quinta-feira, setembro 15, 2016

A festa, a festança e a Constança que ri



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A geringonça vestiu a roupa da Constança e fez da abertura do ano lectivo a respectiva festança. Para além da parolice de fazer de qualquer acto normal uma festa, que é o que a geringonça vem fazendo, o que me leva a suspeitar que aquela gente precisa mesmo de ajuda profissional.

Infelizmente, e falo pela área da minha residência, a escola pública não deve ser da malta, porque não salta ao ritmo da festança. Nem mesmo com as gracinhas do malcriado Costa quando diz piadas que metem pokémons. E não salta porque pelo menos em duas das escolas, os pais foram hoje avisados (avisados, sim) pela directora de agrupamento (que eu não sei bem o que é, mas deve ser uma pessoa que manda num grupo de escolas) e a chefe de turma (que deve ser uma professora que manda numa turma, no meu tempo era um de nós que o fazia, mas ou as exigências subiram ou a competência dos alunos baixou...) de que a alimentação ia ser má e pouca, porque a situação, como todos devemos saber, está má, há pouco dinheiro e as dificuldades são muitas. Algumas das disciplinas ainda não têm professoras mas devem estar ai a rebentar. E, finalmente, pede-se aos pais que instilem nas crianças um sólido sentido de compreensão pela situação, mas as dificuldades estão aí e temos de saber lidar com elas.

Que me conste ninguém disse que a culpa era de Passos Coelho, mas fica a esperança de que ainda venham a dizer e que à festança da geringonça Constança chegue um raio de sensatez que, pelo menos, pare com esta cena degradante de fazer de tudo uma festa, mesmo quando a situação é aviltante. Como este exemplo de se avisar que a comida vai ser pouca e imprestável.

Hoje, a festa tem a ver com a saúde, acho que faz anos. A saúde. E é assim que o conselho de ministros vai dizer as vacuidades do costume e os repórteres vão noticiar imenso o grandioso acontecimento. Já começaram, porque o Costa apareceu ali com o sempiterno sorriso que prenuncia os grandes (e os pequenos) acontecimentos.


Sinto-me afogado no meio esta gente.


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segunda-feira, março 31, 2014

Hieiiiiiiiiii…iupiiiiiiii


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Há pouco tempo correu por aí uma curta entrevista do actor norte-americano Morgan Freeman, em que ele afirmava que a melhor maneira de combater o racismo era ignorá-lo. Tipo, quanto menos se falar no assunto, mais eficácia se ganha na sua erradicação.

É curioso que sejam os grandes porta-estandartes da paridade a esganiçarem-se no pregão da vitória de Anne Hidalgo na câmara de Paris, façam a festa, deitem os foguetes e corram em histeria a apanhar as canas. Afinal, o que há de estranho numa mulher ganhar um município? E socialista, ainda por cima… não é normal uma mulher socialista ganhar uma eleição qualquer? É que com tanta procissão a propósito, um dia o andor acaba por cair.

Pior que os zelotas da paridade só António José Seguro, mesmo, que até se atrapalha no verbo, com medo de não dar a devida salvaguarda ao merecimento do género. Ainda ontem ele dizia, titubeante (não me contaram, eu ouvi): A todos …e a todas… os candidatos… pausa… e as candidatas do PE, etc., etc. Já deprime. Não bastava a mistela do AO, ainda tínhamos de «apanhar» com isto do todos e todas, portugueses e portuguesas…

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