terça-feira, novembro 10, 2015

Shame



A trafulhice dinástica do PS

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É hoje. Esta figura arrevesada, envolta num emaranhado de sentimentos e inseguranças que serão lá muito dele mas que não têm nada a ver com os superiores interesses dos seus concidadãos, irá hoje, muito provavelmente, assumir o cargo de primeiro-ministro de Portugal.

É reconhecidamente um intrujão, um exemplo acabado de má índole, sem escrúpulos. Passa por ser um político hábil que conseguiu levar a água ao seu moinho, mas eu não acho. Viu-se, sim, envolvido num momento puramente circunstancial e episódico e deixou-se arrastar por uma torrente de oportunistas que vêem na sua eleição a oportunidade da sua (deles) vida.

Este homem não me merece qualquer respeito e dele me ficará um amargo registo de memória de episódios de vida por que já passei antes mas que julgava definitivamente arredados da minha vida.

Desejo-te uma legislatura bem curta, António Costa. E que sejas remetido, rapidamente, ao cinzentismo e mediocridade da tua personalidade. E que da tua passagem pelo governo fique apenas um rasto imperceptível, tal qual uma mosca que afastamos da página de leitura com uma sapatada displicente.


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domingo, agosto 30, 2015

Mas o que disse Rangel de falso?


Um filme de terror


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Francisco Assis, assim de repente e, que me lembre, juntamente com Sampaio e Guterres, um dos três socialistas que se expressam em português com sintaxe escorreita, enervou-se porque Rangel fez um par de afirmações óbvias e que são do conhecimento geral.

Pergunto-me o que é que Rangel terá dito de falso quando singelamente perguntou se com um governo socialista estariam um ex-primeiro-ministro e o mais influente banqueiro português detidos e em investigação. O que é que isto tem de errado? É mentira? É especulativo? Um moderado esforço de memória leva-nos a um passado recente em que só um distraído não recorda um período de inaceitável pressão sobre o poder judicial e que espoletou situações espúrias como a libertação de Paulo Pedroso (e aquele indigno espectáculo de glorificação na Assembleia da República), a exoneração de magistrados que se permitiam agitar em demasia as águas turvas de Sócrates, a inutilização e proibição de uso de escutas comprometedoras e aquele posicionamento tandem de muitas personalidades em defesa de Sócrates e muitos dos seus sequazes.

Estou com Rangel. Uma coisa é a campanha de se estar contra tudo o que mexa, que é o que acontece quando se trata de Partidos que não têm mais nada que nos oferecer senão estar contra qualquer coisa, outra, bem diferente, é chamar a atenção das pessoas para FACTOS. Não para atoardas ou suspeitas, mas para factos. E factos são coisa que, tragicamente, o PS nos deixou em abundância, pelas piores razões.

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sábado, maio 09, 2015

Que ninguém se atreva... que o PS dá tau-tau


Clicar na imagem

[5250]

Angustia a constatação de que continuamos nas mãos de gente impreparada para assumir os destinos de uma nação com a honra e orgulho de ser quase milenária e de ser parte de pleno direito da União Europeia. Gente impreparada e, porventura, o que é pior, votada a desígnios caldeados em ideologias caducas, que manejam com os conhecidos tiques socialistas. Uns porque lhes estão nas tripas, outros porque aprenderam na cartilha que adoptaram como bíblia e que glorificam, veneram e acatam com a lassitude de um cachorro fiel.

Ainda não li a entrevista de Costa e, provavelmente, não lerei. Bastaram-me estes títulos do DN (ver na imagem a cima) para sentir que no fundo nada muda e que a catástrofe socrática está aí à espreita para daqui a poucos meses. Costa dá-lhe forma e usa-a como se fosse uma coisa boa. E em moldes que nos apouca e estupidifica. Dizer que ninguém pense em comprar mais de 49% da TAP ou, ainda, que ninguém se atreva a pensar na privatização da Carris ou do Metro contra a Câmara de Lisboa é um bom exemplo da génese trauliteira dos socialistas e da míope visão de liberdade com que, de resto, lidam mal, e enunciam por razões puramente estratégicas.

Para falar só da TAP, não há uma razão plausível para acreditar que o caderno de encargos não preveja medidas estratégicas, sem  risco de acabarmos com as rotas de África e América, para onde os aviões continuam a voar, como «caravelas ostentando a cruz de Cristo». Qualquer acordo seria estúpido em eliminá-las, mesmo sem caderno de encargos. Por outro lado, pela amostra, tenho fortes razões para acreditar que Costa não sabe sequer do que fala. Fala na TAP, porque sim. Provavelmente com a mesma ligeireza com que pôs um burro a competir com um Ferrari na Calçada de Carriche.

Insisto. Há uma cumplicidade muito grande da CS relativamente a Costa e ao PS. Não que me repugne o facto de uma jornal ou uma TV terem uma inclinação política própria. Acho até que o deviam manifestar abertamente. Mas isso não deveria ser razão para objectivamente esconderem, alterarem ou mentirem em favor do embuste permanente da maioria dos socialistas.

A. Costa, apesar de tudo, tem conseguido uma coisa extraordinária. Fazer-me aumentar o meu capital de simpatia por Seguro.

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quarta-feira, setembro 17, 2014

O Socialismo – sempre ele




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«…Para começar, o SNS de Arnaut funcionaliza os médicos e burocratiza a medicina. Sabe-se o que são os funcionários e burocracias em Portugal e o incrível sistema da Previdência salazarista está aí para o demonstrar…»  

«…Os defensores do SNS argumentam que isto não chega para garantir à população inteira cuidados gerais e gratuitos. E que para tanto é indispensável controlar e, a prazo, suprimir o sector privado, os chamados «latifundiários da medicina». E querem controlá-lo pagando a toda a gente pelo orçamento, retirando na prática aos doentes o direito de escolher o médico e pondo de pé uma enorme organização,em que mandariam como num regimento e que sofreria das lentidões e indiferença imagináveis…» 

Vale a pena ler este artigo. Sobretudo, reparar que Vasco Pulido Valente o escreveu em 1979.


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domingo, maio 26, 2013

Não nos precipitemos. Esperemos que Seguro «pinte»


[4905]

Jorge Sampaio, em excelente forma, reitera o seu estatuto de figura patética no meio político e no Poder nacionais. Basta que se esqueçam dele um bocadinho para se lançar numa das suas, repito, patéticas tiradas. Jorge Sampaio, na senda da vida para além do défice, despediu Santana Lopes, por razões que só ele saberá explicar mas que nunca o fez cabalmente aos portugueses, apenas e só depois de «encorpar» Sócrates, para usar o léxico que ele usa no Correio da Manhã. O resultado está à vista. Pelo que é injusto culparmos Sócrates sozinho de toda esta desgraça. O intelecto socialista, de que Sampaio é um lídimo representante, é objectivamente responsável pela alhada em que estamos metidos.

Agora Sampaio, não vá andarmos distraídos, acha que de novas eleições não vem mal ao mundo, desde que primeiro se «encorpe» a oposição. E eu pasmo com tamanha desfaçatez. Ou topete, como um dia disse Freitas do Amaral.

Aguardemos, pois, que Seguro «encorpe». Não nos precipitemos. No meu tempo (não, não estou a ser pago pelo anúncio do Continente) dizíamos que um rapaz «deitava corpo» quando começava a «pintar». Coisa que em português trivial corresponde ao aparecimento dos primeiros pelos púbicos. Esperemos que o «encorpamento» de Seguro aconselhado por Sampaio tenha um significado meramente metafórico e nada tenha a ver com o facto de Seguro já pintar ou não.
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quarta-feira, abril 17, 2013

Um medidor de maiorias


Seleccionei uma foto de Manuel Alegre. Mas depois lembrei-me que vi joje o primeiro vestido de alças, com o sol da Primavera. E achei que o post ficava bem melhor com um vestidinho de alças

[4892]

Estava a trabalhar, com a Tv em ruído de fundo. Umas passagens da entrevista de ontem de Manuel Alegre a Judite de Sousa chamaram-me a atenção e não pude deixar de ouvir, julgo que a propósito de Passos Coelho ter convidado Seguro para um encontro, que o PS é um Partido de diálogo (ele disse isto de uma forma mais avançada, qualquer coisa como o diálogo é uma forma identitária do PS, qualquer coisa por aí...) e, portanto, Seguro deveria (extraordinária esta usança paternalista dos mais iluminados) ir. Porque o PS é um Partido de diálogo... agooooora (está na moda este agoooooora) não lhe peçam é que vá contra as suas convicçõese contra aquilo que é correcto. Por outras palavras, dialogar sempre, desde que não seja contra o que pensam ou o que «acham». Ou seja os socialistas devem dialogar para dizerem o que pensam, que assim é que é e que eles é que sabem o que é correcto.

Mais à frente, Alegre, com o ar displicente com que tira um robalinho da Foz do Arelho, «acha» que este governo tem mesmo que sair. Porque tem maioria parlamentar mas não tem... maioria social. Independentemente de eu não saber bem o que é isto das maiorias sociais, presumi duas coisas. Que Alegre deve ter um qualquer medidor de maiorias sociais, porque ele sabe que maioria social já o governo não tem. E que nas próximas eleições a Comissão Nacional deveria ter duas urnas. Uma para o voto parlamentar e outra para o voto social. Nada de «misturanças».

Não há, definitivamente, pachorra para estes socialismos insolentes e em vias de fossilização.
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sábado, março 16, 2013

As aldrabices e a manha do costume


[4874]

Alguém se admirava com as razões das hienas se rirem muito. De quê? Perguntava esse alguém, que, salvo erro, era Raul Solnado? Pois se comem m… e carne putrefacta e copulam uma vez por ano, riem-se de quê?

Já a Helena Matos se admira com as tropelias da esquerda. Seja esquerda net ou sem net, porque a única coisa que muda são as moscas. Por mim, não me admira nada que a esquerda, net ou sem, se ria. No fundo ela faz o que sabe fazer melhor. Tramóia, mente, defrauda e não olha a quaisquer meios para atingir os fins, mesmo que, lá no fundo, ela saiba que os fins não valem dez reis de mel coado e não haja no mundo UM exemplo de sucesso do sistema, regime ou ideologia. A esquerda mente, aldraba e atrapalha toda a gente por duas ordens de razões. Uma porque lhe está no ADN, não há nada a fazer, outra porque sabe que o pode fazer impunemente, as sociedades excitam-se imenso e acham graça ao pensamento politicamente correcto e, factor não despiciendo, as mentes mais ladinas sabem que a instituição de um regime de esquerda traz-lhes incomensuráveis vantagens e mordomias.

Por mim, prefiro as hienas. Comem m…, carne putrefacta e copulam uma vez por ano, ou seja, reproduzem-se com parcimónia, e mantêm um lugar de relevo no equilíbrio do ecossistema. Já a esquerda…
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domingo, junho 24, 2012

Será preciso fazer um «croquis»?


Foto MyGovCost

[4671]

Há coisas tão clarinhas, tão fáceis de perceber, que acabam por se tornar demasiado confusas e a precisar de explicador. Pelo menos para aqueles que acordam de manhã a sonhar com a manhã do dia seguinte, cantando, bem entendido, ou com uma data de esquinas e em cada uma delas um amigo, e que Deus, na sua infinita misericórdia, lhes concedeu o direito e a nobre missão de zelar pela vida dos outros. Só pode…
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domingo, junho 05, 2011

Saúde



[4300]

Fim de pesadelo. Vai-se embora o responsável pelo período mais negro da nossa história após o 25 de Abril. Espatifou a economia, deu tratos de polé à decência e dignidade, foi um reconhecido enxovalho para todos nós internacionalmente e mentiu todos os dias. Uma personagem para esquecer. Rapidamente.

ADENDA: Uma vez mais as empresas de sondagens e a maioria da comunicação social portaram-se muito mal. Andaram a empatar com o tal empate técnico (há especialistas na matéria que acham que isto beneficiaria o PSD porque impulsionaria os seus militantes a ir votar, eu não sou adepto dessa opinião, acho que com estas habilidades se cria uma dinâmica de vitória, sobretudo quando se trata de Partidos com uma militância reconhecidamente mais activa)até já não terem outra alternativa, um par de dias antes das eleições, de mostrarem sondagens mais fidedignas. Pouco sério, é o mínimo que posso dizer.
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quarta-feira, maio 04, 2011

Sufoco



[4149]

Não conheço o critério de selecção de comentaristas e politólogos (o termo mais bem apanhado que me ocorre...) das televisões em geral e da SIC em particular. Mas colocar um tal de André Freire, a propósito da comunicação de Sócrates sobre o FMI, fazendo uma sessão de barata propaganda ao Partido Socialista e a não conseguir conter os seus azedumes sobre o CDS e o PSD não lembra ao careca. Ou melhor, lembra aos carecas que detêm o poder de decisão nestas coisas e não resistem em meter uma cavilha deste tipo sempre que podem. Como é o caso, flagrante, de António José Teixeira, na SIC.

Desta sessão valeu-nos a honestidade política e o discernimento do jornalista Gomes Ferreira para diluir a bílis do tal André. Sobretudo quando disse, preto no branco, que Sócrates e este governo deveriam ser responsabilizados pela sua acção danosa durante estes últimos seis anos. O silêncio a posteriore foi bem elucidativo.
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domingo, fevereiro 13, 2011

Insuportável


[4062]

Uma coisa é ser arguto, habilidoso, populista q.b. até, político (numa definição abrangente e tolerante sobre a transposição de algumas barreiras éticas em nome do que se passou a chamar ciência política), outra é ser José Sócrates. O actual primeiro-ministro, consensualmente tido como o pior primeiro ministro de sempre em democracia, extravasa tudo o que é admissível porque se revelou trapaceiro, mentiroso, politicamente desonesto, hipócrita, mal formado, trapalhão, oportunista e objectivamente responsável pela delicada situação em que este país aterrou.

Dificilmente se tolera mais este homem que de cada vez que faz ou diz qualquer coisa (e ele faz ou diz todos os dias) gera uma atitude de rejeição e intolerância por parte de todos aqueles que ainda sentem um módico de decência exigível a um primeiro-ministro e deparam com uma criatura deste quilate que não hesita em agredir a inteligência e a paciência dos portugueses com diatribes permanentes.

Esta última alocução de Sócrates sobre o PSD a propósito da moção de censura do BE ilustra bem o que digo e está em consonância fiel com a sua atitude matricial, devidamente acolitado por um grupo de sequazes igualmente pouco recomendáveis.

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quinta-feira, março 25, 2010

Esta gente não é séria

[3708]

Passam-se alguns anos sob a tutela socialista moderna na condução dos nossos destinos, ao longo dos quais o PS promoveu uma consabida acção pautada pela negligência, nepotismo, incompetência e uma repulsiva promiscuidade de interesses, caldeada num discurso populista e pouco sério para assegurar a manutenção dos votos e o resultado está à vista. Portugal é um país mal visto, desconfiável e merecedor das maiores cautelas na concessão de crédito, para não falar da recorrência de medidas excepcionais nesse domínio e que, necessariamente, agravam a vida dos pagadores de impostos. Ao mesmo tempo, os portugueses assistem quase incrédulos a uma das mais perfeitas manipulações de opinião, no sentido de preservar, proteger ou mesmo branquear acções condenáveis, no campo económico, social, político e judicial de algumas das proeminentes figuras do Partido no poder, promovendo e compensando formas de um repugnante proselitismo, dificilmente combatíveis.

Neste quadro, assistir a esta falta de vergonha, ouvindo um ministro das finanças produzir declarações deste género é de levar ao vómito. E mesmo de nos fazer temer sobre o que nos estará reservado num futuro bem mais próximo do que imaginamos.

Esta gente não é séria, não é confiável e está a comprometer o nosso futuro de forma rápida e assustadora.

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sábado, janeiro 02, 2010

A mensagem de Cavaco Silva


Sócrates em traje de domingo

[3561]


Numa empresa, o seu Conselho de Administração jamais produziria as afirmações que o Presidente da República usou na mensagem de fim do ano. Pela simples razão que antes dessas afirmações serem produzidas, os seus principais gestores seriam sumariamente despedidos. Num governo, não é bem assim. Nem o “administrador” tem poderes para actuar em conformidade, nem os gestores têm vergonha na cara para, com uma réstia de dignidade, se demitirem. Daí que, penso, estamos condenados a permanecer na penumbra a que este socialismo, devidamente consagrado pela Constituição e exercido pela mais calamitosa, incompetente e sistematizada equipa governamental de que tenho memória (nem Guterres, valha-nos Deus…) e inexoravelmente condenados ao fracasso e à ignomínia de sermos relegados para a cauda do pelotão dos países ditos ricos e desenvolvidos. Mesmo à beira de uma situação explosiva, como Cavaco claramente avisou.

O discurso de Cavaco tem indubitavelmente a virtude de ser claro e honesto. Mas depois ouvimos a reacção imediata dos seus adversários e percebemos que nada vai mudar. Esta gente não desarma, não desiste e lutará até ao suspiro final pela manutenção do desiderato que laboriosamente construíram e defenderam. Uns. Outros, continuarão a reagir como esta gaja. Só porque sim.


Mensagem de Cavaco, aqui.

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sexta-feira, julho 24, 2009

Yes! We can't


[3255]

Inspiração bebida aqui.
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terça-feira, março 10, 2009

O custo do socialismo está pela hora da morte

[3005]

Sistema de educação gratuito, portáteis gratuitos, material de ensino gratuito, sistemas fiscal progressivo, sistema de saúde gratuito para pessoas de baixos rendimentos, medicamentos comparticipados, habitação social, subsídio de desemprego, subsídio social de desemprego, rendimento mínimo, preços sociais da água, electricidade e telefone, electricidade e água subsidiadas para toda a população, subsídios às instituições privadas de apoio social, isenções fiscais para milhares de instituições sociais, reformas garantidas para todos, complemento de reforma para idosos, leis especialíssimas para apoio ao emprego jovem e ao emprego dos maiores de 55, código de trabalho que consagra o princípio do emprego vitalício, constituição que garante tudo e mais alguma coisa, incluindo o direito à habitação, educação, saúde e trabalho, dezenas de agências públicas de protecção do consumidor, leis anti-discriminação, licença de maternidade até 6 meses, abono de família, de nascimento e morte, transmissão da pensão de reforma para a viúva/viúvo etc etc

Nada disto impede situações de emergência social.

O Estado Social serve para quê, então?

João Miranda in Blasfémias
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segunda-feira, agosto 04, 2008

Alexandre Soljenitsin


[2617]

Devo a Soljenitsin as minhas primeiras incursões pelo universo do socialismo e da verdade dos comunistas. Dos amanhãs que se fartavam de cantar e do poder dissuasor da instrumenal comunista. Ainda muito jovem e com uma aflitiva ignorância política fui ouvindo as opiniões divididas. Dos que não duvidavam da verdade de Soljenitsin e dos que achavan que ele era um mercenário a soldo do imperialismo (ler este post do JCD). E foi lendo “O arquipélago” que fui percebendo o embuste e o crime, qualquer coisa me dizia que as coisas eram mesmo assim como ele escrevia. Mais tarde, naquilo a que passei a chamar de "aulas práticas" tive ocasião de observar “in loco” o corolário de Soljenitsin através da acção dos esbirros da União Soviética e dos muitos Camachos que fui encontrando pela vida.

Alexandre Soljenitsin faleceu domingo na sua residência em Moscovo. Fiquei a dever-lhe muito.


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quarta-feira, julho 02, 2008

A ministra irada


[2579]

Confesso que não fixei a estação. Enquanto deambulava pela casa na execução do rol de procedimentos necessários à chegada do trabalho, fui ouvindo, ontem, a ministra da saúde. Falava ela, num tom que soava a irado, sobre a assistência médica pública e privada. E avançava uma série de afirmações em tom de comício na festa do Avante. Coisas como, e cito de cor; "é no serviço público que estão os melhores médicos, os melhores serviços. Os melhores equipamentos". Ela, ministra, disse e ouvi em directo, "numa emergência, nunca (este "nunca" foi dito" num ar de "a reacção não passará") usaria o serviço privado mas sempre o serviço público".

Sendo claro que é consensual que os hospitais públicos portugueses têm melhores equipamentos que os privados, o que verdadeiramente me impressionou foi a sanha com que esta gente fala dos investimentos privados. Na saúde ou noutros sectores. Não percebo porquê, a não ser um posicionamento doutrinário que se aprende numa cartilha já puída pelo tempo e pela história e que defende e emula o sector público. Bom seria que pessoas com as responsabilidades que se exigiriam de um ministro do Estado tivessem opiniões mais sólidas e consubstanciadas em argumentos válidos, em vez deste blá blá blá blá do costume.

E já agora, senhora ministra, também seria bom que se informasse (ou, sabendo, o admitisse com a modéstia desejável nas pessoas de boa formação) da importância das empresas privadas na pesquisa e desenvolvimento da ciência médica. Para não falar na formação e actualização de milhares de médicos sobre o desenvolvimento da medicina, das práticas médicas, do aparecimento de novas moléculas, etc.. Com honrosas excepções ou alguns subsídios aqui e ali, gostava que a senhora ministra dissesse, por exemplo, o que é o sector público tem feito neste aspecto.

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segunda-feira, março 10, 2008

Zapatero, outra vez II


[2374]

Pela negativa: Zapatero vence as eleições e continuará no poder.
Pela positiva: o PSOE falha a maioria absoluta, o PP cresce e - especialmente relevante quando comparado com a deprimente situação portuguesa - a extrema-esquerda espanhola é praticamente esmagada.

André Azevedo Alves in Insurgente

A situação portuguesa não poderia, realmente, ser mais deprimente. Porque mais grave que o facto de a extrema-esquerda estar a dominar a cena política e social portuguesa é a instituição de uma dinâmica absurda de interesses pessoais e de classe.

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terça-feira, novembro 06, 2007

Desfaçatez

[2125]

Dêem-lhes baixa
O Governo Sócrates não desilude. Como sempre se suspeitou, tem demonstrado de forma esplendorosa a imensa cabotinice da sua (digamos) estratégia para atacar os males nacionais. Não há sector, departamento ou secção onde não queira intervir, nem onde falhe ou a estupidez explícita ou a bizantinice inútil. O mais engraçado é quando se atropela a si próprio na "promoção dos motores de desenvolvimento da economia". No caso da funcionária pública, doente e fisicamente inapta para sequer cuidar de si própria, até os outros funcionários da Junta de Freguesia assinalaram o óbvio: "ela, aqui, até nos empata".


Diz a
Lolita. Dificilmente se diria melhor. Comparável, apenas a desfaçatez como o Governo Sócrates vai apontando os grandes males da economia portuguesa, desfiando erros trágicos que eles próprios, enquanto governos foram cometendo. Se não fosse trágico seria, no mínimo, hilariante. Acresce que a enumeração desses erros é feita com a expressão severa do mestre-escola disposto a meter as criancinhas na ordem. Ainda ontem, no Prós e Contras, o ministro das finanças deu disto um bom exemplo.
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terça-feira, outubro 16, 2007

Trágico



[2087]
Mais grave que ainda haver “disto” é o facto de ainda haver quem, entre dois wiskies e uma voltinha de Hommer, ache que assim é que está bem.

Vídeo encontrado no 25 centímetros de neve, com a devida vénia
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