sábado, janeiro 14, 2017

Então não querem lá ver que o PSD vota contra? E a servir de muleta ao BE e PCP? Que safados…



Entendam-se. E lixem-nos só um bocadinho. Tudo isto já fede...

[5491]

A vozearia que vai por aí sobre a intenção de Passos Coelho votar contra a baixa da TSU pelo governo é simplesmente ridícula (faltava a Ferreira Leite, mas já apareceu, feita D. Constança…) e suscita em mim um par de comentários a que não resisto deitar para o lixo dos energúmenos do Vitorino e do MST. Quais sejam:

1 – Acho extraordinário criticar-se o sentido de voto de qualquer bancada partidária. Ou está tudo doido, ou pensa-se que estão a lidar com débeis mentais, ou estão eles próprios, os críticos, com uma assustadora debilidade mental. Deixem-me repetir a questão: Criticar o sentido de voto de um Partido? Isto é uma nuance claramente socialista, para quem a democracia é boa desde que seja a deles. Vão por mim, que sei do que falo;

2 – Quanto à substância do tema, acho que é tempo, mesmo arrostando com as consequências, sejam elas quais forem, de demonstrar que Costa deve ter absorvido em demasia a opinião pública de que é um político hábil e astuto. Não é. É, na minha modesta opinião, um fulano sem princípios, sem sentido de Estado, vingativo e mal formado. Não pode descartar o facto de que tem um acordo com a extrema-esquerda e era o que faltava estabelecer esta trapalhada de, face à objecção dos parceiros, contar com o beneplácito dos seus opositores;

3 – Finalmente e que isto sirva de crítica também ao PSD em geral e a Passos Coelho em particular. Já começa a doer esta situação de impunidade em que os socialistas navegam, acusando o PSD de falta de sentido de Estado e de “mau perder”. Para isso usam uma linguagem grosseira, malcriada, em que são exímios e usam todos os meios, incluindo a manipulação de uma esquisitíssima parte da comunicação social para convencer os eleitores de que a culpa disto tudo é do PSD. Por mim, já chega. Meteram-se nisto, desenrasquem-se, falando português curto. E quanto às doutas opiniões que oiço por aí, Presidente incluído, ao que parece já ouvi que Marcelo está “furioso” (sic) com PPC e até Lobo Xavier se mostrou muito crítico, que lhes faça bom proveito.


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sábado, maio 28, 2016

Crossed my mind



[5406]

1 – Um primeiro-ministro useiro e vezeiro em baixarias como a de ontem no Parlamento, quando se lembrou de dizer que Passos Coelho procurava objectivamente prejudicar a Grécia para que Portugal pudesse surgir melhor colocado, só pode ser um fulano de mente obscura e formatada em sacanice, mesquinhez e mal dizer;

2 – Não me admira, assim, que ele seja capaz de manobras mirabolantes como promover uma reunião FINAL com o sindicato dos estivadores onde haveria uma data limite. Mas Costa tem tanto de esquemático como de mente quadrada (pode ser até dos tempos da Quadratura, aquilo pega-se…) e daí que fiquei logo desconfiado quando percebi a firmeza com que ele declarou (berrou, ele não declara, não fala, ele berra…) que o acordo teria de ser alcançado hoje (ontem);

3 – Após uma reunião de 15 horas, o acordo chegou. Arrepio-me só de pensar sobre as vezes e a intensidade com que vou ter de ouvir Costa e os seus rapazes afirmarem que Passos Coelho não conseguiu acordo durante 4 anos e eles agora, de uma penada, resolvem a coisa.

4 – Não esquecer o empolamento dado pela comunicação social aos prejuízos causados pelos estivadores e até a gravidade da coisa, usando a Madeira e Açores como arma secreta, como no futebol;

5 – Quero ver como o PSD vai agora descalçar a bota. Se e quando um dia for governo, o sindicato (entenda-se o PCP, via CGTP) vai atacar de novo e o povo recordará com saudade os dias em que o PS fazia reuniões de 15 horas e resolvia os problemas.

Posso até estar a fazer filmes mas, como digo no título, são aspectos que cross my mind. O PS é capaz de tudo. O PCP ainda é capaz de mais “tudos” que o PS. E a verdade é que sinto que estamos reféns de uma situação meticulosamente preparada para que tudo fosse resolvido numa data limite que Costa, tonitruante, apregoou ontem no Parlamento. Sem pejo nem vergonha em alinhar naquilo que me parece um bem elaborado plano para que continuemos nas mãos dos últimos e lídimos seguidores do marxismo-leninismo (Estaline já não, Nogueira diz que ele foi um assassino) da União Soviética.

É… posso até estar a fazer filmes. Mas correu tudo tão bem que isto só pode mesmo é acabar mal.


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quarta-feira, maio 11, 2016

Farto disto



[5399]

Faz hoje exactamente cinco anos (FB dixit) que escrevi este post. Curioso que já há cinco anos eu me sentia espartilhado pela acção de um Sócrates de má sina e eu não sabia ainda da missa a metade. Hoje reparo que voltei a este sufoco socialista e que me leva a escrever (pouco e sem paciência) sobre eles, mas só sobre eles, o que torna este blogue particularmente desinteressante. Esta colecção de socialistas (?) que parece apostada em desfazer o que, aqui e ali, se faz bem, em complicar, desfazer, em estilhaçar o nosso conforto, a nossa segurança e o nosso prestígio. Gente sem preparação, obcecada com ideologias apócrifas e sem qualquer respeito pela identidade individual dos seus concidadãos, com a ideia perene e atávica de igualitarismo mas onde eles, bem entendido, possam postular como os homens do leme, para o que se julgam especialmente destinados.

Nada de muito novo afinal. Tivemos já varias experiências na História e deu no que deu. Tudo ruiu, mas ao custo de milhões de vidas. Mas isso não conta para esta gente eivada de ódio (é ver a expressão raivosa de Nogueiras, Avoilas e semelhantes), de arrogância (as Catarinas, Mortáguas, Rosas e comandita), de ignorância e idiotia (o homem da educação cujo nome não me ocorre, Tiago qualquer coisa, mais o jovem da barbicha que senta ao lado de Costa e que jurava que não pagava e que rebentava com os alemães), a parolice enquistada dos Césares com cheiro e sabor a queijo da Ilha e, finalmente, o rebanho acéfalo e pateta dos meninos do coro do Amém, assim seja e assim é que é.

Há cinco anos ainda me dava para desabafar um pouquinho com um post modesta e razoavelmente interessante, glosando o desencanto com Sócrates. Hoje, nem isso. Farto desta trupe, farto disto tudo. Tivesse eu menos vinte anitos e de há muito que respiraria outros ares.



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quarta-feira, maio 04, 2016

Quem se mete...



[5396]

Que os socialistas não sabem/não querem viver em liberdade é para mim, de há muito, um facto consumado. Que eles reduzam a liberdade a tratos de polé usando precisamente o argumento da liberdade é do domínio factual e já nem penso muito no assunto. Limito-me a aplicar a noção de tolerância que releva, exactamente, do conceito da liberdade plena que os socialistas não sabem/não querem ter.

Mas convenhamos que, frequentemente, a tolerância exige esforços adicionais quando figurinhas como as que recentemente se evidenciaram no ataque soez a José Rodrigues dos Santos a propósito de uma peça de informação que reflectia, com verdade insofismável, a criminosa actuação dos socialistas a partir de 2011 e que nos levou ao estado a que chegámos, se permitem as tropelias habituais. Galamba dispensa comentários, basta vê-lo diariamente nas doses generosas que as TV’s nos oferecem e tirar-lhe o retrato, José Magalhães é aquela figura irrascível com palavrório próprio (um vocábulo que ele próprio utilizou no opróbrio de José Rodrigues dos Santos que apenas cumpriu a sua tarefa) e Tiago Barbosa Ribeiro é um garoto mal formado e malcriado que, entre outras coisas, já se lembrou até de chamar gangster aoPresidente da República.

É o socialismo no seu melhor. No fundo, este sarrabulho de reacções não é novo. Se Sócrates era mais eficaz nas suas acções para liquidar aqueles que ousavam chateá-lo, os seus actuais discípulos têm uma forma quiçá mais desabrida e imbecil para o fazer. Frequentemente com um sorriso permanente à la A. Costa, mesmo quando invectiva um jornalista saído de trás de um carro.



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terça-feira, outubro 20, 2015

A truculência como ideologia


[5326]

Este homem é malcriado. É possuído de uma truculência permanente que se junta a uma petulância, raiva, despeito, ódio e intolerância. A tempestade perfeita, pois, naquilo que se não deseja num homem decente e se receia possa tornar num ser furioso. Que morda, bata, denuncie ou, se vir que lida com alguém mais forte, pelo menos mostre os dentes e rosne.

Esta é uma imagem de marca de uma esquerda anquilosada e que se esperaria já ultrapassada e sublimada numa atmosfera de gente civilizada, cordata e tolerante. Voltando a Alfredo Barroso, talvez seja já demasiado idoso para mudar. Já se notava nele muitos tiques de presença iracunda na TV e agora confirma-se nesta linguagem trauliteira, única forma de se fazer ouvir – chamar cães raivosos, ladrando, mesmo que entre aspas, não se percebendo bem porquê.

Às vezes penso que a esquerda mudou um pouco. Já não oiço chamar cães às pessoas, ainda que Jerónimo e aquela criatura de nome Aurélio e que gere a CGTP se esforcem por manter o registo, mas hei-de reconhecer que a linguagem sofreu um desejável aggiornamento. Só que, caídos os cães, surgem novas formas de petulância, como as que diariamente se registam de cada vez oiço as lideranças do Bloco e aquela forma insolente e insuportável de dizerem o mesmo que Alfredo Barroso diz, mas com verbo renovado. Não há cães, mas há retrógrados, bafientos e uma tonalidade de um severo mestre-escola em tudo o que dizem, como quando Catarina um dia destes avisou que o governo da Coligação tinha acabado.

É a ideologia substituída por um sentimento insuportável de petulância, ódio e pesporrência, próprio de quem não tem nada de responsável para dizer ou de quem se está literalmente «nas tintas» para o interesse do país e mais não saiba fazer que adoptar este tipo de atitude manipulativa. Com a agravante que os media gostam imenso, acham graça e crescem de excitação pela modernidade da coisa.

Se Alfredo Barroso está velho e os seus cães raivosos vão perdendo audiência, já as Catarinas, Marisas e Mortáguas têm a vida inteira à frente para continuarem a complicar o desejo comum de um povo simples, possuído ainda por uma lamentável iliteracia e que merecia melhor sorte que continuar à mercê desta rapaziada sem escrúpulos e bem mais retrógrada que o retrocesso de Marcelo. Para usar o léxico daquela senhora que fala pelo Bloco. Como ela disse que falava.

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quinta-feira, setembro 17, 2015

Pufff...


[5305]

Do que me apercebo é que Costa não percebe patavina desta chatice dos algarismos e muito menos de governação. Foi governante enquanto as coisas se escoravam na eminência de um carismático sociopata, o que lhe facilitava a acção e relevava a inoperância. Agora que as coisas fiam mais fino, acontece disto. O homem perde-se no debate e vai a correr fazer queixinhas a uma das luminárias do grupo de economistas (grupo de políticos, como disse Medina Carreira). E são eles que o aconselham a ir para as redes sociais dizer o que deveria ter dito no debate. Mesmo que isso soasse a uma fastidiosa retórica carente de substância. E ele, obediente qual sombra de Grey, foi.

Hoje dei algum alento ao meu tímido optimismo, relativamente às legislativas. Será preciso uma grande dose de tolice e um profundo espírito de claque para dar as rédeas do poder a A. Costa, um moribundo subproduto do socialismo que temos.

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domingo, agosto 30, 2015

Mas o que disse Rangel de falso?


Um filme de terror


[5287]

Francisco Assis, assim de repente e, que me lembre, juntamente com Sampaio e Guterres, um dos três socialistas que se expressam em português com sintaxe escorreita, enervou-se porque Rangel fez um par de afirmações óbvias e que são do conhecimento geral.

Pergunto-me o que é que Rangel terá dito de falso quando singelamente perguntou se com um governo socialista estariam um ex-primeiro-ministro e o mais influente banqueiro português detidos e em investigação. O que é que isto tem de errado? É mentira? É especulativo? Um moderado esforço de memória leva-nos a um passado recente em que só um distraído não recorda um período de inaceitável pressão sobre o poder judicial e que espoletou situações espúrias como a libertação de Paulo Pedroso (e aquele indigno espectáculo de glorificação na Assembleia da República), a exoneração de magistrados que se permitiam agitar em demasia as águas turvas de Sócrates, a inutilização e proibição de uso de escutas comprometedoras e aquele posicionamento tandem de muitas personalidades em defesa de Sócrates e muitos dos seus sequazes.

Estou com Rangel. Uma coisa é a campanha de se estar contra tudo o que mexa, que é o que acontece quando se trata de Partidos que não têm mais nada que nos oferecer senão estar contra qualquer coisa, outra, bem diferente, é chamar a atenção das pessoas para FACTOS. Não para atoardas ou suspeitas, mas para factos. E factos são coisa que, tragicamente, o PS nos deixou em abundância, pelas piores razões.

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sábado, agosto 29, 2015

Se calhar, são mesmo assim...


[5286]

Quando leio, via Lusa, as afirmações de Ferro Rodrigues segundo as quais «…qualquer pessoa inteligente percebe que a posição do PS nada tem que ver com a posição do Syriza desde o princípio, desde antes de o processo grego ter começado…» e que «…foi uma posição suicidária, que levou a que o próprio Syriza esteja neste momento completamente esfrangalhado…» e me recordo perfeitamente das declarações do mesmo Ferro Rodrigues em Janeiro deste ano, segundo as quais «…o resultado das eleições na Grécia é a primeira demonstração de que há um consenso alargado nos países que são vítimas do fracasso estrondoso das políticas de austeridade, no sentido da mudança…» e que «…qualquer ameaça à Grécia deve ser considerada antidemocrática e antieuropeia…» isto para não falar da histeria colectiva que atingiu, entre outros, o próprio A. Costa, Isabel Moreira e Manuel Pizarro, sou obrigado a formular as seguintes questões:

1 – Ferro Rodrigues acha que está a cumprir o seu papel cabal de oposição... ou é mesmo assim?

2 – Eu sei que o PS navega em águas turbulentas, mas não há ninguém com o decoro ajustado aos níveis de exigência mínima que ponha cobro a estes dislates?

3 – Quando, em jornais, TV's ou rádios, não aparece um (unzinho) jornalista ou um comentador/analista/paineleiro/politólogo que confronte Ferro Rodrigues com esta agressiva falta de escrúpulos pela forma como ele ofende a inteligência dos cidadãos, isso deve-se a mera incúria, rematada incompetência ou um sinal inequívoco de cumplicidade com a mentira, a bandalheira e ausência de sentido cívico?

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sábado, julho 04, 2015

Decidir que não há decisões


[5259]

Não que eu goste de Sampaio da Nóvoa. O que ele disse e me fez ouvir por via da excitação com que a comunicação social que temos chegou e bondou para que eu rapidamente concluísse o que vinha por ali. E se por um lado isso se encaixava com perfeição na noção que tenho do socialismo doméstico, nosso, por outro quedei-me resignado por ver que há coisas que por muito tempero que lhes cheguemos nunca perdem o gosto de estragado.

Afinal, as coisas conseguem ser piores do que aquilo que a nossa condescendência imagina. A. Costa deve ter concluído um competente tirocínio que lhe permite aquela centelha de fazer e desfazer com a maior naturalidade e sempre com artes de ficarmos todos a pensar que a culpa é nossa. Acossado e amedrontado, Costa escolheu «descontinuar» Sampaio da Nóvoa em favor de uma mulher que, se outros méritos não tivesse, ostenta o estandarte colorido de um célebre ministério de igualdade guterrista, uma das coisas que vêm e passam com o tempo e que depois de passarem as pessoas não se lembram mais.

Seja pelo que for, Maria de Belém está aí e Sampaio da Nóvoa fica a fazer contas de cabeça. Bem feito para Sampaio da Nóvoa, mal feito para os que continuamos à mercê dos apetites e humores destes neo-socialistas que, finalmente, parecem ter de todo perdido a noção do que andam a fazer. Que seja pelo nosso bem.

E.T. Entre o tempo de começar a escrever um post e acabá-lo, Costa decide que, afinal, não tinha decidido nada e que, decisão por decisão, há-de decidir sobre a melhor decisão a tomar. Alegre, Edite Estrela e Ana Gomes também acham que não havia decisões e que por estes dias a coisa se decide. A única pessoa que acha que o PS vai de disparate em  disparate é, esse mesmo, Alfredo Barroso, afinal aquele que sempre pareceu fazer mais disparates que os outros todos juntos.

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sexta-feira, maio 08, 2015

Gente excitada é outra coisa


[5249]

O «tesão» da esquerda (passe o termo, no Brasil é aceitável e tem um sentido saudavelmente mais lato que um mero prenúncio de orgasmo) pelas eleições tem muito a ver com as sondagens. Leva meses entretida com a sua galopante subida na intenção de voto dos cidadãos o que, desde logo, reflecte uma considerável melhoria do seu Q.I., certamente devido à acção clarividente e pedagógica dos socialistas. E durante esse tempo, espuma de alegra, salta, pula, ri e, de dedo em riste, ameaça a reacção, a direita, os poderosos, o capital, diz que lhes parte as fuças e que quem se mete com eles leva.

Depois, inevitavelmente, chega o dia de encararem a realidade. Mesmo quando circunspectos órgãos de comunicação social e universidades prestigiadas andaram semanas ou meses promovendo os indícios claros de uma, finalmente, esclarecida sociedade pronta a votar na esquerda, os votos caem na urna e, afinal, não é nada como a inteligentzia previa.

Por cá, o especialista em estragar as sondagens é o CDS-PP. Na Europa em geral, a direita vai-se encarregando de arrefecer os ânimos da esquerda excitada e vai carrilando as coisas na racionalidade. Como agora se viu no Reino Unido. Andei semanas a ouvir que o Labour e os Conservadores estavam empatados, com diferença de um deputado. Afinal… não é bem assim. E parece, até, que Cameron tem claras possibilidades de atingir a maioria absoluta.

Por cá, as coisas fiam mais fino. Passos Coelho é odiado e ele próprio se esforça consideravelmente por derrubar muito do seu capital de méritos, por ter arrancado Portugal ao descalabro em que os socialistas nos meteram. Por isso, há uma forte possibilidade de Costa vencer. O que aterroriza. Mas isso não vem ao caso, nesta modesta reflexão.

Nota: A nossa CS já está ocupadíssima em explicar à grei que a vitória dos Conservadores se deve ao medo pelo aumento de deputados do SNP. Vai daí, os eleitores deram o voto ao Cameron, não vá a Escócia esticar-se em demasia. Não fora isso e os Trabalhistas ganhavam de cabazada.

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sábado, maio 02, 2015

Quando lhes salta a tampa



[5245]

Corre por aí um bruaá por mor de um sms enviado por António Costa... a propósito de uma crónica deste jornalista no Expresso. Uma crónica que li e onde não descortinei quaisquer laivos de acinte ou má-educação. António Costa reagiu à la PS e muita gente se admirou e verberou a sua atitude.

As pessoas deviam saber, ou não se esquecer, que o PS tem uma relação muito má com a liberdade. E porque é hipócrita por, na sua essência, resultar de uma ideologia totalitária amenizada mais pela necessidade de fazerem o jogo democrático de um regime parlamentar, do que propriamente pela sua essência dita democrática. Daí que, ciclicamente, a água lhe ferva e a tampa da panela lhe salte. Acresce que esta má relação com a liberdade se conjuga com uma generalidade de quadros de reconhecida incompetência e má índole, tudo isto caldeado por um autoconvencimento de que os seus próceres são gente iluminada e de uma estirpe que lhes é exclusivamente reservada. Um outro exemplo, para além das tampas saltadas, é a emulação permanente de personalidades, sobretudo depois de mortas, levadas à potência máxima na construção de mitos e caracteres, como recentemente aconteceu com Herberto Helder, por exemplo.

Num segmento mais corrente, são conhecidas reacções do tipo de que quem se mete cm o PS leva, do partir as fuças à reacção ou do hadem pagar por isto. Geralmente isto acontece quando o argumentário se desvanece na incompetência e incultura dos socialistas e se alimenta na sua insuportável arrogância.

Daí que não entenda, verdadeiramente, a surpresa que vai por aí pela reacção de António Costa. Ela é em si do mais reaccionário no mercado e era bom que as pessoas começassem a perceber a plenitude do significado do reaccionarismo. Mas é perfeitamente expectável numa «alma» socialista. É, ainda, acintosa, malcriada, e de coxa convivência com a liberdade. Nada que não seja corrente na generalidade dos mais conhecidos socialistas.


Por estas e por outras é que eles, sempre que chegam ao poder (o que, neste desgraçado país, é realmente fácil) nos atiram regularmente para a falência e só recentemente alguns deles começaram a ir para a cadeia. E nos intervalos, manifestam a sua permanente má índole, a sua insuportável arrogância a sua, enfim, verdadeira natureza, porque, repito, provinda de uma linha de pensamento totalitário como a do Partido Comunista, de que um exemplar episódio de Mário Soares a berrar com polícias é um acabado exemplo. O SMS de Costa é uma brincadeirinha de crianças, comparado com outros dislates recorrentes e bem mais preocupantes.

Ler, ainda, aqui.


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segunda-feira, fevereiro 09, 2015

Não dá jeito nenhum...


[5228]


Depois disto, lá vão os socialistas ter de começar a pedir dinheiro emprestado uns aos outros, pagar funerais aos irmãos de cada um e comprar casas às mães de cada qual…

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segunda-feira, dezembro 22, 2014

Apoios às centenas…


[5207]

Mais um ilustre visitante de Évora, tornada capital dos ilustres. Desta vez foi Paulo Campos que, e cito, «…fui portador de um abraço de centenas de pessoas que nos têm contactado para que transmitíssemos ao engenheiro Sócrates que o apoiam e que estão com ele. E que acreditam nele, tal como eu…». Fica por entender quem é neste «nos» que querem transmitir apoio a Sócrates mas, pelo menos, ficamos a saber que são centenas.

Paulo Campos, como se sabe, é um dos mais sérios presumidos inocentes até julgamento e condenação transitada em julgado, coisa mais ou menos inverosímil, já que não é arguido de coisa nenhuma.

Tremo só de pensar na pose e no verbo destes Campos todos (mais as centenas de pessoas que mandaram recomendações) no caso de uma qualquer vírgula processual mandar o julgamento de Sócrates «down the drain» e voltarmos a assistir a mais um rocambolesco regresso do mártir Sócrates de Sousa com a chancela de Paulo Pedroso. Nada que, bem vistas as coisas, não possa vir a acontecer.


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sexta-feira, dezembro 05, 2014

Notícias para a dispepsia



O animal feroz reduzido à sua real dimensão

[5195]

Ando fora do torrão já há uns dias mas, inevitavelmente, vou acompanhando as notícias. E o que oiço não me deixa descansado. Começo a ter medo. Medo do que possa vir por aí. Vejo um cortejo de zelosos democratas visitando o inenarrável, levando-lhe o conforto socialista mas, até aqui, nada de muito grave. Já a desfaçatez com que estes ilustres e democratas visitantes põem em causa a imparcialidade e integralidade da justiça e projectam a certeza de que vai por aí uma cabala do tamanho do «terramoto que caiu em cima de Jorge Coelho» me eriça a derme e me faz apetecer perguntar-lhes onde estavam quando se queimavam cassetes com gravações, se despediam magistrados do Eurojust por reconhecidas (e nunca desmentidas) pressões sobre os advogados do Freeport e se assistia a uma generalizada «vaquinha» para que Sócrates escapasse ileso à catadupa de suspeitas (e factos, meu Deus, e factos) que todos os dias lhe cabiam em sorte.

Entendamo-nos. Uma coisa é uma visita de solidariedade a um amigo preso, outra é visitar esse amigo e bolçar um acervo de enormidades sobre o sistema, o regime, a democracia, o raio que os parta. Que vão visitar o Camões. Que lhe levem muitas prendas e, já agora, uma «Bic» azul. Mas que se calem com esta desprezível e ofensiva lengalenga sobre a justiça.

Os socialistas ainda sonham com uma rentrée de Sócrates à la Paulo Pedroso, incólume da acusação de pedofilia (eu li-a na totalidade) porque se provou que ele tinha feito uma cirurgia para extrair uma verruga ao pénis. Sonham com o domingueiro engenheiro a entrar no Rato entre aplausos, abraços e beijinhos. E nem um «quem se mete com o PS leva» faltaria ou mesmo um «partimos as fuças à direita».

Enquanto isso, estar fora do país e ir lendo o corrupio para Évora e os ademanes correlativos enjoa e faz- nos desejar que o avião de regresso a Lisboa se atrase.

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domingo, novembro 09, 2014

Acreditar na liberdade e na «free will»


[5189]

Faz hoje vinte e cinco anos que me sentei a bordo de um avião da SAA para me deslocar a Joanesburgo, coisa que, de resto, eu fazia todos os meses uma ou duas vezes, quando vivia em Maputo.

Mal o avião descolou começou a circular a notícia da queda do muro de Berlim. São os mistérios da propagação das notícias, sobretudo se pensarmos que a net nessa altura era ainda um brinquedo de tempos livres, mas a verdade é que as notícias se propagam um pouco como a fé. Sem a gente perceber bem como.

Em Joanesburgo, tive acesso à confirmação da notícia, já com algum detalhe. Foi, sem receio de errar, um dos dias mais marcantes da minha vida. Para quem como eu, juntou ao que lera e estudara sobre os regimes comunistas as «aulas práticas» que a vivência em alguns países sob domínio da União Soviética me proporcionou, o derrube do muro constituiu um facto inesquecível e uma reconciliação com a espécie, no caso, a minha.

Com o derrube do muro instalou-se em mim, mais do que a noção de que passariam a existir novos rumos de economia e desenvolvimento, o respeito pelo primado do individualismo e da liberdade, coisa que os cidadãos desses países não tinham. Pior: liberdade, julgavam que tinham. Individualismo era, um fenómeno reservado aos cidadãos do mundo ocidental que não haviam tido a fortuna de ser doutrinados nas premissas básicas do homem novo, cheio de amigos a cada esquina e enformado no espírito universal e internacionalista.

Vinte e cinco anos depois, há ainda muita gente que sonha com o regresso do muro. Feliz e saudavelmente, os comunistas foram desaparecendo do horizonte político da Europa e mesmo do mundo. Mas em Portugal existe esta espécie de indomável aldeia gaulesa que continua a pugnar pelo retorno das liberdades e pela aniquilação do grande capital e dos poderosos (ou, para citar Mário Soares, dos magnatas do petróleo) – vale a pena ler o último Avante. Uma situação que contribui decisivamente para este limbo em que ainda nos encontramos e que é mesmo motivo de chacota na opinião das democracias europeias. E como se isso não bastasse existe mesmo, para usar um termo do futebol, uma vaga de «segundas bolas» manejada pelo chamado «socialismo democrático» que nos coloca periodicamente na penúria, na bancarrota e mantém um inqualificável regime de doutrinação junto dos mais desfavorecidos e da juventude, por via de sistemas que aprenderam e sublimaram no marxismo.

Mas hoje é dia de celebração de «muro abaixo». E isso devia ser motivo de imensa felicidade para todos os amantes da liberdade. A RTP devia fazer serviço público e, no mínimo, passar o filme Good Bye Lenine.

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sábado, novembro 08, 2014

Os suspeitos do costume


[5188]

E é isto. Para os socialistas, o voto é soberano. Desde que votem neles. Se assim não for, a porca torce o rabo. E todos sabemos do que é capaz de fazer um rabo socialista torcido, passe a ausência de um eufemismo. Solta-se-lhes a verve, têm imensos celulares para usarem as «redes sociais» e os sindicatos colaboram freneticamente.

Mais coisa menos coisa, o filme é este, mesmo. O socialismo ganha eleições, escangalha a economia ao mesmo tempo que canta as vacuidades do costume, depois vem a direita e lá vai remendando os estragos. Depois, o socialismo diz mais umas tretas, a direita perde-se em casos de corrupção e os fautores do homem novo e dos regimes impolutos voltam para escaqueirar a economia de novo, mesmo que se percam em actos de corrupção ainda maiores. E se a coisa aperta-se pede-se a um magistrado colocado na União que ralhe com os magistrados indígenas e, em casos mais mais primários e esquerdas mais jovens, expulsam-se juízes porque a justiça é cega e os juízes, às vezes, vêem demais. Mas são as corrupções boas e os eleitores têm que compreender que é assim. E se a coisa der demasiado para o torto, pede-se um resgate e «prontes». Portugal é mestre nisso.

Cada vez há menos regimes socialistas na União. Portugal (sempre nós) arrisca-se, em breve e possivelmente, a exibir um Sócrates qualquer ou um arrivista em estado de graça. Como os pobres nunca acabam (apesar de nunca antes terem vivido tão bem), é fácil fazer medrar a berraria do costume e colocar umas centenas de milhares de pessoas na rua. Depois passa tudo e vêm os do costume pôr as montras nas lojas, varrer as ruas e tratar os feridos. É o fado da direita.

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segunda-feira, setembro 15, 2014

Respirar melhor


[5172]

O Partido Socialista continua a alimentar o rol de condenações de antigos ministros (antiguidade recente) por coisas que indubitavelmente constituem uma conduta indecente. Ah! Mas o PSD também teve o Isaltino e o Dias Loureiro ainda aí anda à solta, será a reacção do socialista típico que se preza. 

Sabe-se da cumplicidade congénita dos socialistas, basta lembrar a recepção a Paulo Pedroso na Assembleia, as manobras e conluios de vários elementos da Justiça Portuguesa a propósito da cobertura a José Sócrates e da lógica muito própria que os enforma (tipo Alegre ficar furioso com a absolvição de um oficial do exército que o acusou de traição, ao mesmo tempo que ele, Alegre, chamava nazi já ao deputado europeu Rangel).

O que verdadeiramente me choca é a profusão de casos como o de Maria de Lurdes Rodrigues (aquela imponente criatura que transpirava seriedade e sentido de Estado) e a miríade de casos como este que andam e andaram por aí no consulado de Sócrates. Para não falar na maior demonstração de proselitismo que me foi dado conhecer ao longo do governo do filósofo de Paris, consubstanciado no conteúdo e na forma de jornais, televisões, blogues e afins.

Fica a sensação reconfortante que temos tido um governo isento deste tipo de malfeitorias. Terá as suas trapalhadas, incompetências, dificuldades de coligação mas, apareça quem diga que este tipo de venalidade em que o anterior governo se movimentava existe agora. Ah! E o Relvas? Perguntarão a Clara Ferreira Alves e o Pedro Marques Lopes, este último num dos seus habituais «desváiros» do «Eixo do Mal». Pois… parece que tirou um curso à pressa. Mas nem Domingo era.

Tenho de admitir que agora se respira melhor. Talvez por pouco tempo, eu sei… mas é a vida, como dizia Guterres, agora preparado para mais umas sessões de Vangelis pelas estradas portuguesas e umas tiradas em que nos manda a nós fazer as contas!


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quarta-feira, setembro 03, 2014

Intolerável


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Pensar que vale tudo e o exercício da negação do menor resquício de moralidade, como é o reconhecido caso de Ana Gomes, leva a duas possibilidades. Ou a criatura precisa de se tratar ou não precisa e revela-se, a cada passo, num exemplo acabado de um ser apócrifo a quem deveria ser negada qualquer relevância política. A começar pela comunicação social.

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quarta-feira, agosto 27, 2014

Especialistas


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Em 2012, era assim. Os socialistas gostam de, para além de pôr em marcha os seus preclaros planos, achar que a direita é basicamente estúpida. Depois de lhes passar a concupiscência pública lá vão vendo que «aquilo» não é bem como vem na cartilha e arrepiam caminho, como Hollande fez agora.

No meio disto tudo, o que me admira é Sampaio ainda não ter mandado um mail a Hollande a dizer que há vida para além do défice. Distraiu-se.

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domingo, junho 29, 2014

Agora sem futebol, voltam as excitações


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De repente a excitação centrou-se no encerramento de escolas. As almas progressistas enxameiam o Face Book, blogues e correlativos com notícias no mínimo letais para o ensino público. Até caricaturas e «cartoons» se fazem sobre o assunto. Curiosamente a excitação é recente, não me ocorre tamanha vibração quando o governo anterior começou a fechar escolas.

Mas o que verdadeiramente me pasma não é aquilo que normalmente apelido de orgasmos múltiplos socialistas. O Governo actual está a fechar escolas e dou de barato que esta rapaziada se excite convenientemente. O que verdadeiramente me irrita é ninguém se admirar pelo número elevadíssimo de escolas já fechadas. Parece que ultrapassam as 6.000. Portanto, de duas uma, ou alguém se lembrou de abrir 6.000 escolas que não faziam falta nenhuma, ou a quebra demográfica foi vertiginosa nos últimos dez anos ou as paixões socialistas são, como habitualmente, espúrias e levam-nos rectilineamente à ruína. Mas sobre isso ninguém parece reflectir. O que verdadeiramente irrita e preocupa as virtuosas almas socialistas são as escolas que Crato vai fechando, mesmo que esse fecho estivesse de há muito planeado. Repare-se no ar preocupado do homem da UGT, alguém que, certamente, percebe imenso de escolas.

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