sábado, agosto 12, 2017

Conversa de xaxa, p’ra boi dormir



Costa mandou a ministra assegurar o combate aos fogos enquanto ele vai para Montemor-o-Velho acalmar a população sobre as cheias no Inverno, que já não vão ser cheias porque ele... pois

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Quando um país reúne condições legais para ter um fulano deste calibre como primeiro-ministro, mesmo tendo sido preterido pelo voto popular, é legítima uma introspecção sobre que país somos e sobre quem somos.

Costa não é estúpido. E nem sequer é hábil, como sói dizer-se na nossa estuporada comunicação social. Está longe de ser hábil. Pelo contrário é tosco, bronco, inculto e de má índole. O que Costa consegue é um discurso que continua a colar numa sociedade vincada por longos períodos de continuado adestramento ao Estado que tudo faz, protege e promove em benefício dos cidadãos.

Infelizmente a revolução de Abril, salvaguardada a liberdade de, por exemplo, eu estar a escrever isto sem ir preso ou lançado no desemprego, tem agravado este desiderato, através do qual se explora esta faceta popular, por via da concessão de ridículos benefícios (custeados por elevadíssimos impostos indirectos e carência de meios em sectores fundamentais da nossa segurança e bem estar) e de uma retórica adequada, com base num processo de infantilização confrangedor. Isto é criminoso e repulsivo.

Costa, que não é hábil mas também não é estúpido, sabe tirar proveito deste fenómeno para se eternizar no poder, qualquer coisa que, no fundo, tem muito de Maduro, Chávez, Castro ou Morales. De tal maneira que não hesitou em deitar mão de inescrupulosos agentes da chamada Esquerda, para manter uma consuetudinária actuação, mantendo e nutrindo os costumes e natureza da nossa sociedade, o que lhe permite vir papaguear, com sucesso,  inanidades deste género, como se verifica no vídeo. Costa sonha manter-se no Poder, principalmente porque fora dele não há nada que se pressinta que ele saiba fazer a preceito. E o Poder afaga-lhe o ego e, já, agora, o proeminente ventre.

Numa altura em que meio Portugal arde, com auto-estradas cortadas, gente a dormir em instituições sociais, gente destituída de bens materiais e, mais grave, que perderam familiares mortos por via da mais atabalhoada desorganização que, tudo indica, poderá ter origem numa descarada acção de proselitismo na Protecção Civil e outros centros de controle, Costa aparece com um punhado de comparsas a anunciar o desassoreamento do Mondego, para prevenir… as cheias do Inverno (ver vídeo). É lastimável, amoral e absolutamente cretino. Independentemente do mérito de se desassorear o Mondego naquela área que, por acaso, conheço bem, ali bem perto de Montemor-o-Velho.

Esperemos que na época das cheias não ande toda a gente a desassorear o rio e falte alguma para limpar as sarjetas lisboetas (embora Costa tenha dito em 2014 que não havia solução para as cheias de Lisboa), mas contemos que lá para Dezembro ou Janeiro, Costa é bem capaz de aparecer em Pedrógão para avisar os cidadãos que temos de começar a pensar nos incêndios de Verão, enquando o Medina anda de fato-macaco a desobstruir sarjetas em Alcântara. 

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terça-feira, fevereiro 19, 2008

Prós ha ha ha e ha ha ha Contras ha ha ha ha



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Foi impressão minha ou as graves consequências de uma noite de chuva na capital (incluindo um morto e um desaparecido, para além de avultados prejuízos matérias) foi o mote para uma sessão de galhofa no Prós e Contras de ontem? A apresentadora estava imparável e a juntar à sua habitual mania e irresistível necessidade fisiológica de não deixar falar ninguém, juntou ao cardápio uma espécie de humor (discutível) com umas pinceladas daquilo que ela achou deveriam ser umas ácidas críticas à acção de autarcas, governantes, construtores e especuladores. Fátima Campos Ferreira indagava, comentava e, realmente, criticava com aspereza, e um sorriso nos lábios de quem "a sabe toda", todos aqueles que ela acha que são responsáveis pelas desgraças da desordem da capital, sempre que chove qualquer coisa.

Foi… chato. Primeiro porque Fátima não tem graça nenhuma, apesar de que cada vez que ela dizia uma gracinha, a assistência ria imenso e ela não proibia as palmas, como costuma fazer. Depois porque não me pareceu (confesso que não vi tudo) que alguém tenha tocado nas verdadeiras razões pelas quais de cada vez que chovem uns pingos Lisboa se torna caótica. Ainda por cima estava lá o senhor Ferreira, aquele senhor careca da Quercus que todos os dias me diz na televisão para desligar o aquecimento e pôr uma mantinha, que a coisa melhor que lhe ocorreu foi dizer que a nova ponte vai trazer mais carros e isso não pode ser, este homenzinho quer toda a gente a andar a pé e de autocarro. Por causa das partículas, do efeito de estufa, da energia e mais não sei quê. Esta gente adormecerá a pensar nestas coisas?

Tudo junto e somado, sinto já um certo embaraço com este espectáculo, cada vez que chove por umas horas em Lisboa (porque é disto que se trata). Em muitas capitais europeias chega a chover semanas seguidas e nada disto acontece. Porque será?

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