sexta-feira, dezembro 20, 2013

A esquerda exultante. De exultar...


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Tenho uma dificuldade desmedida em entender a verdadeira essência da chamada «esquerda».  Alardeando, sempre, uma pretensa superioridade moral aliada a uma brilhante inteligência e argúcia, não se percebe como pode exultar com a decisão recente do TC, configurada numa das mais cabotinas representações do presidente Joaquim que jamais me foi dado presenciar.

A esquerda exulta, ri, comenta nas redes sociais e os seus prosélitos cumprimentam-se uns aos outros e perdem-se em expressões laudatórias sobre as virtudes do socialismo, hoje por hoje a verdadeira origem do descalabro em que vivemos.

Perante esta demonstração deixo-me invadir pela angústia da dúvida sobre se esta gente é mesmo assim ou foi operada em pequenina. Porque não há como entender tamanho despautério.

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quinta-feira, abril 02, 2009

As causas nobres


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Cumpriu-se a liturgia do costume com uma porção de canalha afinada a partir montras, carros e, até, invasão de um banco. Na confusão morreu um, levado no torvelinho dos acontecimentos e na nobreza (!!!) das causas. Causas que esta gente não sabe bem quais são. Hão-de crescer e ajustar-se às realidades quais “Cohn Bendits” do Século XXI (leia-se: chateiam meio mundo até se acomodarem num tacho que lhes cairá do céu), não sem escaqueirar mais umas quantas montras, carros e restaurantes e sem que morram mais uns quantos.

Bem alimentados no seio da abundância de que desfrutam, dotados de uma saúde invejável que lhes foi proporcionada por adequados cuidados médicos, bem vestidos e abrigados dos frios europeus, nunca esta gente sentiu fome, frio ou morreu de cólera ou malária. Percebem, mas não querem admitir que isso se deve ao regime político e económico de que desfrutaram e que mesmo por entre muitos defeitos e vicissitudes do sistema, foi ele que lhes proporcionou o bem-estar e, não menos importante, a liberdade de irem berrar para o meio da rua. A liberdade não inclui é carros incendiados nem montras partidas mas o homem novo desta sociedade nova está disposto a perdoar e a olhar com beatitude estes "excessos juvenis". Sobretudo se não forem os próprios donos dos carros ou das lojas e restaurantes. Esses, sim, zangam-se, mas há que lhes dar o desconto, porque ainda não perceberam as exigências da sociedade moderna. E a esses conceda-se-lhes a bem-aventurança devida aos pobres de espírito. E têm mais é que ficar calados e arcar com os prejuízos, hom’essa!
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sexta-feira, fevereiro 27, 2009

Os foliões


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Para a esquerda, não há quarta-feira de cinzas. A folia continua e aí está ela celebrando o haaaan... hummm... hannnn… não sei bem, os foliões lá saberão o quê e os porquês. A esquerda nacional congrega o seu folião espírito, simultaneamente. O PS "kimilsungando" o grande líder que, cito alguém algures, tem a espinhosa missão de conciliar a esquerda alegrista com o centro-direita (e isto, como se sabe, é um desígnio nacional), o PC vai até Almada dizer mal do PS e o Bloco vai ao mercado da Ribeira, onde em tempos houve um romance de amor entre a Rita peixeira e um Chico pescador, falar mal do PS e do PC ao mesmo tempo.

Todos eles se rirão. No que se refere a Sócrates, não é bem rir, é mais um esgar, assessorado ao milímetro pelos mesmos que lhe escolhem as gravatas, um sorriso de quem acha que está a cumprir uma missão, mesmo que isso represente o maior descaramento que me ocorre desde António Guterres. Louçã rirá sobretudo naquela altura em que falará da Caixa Geral de Depósitos e Jerónimo… também não é bem rir, é mais a expressão nobre (sente ele) daqueles que acham que os amanhãs cantantes mais tarde ou mais cedo chegarão. Agora parece mais fácil, porque estamos todos a mudar o paradigma, que é a acção mais notória actual das nossas forças políticas. Muito à nossa moda, muda-se o paradigma e está tudo resolvido.

No fim, e por atacado, todos rirão. Não sabemos bem é de quê. Não sabemos, aqueles que pensam que Portugal atravessa um dos mais graves momentos não da sua história, mas da sua viabilidade política, social e económica. E isso, na minha modestíssima opinião bem se fica a dever aos foliões em parada por este fim-de-semana fora. Mas como, bem cá no fundinho, o povo também é folião, lá mais para Domingo à noite, um par de reportagens do povo a beber um copinho e a rir, rir muito que é o que sabemos fazer melhor, ficará a pairar a ideia de que tudo está bem quando acaba em bem.

Quanto aos foliões, eles próprios, provocam-me um imenso mal-estar. Pela falta de seriedade de tudo isto. Pela sua objectiva responsabilidade no preocupante período que atravessamos e porque acham que a folia resolve tudo. Não resolve. Quando muito "resolve-os" a eles. Não resolve mais nada a mais ninguém.

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quinta-feira, maio 10, 2007

Rive gauche


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"Estou a não considerar o facto de Sarkozy ter fama de neo-con e de estes serem useiros e treinados em fraudes eleitorais (fraude mesmo, viciação dos votos e dos números), fraudes para que costumam preparar a “opinião pública” através da manipulação das sondagens. Ainda resta saber se Sarkozy ganhou mesmo ou se foi eleito pela fraude…"


“
Isto” e muito mais numa elaborada pesquisa do JCD sobre algumas reacções da esquerda iluminada após a eleição de Sarkozy. Chegamos ao fim com uma certa sensação de vazio e algum desconforto gástrico. Nada que um kompensan não resolva, pelo que se aconselha a leitura integral do post.


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quinta-feira, fevereiro 22, 2007

Lá, como cá...


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… os mesmos idiotas há. Ainda se fosse um barco com umas holandesas esquisitas… agora um navio cheio de adubos químicos!

Via
Helena Matos no Blasfémias


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