terça-feira, maio 22, 2012

SICespertices

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A SIC continua a esforçar-se imenso para nos convencer que somos um país de esquerda. Não somos, é que não somos mesmo, mas a SIC insiste. Multiplicam-se os programas plasmados na esquerda inteligente e suportados pela habitual legião de idiotas úteis. Confrangedor mesmo é o ar com que alguns apresentadores da televisão se prestam a certas perguntas a certos convidados, bem assim como àquilo que, por uma vez, alguém classificou argutamente de jornalismo interpretativo.

Ainda há pouco liguei, com displicência, a SIC Notícias e lá estava uma gentil apresentadora entrevistando José Jorge Letria. E quando eu julgava que a conversa teria a ver com a Sociedade Portuguesa de Autores e assim, eis que as perguntas versavam a troika, os efeitos da troika, a política económica do governo, o facto de Portugal ser o segundo país da Europa onde o IVA mais subiu, o facto de isso afectar o consumo (ainda não percebi bem se a esquerda enaltece ou condena o consumismo – esta é a parte em que alguém me explicaria as diferenças entre consumo e consumismo…) e provocar desemprego nos restaurantes. A estas questões, colocadas com uma excitação quase juvenil pela apresentadora, respondia com denodo José Jorge Letria, numa linha que me dispenso de comentar por se adivinhar facilmente o que poderia sair do poeta, politico, jornalista e membro dos Corpos Sociais da Fundação Paula Rego. Um currículo adequado, como se percebe. José Jorge respondia com o ar didáctico reservado aos bem pensantes e claramente não desperdiçou a oportunidade de nos ensinar que a democracia não se esgota no voto. Mas antes se complementa noutras formas de participação, como as acções de rua, por exemplo. Um modelo de liberdade, esta esquerda. Desde que pensemos e ajamos como ela.

Nota: Por uma questão de rigor e justiça tenho de referir que por entre as acirradas críticas ao nosso modelo económico, José Jorge balbuciou qualquer coisa a propósito da morte recente de Robin Gibb.
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quinta-feira, abril 12, 2012

Afinal, basta «uma visão de esquerda»

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A situação está má. Mas não nos aflijamos. Isto um dia vai ao rego. Basta ajudar a estabelecer padrões mínimos de coesão social na análise da sociedade portuguesa e lutar contra o pensamento único, com uma visão de esquerda. Interagir entre o mundo da academia e da cidadania, ser uma alternativa crítica de esquerda dado ser questionável a interpretação institucional dos dados oficiais. Ter uma intervenção regular de análise, mas não nervosa, produzir reflexão sobre o que se passa em Portugal e no mundo e apontar saídas para a crise. Elaborar um reforço de cidadania para dar a conhecer a situação da sociedade e apontar soluções.

Não percebo, mesmo, a preocupação que por aí vai. Troikas, redução de défice, austeridade e blá blá blá. Afinal, uma visão de esquerda e a aplicação dos considerandos (?) atrás referidos e que vão estar disponíveis ao grande público na próxima segunda-feira em Lisboa por via das intervenções de Boaventura Sousa Santos e Carvalho da Silva são a solução – aí, à mão de semear. Nós é que temos andado distraídos. Vale-nos a S. José Almeida para no-lo lembrar.
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quarta-feira, fevereiro 15, 2012

Os donos da bola (e na graça de Deus)

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Mário Soares, Maria Barroso, Joana Amaral Dias, Carvalho da Silva, Rui Tavares, D. Januário Torgal Ferreira (não perde uma…), Simoneta Luz Afonso, Sandra Monteiro, Almeida Santos, Vasco Lourenço e mais vinte e dois cidadãos divulgaram um manifesto de solidariedade (como é que se faz isto?) no qual se solidarizam com a Grécia e se insurgem contra aqueles que dizem que «nós não somos a Grécia». De caminho, graças a Deus, resolvem os problemas dos gregos. Como? Simples: Apelam à solidariedade com o povo da Grécia e à criação de condições que permitam respostas democráticas e consistentes de uma Europa solidária aos problemas sociais e aos direitos das pessoas.

Francamente, como é que eu não me lembrei disto mais cedo? O que nos vale é de vez em quando aparecer assim uma trintena de cidadãos que se preocupam, solidarizam, criam condições democráticas e resolve-se tudo. Sorte a nossa!
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sábado, fevereiro 11, 2012

A insolência como acto político



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A esquerda caviar não é racionalmente argumentativa. Certamente porque lhe escasseiam os argumentos. Daí pontilhar a sua intervenção política com a insolência e a má-criação. Ser insolente ou malcriado não requer grande preparação, basta sê-lo. Se a isso acrescentarmos os momentos em que a dita esquerda caviar se apercebe que lhe falta massa crítica para argumentar e percebe que o que defendem não releva de convicções políticas mas mais de um ressabiamento que Deus saberá porque a tem, temos o cenário ideal para que se refugiem na insolência e numa insuportável arrogância para discutir seja o que for. Da política ao futebol, passando pela gastronomia ou de quanto em quanto tempo é que a baleia tem de vir ao de cimo para respirar.

Fernando Rosas é um bom exemplo. Enquanto Louçã berra e tenta conter as pupilas na córnea, sobretudo nos momentos em que a sua fonética se excita na estridência dos seus «erres», Fernando Rosas adopta o tom professoral de quem tem uma bagagem demasiadamente rica para descer ao nível dos outros, mas condescende.

Foi mais ou menos isso que lhe aconteceu quando acedeu a discutir qualquer coisa com Santana Lopes. Daí a chamar-lhe Salazar, sem propósito reconhecível, foi um passo. Felizmente que Santana Lopes reagiu. E bem. Faz falta reagir desta forma, de quando em vez. Quanto mais não seja, já por uma questão de higiene. E aqui, PSL goleou.
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segunda-feira, agosto 30, 2010

A ópera bufa


[3880]

Bufa, bufa não terá sido o caso, pelo menos no conceito da designação que os italianos dão às óperas cómicas. Mas bufa foi, no sentido de que há gente que não resiste ao apelo do longo e conhecido historial dos portugueses, tendencialmente mesquinhos, consabidamente bufos. Daí que Fernanda Câncio faz aqui uma resenha aprimorada e bufa, bufa imenso sobre as 200 a 300 pessoas (ela o diz) que se juntaram no Camões para se manifestarem contra a hedionda lapidação de uma mulher iraniana, acusada de ser adúltera. E Fernanda bufa aos costumes sobre os que foram, os que não foram e deviam ter ido, chama-lhes nomes e lucubra sobre os porquês da ausência da criatura nacional às manifestações sobre as grandes causas, mesmo quando estas são aproveitadas para manipular as gentes e pô-las a manifestarem-se sobre coisas que não têm nada a ver com o objectivo inicial e se espraiam por outras “abrangências” à medida do pensamento colectivo superior que um dia há-de moldar o homem novo. Se Deus Nosso Senhor permitir.

A Fernanda não consegue entender (ou consegue, mas não lhe dá jeito...) que há gente que pelo facto de não alinhar no folclore e na pornografia da esquerda elegante não significa que se identifique com as barbaridades de costumes bárbaros de culturas bárbaras, coisas com que, de resto, a "gauche caviar" (termo feliz da Helena Matos) não poucas vezes tolera quando lhe dá jeito. Sobretudo há gente que sabe que nessas manifestações há muitas ”Fernandas” de caderninho de apontamentos em riste para tomar nota de quem vai, quem não vai e quem devia ter ido. É uma coisa que cheira declaradamente a licença de isqueiro, ao cinzento dos uniformes dos contínuos das faculdades e à presença intolerável (é que não há mesmo pachorra…) desta gente iluminada que acha que toda a gente deve pensar como ela. O chamado “pensar como deve ser”. Além de que, depois, ter de aturar esta gente a bufar é, acima do mais, um espectáculo que carece evidentemente de uma sempre desejável componente estética.

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quinta-feira, agosto 26, 2010

A «romaria» da esquerda


[3874]

O editorial do Público de hoje (sem link) é um hino ao progressismo rançoso, pontilhado de socialismo politicamente correcto. Para isso aproveita o tremendo problema com que alguns países europeus se têm de defrontar no manejo de problemas sociais gravíssimos ocasionados pelos chamados ciganos e que hoje, como que por milagre, toda a gente aprendeu a designar generalizadamente por roma. Insistindo na velha tecla de que as grandes questões sociais são geradas por governos xenófobos, sobretudo quando necessitam de desviar as atenções do povo papalvo (para a esquerda o povo, em nome do qual sempre fala, é papalvo) nas épocas de grande crises. E então aparecem os agitadores que despertam fantasmas, acendem os rastilhos e celebram o triunfo sobre as cinzas da violência.

O simplismo e despudor com que o autor do editorial (sem link) trata assuntos de transcendente importância como o da integração social de várias etnias e culturas, recorrendo aos chavões do costume próprios de quem nada mais tem ou sabe dizer que aquilo que se diz aos costumes é de arrepiar. É, sobretudo, de reverberar e apontar como uma das causas maiores do tremendo desequilíbrio social que ainda hoje se vive em várias partes do Globo. Houvesse a coragem de encarar estes problemas com sentido de responsabilidade não cedendo á tentação de resvalar para esta patacoada corrente do bla-bla-bla politicamente correcto e, ao invés, obrigasse as minorias a uma integração plena na observância dos seus direitos e deveres numa sociedade organizada e o mundo seria, possivelmente, outro.

E nós portugueses somos exímios em radiografar estas questões sempre que elas se situam além fronteiras. Porque quando elas nos batem à porta, é como a fervura do leite. A espuma vem por ali cima e quando acudimos já é tarde. O que é, no mínimo, uma atitude covarde e, simultaneamente, estouvada e presunçosa. Esta «fórmula do carburex» (quem se lembra do saudoso Cantinflas e do seu «carburex»?) é óptima para escrever editoriais janotas no Público. Só me admira como não tem funcionado para os problemas que temos cá em casa, que nem uma descolonização capaz soubemos fazer. Com dignidade e, sobretudo, com respeito pelos que morreram e pelos que, ficando vivos, tiveram de arrostar com as consequências da nossa vergonhosa e criminosa actuação.

Esta gente não presta. Não, não me reformo aos roma. Refiro-me às cabecinhas bem pensantes que acham que a pensar bem é que é pensar «como deve ser».

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sexta-feira, julho 09, 2010

As virtudes evangélicas da PlayBoy


[3817]

A reacção que se espera de alguns sectores mais conservadores da sociedade portuguesa à iniciativa da PlayBoy portuguesa em colocar Jesus Cristo no meio de umas quantas «peladas» e alusões avulso ao «Evangelho segundo Jesus Cristo» não pode passar como muleta à esquerda avançada para criticar o putativo (que bem calha aqui este adjectivo) conservadorismo português. Na verdade eu creio que o que menos choca nesta manobra da PlayBoy é ver Jesus Cristo em boa companhia. Aquilo que me parece realmente cretino é esta pulsão idiota de misturar alhos com bugalhos e a preocupação de alguns intelectualóides portugueses em não desperdiçar qualquer possibilidade que se lhes depare para agitarem o estandarte modernaço da esquerda que acha que pôr Cristo no seio (literalmente) de umas quantas «gajas boas» pode ajudar a uma visão mais progressista da obra e do carácter de Saramago.

Há, a meu ver, muito de esquizofrénico neste tipo de manobras. E de idiota também. Mas esta gente vive contente e feliz por ter nascido, continuando a fazer os possíveis e os impossíveis para que, de uma forma geral, continuem a considerar os portugueses um bando de idiotas agarrados à ortodoxia de uma esquerda que, na maioria dos países, algumas gerações já só conhecem de ouvir dizer.

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sexta-feira, março 26, 2010

Lá, como cá

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"This is a big fucking deal". Ou, como diria o nosso Laurodérmio, "Porreiro, pá"

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terça-feira, junho 09, 2009

Porque é que ninguém lhes explica?


milho democrático em Silves - 2008

[3177]


A RTP resolveu substituir ontem o Prós e Prós por uma amena reunião social com a anfitriã do costume e que não vi na totalidade. De resto, Fátima manteve o formato “de debate”, de um lado Santana Lopes e Bagão Félix e do outro, Santos Silva, Rui Tavares (uma estrela bloquista em ascensão – independente, eu sei, mas do Bloco) e Sérgio Azevedo, um senhor que eu não conhecia mas que rapidamente se denunciava como um comunista. De gema. Daqueles de comité central, emulações, braço no ar, muitas medalhas ao peito e palmas organizadas.

Basicamente, pareceu-me que o tema era questionado pela Fátima Campos Ferreira, que deve ter usado a palavra governabilidade uma centena de vezes e que soava mais como a "tragédia" decorrente da recente vitória do PSD do que propriamente por uma questão aritmética, em face do actual espectro eleitoral do país. Mas o que verdadeiramente retive foi a indignação de Rui Tavares (uma estrela em ascensão etc., etc.) quando Santos Silva ousou distinguir a esquerda democrática da outra. Rui Tavares encolerizou-se e debitou verbo condizente com a democracia da coisa, dizendo que não poderia deixar passar em claro tal aleivosia. Santos Silva ainda lhe explicou algumas diferenças mas pareceu-me que o essencial ficou por dizer. Ou seja que tanto o Bloco como o Partido Comunista são realmente democráticos na justa medida, e apenas, porque se submetem ao voto, ao escrutínio popular. Mas é importante que não nos esqueçamos que o fazem porque não têm escolha. Submetem-se ao voto porque é a única forma de se poderem sentar na Assembleia da República e ir aos programas da Fátima Campos Ferreira. Porque me parece que não restam dúvidas a ninguém que se conquistassem o poder (à cacetada, como o Partido Comunista já tentou, porque é nisso que são especialistas), essa minudência do voto secreto se tornaria num forma arcaica de fazer política.

São estas coisas que me fazem muita confusão. Até aceito que a importância e deferência concedidas à estrema esquerda, logo não democrática e concretamente o Partido Comunista e Bloco de Esquerda, decorram de um formato próprio de regimes democráticos. Mas o que não deveria ser esquecido é que a inversa nunca seria possível. E era isso que lhes deveria ser dito, sem rodriguinhos, de cada vez que a esquerda se indigna, ofendida, porque não a consideram democrática. E já agora. Para além de tanto o Partido Comunista e Bloco não serem, notoriamente, democratas, alguém se lembra de alguma vez perguntar ao Bloco (digo ao Bloco porque do PC, honra lhes seja feita, já sabemos tudo) que sistema político e económico preconizam eles para o nosso país, para além aquele modelo de virtudes éticas e justiceiras, não esquecendo o incitamento e treino intensivo de desobediência civil, que os seus próceres usam para passar a impoluta mensagem daquilo que querem parecer ser?

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sexta-feira, fevereiro 27, 2009

Os foliões


[2974]

Para a esquerda, não há quarta-feira de cinzas. A folia continua e aí está ela celebrando o haaaan... hummm... hannnn… não sei bem, os foliões lá saberão o quê e os porquês. A esquerda nacional congrega o seu folião espírito, simultaneamente. O PS "kimilsungando" o grande líder que, cito alguém algures, tem a espinhosa missão de conciliar a esquerda alegrista com o centro-direita (e isto, como se sabe, é um desígnio nacional), o PC vai até Almada dizer mal do PS e o Bloco vai ao mercado da Ribeira, onde em tempos houve um romance de amor entre a Rita peixeira e um Chico pescador, falar mal do PS e do PC ao mesmo tempo.

Todos eles se rirão. No que se refere a Sócrates, não é bem rir, é mais um esgar, assessorado ao milímetro pelos mesmos que lhe escolhem as gravatas, um sorriso de quem acha que está a cumprir uma missão, mesmo que isso represente o maior descaramento que me ocorre desde António Guterres. Louçã rirá sobretudo naquela altura em que falará da Caixa Geral de Depósitos e Jerónimo… também não é bem rir, é mais a expressão nobre (sente ele) daqueles que acham que os amanhãs cantantes mais tarde ou mais cedo chegarão. Agora parece mais fácil, porque estamos todos a mudar o paradigma, que é a acção mais notória actual das nossas forças políticas. Muito à nossa moda, muda-se o paradigma e está tudo resolvido.

No fim, e por atacado, todos rirão. Não sabemos bem é de quê. Não sabemos, aqueles que pensam que Portugal atravessa um dos mais graves momentos não da sua história, mas da sua viabilidade política, social e económica. E isso, na minha modestíssima opinião bem se fica a dever aos foliões em parada por este fim-de-semana fora. Mas como, bem cá no fundinho, o povo também é folião, lá mais para Domingo à noite, um par de reportagens do povo a beber um copinho e a rir, rir muito que é o que sabemos fazer melhor, ficará a pairar a ideia de que tudo está bem quando acaba em bem.

Quanto aos foliões, eles próprios, provocam-me um imenso mal-estar. Pela falta de seriedade de tudo isto. Pela sua objectiva responsabilidade no preocupante período que atravessamos e porque acham que a folia resolve tudo. Não resolve. Quando muito "resolve-os" a eles. Não resolve mais nada a mais ninguém.

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terça-feira, dezembro 16, 2008

"Nacional-intelectualismo"

[2835]

A Faculdade de Letras é um exemplo feliz
. Do “nacional-cancenotismo” de há poucas dezenas atrás passou-se rapidamente ao "nacional-intelectualismo".

Naturalmente que este fenómeno não é para todos. Apenas para aqueles que pela sua génese intelectual o merecem. Era o caso patente de Alegre e "sus muchachos”. Uma “reconfiguração das esquerdas” como aquela não podia ser no Coliseu nem na sala de um hotel qualquer, símbolo do capitalismo agora em colapso. Só mesmo na Faculdade de Letras.

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terça-feira, julho 29, 2008

Ajustar as tarefas


[2606]

"...Foi um convite muito gentil, muito agradável, puderam ajustar as minhas tarefas e portanto, uma vez que terminaram os plenários e está a abrandar o trabalho na Assembleia da República, foi possível reservar uma tarde para fazer esta incursão num mundo diferente..."

(a propósito do vídeo de Maria de Belém Roseira no post anterior)

Nada como ter alguém que nos ajuste as tarefas...

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domingo, julho 22, 2007

Está-lhes nas tripas



[1902]

Inês Pedrosa, na sua Crónica Feminina do Expresso, a propósito da baixa participação nas recente intercalares de Lisboa, diz que quem não vota não pode candidatar-se a empregos, bolsas ou apoios públicos. Assim mesmo. Ela pensa, ela sabe, ela é que leu a cartilha. Espero que ao menos haja uma comissãozinha de zelosos funcionários que aprecie, julgue e sancione faltas justificadas, que lá de comissões e funções públicas percebemos nós.

Esta esquerda elegante, quando anda mais ou menos desocupada de movimentos de cidadania, salta-lhe o pé para a chinela da superioridade moral e da ditadurazinha de pacotilha. Não há nada a fazer, está-lhe nas tripas.


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