quarta-feira, julho 27, 2016

Uma clara falta de diálogo...


Boaventura não chegou a tempo de dialogar com esta gente e explicar-lhes que estes desgraçados na vala não têm nada a ver com as atrocidades dos colonialistas...

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A má ventura de ter que ouvir este energúmeno com uma indesejável frequência deve-se a quê? Boaventura vende bem? Traz publicidade? Audiências? Traz o quê, para além do seu inominável narcisismo e completa idiotia no desrespeito total por quem morre às mãos desta horda de assassinos fanáticos? Será tão difícil a comunicação social guardar um momento de reflexão e questionar-se antes de dar voz a estes patetas que permanentemente nos oprimem e abafam com estas palermices?

Penso que se torna já uma questão de higiene descobrir alguém na comunicação social que raciocine e que tenha um módico de respeito pelos inocentes que têm vindo a morrer às mãos destes fanáticos assassinos – e que os deixe a falar sozinhos. Ainda ontem ouvi um inflamado comentador na SicN, ao lado do Nuno Rogeiro (não sei o nome dele, ultimamente aparecem como as moscas…) a insistir que a guerra não resolve nada, temos de dialogar, dialogar, dialogar e dialogar. A expressão é dele e, pelo que ouvi, não vale mesmo a pena é dialogar com estes dialogantes comentadores. Sugeriria que eles dessem corda aos sapatos e fossem dialogar com essa escória de assassinos. E já agora levassem Mário Soares que houve tempo, também, que não falava noutra coisa – dialogar com os terroristas. Talvez no jeito e na forma como ele dialogou com um simples agente da autoridade, uma vez, faz um tempinho… porque esta gente dialoga imenso quando, por acidente, não se encontra passeando com a família, crianças incluídas e lhes passa um camião por cima.



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sábado, julho 16, 2016

United idiotic will always be patriotic





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Acordei, vim ao laptop e choquei com a defesa encarniçada do assassino que se entreteve a matar gente em Nice com o camião. Do que li, a «técnica» era apurada e em estrita concordância com os ditames da animalidade islâmica que quer acabar com os infiéis que vieram ao mundo para chatear o profeta.

A defesa vem da esquerda superior (isto da estrutura moral é um bocadinho como o futebol antigo, peão, superior e bancada, o peão para a Direita bronca e reaccionária, a superior para a Esquerda diligente que escreve em blogues e a bancada para a Esquerda no poder) que se permite até comparar a acção de Mohamed (sim, parece que o camionista se chamava Mohamed) com torcionários da direita extrema. O que é uma comparação que faz todo o sentido. Porque Mohamed precisava de ajuda, coitado. E não a obteve. Ao que parece, tinha família, emprego e vivia num país onde podia fazer o que lhe apetecia. Mas o homem tinha “issues”. Batia na mulher, tinha uns quantos probleminhas com a polícia e ninguém se lhe veio ao caminho oara o auxiliar.

Cá para mim a culpa é da Europa, do Bush, Barroso, Aznar, da chuva ácida, do deboche capitalista, do Goldman Sachs e da guetazição destes infelizes que se cansam das moscas de África e vêm para o fresquinho asseado europeu. Ah! E do Passos Coelho, Cavaco e Relvas, já me ia passando. As louras decotadas também podem ter a sua culpa. Mas culpa a sério tiveram aqueles que não se aperceberam que o homem precisava era de apoio psicológico. Vejam lá que ele até batia na mulher o que é um claro indício de que precisava de ser ajudado. Quem sabe a mulher até merecia uns estalos aqui e ali. E mais. Não era como aquele bandidote de extrema direita, o Breivik... O que vale é que o Papa anda muito calado, um dia destes sua Santidade vem pôr os pontos nos ii.

E, entretanto, a Esquerda superior vai-se confortando e ocupando o tempo à procura de criminosos de estrema direita para provar que este é um caso bem diferente, o que devia, indubitavelmente, envergonhar os europeus. Que se esquecem que há assassinos maus e assassinos bons.


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domingo, maio 01, 2016

Aí estão eles de novo. Que nem praga do Egipto.



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E aí temos a febre outra vez. Que esta gente não brinca em serviço. Há cerca de um ano, as parangonas anunciavam o glifosato como potencialmente cancerígeno. A «coisa» abrandou, o glifosato continuou a ser o herbicida mais vendido e a população mundial beneficiou dos extraordinários resultados da aplicação de um dos menos tóxicos herbicidas do mundo. DL50 oral, rato=5.600 mg/kg, seguro para mamíferos, peixes e abelhas, não carcinogénico (US EPA categoria E), não mutagénico, destituído do desenvolvimento de toxicidade e com total degradação no solo em menos de 60 dias. Estes valores são atingidos pelas grandes empresas multinacionais através dos seus departamentos de pesquiza e desenvolvimento, por técnicos especialmente preparados para o efeito (cientistas, químicos, patologistas, botânicos, matemáticos e outra gente mais preocupada com a ciência e a tecnologia do que com o tempo novo) e aprovados e ratificados por organismos oficiais.

O glifosato é um produto de grande valor económico. Numa descrição muito sucinta, é um herbicida sistémico, de acção foliar, com translocação nas plantas tratadas e, consequentemente, atingindo o sistema radicular, evitando assim o desenvolvimento de um novo ciclo vegetativo. O glifosato foi, assim, substituindo com êxito e segurança evidentes produtos mais antigos com uma forte acção de choque, mas não evitando o recrescimento das plantas tratadas. Era o caso, por exemplo do paraquat, de resto com um grau toxicológico muito elevado e sem antídoto conhecido.

O problema é que o glifosato é um produto da Monsanto, a maior companhia do mundo na produção de sementes transgénicas e uma das maiores empresas de agro-químicos (agro-tóxicos, para a Esquerda). Logo, um alvo apetecível para aqueles apostados em destruir as economias (isso mesmo), não se importando, no caso vertente e noutros, com os resultados catastróficos que podem causar. E é assim, que em quarenta e oito horas se volta ao ataque. Depois de um ano de «pousio», eis que os paladinos do tempo novo e da saúde das borboletas voltam ao ataque. Nestes conta-se uma organização meio esquisita (como a Íbis, aquele pássaro do Egipto…), a Plataforma Transgénicos Fora, a sedutora Ségolène Royal, o (não tão sedutor) André do Pan (ainda excitado com as descobertas que fez sobre o Butão), o Capoulas Santos e, inevitavelmente, a nossa Comunicação Social que nas últimas horas nos metralha com os perigos do glifosato. Desde o aumento de mortos na Argentina por causa do glifosato, até às deformidades das borboletas que pousaram em flores de plantas tratadas com glifosato, passando pelo nosso distinto agrónomo e ministro de agricultura que vai mandar analisar as sementes de centeio. Não resisto a fazer uma chamada aqui sobre o facto de serem as borboletas que põem os ovos de onde nascerão as lagartas que virão a comer as culturas (há a polinização, não me esqueci) e que, no meu entendimento, um pé de centeio «atacado» de glifosato deverá, teoricamente, morrer antes de criar espiga. Mas eles lá sabem. Por mim, achei que devia fazer este breve resumo, em defesa de um dos mais eficazes produtos conhecidos no capítulo de protecção de plantas, contribuindo para a economia e para a alimentação «tout court» de milhões de pessoas em países subdesenvolvidos (*). E, já agora, vale  a pena ler alguns dos comentários da página do FB da tal Plataforma Transgénicos Fora. Absolutamente surrealista.


(*) Um pequeno exemplo: Há cerca de meia dúzia de anos, um grande rio africano foi infestado por uma planta aquática, o jacinto de água. A planta tem uma exposição de folhagem pequena à superfície da água e longas raízes submersas que podem atingir os dois metros de profundidade. Esse rio é muito rico em peixe, dieta básica de cerca de quatro milhões de habitantes ribeirinhos. Quando a infestação atingiu grandes proporções (quase que se podia caminhar à superfície do rio), essas populações sofreram um autêntico drama, já que a agricultura é quase inexistente (bordas do Saara) e o peixe é o seu principal alimento. Vários produtos foram experimentados, sem resultado, porque, sem translocação, não atingiam a raiz. O corte manual também nada resolveu porque as plantas «rebentavam» de novo. Finalmente optou-se pelo glifosato, com assinalável êxito. As populações puderam pescar de novo, comer peixes e sorrir outra vez. Não sei se, entretanto, alguém morreu de cancro. Mas não me consta. Talvez a Ségolène e alguém da Plataforma lá pudessem ir verificar, mas aviso que a temperatura atinge facilmente os 46º, há mosquitos (ah! E lacraus) e ultimamente têm aparecido por lá uns jihadistas que se entretêm a cortar umas cabeças e a roubar miúdas. Acção muito mais tóxica que o glifosato. Sobretudo muito mais real e que devia suscitar mais reflexão a esta patetice endémica que se instalou no homem novo do tempo novo.


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sábado, outubro 10, 2015

Por mim chega, já dei para este peditório


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Deixo a articulação das teorias sobre a legitimidade de um governo menos votado vir a constituir governo, bem assim como a interpretação de prováveis meandros da Constituição para os especialistas da matéria. Ainda que muitos desses especialistas não me inspirem qualquer confiança, já que eles se fundem na maioria dos comentaristas habituais que resfolegam de prazer e da fútil vanidade de se ouvirem a si próprios pelas televisões disponíveis. Mas há que reconhecer que tanto o FB como os blogues têm uma assinalável produção de crítica inteligente que aborda esta tremenda crise em que um fulano ressabiado se atirou para o colo de um grupo de outros fulanos, tão ressabiados como ele, mas com a substancial diferença de serem igualmente potenciais torcionários e violentos. Sei do que falo.

E por isso deixo aqui apenas uma palavra de espanto pela nossa (entenda-se nossa, portuguesa) capacidade de borrarmos a escrita de cada vez que se consegue fazer alguma coisa de jeito na remissão das habituais heranças do Partido Socialista, por via das acções espúrias que pontilham as sua legislaturas. Desta vez apanhamos com um indivíduo mal formado, refiro-me sem qualquer rebuço a um tal de A. Costa, de quem ouvi pela primeira vez falar quando resolveu fazer uma corrida entre um Ferrari e um burro na Calçada de Carriche, e que deixou uma marca política, como dizer… sem marca nenhuma, que não seja o seu insuportável populismo e o emblema da claque prosélita de governos duvidosos e personagens ainda mais duvidosas.

Por mim, que já não sou um garoto, cansei-me da impotência ou do condicionalismo que me obrigou durante uma considerável parte da minha vida a viver entre comunistas. Tive a minha dose. Não porque quisesse, mas porque cedo, muito jovem ainda, fui um joguete nas mãos deste maralhal oportunista, torcionário e que, por qualquer razão que nunca consegui entender, passou na malha de um regime democrático como o nosso, inserindo-se numa actividade parlamentar que eles, pelo seu lado, nunca permitiriam se fossem Poder, por exemplo. 

Para que se saiba. De certa forma, entendo as pessoas que nasceram depois do 25 de Abril e/ou que souberam ainda criancinhas, do colapso inevitável do comunismo e da criminosa União Soviética. Sabem das coisas por ouvir falar ou, frequentemente, pela história de arranjo doce, progressista e mentirosa que campeia por aí. Outros poderão ter uma ideia mais realista dos acontecimentos mas são suficientemente imbecis como um deputado comunista que uma vez emulou a Coreia do Norte no Parlamento e hoje anda por aí a presidir a uma autarquia qualquer, julgo que Loures.

Mas atenhamo-nos a Portugal e deixemos a Coreia do Norte, Cuba (em cómica reciclagem) e as versões «Coronel Tapioca» da Venezuela e da Bolívia ou as divagações oníricas de Dilma ou de Kirchner. Quando, depois de um esforço tremendo por parte de todos os portugueses para «endireitar» Portugal, esses portugueses votam num Partido que entenderam como responsável por essa quase ressurreição ou num Partido de matriz semelhante, com divergências de fundo sobre algumas políticas e quando, juntos constituem 70% do eleitorado que, obviamente, rejeita o aventureirismo e oportunismo dos comunistas, e aparece agora uma instável criatura que não admite a derrota e, circunstancialmente, consegue colocar-se numa posição-chave da problemática política, a situação torna-se muito complicada e exige medidas firmes. Não sei de quem, nem quais. Deixo isso aos especialistas. Talvez que ao Presidente da República, não sei. O que sei é que não é possível desperdiçar, pulverizar o capital de confiança que com tanto esforço e sacrifício adquirimos internacionalmente, a posição que retomámos no concerto da União Europeia (onde estamos porque quisemos, ninguém nos obrigou) e remetermo-nos a um futuro que nem consigo sequer projectar.

Pela minha parte, estou realmente farto. Já tive a minha conta. Ainda acredito na dinâmica da nossa sociedade civil e na seriedade de muitos dos nossos agentes políticos e das nossas instituições para pôr termo a esta doideira que se instalou e que já causou, não duvidemos, graves danos a todos nós. Duvido que internacionalmente olhem para nós com a confiança que olhavam há poucas semanas atrás. Para além de que, digo, a Europa deve estar farta de nos aturar. Passamos a vida nisto. A complicar e a pedinchar dinheiro de cada vez que damos com os burrinhos na água. Pela minha parte, repito, estou farto. Não me sujeitarei, JAMAIS, a um regime político que possa emanar destas «cortesias» que vão por aí, antes de começar a tourada propriamente dita. E se isso acontecer, que faça bom proveito aos que cá ficarem por gosto e a minha sincera solidariedade pelos que ficam porque têm que ficar. Que eu, aqui o afirmo com as vírgulas todas, vou pastar para outros prados.

Nota: Referi-me apenas ao PCP, porque o Bloco, para mim, não é mais que uma excrescência snobe do mesmo totalitarismo. O Bloco e a miríade de grupelhos que surgiram por aí e que acabam por se diluir na parolice nacional. Mais tarde ou mais cedo.

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sexta-feira, junho 12, 2015

Eu acho que um mês ainda é de mais



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Somos um povo com algumas limitações. Questões geográficas, de parentesco, de ascendência, na volta somos poucos e somos todos primos ao fim de cerca de oito séculos, enfim, um encadeamento de circunstâncias que nos conduziram a uma situação de case study de muitos sábios e cientistas, sendo que nenhum deles verdadeiramente conseguiu perceber-nos. Parece que a coisa vem de longe, é velha a ideia de «lá longe, na península, há um povo que nem se governa nem se deixa governar». Mas, que diabo. O tempo correu, houve avanços, há a internet, o progresso, a tecnologia, aviões low cost, alguns bons exemplos, há mesmo um razoável índice de coesão com gente mais escovada. Eu sei que temos um Partido político sui generis, também do tipo que nem governa nem deixa governar mas, francamente, saber que existe um Jorge Ascensão saído de trás de um penedo e que ascende (fazendo jus ao nome) a presidente de uma Confederação Nacional de Associações de Pais (Confap), que é uma coisa que só serve para atrapalhar e de alternativa a quem não consegue ser administrador dos condóminos, um Jorge Ascensão, repito para retomar o fio da meada, que acha que os miúdos só devem ter um mês de férias no Verão leva-me a ponderar sobre a categoria em que devo rotular esta gente. Se patéticos, se meramente palermas militantes que vêm ao mundo para chatear quem está. Atente-se nesta pérola do Ascensão:

"Começo a recear que as escolas tenham mais pausas do que aulas. Toda a gente se queixa de que os programas são extensos e os alunos não têm tempo para aprender e tirar dúvidas. É preciso tempo", disse à Lusa Jorge Ascensão.
Além disso, considerou que a recomendação do CE "é redutora, tendo em conta tudo o que é preciso mudar" no ensino e que é necessária uma "revolução na educação".
A Confap entende que é preciso repensar o tempo em sala de aula e a forma de ensinar: "As aulas podem começar logo em setembro mas é preciso haver mudanças. Podem estar na escola sem atividade letiva, sem estar a estudar o programa curricular. Os miúdos precisam de respirar a escola sem ser dentro das paredes da sala de aula. Tem de haver um envolvimento com a biblioteca e com os espaços exteriores".
O Português pode aprender-se através do teatro, a História com visitas a zonas históricas ou o Inglês através de "Semanas da Língua" promovidas pela escola, exemplificou.
"A Educação não acompanhou as mudanças do 25 de Abril. Houve uma revolução na sociedade mas não na escola, que continua centrada na sala de aula, no quadro preto do professor e nas secretárias alinhadas", criticou o representante dos pais.
Jorge Ascensão lamentou que o Conselho das Escolas, um órgão consultivo do Ministério da Educação, "não consiga pensar fora da caixa" e continue a apresentar "pequenas medidas que não se traduzem em grandes mudanças".
"Este órgão, que representa quem trabalha todos os dias nas escolas, tem de refletir de forma mais alargada a Educação. Mesmo sabendo que algumas das medidas não são exequíveis de imediato, temos de as pensar e apresentar", defendeu.

40 anos depois do 25 de Abril ainda há Ascensões…

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quinta-feira, fevereiro 19, 2015

Lembrou-se agora...


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Impressiona a constatação de um orgasmo colectivo que reina por aí depois da ejaculação tardia de Juncker, para manter o nível de pornochachada que o assunto me inspira. Ninguém, que eu tenha lido, se deu ao trabalho de se questionar porque é que Juncker tinha de vir agora com este acto de contrição, em vez de, oportunamente, ter feito reivindicar os seus pontos de vista. Ao contrário, o que se vê é um alarido ensurdecedor e uma erecção de meninges por um discurso patético proferido por um fulano que ainda há dias era vituperado como um amoral e esquemático de como se podia burlar o fisco e, eis senão quando, sai do silvado, cantarolando, muito excitado, um comissário, que num repente e olhar de luz, resplandecente, como a do sol e penetrante como diamante, diz umas tretas e põe a nossa intelligentzia vidrada com a confissão.

No meio de tudo isto dá para pensar é que raio de gente tem em suas mãos o nosso destino. E apetece mandá-los para um confessionário que eu cá sei, mas não digo aqui porque é pecado.

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quinta-feira, janeiro 15, 2015

De uma vez por todas?


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Lembro-me bem disto. Na altura li muito, acompanhei as notícias, vi filmes e senti um frémito muito grande de admiração pelo rigor e perfeição com que esta operação foi desenrolada. Que me lembre, o número de baixas entre os operacionais e os reféns foi diminuto e os ugandeses tiveram de enterrar quarenta e cinco soldados (isto se o Idi Amin não lhe apeteceu comer algum ao jantar).

Pergunto-me se será assim tão difícil organizar e apoiar um punhado de operações com este rigor e eficiência que vá aos locais nevrálgicos (que são conhecidos) onde estes animais se acoitam e os reduza a pó. Parece que os diálogos de Mário Soares não foram avante e já cansa a submissão e hipocrisia que corre a Europa por causa desta gente (a última terá sido um punhado de idiotas militantes que se lembrou de querer banir as palavras porco e salsicha da literatura infantil no UK, lá ficam as criancinhas sem ler a história dos 3 porquinhos e ver o filme do porquinho Babe…). Chiça, que é demais. Não será tempo de contratar uns grupos de operacionais do tipo dos que foram a Entebbe dar uma lição àquela gente e salvar mais de cem passageiros judeus?

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quarta-feira, dezembro 17, 2014

Faltava-nos esta


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No tempo das colónias foi a psicossocial Mais tarde foi a chamada discriminação positiva, uma forma de diferenciação quase sempre com efeitos colaterais conducentes a exacerbar ódios e racismo, em países como a África do Sul, Moçambique, Brasil e outros. Na Europa assistiu-se a uma forma mais ou menos camuflada de exercer essa discriminação por via do pensamento novo, do homem novo, dado à solidariedade internacionalista e ao conjunto de «boas práticas» que se convencionou adoptar como alma mater dos cidadãos como deve ser. 

Foi toda a vida assim. Faltava-me agora António Costa processar um conjunto de práticas através das quais ele acha que o funcionalismo público beneficiaria da inclusão de imigrantes nos seus quadros. Não vejo como isto seria possível sem a prática, uma vez mais, de discriminação positiva. Sem embargo do reconhecimento das capacidades e competências de muitos imigrantes que se estabelecem em Portugal, esta ideia de Costa não passa, uma vez mais, de conceitos sociais enquistados, quem sabe, até, de uma forma apurada e mal disfarçada de racismo ou, mais prosaicamente, dum pensamento pateta. 

Este tema é delicado e abordá-lo da forma que aqui faço pode espoletar opiniões avulso sobre a maldade do meu carácter ou, até, uma putativa associação à perigosíssima Marine Le Pen que ganhou fama de comer imigrantes ao pequeno-almoço. Mas esta é apenas a expressão de cansaço de ter levado toda a vida com campanhas, ou para um lado ou para outro. Por isso mesmo elegi como uma das mais sábias afirmações de sempre, a do actor Morgan Freeman quando uma vez disse que a melhor maneira de se combater o racismo é ignorá-lo. Talvez que a melhor maneira de ter imigrantes na função pública portuguesa seja, exactamente não falar no assunto, encarar a situação com normalidade em vez de termos de ouvir os «Costas» do meu descontentamento a papaguear frases feitas que mais não fazem que contribuir, decisivamente, para aumentar o número daqueles que acham que não devem haver imigrantes coisa nenhuma ao guichet duma repartição.

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sábado, setembro 15, 2012

Provavelmente

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Há uma cerveja que é, provavelmente, a melhor cerveja do mundo. E o slogan acima ilustrado é, provavelmente, o mais idiota do mundo. Provavelmente, um dos mais usados nas manifestações mais logo. Provavelmente, pouco ficará das nossas vidas para nos lembramos dele. Provavelmente, um dos slogans mais profusamente disseminados nas redes sociais. Provavelmente, isto está mesmo sem remédio…
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domingo, julho 22, 2012

Acrescentar à minha linha de promessas


Já no «Barnabé», o Daniel de Oliveira respingava imenso quando lhe caía uma mosca na sopa. Ele agora respinga mesmo quando não lhe cai mosca nenhuma. Aquilo é o «feitio» dele...

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Assegurar-me que não adormeço com a TV sintonizada na SIC- Notícias, para que não volte a acordar com o Daniel Oliveira e explicar-me as diferenças entre a legitimidade formal e a legitimidade política. Porque, segundo este assalariado Premium de Balsemão, este governo tem legitimidade formal, dada pelas eleições, mas não tem legitimidade política, a avaliar pela opinião da maioria dos portugueses. No fundo, talqualzinho como Mário Soares, que já disse uma barbaridade semelhante. Estas luminárias não explicam bem é como é que sabem do que a maioria dos portugueses gosta ou não gosta. Pressupõe-se que esta noção decorre da sua superioridade intelectual que lhes permite perscrutar a opinião das pessoas. Ou, melhor, a opinião, que os «Daniéis» e os «Mários» imprescindíveis à democracia acham que a maioria dos portugueses deviam ter. Ah! E também para não ter de ouvir Clara Ferreira Alves perguntando se sabemos como é cara uma tinta para o cabelo e que o actual governo não é legítimo (não disse se formal se politicamente) porque tem lá o Relvas, o Álvaro e o não-ministro Borges.

Uma pérola esta peça de terrorismo verbal que passa aos Sábados à meia-noite e que nos acorda às 7 da manhã de domingo quando nos esquecemos de apagar a TV sintonizada na SIC Notícias e adormecemos na vã esperança de acordarmos num dia melhor, tipo uma vinha diligentemente pulverizada para a limpar do oídio.
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quinta-feira, março 22, 2012

A RTP diz que foi um erro

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Isto coloca-me duas questões. Uma, a de que eu gostaria de saber que o romântico autor do inquérito colocado na página da RTP teria sido sumariamente despedido, com direito a uma carta de recomendação para um emprego na Venezuela. Outra a de que em casos com esta alarvidade, a culpa não é só dos alarves. É de um provável jovem pimpão que, saído da faculdade, deixou correr a sua torrente idealista na direcção do estuário de cretinice em que todos parecemos navegar. Mas também do «caldo político» em que vivemos, em que, a par de uma verdadeira esquizofrenia (reportagens, notícias e factos ao minuto sobre as desgraças da crise), a nossa comunicação social se encontra inquinada por um complexo a que alguns continuam a apelidar de esquerda mas que, no meu entender, se converteu já numa demonstração de idiotia militante e num impulso pueril de subir à ribalta, entenda-se, comentador, analista, ou «paineleiro» de um dos vários programas de opinião que enxameiam os nossos monitores.
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quinta-feira, janeiro 19, 2012

Pepe é um idiota (quote)

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Uma das razões porque gosto da cultura anglo-saxónica é o facto de os seus representantes dizerem curto, simples e efectivamente o que pensam. Pepe, um reincidente agressor dos campos de futebol, pisou ontem violentamente, de propósito, a mão de Messi, caído no relvado. Ao lado de extensas reportagens sobre a matéria em vários jornais, o inglês Wayne Rooney veio à net e escreveu: - Pepe é um idiota.

Apetece ser Rooney quando vejo a onda de incitamento à violência aqui, aqui, aqui e aqui. E embora concorde com a designação insurgente de que estes tipos são maluquinhos, apetece dizer sumariamente. Otelo é um idiota. E os outros também.
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quinta-feira, agosto 18, 2011

Apetências





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As minhas apetências são muitas, também. Nem sempre as concretizo, umas vezes porque os meus apetites são desmesurados relativamente às minhas possibilidades (clicar na foto para ver melhor), outras porque normalmente os eduquei e condiciono sempre a um módico de racionalidade indispensável a isto de se viver numa sociedade em que por força do nosso instinto gregário, temos de conviver com muita gente e nas mais variadas vertentes. Por norma, essa racionalidade está na razão directa daquilo que eu entendo ser a feasibility dos meus apetites, para me socorrer de um termo que em Washington DC se usa com muita frequência.

Isso não me inibe de perceber os apetites que por aí vão (e não faço links senão gastava meia folha A4 a fazê-los) sobre a putativa colocação de Mário Crespo em Washington DC, como correspondente da RTP. Entretanto, MC desmentiu, formalmente. Mas os apetites vão continuar, Assim na forma habitual de orgasmos múltiplos. Pequeninos, mas múltiplos. Como gosta uma boa parte da nossa blogosfera.
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segunda-feira, agosto 08, 2011

«O importante é saber porquê»






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Já vivi em três países, trabalhando para um quarto país que visitava regularmente em actividade profissional. Não falando no meu próprio, claro. Em todos eles eu me «aculturei». Entenda-se, me submeti com naturalidade à sua cultura, às suas leis e, frequentemente, costumes. Umas vezes por razões que radicam na educação cívica e respeito pelas instituições de países que não eram os meus, que me prezo de ter. Outras vezes porque tinha consciência de que não cumprindo a lei eu seria irremediavelmente preso e, em alguns casos, sumariamente condenado.

A Europa é diferente. os expatriados, imigrantes ou detentores de quaisquer outras designações em que somos (os europeus) férteis em classificar, não se aculturam. Na maioria dos casos permanecem relutantes a essa aculturação que consideram intrusiva e nefasta, mantêm os seus hábitos de vida. O que nem seria grave se, entretanto, não infringissem a lei e se entregassem a festins de violência, pilhagem e arroubos de ódio tout court, perante a idiotia politicamente correcta dos nossos dirigentes que para tudo encontram uma explicação científica, para tudo conseguem gizar um sentimento de culpa, uma espécie de pecado original dos europeus que não há baptismo nenhum que consiga expurgar. E questionar muito o fenómeno dá direito a sermos apelidados de xenófobos, «fassistas», ou mesmo nazis encapotados. É, desgraçadamente, um sinal dos tempos.

As fotos que ontem vi de Londres fazem reflectir e pergunto-me que castigo é este. Que culpa têm as pessoas de estarmos a ser pastoreados por um grupo de idiotas para quem o importante não são as vítimas deste tipo de desmandos mas sim as razões que levaram os prevaricadores a bater, violar, matar, roubar, queimar. Isso é que é importante. Esclarecer bem os porquês. O resto, os batidos, violados, mortos, roubados e queimados podem esperar. Até que um dia, quem sabe, o multiculturalismo funcione.
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