me de que todos nós considerávamos os exames uma via normalizada de avaliação de conhecimentos. Mais do que isso, instilava-se em todos nós, desde cedo, um sentimento de responsabilidade e pro-actividade em função do curso normal da aprendizagem, nos diferentes graus de ensino. Uma má prestação de provas resultava, no imediato, num acesso de brio e de vontade em melhorá-las. Tal como uma boa prestação nos enchia de satisfação e, não menos importante, de sentido de dever cumprido e do progressivo cabimento na sociedade competitiva que nos esperava.

Agora é diferente. Grupos de expertos decidiram que os exames são uma forma perversa de lidar com as crianças. Uma tal Mortágua, um nome que eu julgava «arquivado» por razões que não vêm ao caso mas de que me recordo bem, e que agora volta a estar na berra, diz mesmo que os exames tornam as crianças mais limitadas, mais angustiadas, mais formatadas e mais individualistas. Porque as provas são cegas ao contexto socioeconómico e criaram um processo de desconfiança e de desvalorização sobre o trabalho dos professores.

São observações ínvias, turvas e bem reveladoras da mentalidade desta rapaziada que agora, conjunturalmente, nos vai pastorear. Há ali, então, um pormenor que é uma autêntica pérola, qual seja o opróbrio do individualismo. Mortágua não sabe o que diz, porque se de um lado acha que os exames tornam as crianças mais formatadas, por outro torna-as mais individualistas, o que é, no mínimo, um paradoxo grosseiro, mas isto são as minudências da Esquerda a que temos de nos habituar.

É esta forma estrábica que a esquerda usa para analisar os problemas que revela bem a qualidade dos analistas. Que acabam por se tornar decisores, no mais descarado exemplo de arrogante egocentrismo, que é apanágio da Esquerda.

Exames, pois. E aguardemos, então, pelas crianças sem limitações, menos angustiadas, menos formatadas e menos individualistas e convenientemente integradas no nosso contexto socioeconómico. E, sobretudo, muito menos desconfiadas em relação aos professores.

Uma última palavra de registo para o facto claramente visível de logo no primeiro dia de actividade, se sentir que o governo é socialista mas quem governa é o PC e o BE. E que A. Costa é o fantoche de serviço.


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quarta-feira, novembro 18, 2015

Como lidar com esta gente?


[5337]

Ouvir ou ler individualidades do PS, com responsabilidades e elevada hierarquia, acusarem outros Partidos de cultivarem e disseminarem a crispação é mais ou menos como ouvir o PCP reagindo com indignação e temor sobre a possibilidade de a Europa cair na tentação de instituir Estados securitários, um termo que os comunistas apreciam muito. Eu diria que apreciam não pelo receio que outros a instituam, mas porque eles próprios não sabem, nem podem, viver sem ela.

Mas voltando à crispação, é absolutamente desprezível que gente como um tal Tiago Barbosa Ribeiro, deputado do Partido Socialista, faça afirmações desta natureza. Isto diz bem do tipo de gente de que A. Costa está rodeado. Dizer que temos de «partir as fuças à direita», (Guterres) ou «quem se mete com o PS leva» (Jorge Coelho) são dichotes pueris perante a imbecilidade e a raiva de gente que, como Tiago, revela uma total ausência de espírito de cidadania, respeito institucional e, em última análise, de educação e de berço.

Tiago pediu desculpas recentemente pela afirmação na sua página do Face Book. Só lhe fica bem, mas não apaga o facto incontornável de ele ser um exemplo vivo de gente que pensa com os pés e acha que é à canelada que se resolvem as coisas. Tal como gravitam no seu autoconvencimento de que são pessoas fervorosas, de mau feitio, a quem tudo deve ser permitido, compreendido e/ou perdoado. Pela parte que me toca, não tenho já paciência para as excrescências de carácter de gente obtusa e mimada. Façam um favor a si próprios e tratem-se. E o PS, lamentavelmente, tem muita desta gente.

Uma última palavra para A. Costa, um pateta inchado de problemas existenciais que deveria ter sido o primeiro a vituperar a atitude de Tiago. Ao invés, insistiu na necessidade de se evitar crispação, através dos seus inúmeros discursos e declarações à Comunicação Social. Com aquele ar de sonso que, segundo dizem os colegas, trouxe já da faculdade.


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sábado, setembro 19, 2015

Afirmação extraordinária





[5306]

É oficial. Galamba não é o tiranete estereótipo do PS, como lhe chamou VPV numa recente crónica, mas tão-somente um rematado idiota, possesso de um ressabiamento claro a aconselhar ajuda profissional. Por ele viemos a saber que a recente subida de Portugal no rating da Standard & Poors foi, deixa cá ver se não me engano no que ele disse, tão esmiuçada é a coisa, «uma desautorização a Passos Coelho e uma mensagem de confiança sobre um futuro Governo do PS». Qualquer coisa como isto.

É preciso realmente ter as sinapses a necessitar de rodagem, como as válvulas antigas dos motores antigos para proferir tamanha imbecilidade. Em linguagem mas clara, o que Galamba quis dizer é que a S&P subiu Portugal no rating não porque o actual governo tenha feito alguma coisa que o fizesse merecer mas porque confia que o PS vai ganhar as eleições.

Há uma afirmação corrente generalizada de que o povo não é estúpido. Pena que muitos de nós continuemos apostados em fazer dele estúpido. Galamba é um bom exemplo, com tal denodo que acaba por demonstrar ser mais estúpido do que aqueles que ele almeja que o sejam.

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quarta-feira, setembro 16, 2015

Vou acender uma velinha


[5304]

É oficial. Estou com medo que o PS ganhe as eleições. A contínua (e de longa data) campanha de intoxicação pública levada a cabo pela comunicação social atingiu hoje o absurdo, quando dou comigo a ouvir os noticiários das 13 a abrirem as hostilidades com um ruído enorme sobre a carta de Passos a Sócrates. A RR chegou ao ponto de, no sumário, fazer a pergunta: - Afinal quem é que chamou a Troika?

Isto é de uma desonestidade atroz, duma falta de contenção e de um total desrespeito pela opinião pública. Percebe-se e admite-se que qualquer órgão de comunicação social tem o direito de perfilhar a ideologia que entender e de preferir o Partido que lhe der na gana. Mas isso não lhe confere a prerrogativa de distorcer as coisas e manipular as pessoas, por via do poder de que dispõem. Para além de reflectir a suspeita, nítida, de que há interesses vários em toda esta história de favorecerem descaradamente o PS.

A questão da carta é tão cristalina, tão entendível, que custa a crer como é possível tanta demagogia e mentira manipulativa. Este episódio da carta, sendo de somenos, definitivamente chegou para que eu, finalmente, percebesse que tenho medo. Medo que este PS venha por aí outra vez.




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sexta-feira, setembro 11, 2015

A parvoíce como resultado da excitação incontida



[5294]

O Partido Socialista é consabidamente estruturado numa clique de indivíduos com um sentido de arrogância, paternalismo e má educação. São múltiplos os exemplos (nunca me esquecerei da histeria de Mário Soares, invectivando um agente de polícia) e António Costa faz aqui, neste vídeo, uma cabal demonstração disso mesmo. Tanto mais que vem embalado por uma onda favorável da comunicação social, comentadores incluídos, que está excitadíssima achando que ele teve uma estrondosa vitória no debate com Passos Coelho.

Costa, como a generalidade dos socialistas, gere mal a torrente do êxito e deixa-se levar pelo entusiasmo e incontida excitação. É nestas circunstâncias que a tal arrogância, a má educação e o paternalismo normalmente degeneram em parvoíce pura.

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sábado, maio 09, 2015

Que ninguém se atreva... que o PS dá tau-tau


Clicar na imagem

[5250]

Angustia a constatação de que continuamos nas mãos de gente impreparada para assumir os destinos de uma nação com a honra e orgulho de ser quase milenária e de ser parte de pleno direito da União Europeia. Gente impreparada e, porventura, o que é pior, votada a desígnios caldeados em ideologias caducas, que manejam com os conhecidos tiques socialistas. Uns porque lhes estão nas tripas, outros porque aprenderam na cartilha que adoptaram como bíblia e que glorificam, veneram e acatam com a lassitude de um cachorro fiel.

Ainda não li a entrevista de Costa e, provavelmente, não lerei. Bastaram-me estes títulos do DN (ver na imagem a cima) para sentir que no fundo nada muda e que a catástrofe socrática está aí à espreita para daqui a poucos meses. Costa dá-lhe forma e usa-a como se fosse uma coisa boa. E em moldes que nos apouca e estupidifica. Dizer que ninguém pense em comprar mais de 49% da TAP ou, ainda, que ninguém se atreva a pensar na privatização da Carris ou do Metro contra a Câmara de Lisboa é um bom exemplo da génese trauliteira dos socialistas e da míope visão de liberdade com que, de resto, lidam mal, e enunciam por razões puramente estratégicas.

Para falar só da TAP, não há uma razão plausível para acreditar que o caderno de encargos não preveja medidas estratégicas, sem  risco de acabarmos com as rotas de África e América, para onde os aviões continuam a voar, como «caravelas ostentando a cruz de Cristo». Qualquer acordo seria estúpido em eliminá-las, mesmo sem caderno de encargos. Por outro lado, pela amostra, tenho fortes razões para acreditar que Costa não sabe sequer do que fala. Fala na TAP, porque sim. Provavelmente com a mesma ligeireza com que pôs um burro a competir com um Ferrari na Calçada de Carriche.

Insisto. Há uma cumplicidade muito grande da CS relativamente a Costa e ao PS. Não que me repugne o facto de uma jornal ou uma TV terem uma inclinação política própria. Acho até que o deviam manifestar abertamente. Mas isso não deveria ser razão para objectivamente esconderem, alterarem ou mentirem em favor do embuste permanente da maioria dos socialistas.

A. Costa, apesar de tudo, tem conseguido uma coisa extraordinária. Fazer-me aumentar o meu capital de simpatia por Seguro.

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terça-feira, março 24, 2015

Patético


[5235]

Carlos César é um exemplo acabado da estirpe socialista que nos aflige. Arrogante, malcriado e manipulador, exerceu as suas funções nos Açores em rigorosa obediência às suas características de homem do aparelho, sem escrúpulos, sem hesitações e, grave, sem remorso.

Permite-se agora passar-nos um certificado de papalvos, prometendo reembolsar todos os lesados do BES, com a habitual música de fundo socialista. Não cuida sequer de pensar na lesão grave que o seu Partido causou a todos nós durante muitos anos, pelo que seria muito mais honesto que ele pusesse à disposição de todos os contribuintes, em geral, uma indemnização compatível com as despesas sumptuárias e «trambiques» ocorridos durante os governos a que pertenceu, com todas as conhecidas consequências.

É evidente que isto não justifica os danos graves que a trapalhada do BES causou a muitos dos seus depositantes, mas que venha um patusco agora prometer que os vais ressarcir, desde que que o PS ganhe as eleições, é de uma desonestidade inqualificável. Ocorre-me ainda uma resposta de César ao jornalista, no fim da conversa, pela qual afirmava que só não ressarciria se, entretanto, os cofres estivessem vazios. Tudo isto é desonesto, revelador de mau carácter e de uma absoluta falta de consideração pelos eleitores, chamando-lhes burros e pelos contribuintes, fazendo deles burgessos.

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sexta-feira, janeiro 09, 2015

Oportunismo


[5213]

Admirava-me a ausência, até agora, de mais um exemplo de oportunismo da nossa esquerda. Enquistada num percurso de incompetência e irresponsabilidade, nunca perde, contudo, uma boa ocasião para se apropriar das correntes mediáticas que vão surgindo. Como agora aconteceu com os trágicos acontecimentos de Paris. E daí, nada como uma foto com algumas eminências do regime, em rebanho, ostentando um Je suis Charlie, com aquele ar de elevação e moral que nos devia deixar a todos envergonhados, aqueles que não se deslocaram à Praça do Município.

De notar que entre as criaturas, normalmente conhecidas por um pensamento irrealista sobre as políticas de imigração, sobressai Mário Soares, frequentemente ligado a declarações imbecis, como as de que o problema do terrorismo só se resolve com diálogo. E quando o diálogo não funciona, pega-se num letreiro e tira-se uma fotografia para sair nos media.

No fundo, é consolador ver este tipo de gente apropriando-se de qualquer oportunidade que lhes permita o protagonismo. Transmite e alicerça a ideia de que, para eles, o que realmente conta é o oportunismo, mais do que a tragédia em si. Trágico é que directa ou indirectamente o seu pensamento e acção políticos frequentemente concorram para essas tragédias e pensarem que ficam bem na fotografia. Como esta em que aparecem, diligentes e convictos a dizerem que são Charlies. Não são nada. São patéticos e oportunistas.

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segunda-feira, dezembro 22, 2014

Apoios às centenas…


[5207]

Mais um ilustre visitante de Évora, tornada capital dos ilustres. Desta vez foi Paulo Campos que, e cito, «…fui portador de um abraço de centenas de pessoas que nos têm contactado para que transmitíssemos ao engenheiro Sócrates que o apoiam e que estão com ele. E que acreditam nele, tal como eu…». Fica por entender quem é neste «nos» que querem transmitir apoio a Sócrates mas, pelo menos, ficamos a saber que são centenas.

Paulo Campos, como se sabe, é um dos mais sérios presumidos inocentes até julgamento e condenação transitada em julgado, coisa mais ou menos inverosímil, já que não é arguido de coisa nenhuma.

Tremo só de pensar na pose e no verbo destes Campos todos (mais as centenas de pessoas que mandaram recomendações) no caso de uma qualquer vírgula processual mandar o julgamento de Sócrates «down the drain» e voltarmos a assistir a mais um rocambolesco regresso do mártir Sócrates de Sousa com a chancela de Paulo Pedroso. Nada que, bem vistas as coisas, não possa vir a acontecer.


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quarta-feira, setembro 03, 2014

Intolerável


[5170]

Pensar que vale tudo e o exercício da negação do menor resquício de moralidade, como é o reconhecido caso de Ana Gomes, leva a duas possibilidades. Ou a criatura precisa de se tratar ou não precisa e revela-se, a cada passo, num exemplo acabado de um ser apócrifo a quem deveria ser negada qualquer relevância política. A começar pela comunicação social.

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domingo, junho 29, 2014

Agora sem futebol, voltam as excitações


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De repente a excitação centrou-se no encerramento de escolas. As almas progressistas enxameiam o Face Book, blogues e correlativos com notícias no mínimo letais para o ensino público. Até caricaturas e «cartoons» se fazem sobre o assunto. Curiosamente a excitação é recente, não me ocorre tamanha vibração quando o governo anterior começou a fechar escolas.

Mas o que verdadeiramente me pasma não é aquilo que normalmente apelido de orgasmos múltiplos socialistas. O Governo actual está a fechar escolas e dou de barato que esta rapaziada se excite convenientemente. O que verdadeiramente me irrita é ninguém se admirar pelo número elevadíssimo de escolas já fechadas. Parece que ultrapassam as 6.000. Portanto, de duas uma, ou alguém se lembrou de abrir 6.000 escolas que não faziam falta nenhuma, ou a quebra demográfica foi vertiginosa nos últimos dez anos ou as paixões socialistas são, como habitualmente, espúrias e levam-nos rectilineamente à ruína. Mas sobre isso ninguém parece reflectir. O que verdadeiramente irrita e preocupa as virtuosas almas socialistas são as escolas que Crato vai fechando, mesmo que esse fecho estivesse de há muito planeado. Repare-se no ar preocupado do homem da UGT, alguém que, certamente, percebe imenso de escolas.

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