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Portantes, o número de jovens que é mãe quer dizer que isto vão haver menos bébés, e além disso eles nassem com muitas menos gramas que o costume, quinda agora a minha sobrinha nasseu com três quilos e trezentas e eu ainda onte me lembro de ouvir um jornalista do Público preguntar a um colega: - Então tu ouvistes dizer que o ano passado houveram menos bebés? E não ficas-te ademirado?
Resultado é que o melhor é mesmo a gente não esperarmos mais. Rezaide para que começardes a fazer crianças, fazendo sexo como Nosso Senhor e o Cardeal Patriarca mandarão, ou seja não useides perzervartivo e os filhos reproduzirão-se-ão.
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Há uma rubrica no «Bom dia Portugal» chamada de «Bom Português». Ver a RTP, provavelmente a estação televisiva que mais efeminou o s.m. grama, a perguntar aos transeuntes se se diz trezentos gramas ou trezentas gramas, não lembra ao careca. E proporciona uma boa risada.
Mais vale dizer que não nos gramam!
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[3885]
Cristina Fangueiro, actual directora da Casa Pia, pode ser tudo menos enfática. É reparar na frase do título acima e perceber como há gente asmática, uma doença respeitável e que apenas cede a paliativos e outra … «pleonasmática», que não cede a coisa nenhuma, quando muito cederia a um desejável provedor da língua portuguesa que se entretivesse a corrigir as figuras públicas, com responsabilidades mediáticas e que fazem da língua um relvado e da gramática uma bola.
Reiteradamente me afirmo, outra vez e reiteradamente volto a repetir, que me choca esta gente que fala e que reiteradamente não faz a mínima ideia do que está a dizer…
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[3856]
A tropa já não é o que era. Aquelas fardas brancas, ataviadas de condecorações e símbolos e galões dourados infundiam o respeito devido à instituição. Mesmo nós, oficiais ou mesmo sargentos milicianos, fauna menor de um grupo de voluntários à força, concedíamos uma deferência genuína a quaisquer galões acima das três tiras douradas horizontais, o que equivalia a dizer que a partir de major era esperável lidar-se com gente da Academia Militar, gente estudada e razoavelmente culta, sobretudo numa altura em que as circunstâncias determinavam que quem tivesse pelo menos o acesso à faculdade pudesse ser oficial miliciano.
Mudam-se os tempos, quiçá as vontades, não mudam os galões, mas muda com certeza a formação de muitos oficiais. Só assim consigo entender que um tenente-coronel (uma larga e duas estreitas, lembro-me bem…), de dentro da sua imaculada farda branca e reluzente de galões e dourados correlativos, diga repetidamente «póssamos» à RTP, numa entrevista sobre os fogos que assolam o país. Eu sei que não é a gramática que apaga fogos, a coisa vai mais com água, mangueiras e aviões (meios aéreos, siga-se a ladainha), mas o busílis é que uma má gramática torna sempre desconfiável a competência e as capacidades de quem lidera situações de risco e emergência. Isto pode parecer um preciosismo, mas não é. Para decidir bem é preciso pensar bem, pensar sem erros. Para que «póssamos» todos ficar mais descansados. «Tênhamos» fé, que o homem da Fenprof e o senhor Albino da Comissão de Pais, através da boas práticas (esta das «boas práticas» concorre decididamente para destronar o «é assim») da educação, «há-dem» de contribuir definitivamente para que os tenentes-coronéis passem a ter uma esmerada educação
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[3805]
Ontem vinha para a casa e na rádio (TSF) ecoava a ressaca dos 7-0 à Coreia. É claro que à euforia do momento, e assente a poeira, começaram a surgir os cientistas do pontapé na bola a balizarem o feito, sendo que uma das questões tratadas era a linha clara que alguns dos nossos críticos estabelecem entre o que chamam uma selecção pura e uma selecção descaracterizada (sic). Ora este «descaracterizada» só pode referir-se a Deco, Pepe e Liedson que são de origem brasileira. Um dos puristas, por exemplo, repetia à exaustão que ontem, até aos 4-0, TODOS os jogadores eram exclusivamente de origem portuguesa.
Alguém explique a estes puristas que há leis de nacionalidade e estas, como quaisquer outras, deverão ser observadas na pureza da sua substância. Um cidadão tem ou não tem condições para ser cidadão nacional. Se não tem… paciência. Se tem, tem e as dúvidas terminam ali. Um cidadão nacional é um cidadão nacional. Vota, tem os direitos e os deveres de um cidadão nacional e, entre outras coisas, o de representar a selecção nacional. Talvez não fosse mau, igualmente, explicar a estes puristas que nem sempre é aconselhável esmiuçar muitas gerações acima, não vá a pureza da nacionalidade ser inquinada com algumas surpresas mais ou menos desagradáveis.
Isto é uma atitude típica de alguns (muitos) portugueses. Fazemos um escarcéu desgraçado se se identifica um ladrão ou um «hikacker» pela sua etnia, aqui d’el rei que somos um bando de racistas. Chega-se ao pontapé na bola e é isto. Há lugar para questionar a pureza das origens dos jogadores da selecção. Não dá para perceber… ou dá, que nestas coisas de nos percebermos a nós próprios somos peculiares, ou seja, ninguém percebe ninguém e todos achamos que todos têm obrigação de nos perceber. A nós, pois «atão».
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[3786]
Eu tenho uma empregada moldava que fala razoavelmente português. Anda zangada porque o namorado comprou uma vulvozela (sic) e ela não gosta, diz que soprar na «vulvozela» faz muito barulho, vibra-lhe os tímpanos e faz mal aos ouvidos. Estive quase para lhe dizer para ir ao médico, talvez fosse a tensão, talvez fosse nervoso, talvez hipersensibilidade dermo-estética-erógena mas achei que não devia. Mesmo assim ainda disse que tínhamos de entender que a vuvuzela era um instrumento de sopro que… pois, mas ela insiste que viu um jogo na televisão passado na A. do Sul e que o barulho das «vulvozelas» era ensurdecedor e não deixavam concentrar no jogo.
Resolvi deixar a coisa, para não baralhar mais a pequena. E se o namorado «vulvazelar» muito ela tem mais é que fazer coro e «vulvazelam» os dois
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[3726]
Agora que o barulho das luzes se vai esvaindo e começam, aqui e ali, a surgir as primeiras dissonâncias (a primeira é de que a mulher de Passos Coelho, “afinal”, tem um arzinho de dona de casa, seja o que for de pejorativo que a frase possa encerrar…) e com licença de “Vocelências”, vou-me ali sentar com a Joana e esperar um bocadinho, também. Uma atitude meramente prudencial.
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