terça-feira, abril 13, 2010

Prudencial, está bem de ver

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Agora que o barulho das luzes se vai esvaindo e começam, aqui e ali, a surgir as primeiras dissonâncias (a primeira é de que a mulher de Passos Coelho, “afinal”, tem um arzinho de dona de casa, seja o que for de pejorativo que a frase possa encerrar…) e com licença de “Vocelências”, vou-me ali sentar com a Joana e esperar um bocadinho, também. Uma atitude meramente prudencial.

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sexta-feira, março 05, 2010

Depois queixem-se...


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Há uma estratégia evidente na abordagem de todos os assuntos que, de uma maneira ou de outra, poderão fazer oscilar a opinião pública contra figuras ou factos desfavoráveis ao governo, ao Partido Socialista e, em última análise à figura que, sem saber bem como nem porquê, se tornou peça fulcral neste fenómeno – Sócrates, ele mesmo.


A forma cirúrgica como a prestação de Rangel (indubitavelmente menos feliz que o expectável) nos debates com Passos Coelho e Aguiar-Branco tem sido escalpelizada pelos media em geral e pela socrática em particular é um exemplo vivo disso mesmo. Uma escolha cuidadosa, todavia devidamente enfatizada, dos momentos mais titubeantes, das expressões menos felizes, das hesitações e de expressões faciais que denotem algum embaraço tem sido a imagem de marca das reportagens que respigam aquilo que se pretende mostrar como o todo da prestação de Rangel.


É uma prática deplorável, muito cínica, muito socialista e na qual, infelizmente, o PSD parece estar alegremente, a alinhar. Depois queixem-se…


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quinta-feira, janeiro 21, 2010

Os tipos do PSD são uns chatos



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Eu pensava que já estava curado, mas acabamos sempre por ceder a uma pontinha de nostalgia dos fóruns da TSF (quando mais não seja para ouvir a Sinapse roer-se de saudades a partir de NY City). Daí que tenha saído de casa a ouvir o fórum até chegar ao escritório. E foi divertidíssimo. Fez-me lembrar os festins dos gauleses de Uderzo e Goscinny, aquela imagem do Obélix a devorar um javali, já com as costelas descarnadas. Na circunstância, no fórum o javali era o PSD e os mastigantes, uma colecção amestrada de comentadores, politólogos, especialistas em PSD’s e ouvintes afinados pelo diapasão socialista. E foi um fartar vilanagem.

Gostei particularmente da ideia que rapida e consensualmente se gerou no programa de que a periclitante situação em que este país se encontra se deve não à estultícia, incompetência e desonestidade política (e, em alguns casos, mesmo sem ser política) do governo que temos, formado pelo Partido que insistimos em votar, mas sim ao facto de o PSD não se entender, do PSD continuar entregue ao baronato (versão subdirector do DN…), de o PSD se digladiar em lutas intestinas e estar mais interessado em discussões estatutárias do que na resolução dos problemas nacionais. Ah! Claro. E de Ferreira Leite se ter fragilizado com o anúncio da não recandidatura. Quem a mandou fazer aquele disparate?

Diagnóstico final no fórum. A «choldra» não avança porque o PSD não deixa. Deixasse o PSD e compenetrasse-se ele da sua responsabilidade de maior partido da Oposição e o PS conseguia governar. Assim, não dá. Os tipos do PSD são uns chatos. Nem governam… nem saem de cima! Pouca sorte a nossa de termos um bom governo que quer governar e uma Oposição da treta, que não deixa!

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quarta-feira, agosto 05, 2009

Grrrrrr


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Espanto-me com o bruaá que domina o momento blogoesférico pelas escolhas de MFL, para as listas do Partido. A exclusão de Passos Coelho e a inclusão de Pacheco Pereira são os pontos altos dos patrulheiros de serviço, tão céleres na crítica como sinuosos na forma como a fazem. Há blogues colectivos com dezenas de pequenos posts e apontamentos sobre o facto, cada um com os argumentos mais diversos e anunciando desde já morte do PSD, pelo desplante da presidente.

Por mim, que não morro de amores pelo estilo e falta de jeito da senhora para lidar com o meio social, ocorre-me apenas questionar para que servirá ser-se presidente seja do que for se não para, exactamente, exercer as prerrogativas emergentes do mandato para que foi legitimamente eleita. Para além de que gostaria que me explicassem melhor a obra de Passos Coelho, nos intervalos das suas leituras de Sartre, no Partido. Quanto a Pacheco Pereira, parece que o busílis reside nos ódios que suscita. Há quem tenha ódio a Pacheco porque acha que ele suscita ódios, coisa que, como se sabe, é muito feia para a democracia, sobretudo quando os ódios relevam de verdades inconvenientes que Pacheco Pereira aponta com frequência a muito boa gente.

Ferreira Leite, enquanto presidente do PSD pode e deve escolher quem entender para as listas de deputados. E quem não gostar que se vá embora, ou espere pelo próprio congresso e ponha a presidente na rua através do seu voto. Assim é que é. Quanto às críticas dos patrulheiros do costume, seria bom que elas fossem aproveitadas em questões quiçá bem mais delicadas e escandalosas do partido do governo que, justiça lhe seja feita, continua a ser imbatível na forma como passa incólume por elas.
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quinta-feira, junho 18, 2009

Ó Rangel, aquilo em Estrasburgo está sempre a chover...


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Palavra de honra que não sou pessoa de me impressionar assim às primeiras impressões seja com o que for. Mas a verdade é que depois de um tempo em que me habituei a ouvir Rangel no Parlamento ou em campanha, cair-me de chofre Aguiar Branco, como ontem na moção de censura, esgrimindo verbo com o Grande Líder, me fez despertar o desejo secreto que Rangel se dê mal por lá, que aquilo está muito perto da “couve” (*), e volte depressa. De preferência antes de Outubro.

(*) termo sujeito à devida vénia e direitos de autor da minha querida amiga Carlota
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terça-feira, maio 05, 2009

Não é fácil...

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Enquanto personagens ilustres antecipam e discutem as virtualidades de um Bloco Central e vêem, por isso, as suas opiniões projectadas e reverencialmente glosadas, já Manuela Ferreira Leite, que verdadeiramente nunca chegou a afirmar tal coisa, é executada em praça pública por força de ter alegadamente colocado mais um prego no caixão do PSD.

As manifestas dificuldades de comunicação de MFL são indubitavelmente um forte handicap na sua relação com o eleitorado. Mas temos de convir que dificilmente se resiste à sanha permanente com que esta mulher é tratada na comunicação social. O episódio burlesco de se afirmar que o êxito de Rangel nas europeias seria um cartão amarelo à líder social-democrata (um artigo inominável de Francisco Almeida Leite) é disso uma prova cabal.
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quarta-feira, abril 15, 2009

Habituem-se


[3063]

Ferreira Leite fez bem em confirmar Paulo Rangel para cabeça de lista às europeias. Além, de se tratar de um político que se tem salientado pela sua competência e, até, brilhantismo, no combate parlamentar, Manuela fez o que lhe competia. Mostrar aos "especialistas" que pululam no Partido que é ela quem manda. Mal iria Manuela se de cada vez que tem tomar uma decisão tivesse de seguir a orientação e pareceres dos “técnicos” que, entre uma evocação peregrina a Sá Carneiro e um pseudo peso curricular no Partido, acham sempre o que se deve fazer e se convencem da indispensabilidade da sua opinião. Normalmente em sentido contrário ao da líder.

Por isso, mesmo que haja melhores candidatos, Manuela fez bem. É tempo das costumadas estrelas do universo social-democrata se habituarem, para cumprir o léxico socialista. E se não gostarem, marquem um congresso e corram com Manuela. Deixem-se é de manter esta guerrilha permanente que prejudica o Partido e o País. Pacheco Pereira, Marcelo e Rui Rio incluídos, personagens que aprecio bastante mas que não se inibem de meter a colherada quando ela é menos aconselhada, como, no caso vertente, fizeram até à exaustão. E não se trata de liberdade nem pluralidade de ideias. Trata-se de manifestações de vanidade vindas de onde menos se espera.

Já agora, mesmo que isso pareça pouco provável, era interessante que o PSD ganhasse as eleições. Apesar do cartaz. Apesar da oposição interna. E apesar, sobretudo, das manifestações patéticas do exterior do Partido. Não me posso esquecer que uma rádio como a TSF fez ontem um fórum em que o tema era perguntar aos ouvintes se achava que o atraso de Manuela na escolha do cabeça de lista prejudicava o Partido. Elucidativo. Isto a seguir a uma crónica rançosa de Bettencourt Rodrigues e de uma sábia análise do politólogo Costa Pinto. E sabe-se como em "cronicologia" de análise política e politologia estamos brilhante e imparcialmente servidos. A esta intervenção da "nobreza" seguiu-se o cortejo da "plebe" participante do fórum, com intervenções que facilmente se adivinham.

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quinta-feira, março 12, 2009

E ela que não se cala…


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Manuela Ferreira Leite tem-se desdobrado nestes últimos dias em críticas ao Partido Socialista e ao governo. Não tarda muito, a comunicação social e alguns blogues estão a dizer que a senhora não se cala…
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quarta-feira, dezembro 10, 2008

Cretinismo militante II


[2820]

Por mim, verdadeiramente grave não é produzir-se estas afirmações. Grave mesmo é que quem as produz está realmente convencido de que tem razão. Não só que está do lado da razão como a dar um significativo contributo para o aumento de produtividade dos deputados.

O que Guilherme Silva diz é absolutamente fantástico e reflecte bem a mentalidade desta gente que acha que está a fazer um sacrifico imenso ao serviço das populações. Tão grande que não cabe na cabeça (dele) haver plenários às Segundas e Sextas. É um despautério acabado e uma falta de consideração por aqueles que têm a nobre missão de defender os nossos interesses. A Assembleia pode muito bem fazer os plenários às Terças, Quartas e Quintas e reservar as Segundas e Sextas para missões fora de serviço fora de Lisboa. É de uma evidência incontornável.

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quarta-feira, novembro 19, 2008

Caras de pau


[2779]

Não sei se Manuela Ferreira Leite tem assessores de imagem. Não sei, sequer, se a um assessor de imagem compete sugerir dichotes pretensamente irónicos a quem lhes paga o ordenado. Em qualquer caso, alguém já deveria ter percebido que Manuela é de cenho pouco simpático, diz mal, e de cada vez que se lança nos escorregadios terrenos da ironia se espalha com estrépito. Sobretudo se lembrar que o PS é um campo fértil de cenhos mais carregados que o dela e de gente incomensuravelmente menos dotada que ela, trauliteira e incapaz de perceber humor seja ao nível que for. Basta lembrar "saídas" absolutamente inaceitáveis dos socialistas de que poucos se lembrarão, sobretudo porque por qualquer razão que me escapa eles continuam a ser privilegiados com a benevolência dos media, por um lado e, por outro, pela própria incapacidade de perceber seja o que for por parte de muitos dos seus agentes.

Daí que alguém deveria explicar a Manuela Ferreira Leite para se abster de ironizar como agora o fez sobre os seis meses sem democracia para pôr tudo na ordem. Não é que não apeteça, mas há coisas que não se dizem. Sobretudo porque quem ouve, de duas ou uma, ou não percebe (creio ser o caso acabado de Alberto Martins) ou percebe mas dá-lhe um jeitão fazer que não entende, como a maioria dos media.

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sábado, abril 19, 2008

Basta

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Entre hoje e ontem devo ter ouvido cem vezes Luís Filipe Menezes dizer que "para ele, chega". Para mim também, chiça.

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quarta-feira, março 05, 2008

Um é azelha, o outro ainda anda a tirar a carta


[2367]

É, pelo menos, o que se depreende das afirmações de Luis Filipe Meneses, relativamente ao merecimento do PSD e do PS em tomar conta da paróquia.

Estão explicados os choques, colisões, ultrapassagens pela direita, cortes de curvas pela esquerda, atropelamentos e uma extensa lista de violações do código de uma estrada chamada Portugal.

Alguém que nos arranje um motorista depressa. Alternativamente, tirem-me deste filme antes que me dê três coisas!

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sexta-feira, fevereiro 22, 2008

Lá terá que ser


[2344]



Não seja por isso. Aqui fica a minha modesta contribuição.

Via.

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quinta-feira, fevereiro 21, 2008

E agora?


[2340]

Vou votar em quem?

Foto VIA
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sábado, outubro 13, 2007

Shortty



[2082]

Por muitas voltas que se dê ao texto, cada vez me convenço mais que o grande problema de Marques Mendes e que o levou ser substituído foi o facto de ser baixote…

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segunda-feira, outubro 01, 2007

Fim



[2050]

Menezes foi eleito. O partido onde sempre depositei alguma esperança e que eu olhava como reserva para os desmandos e irresponsabilidade dos socialistas, acabou por sucumbir à corrente generalizada de populismo deste país.

Aguardo o pior. Uma posição revanchista de Menezes contra os sulistas, elitistas e liberais de Lisboa, o regresso da magna regionalização e o abandono puro e simples de algumas figuras que poderiam ainda fazer a diferença. E, de repente, experimento uma terrível sensação de orfandade…
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