domingo, setembro 27, 2015

Truques e chicos-espertos


[5316]

Li o acórdão de Rui Rangel e Francisco Caramelo sobre o processo de Sócrates e arrepiei-me. Pela linguagem e pelo conteúdo. Mesmo ainda porque ouvi várias vezes Rui Rangel fazer de comentador na televisão e lembro-me do que disse sobre o assunto. Se na altura me repugnou o conteúdo e a forma do que dizia, agora essa repugnância passa a temor. E a incredulidade. Jamais pensei que entre instâncias judiciais houvesse lugar a este jogos florais, especialmente se estão em causa a defesa de um arguido e o interesse público de, neste caso, uns milhões de pessoas.

É evidente que não é crime ser imbecil ou parcial. Mas se se gera a suspeita de tais atributos relevarem de juízes, já a coisa muda de figura. E me faz pensar nos tempos abomináveis em que Sócrates era despudoradamente protegido, nos seus desmandos, pela justiça portuguesa. Chegou. É tempo de as coisas agora serem feitas como deve ser. E condenarem o homem, ou não, se o tribunal chegar à conclusão de que tudo o que ele é (ou vai ser, nem sei bem) acusado é uma pura invenção dos jornais. Mas ter de «apanhar» com estas pérolas desembargadas por desembargadores aparentemente uns gajos porreiros é que tem de acabar de uma vez por todas.

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Uns patetas, é o que é


[5315]

Estes suíços têm muito jeito para fazer relógios, chocolates, guardar os capitais do pessoal e falar baixinho nos eléctricos. Mas de justiça não percebem nada.

Que ideia é esta de «escarrapachar», com todas as letras, que Blatter pagou a Platini por serviços prestados? Não era muito mais curial dizer que Platini andava curto de massas e Blatter lhe emprestou uns trocos? Um par de milhões? Mas qual era a dificuldade? E Platini não tinha um tio, sei lá… em Interlaken, Lugano, Flims ou coisa assim, um primo qualquer a treinar Kung-Fu na China, uma ex-mulher no sul de França e uma quase em Zurich, uma entourage qualquer para afastar a suspeita de que tinha recebido um par de milhões por serviços prestados,mas sim porque precisava de desenrascar uns assuntos?

Vai-se a ver e ainda acaba acusado. E não me admira que depois não tenha um juiz bem intencionado que afirme que ele está a ser vítima de truques por parte do Ministério Público e de inconfessáveis interesses do juiz de instrução. Em acórdão, está bem de ver, que as verdades são para se dizer, oficialmente e sem direito a recurso. E um advogado de defesa marado para chamar nomes a toda a gente.

Estes suíços são uns ingénuos. Uns patetas de pai e mãe.

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segunda-feira, setembro 15, 2014

Respirar melhor


[5172]

O Partido Socialista continua a alimentar o rol de condenações de antigos ministros (antiguidade recente) por coisas que indubitavelmente constituem uma conduta indecente. Ah! Mas o PSD também teve o Isaltino e o Dias Loureiro ainda aí anda à solta, será a reacção do socialista típico que se preza. 

Sabe-se da cumplicidade congénita dos socialistas, basta lembrar a recepção a Paulo Pedroso na Assembleia, as manobras e conluios de vários elementos da Justiça Portuguesa a propósito da cobertura a José Sócrates e da lógica muito própria que os enforma (tipo Alegre ficar furioso com a absolvição de um oficial do exército que o acusou de traição, ao mesmo tempo que ele, Alegre, chamava nazi já ao deputado europeu Rangel).

O que verdadeiramente me choca é a profusão de casos como o de Maria de Lurdes Rodrigues (aquela imponente criatura que transpirava seriedade e sentido de Estado) e a miríade de casos como este que andam e andaram por aí no consulado de Sócrates. Para não falar na maior demonstração de proselitismo que me foi dado conhecer ao longo do governo do filósofo de Paris, consubstanciado no conteúdo e na forma de jornais, televisões, blogues e afins.

Fica a sensação reconfortante que temos tido um governo isento deste tipo de malfeitorias. Terá as suas trapalhadas, incompetências, dificuldades de coligação mas, apareça quem diga que este tipo de venalidade em que o anterior governo se movimentava existe agora. Ah! E o Relvas? Perguntarão a Clara Ferreira Alves e o Pedro Marques Lopes, este último num dos seus habituais «desváiros» do «Eixo do Mal». Pois… parece que tirou um curso à pressa. Mas nem Domingo era.

Tenho de admitir que agora se respira melhor. Talvez por pouco tempo, eu sei… mas é a vida, como dizia Guterres, agora preparado para mais umas sessões de Vangelis pelas estradas portuguesas e umas tiradas em que nos manda a nós fazer as contas!


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sexta-feira, agosto 02, 2013

In vino veritas



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À atenção dos parceiros sociais. Nenhum trabalhador poderá nem deverá alhear-se da essência (hic) da coisa. Aconselha-se aos patrões (hic) o mesmo estado de espírito (hic). E seremos todos mais felizes (hic), contentes, melhores cidadãos, melhores hic) chefes de família e (hic) veremos reforçados os nossos direitos adquiridos (hic), a liberdade de bebermos um copo quando nos apetecer e as garantias de não podermos ser despedidos (hic).
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sábado, julho 21, 2012

Portugal no seu melhor

[4713]

Não, não é uma alusão a uma daquelas inúmeras tabuletas com erros de ortografia a anunciar que À caraqóis ou fotografias daqueles ininteligíveis sinais de trânsito antes de uma rotunda. É mais este caso da justiça em que andamos a brincar aos Sócrates e aos «friportes» há onze anos, onde só um pateta não se apercebe da actuação indecente do PGR e do DCIAP e da necessidade de se fazer qualquer coisa e que se traduziu num processo em que se acusava os arguidos de extorsão (do que percebi a acusação era de que os arguidos queriam extorquir dinheiro aos chefes alegando que era para pagar a Sócrates, mas não seria o caso, era para eles próprios, estou errado?) e do final mirabolante em que a pronúncia é por uma absolvição, que não podia ser outra coisa, segundo os técnicos que se manifestaram sobre a «coisa».

Entretanto, ao que parece, os arguidos foram absolvidos porque não se provou que o dinheiro não era para pagar a Sócrates, mas para eles próprios, sendo que Sócrates continuou a ser referido amplamente e sem reservas, no que seria, claramente, a sua, deles, própria defesa. Entenda-se, o dinheiro era para pagamentos de luvas e não para os arguidos. No fim, à leitura da sentença, o juiz diz, entre coisas, que há indícios fortes de que houve mesmo pagamentos ao antigo ministro do ambiente. E por isso manda extrair uma certidão. As pessoas ficaram muito contentes mas no dia seguinte reparam que agora a tal certidão dá com os burrinhos na água porque o crime, a ter havido, prescreveu.

Isto parece um conto de ficção de 5ª categoria para fazer um daqueles filmes do canal Holywood aos sábados à tarde, mas aconteceu mesmo. Num país onde se penhora contas bancárias de meia dúzia de centena de Euros por falta de pagamento ao fisco e onde por duas vezes se elegeu o «inenarrável» que agora, prescrito e feliz, tomará o seu café au lait e um petit gateau nos Campos Elíseos, depois de, acolitado por uma colecção de venais e idiotas úteis e um eleitorado crédulo, ter atirado este país para a desgraça.

Por cá, os tontos do costume vão-se entretendo em falar mal do Relvas e a entrevistas os outros tontos doutorados em política à portuguesa que todos os dias acordam convencidos da sua inevitabilidade histórica e que Portugal sem eles nada seria e inchados de vaidade. Não rebentarem eles como o sapo…
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quinta-feira, maio 24, 2012

Onde estão aquela senhoras que, na altura, «acharam» imenso o que os juízes e a polícia deviam fazer?

[4641]

Espero que o défice não se agrave por via destes €15.000 que o Estado vai ter de pagar ao pai da pequenita Esmeralda.

Este caso é fedorento em tudo o que contém de amiguismo, seguidismo, politicamente correcto e reverência pelas figuras gradas da paróquia - lembro-me bem das vozes e presenças de estimáveis senhoras, incluindo ex-primeiras damas, que, de imediato «acharam» que a criança devia ser entregue ao sargento e mulher, em vez de ao legítimo pai que desde que os testes de paternidade provaram a sua condição de pai, de imediato quis assumir as suas responsabilidades.

Fica a ideia de que alguns juízes actuam em função da torrente mediática ou, pior, articulam as suas decisões pela pauta do homem moderno, solidário e de sabedoria acima da média. Não sei bem. Sei que o pai da Esmeralda vai receber €15.000, sei que nunca mais se ouviu falar do caso (o que me leva a concluir que tudo vai bem com a Esmeralda e a família), sei que esta decisão praticamente simbólica do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem nos devia envergonhar, mas já nem envergonha, habituados que estamos a estas tropelias do pessoal da justiça, bem assim como ao laxismo e irresponsabilidade que continuam a ser a nossa imagem de marca.

Daqui a uma semana já ninguém fala do assunto. Outra Esmeralda surgirá por aí que congregará as voluntariosas almas do pedaço que, uma vez mais, aparecerão imenso na comunicação social a «achar» isto e a «achar» aquilo. Como lhes compete, já que não sabem fazer mais nada.
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domingo, abril 01, 2012

Linhas tortas. Ou mal lidas pelos portugueses

[4610]

Uff! Estou muito mais aliviado e esclarecido agora, senhor Presidente. Apesar de me sentir, de novo, ridicularizado. Há tempos atrás achava V. Excelência que aqueles que se insurgiam contra a destruição das gravações de conversas quando Sócrates se entretinha em diálogos picarescos e comprometedores com a nata dos (alegados) mafiosos a que estávamos entregues, andavam mal informados, possessos por diabos atacados de «socialistite» aguda e desconheciam a Constituição. Agora vem V. Excelência dizer que as decisões do Supremo Tribunal de Justiça foram mal lidas. Depois explana ainda um arrazoado pastoso, que ainda irei ler outra vez, só para ver se sou episodicamente estúpido ou se sou mesmo um exemplo acabado de burrice sem remissão.

Shame on you, senhor presidente Noronha do Nascimento. Mas não me chame mau leitor…
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quarta-feira, janeiro 25, 2012

Pestilência

[4527]

Este «dossiê Isaltino» só não faz história porque no fundo ele não é diferente de muitos outros processos que saltitam por aí em cada esquina.

Paulo Morais tece aqui oportunas considerações sobre esta pestilenta novela mas não é curial que não se faça o mesmo para outras histórias, porventura menos rocambolescas, mas nem por isso menos pestilentas, algumas delas com direito a vivas e aplausos nas escadarias da Assembleia da República.

Talvez fosse de recordar que porventura mais do que o dinheiro que se deve e da nossa precária situação económica, situações como esta (e todo o sistema que lhe subjaz ) contribuem decisivamente para que aos investidores não lhes apeteça muito investir aqui um «bloody penny». Muitas vezes, não porque os investidores sejam, eles próprios, um modelo de virtudes, mas porque talvez ultrapassemos largamente tudo o que é expectável em matéria de conúbio, matarruanice ajuramentada e, naturalmente, um grau de proselitismo dificilmente comparável. Tudo qualidades que têm limites, na Europa.

ET - Acabei de ouvir nas notícias que o problema com Isaltino é que o processo está parcialmente prescrito. Pelas alminhas... alguém me explica esta do parcialmente?
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sábado, novembro 12, 2011

Quando os patetas se sucedem aos idiotas


[4456]

Otelo disse o que disse. O suficiente para que há bem pouco tempo atrás, fosse detido pela instituição militar e se submetesse a um auto de averiguações e respectivas consequências. Pinto Monteiro reagiu com a vacuidade do costume, ao mesmo tempo que nos passou um insulto colectivo vestido da pedagogia devida ao povo ignaro. Qualquer coisa como «…Otelo será objecto de um inquérito se o seu apelo à revolução tiver consequências práticas…». Ou seja, de acordo com o português que aprendi na quarta classe (é… aqui há uns cinquenta anos a miudagem já sabia ler e, surpreendentemente, interpretar, com resumos, redacções e assim…), o procurador diz que se desatarmos todos aos tiros e o Otelo e mais oitocentos começarem para aí a atacar quartéis, a Procuradoria, pressurosa e muito atenta abrirá um inquérito. E Otelo será ouvido, acusado, arguido e, quem sabe, julgado. Isto se o caso não prescrever ou não se destruir por aí umas quaisquer escutas o que, a não acontecer, provocará graves deficiências processuais.
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terça-feira, novembro 09, 2010

Shame


[3956]

Pode ser até que a emergência da «Casa Pia» se destine a distrair-nos dos 7%. O que não implica esqueçamos que por muito leigos que sejamos nos meandros da nossa justiça, seja evidente ter havido erro grosseiro na administração da justiça que resultou na condenação de todos os arguidos. Quando se verifica consenso entre a defesa e o Ministério Público quanto a ter existido uma deficiente apreciação de matéria de facto e, mesmo assim, se tenha procedido à aplicação das sentenças, não resta outra alternativa senão pensarmos, legitimamente, que de duas uma: ou houve pura incompetência, situação não despicienda sobretudo tratando-se de justiça ou, vade retro Satanás mas parece ser a única alternativa viável, este aparente erro destinou-se a uma futura anulação do processo e consequente reabertura do mesmo o que, naturalmente, provocará novo e longo arrastamento do processo.

Qualquer das alternativas me repugna mas parece não haver muito mais por onde escolher. Em todo o caso, os 7% já aí estão, Sócrates contempla a paisagem a partir de S. Julião da Barra e o Porto só volta a ganhar ao Benfica lá para a Primavera. Urge desencalhar por aí um novo entretenimento para a grei.

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sábado, agosto 28, 2010

Tchan tchan tchan tchan


[3878]

Carlos Cruz anunciou que depois da sentença do caso Casa Pia poderá (este tempo do verbo é importante…) muito bem revelar nomes de pessoas ligadas ao escândalo da casa Pia e que, tchan tchan tchan tchan, não pertencem ao Partido Socialista. Não sei se este "não pertencem ao PS" implica que pertencem a outros Partidos ou se apenas não pertencem a Partido nenhum e são apenas do Benfica, do Porto ou do Sporting. Mas acobardem-se gentes. Carlos Cruz afinal sabe muito… não falou logo… ele lá saberá porquê. Mas agora, que vem aí a sentença, ele vai ligar o ventilador. E não são do PS…

Não sei se Carlos Cruz é culpado ou inocente. Se for declarado culpado, o que fez fica-lhe muito mal e deve ser punido. Mas isto que disse agora não lhe fica melhor. É feio, rebarbativo, sacaninha e de mau perder…

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sábado, agosto 07, 2010

Abjecto


[3851]

Afinal Cândida Almeida «entupiu» o processo do Freeport e não deixou que as perguntas fossem feitas a Sócrates e a Silva Pereira. Isto a acreditar na imprensa e ainda ninguém desmentiu.

Sempre achei que a Drª Cândida lidava com estes assuntos da Justiça como quem discute os preços do peixe no supermercado com a vizinha. E quase sempre manifestando a sua simpatia pelo supermercado do seu contentamento. Esta notícia, porém, supera tudo o que poderíamos esperar em matéria de isenção e dignidade e deveria ser suficiente para que a senhora fosse despedida sumariamente, não sei se pode… mas deveria ser afastada já. Porque o que ela fez é abjecto, só comparável à atitude igualmente abjecta do PGR.

Quanto ao coro psitacídeo que se manifestou pela televisão, jornais e blogues sobre o absurdo das 27 perguntas, que nunca viram nada assim e tal, deviam meter a língua no saco. E comê-la. Depois que gastem uma palete de antiácidos, analgésicos e antisépticos. Mas comê-la bem comida.

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quinta-feira, junho 24, 2010

Problemas na chácara


Gansolino ainda sem desconfiar que estão indo aos biscoitos da vovó Donalda


[3807]


José Sócrates que por razões várias não percebemos o que fez na Cova da Beira, no Freeport, no negócio TVI, na duplicação das suas fichas na AR ou nos projectos que assinou na Covilhã e que com justiça ou falta dela muitos portugueses acham que mentiu quando falou sobre esses assuntos… diz a Helena Matos e diz muito bem. Ainda daria para acrescentar umas quantas habilidades, não menos graves e que nos embaraçam de cada vez que este homem aparece nalgum lado.

Na verdade, poder ser constituído arguido por ter dado a opinião sobre a qualidade do trabalho da jornalista Manuela Moura Guedes faz-me lembrar o habitual penetra de casamentos que enche a barriga de iguarias e um dia vai preso porque foi visitar a vovó Donalda e foi apanhado a subir ao armário para roubar um biscoito caseiro. Uma coisa que se resolvia com umas vulgares bicadas do Gansolino, ou Gus Goose, se nos ativermos ao inglês técnico.

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quinta-feira, dezembro 31, 2009

Bater no fundo


[3559]

O juiz de instrução processo «Face Oculta» entende que as escutas de conversas travadas entre Sócrates e Armando Vara contêm matéria criminal. Procede de acordo, pelos canais próprios. Após as «mirabolâncias» conhecidas, o Presidente do Supremo manda queimar a prova e acusa o magistrado de Aveiro de ter feito mal o seu papel. Este, de imediato, afirma-se disponível para fornecer, através do Conselho Superior da Magistratura, todas as informações que permitam informar a opinião pública, de forma rigorosa, sobre o que se passou no processo ‘Face Oculta’ relativamente às escutas que envolvem o primeiro-ministro, bem como se estas já foram destruídas.

Isto cheira a quê?
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quinta-feira, dezembro 17, 2009

Ainda Lopes da Mota

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Segundo o Diário da Manhã… uhhh… do Governo de Notícias, afinal Lopes da Mota pressionou só um bocadinho. Nada do que se andava para aí a dizer. Uns exagerados e maldizentes, é o que é...
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Ainda Lopes da Mota


[3540]

A avaliar pelas intervenções de um advogado que se tornou estrela mediática anunciando que Lopes da Mota está a ser o bode expiatório (não dizendo, embora, de quê ou de quem), considerando que o senhor foi suspenso e que o Procurador-Geral, meio irritado, explicou a uma jornalista que já tem 40 anos disto e que há processos que vão ao ministério público e outros que não vão, atentas as peculiaridades do meu país e as insidiosas campanhas negras que são prática corrente contra o Grande Líder, eu tenho de concluir que Lopes da Mota um dia acordou e pensou:

- Hoje vou pressionar os Procuradores do processo do Freeport.

E mais não disse e desatou por aí a pressionar imenso…
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segunda-feira, novembro 23, 2009

Estava combinado e «era do conhecimento»

[3490]

Há coisas que de vez em quando nos passam debaixo do nariz e que nem as cheiramos. Este post da Helena Matos, por exemplo, recorda-nos as escutas que o advogado Sá Fernandes (irmão do «Zé faz falta dos girassóis») fez intencionalmente na alegada tentativa de suborno ao Zé faz falta, seu irmão.

Ricardo Sá Fernandes, chegou a afirmar que «Há três gravações no processo. São todas lícitas, não têm nada de ilícito e são do conhecimento do Ministério Público e da Polícia Judiciária. Ninguém as considerou ilegais». Esta afirmação, duma tibieza notável, não chega a dizer que as escutas são legais. Refere serem lícitas e do conhecimento do Ministério Público e da Polícia Judiciária o que pressupõe uma combinação qualquer entre o justiceiro e as entidades referidas, assim do tipo, «logo vamos à bola?».

Sem embargo do acto de corrupção que parece ter existido por parte da Bragaparques, temos agora o advogado Sá Fernandes no outro lado da barricada e espanta, ou nem tanto, esta algaraviada que relevou das escutas da Face Oculta vis a vis a combinação entre a polícia e o nosso Philip Marlowe.

No meio desta trapalhada fica-nos a consolação que Armando Vara promete esclarecer tudo. Fiquei muto mais descansado.

Links seguidos via Blasfémias.
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domingo, novembro 22, 2009

Goodfellas


[3489]

O Presidente do STJ mandou rasgar. O Procurador mandou arquivar. Já era tempo de deixarem Sócrates em paz. Agora só falta mesmo indiciar os «vilões» do tribunal de Aveiro e pô-los na ordem, para que se deixem de campanhas negras, apimentadas pelo José Manuel Fernandes, pelo António Saraiva e pela Manuela M. Guedes. E mais uns quantos blogues reaccionários, saudosistas e «fassistas». Cá para mim, a limpeza devia mesmo alargar-se ao Eixo do Mal e enviar o Luís Pedro Nunes para o degredo, por ter tido a ousadia de afirmar que nunca a pressão sobre a comunicação social foi tanta, apesar de ter tido que enfrentar as reacções idiotas de Daniel de Oliveira e Pedro Marques Lopes e a sanha hormonal da pluma caprichosa.

Assunto arrumado, portanto. No que me diz respeito, limito-me a sentir um profundo embaraço com «isto» tudo. E atrevo-me mesmo a gerar alguma simpatia por Guterres. É que este promoveu o pântano mas teve uma assomo de decoro e pôs-se a andar. Sócrates, pelo contrário, chafurda no pântano e é insuportavelmente arrogante e truculento e alimenta uma dinâmica política que nos está a levar para uma situação de indigência, material e ética, que os europeus, como bem dizia João Duque ontem no «Plano Inclinado», acabarão por minorar, fazendo dos portugueses um bando de putos rafeiros e malcriados que nem se governam nem se deixam governar. Mas a quem é preciso dar de comer.
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quarta-feira, novembro 18, 2009

A lógica de Noronha do Nascimento e o ânimo de Cavaco


[3483]

Após a audiência entre o Presidente da República e o Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, os repórteres investiram, compreensivelmente, sobre as duas personagens, procurando saber os conteúdos da audiência:

- O senhor Presidente da República quis falar comigo sobre justiça, disse Noronha do Nascimento
- Ânimo, os portugueses têm de ter ânimo, disse Cavaco Silva.

Para além de termos todos ficado esclarecidos sobre a audiência, regista-se a capacidade de síntese do PSTJ, bem assim como a sua inelutável lógica. Já quanto a Cavaco fiquei assim, como dizer, com a sensação de quando nos morre alguém ou perdemos o emprego e nos põem carinhosamente a mão no ombro e nos dizem: - Ânimo!

Animemo-nos, pois. Se formos capazes. E se for caso disso.

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terça-feira, setembro 22, 2009

A justiça da F1


[3365]

A F1 pode ter muitos defeitos. Mas ninguém a pode acusar de tremideiras ou hipocrisia nas decisões que toma.

Flávio Briattore, um poderoso da disciplina, achou que podia fazer o que lhe apetecia e daí a obrigar um dos seus assalariados (Piquet) a despistar-se para dar a vitória a Alonso foi um passo. A coisa soube-se e o senhor, juntamente com a prosápia que o caracteriza, foi pura e simplesmente eliminado para todo o sempre da F1.

Pergunto-me como seria se no futebol se usasse a mesma celeridade nas decisões e a mesma dureza de penas…

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