quarta-feira, setembro 03, 2014

Intolerável


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Pensar que vale tudo e o exercício da negação do menor resquício de moralidade, como é o reconhecido caso de Ana Gomes, leva a duas possibilidades. Ou a criatura precisa de se tratar ou não precisa e revela-se, a cada passo, num exemplo acabado de um ser apócrifo a quem deveria ser negada qualquer relevância política. A começar pela comunicação social.

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domingo, junho 12, 2011

Os meandros da homofobia



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Eu não sei se Paulo Portas é gay, hetero, bi, tri, ou sofre de sinusite. Mas sei, não sou cínico, que sobre ele de há muito corriam algumas histórias que tinham a ver com o facto de ele ser homossexual. O tempo passou e a consistência dos boatos ou verdades foi-se esboroando e qualquer pessoa minimamente estruturada se estava mesmo nas tintas para o assunto.

Mas Ana Gomes iniciou a sua série de diatribes. Maldosas, pérfidas e muito provavelmente mentirosas. Misturou alhos com bugalhos, homossexualidade com submarinos, pedofilia com sentido de Estado, misturou uma data e coisas e patenteou ódios, angústias, raivas e o mais que lhe for pela alma e pelo corpo e, a partir daí, terá conseguido aquilo que provavelmente mais lhe interessaria. De repente, parece ter-se tornado óbvio, para os mais distraídos, que Paulo portas é gay. Um caso adquirido. E isso parece ser um desiderato que serve os propósitos de Ana Gomes. O homem é «bicha» e a dignidade do Estado tem de ser salvaguardada. Porque, no meu fraco entendimento, é disso mesmo que se trata.

Ana Gomes vem agora dar emenda ao soneto e diz que não é homofóbica. Eu acho que é. Mas isto sou eu a achar. Quem sou eu para o afirmar? A verdade é que bem lá no fundo (ainda que não me perca de vontades por ir ao fundo de Ana Gomes) o caso de Ana Gomes lembra com facilidade a velha história do bêbedo encostado ao candeeiro e que grita: - Eu não estou grosso.

Eu não sei dos gostos e orientação sexuais de Ana Gomes. Mas de uma coisa estou certo. Se alguma vez isso me interessar (campo onde as probabilidades me parecem ser nulas), posso garantir que me é totalmente indiferente de quem ou do que é que ela gosta. Se é que ela gosta de alguma coisa ou de alguém. Mas isso, reforço, a ser o caso, é um problema inteiramente dela.
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quarta-feira, junho 08, 2011

Já cansa...




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Não concordo com Assunção Cristas. Ela diz que as declarações de Ana Gomes são inqualificáveis (ouvir aqui, mas recomendo uma provisão antecipada de kompensan), mas eu acho que são de fácil qualificação. Que só não desqualificam Ana Gomes porque de há muito que ela se desqualificou através de uma dificilmente qualificável conduta, mas que qualquer pessoa minimamente qualificada consegue qualificar, remetendo-a para padrões de qualidade de há muito qualificados como abjectos.

Por mim acho que não é de perder tempo com... semelhante criatura (ia a dizer inqualificável criatura mas, repito, a sua qualidade é de fácil qualificação). Só me admiro é com o espanto que esta mulher consegue ainda causar (já agora, tentando dar um pouquinho de qualidade ao post) às pessoas. Acho que é mais curial estabelecer esta inelutável verdade sobre a dificuldade tremenda que grande parte destes socialistas, e já o referi inúmeras vezes aqui neste modesto blogue, tem de conviver com a liberdade e pluralidade de ideias e expressão. Acresce que as Anas Gomes que pululam no universo político português têm um perder tão mau como a sua índole, sempre que acham que os meios a que recorrem justificam sempre os fins que lhes convêm e almejam para as causas deles.

Os exemplos sucedem-se. A todo o momento estas criaturas dão mostras de se considerarem iluminadas por um facho divino que lhes garante a prerrogativa de cuidarem dos rebanhos. São assim uma espécie de messias auto-proclamados e de génese sebastiânica e que vão, ainda assim, conseguindo algum suporte popular. Por mim estou cansado destes exemplares. Chateiam, massacram, embaraçam, atrapalham, irritam, sobretudo quando perdem... mas nada disto seria importante se não fossem causa próxima das nossas desgraças – frequentemente na observância egoísta dos benefícios das causas deles. Repito, estou cansado. Ando a apanhar há cerca de três dezenas de anos com estes exemplares e a eles devo muitos dos problemas da nossa sociedade. Quanto mais não seja porque nos intervalos da descarga de bílis e do cultivo dos seus imensos egos se vão entretendo a escaqueirar a economia e o prestígio do meu país. Têm sido sempre assim os ciclos socialistas desde o 25 de Abril. Dão corda aos sapatos, gastam-nos e cambam-nos a seu belo prazer e depois lá têm que vir os outros colocar meias-solas. Já cansa.
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