domingo, julho 03, 2011

Globalização

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Mordomo.- Bonjour Votre Altesse. Petit-déjeuner est prêt et nous avons osé servir notre traditionnel et délicieux petit-déjeuner. Nous avons du pain frais, les baguettes, le brioche et les croissants, le pain au chocolat et le pain au raisin, une grande tasse de café au lait, faite d'espresso et de lait à parts égales, la beurre des Alpes et la confiture de fraise et d'abricot…

Charlene Wittstock.- Hummm!!! Asseblief bring my meelie pap, boerwors en twee Castle Lager...En, waarop, vir middagete sal ek lende krokodil en 'n skaap kop. Geen oë, asseblief. Voeg 'n bietjie biltong, frites en uieringe. Milktart vir nagereg en nog 'n Castle Lager. Wel, maak dit twee. Drie...
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domingo, junho 13, 2010

Angústias existenciais


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Mais uma tuguinha com problemas existenciais claramente trazidas pela globalização. Havemos de convir que «Babana Bafana» é bem mais apelativo que um anódino «Navegantes» ou «Navegadores», «Nautas», «Marinheiros» ou lá que inspiração queirosiana foi aquela. É aquele jeitinho especial que temos para, às vezes, não ter jeito para coisa nenhuma. Navegantes???

Esta tuga é de extracção moçambicana e bred in South Abrica. Os genes, esses vêm de locais tão insuspeitos como as Caldas da Rainha por parte do pai e Lisboa por parte da mãe. Mas o coração, esse, ficou-se por Gauteng. Quem sou eu para a criticar? Navegadores???

A propósito de globalização fica aqui uma imagem interessante da audiência do «Espumadamente» entre as 18:00 e as 20:00 de hoje, mais coisa menos coisa. Refere-se às últimas 100 visitas e que ocorreram mais ou menos nesse período.

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domingo, junho 06, 2010

Blow job – The one and only


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Eu tenho uma empregada moldava que fala razoavelmente português. Anda zangada porque o namorado comprou uma vulvozela (sic) e ela não gosta, diz que soprar na «vulvozela» faz muito barulho, vibra-lhe os tímpanos e faz mal aos ouvidos. Estive quase para lhe dizer para ir ao médico, talvez fosse a tensão, talvez fosse nervoso, talvez hipersensibilidade dermo-estética-erógena mas achei que não devia. Mesmo assim ainda disse que tínhamos de entender que a vuvuzela era um instrumento de sopro que… pois, mas ela insiste que viu um jogo na televisão passado na A. do Sul e que o barulho das «vulvozelas» era ensurdecedor e não deixavam concentrar no jogo.

Resolvi deixar a coisa, para não baralhar mais a pequena. E se o namorado «vulvazelar» muito ela tem mais é que fazer coro e «vulvazelam» os dois em coro. E um dia destes, passado a World Cup eu digo-lhe para melhorar o português… e ir ao Google aprender a dizer vuvuzela.

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quinta-feira, dezembro 24, 2009

Globalização


Foto "pifada" daqui . Clicar para ver melhor.

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Um apartamento cuja parede a nascente era toda em vidro. Para lá do vidro, um oceano. Índico. Repleto de magia à descoberta, à qual não me fiz rogado. À varanda, uma portuguesa nascida em Angola, a Marta, filha de um português nascido em Lisboa e de uma portuguesa nascida em Angola, e uma francesa nascida na Costa do Marfim, a Katy, filha de uma inglesa de Londres e de um francês de Montpellier. Num país chamado Moçambique que tinha uma das mais belas cidades do mundo e, de certeza, de África. Dá pelo nome de Maputo.

As garotas eram amigas, bricavam juntas e são hoje mulheres e mamãs. Uma é minha filha e outra é filha de um colega que trabalhou comigo. Andam por aí as duas, a Marta vive em Cascais e a Katy vive em Portsmouth. Os pais da Katy vivem no Sul de França, o pai da Marta vive em Cascais e a mãe repousa perpetuamente na África do Sul. Quem disse que a globalização não tem momentos magic?

Nota: Para quem conheça, lá em baixo é a avenida Friedrich Engels (vulgo miradouro) e a casa de telhado preto é de Armando Guebuza, hoje Presidente da República de Moçambique. Também se vislumbra um pedaço do muro do clube naval, onde dormia o “Fame” que me ajudou a fazer a fascinante descoberta do Índico.

Esta foto, ao contrário do que se possa julgar não é muito antiga. Ainda não tem trinta anos…
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segunda-feira, fevereiro 23, 2009

A globalização e o aumento das calorias dos hambúrgueres - americanos, claro


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No intervalo das acções para branquear o governo e pedir desculpas a Santos Silva por ter referido que ele gostava de malhar nos sujeitos e nas sujeitas da direita, a RTP mantém a sua linha inflexível de politicamente correcto e de induzir em todos nós um sentimento incontornável de devermos pedir desculpa por existirmos, aqui pelo decadente mundo ocidental.

O tema hoje nos noticiários matinais (a originalidade é fantástica) é a obesidade, coisa de que, imagine-se, já não se falava para aí há vinte e quatro horas. Para isso apareceu um “especialista” que decretou que a culpa de sermos obesos é da globalização e da fast food. Coisa nova, como se vê. "Você sabe", perguntava o "especialista" ao apresentador, "que um hambúrguer americano passou de 400 para 500 calorias?" O apresentador fez aquela expressão para as ocasiões em que queremos dizer ttsss ttsss, esses americanos, só à porrada!... e disse que não, que não sabia.

Vou ficar à espera que a RTP me explique onde é que os americanos foram desencantar as 100 calorias extras dos hambúrgueres que comem. Se aumentaram no peso, talvez para reduzir lucros (sabe-se lá), se usam gorduras piores, talvez chinesas ou, quem sabe, australianas ou neozelandesas, onde há imenso carneiros e, consequentemente, sebo. Lá está – é a globalização a complicar isto tudo.

É por estas e por outras e por este autêntico serviço publico da RTP que me vou atendo à dieta mediterrânica que vou ingerindo ali pelas imediações da Estrela - batatas fritas impregnadas do óleo que anda a fritá-las há oito dias, bifes a escorrer gordura, entremeadas, alheiras e mão de vaca com grão de bico, tudo muito refogado como deve ser e servido naqueles pratos que quando se levantam da mesa deixam o competente círculo de gordura na toalha de papel.

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quarta-feira, janeiro 23, 2008

Canta Napoli


Nápoles - habitação social
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Nunca Nápoles cruzou as minhas "errâncias" pela Europa, pelo que dela guardava a imagem que criei na juventude: - Baía, tintarella, tarantella e sopa de peixe. Pasta, vini e Marino Marini. Mulheres (muitas) bonitas (muito) sol a jorros, meio mundo a dançar e outro meio a cantar e um rodopio constante entre a alegria de viver na Terra e a promessa do paraíso ali tão perto. Com muita música , muita alegria e muita felicidade.

O tempo passa e por isto ou por aquilo nunca calhou lá ter ido. É, assim, com indescritível esmorecimento que assisto à desfragmentação das minhas imagens de juventude, perante a montra de lixo (parece que ainda há 250.000 toneladas para resolver), porcaria, multidões a vociferar e cenários de bairros sociais onde a aberração é nota comum. E eu que pensava que Chelas levava a palma a tudo o mais…

Resumindo. Uma desilusão. Um dó de alma. Já não quero ir a Nápoles. Está feia, cheia de lixo, de gente aos berros, e máfias a disputar lixo e de políticos corruptos. Sinal dos tempos, afinal. Afinal aquela máxima de Marino Marini Canta Napoli, Napoli matrimoniale, alguma vez chegou a existir?
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