quarta-feira, maio 25, 2016

Pois...

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Vem-se agora a saber que o ministro da educação beneficiou de bolsas de estudo que lhe permitiram o acesso a universidades dos EEUU, Reino Unido e, salvo erro, até em Espanha.

As pessoas admiram-se, primeiro, e indignam-se depois com a desfaçatez e hipocrisia com que ele se comporta agora perante o modelo de educação que preconiza, promove e patrocina no seu consulado ministerial. Não vejo bem porquê. Este Tiago Rodrigues é um exemplo acabado do miúdo mimado, de ascendência progressista e correcta que acha ser predestinado para monitorizar o homem novo no tempo novo que temos de ser e a que temos de pertencer.

É uma situação frequente no Portugal de hoje, daí os grupelhos folclóricos que, sem saber bem como, se alcandoraram ao poder e se dedicaram à série de diatribes a que temos assistido e que nos levará, de novo, a uma situação económica insustentável e a uma acelerada erosão do prestígio que recuperámos em tempos recentes.

Também aleija verificar que com tantos doutorandos no exterior, às nossas custas, continuamos a ostentar aquela matriz parola e pesporrente que, ao que parece, nos acompanha, fez ontem 873 anos.


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segunda-feira, maio 02, 2011

Palcos decentes e palcos rasteiros




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A hipocrisia é um defeito de carácter. Todavia, é consensualmente aceite que a hipocrisia política não é bem um defeito, é assim uma espécie de vertente da actividade política e, como tal, aceite por força do conceito de que a nobreza dos fins justifica a fealdade dos meios.

Mas este homem é hipócrita tout court. Rasteiro e mal formado. Por acaso ouvi a sanha com que ele afirmou na escola secundária Hortênsia de Castro, em Vila Viçosa, em mais um passo da sua despudorada campanha eleitoral que «se estes investimentos, na escola pública, são desnecessários e sumptuários, pergunto onde é que o líder do PSD quer investir. Talvez na ignorância?»

Por acaso, os filhos de Sócrates, Eduardo e Miguel andam em escolas privadas, no Moderno e na Escola Alemã e as filhas do «líder do PSD» andam em escola pública. Mas isso o que interessa? Interessa é o palco. Só que há palcos decentes e palcos rasteiros. Sócrates não se revê nem movimenta bem nos primeiros. É nos segundos que ele se movimenta melhor. Grave, grave, é a «coisa» funcionar...
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quinta-feira, julho 23, 2009

Santidade


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Por acaso aprecio os homens com a hombridade e decência para afirmar que não são nenhuns santos. Prefiro-os, de longe, mas de muito longe, àqueles que se couraçam num moralismo superior, na ética politicamente correcta e, frequentemente, prenunciadoras de muito probleminha mal resolvido. Para além de que com tanta moral acabam por se asfixiar na atmosfera fétida das suas próprias idiossincrasias.

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terça-feira, maio 08, 2007

O doce sorriso da hipocrisia




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Duplicidades: tivesse a extrema-direita em qualquer país europeu, ou em todos juntos, incendiado centenas de carros e provocado motins políticos anti-democráticos contra um resultado eleitoral, e havia um clamor gigantesco. Onde está sequer um pequeno clamor, um fiozinho de clamor, um esboço de indignação, uma pequena preocupação? Em lado nenhum. Repito o que já disse: o discurso do "políticamente correcto" não pode incorporar a violência da extrema-esquerda, mesmo quando ela é absolutamente evidente.E de passagem, de novo a RTP: no noticiário das 13.00, Sarkozy que foi descansar para Malta, aparece como se tendo "refugiado" (sic) em Malta na sequência dos motins...

Pacheco Pereira, no Abrupto.


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sábado, abril 14, 2007

Como seria?



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O que é que aconteceria se um urbano europeu ou norte-americano dissesse que a única forma de acabar com a histeria destes animais que se andam a explodir por aí era matá-los todos, em nome de Deus e na graça da Santíssima Trindade? O que diriam os suspeitos do costume? Que diriam mesmo os arautos das virtudes evangélicas, os “assim uma espécie de padres Melícias” que se saracoteiam por ai a cumprir os caminhos tortuosos (em pecado, valha-lhes Deus, em pecado…) do politicamente correcto ?

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