Um dia vou descobrir
Etiquetas: angola, biz travelling

puro auto-entretenimento
Etiquetas: angola, biz travelling
Etiquetas: angola, ciência e técnica
Etiquetas: angola, coisas bonitas
Etiquetas: angola, pedrras negras.Cutileiro
Etiquetas: África terra bruta que até à papaia lhe chamam de fruta, angola, coisas boas
Etiquetas: angola, coisas boas
Etiquetas: angola, automobilismo, coisas boas, gente amiga

Etiquetas: angola, mulheres bonitas
Etiquetas: angola, coisas bonitas, lendas
Etiquetas: África, angola, coisas boas, coisas bonitas, Moçambique


Etiquetas: angola, mulheres bonitas

Clicar na foto para ver maior
[3981]
Uma vez, mal tinha passado a barreira dos vinte anos, conheci uma rapariga bonita e casei. Estava ainda na tropa mas já tinha acabado a zona de intervenção e achei que podia muito bem casar sem grandes atribulações. Ou melhor… não achei coisa nenhuma. Casei, «prontos». Poucos dias antes da cerimónia, uma coisa bonita com avionete a lançar papelinhos e tudo, lembrei-me que «quem casa quer casa». Vai daí arranjei um apartamento ao cimo de uma avenida da antiga Nova Lisboa, hoje Huambo, a avenida 5 de Outubro.
Era um T3 muito bonito, arejado e com uma vista arejada para as traseiras e num local privilegiado da cidade. E assim foi, ali me mantive até me nascer um filho e só mudei quando saí da tropa e o Estado português achou que eu fazia uma falta imensa no Uíje, para onde me mandaram instalar colonos vindos de Portugal.
Hoje casualmente, abri o Angolabela … e deparei com esta foto. É uma foto de 2010, mas está tudo como era dantes. Lá está o apartamento, o 1º andar do prédio da esquina, ainda azul, como já no meu tempo era e até a estação de serviço ao lado lá está e
A Blogosfera tem destas coisas. Uma pessoa levanta-se, faz um café, abre um blogue e tropeça na sua primeira casa de família constituída.
Depois desta tive muitas outras casas. E noutros países também, Mas isso não cabe aqui neste post.
Adenda: Há poucos meses estive em Angola e pela primeira vez de várias vezes que fui a Angola depois da independência, fui ao Huambo por estrada. Passei aqui e vi o apartamento tal como aparece na foto acima que aliás é de 2010. E tenho de referir o facto de a cidade estar lindíssima e surpreendentemente reabilitada da destruição da guerra.
.

Etiquetas: angola, comunicação social
[3746]
Parece que Angola devia €
Há centenas ou milhares de pequenas empresas portuguesas que, neste momento, têm os seus fornecimentos parados ou intermitentes por via das dificuldades de obtenção de instrumentos bancários. Não têm é gente a cantar o “only you” no conselho de administração. Na parte que me toca vou começar a ensaiar uns karaoke ali para os lados de Alcântara a ver se “abincho” alguma coisa. “Hadem” ver se não começo. Para que nós, os mais pequenos, “póssamos” receber algum também. E o “hadem” e o “póssamos” não são inocentes, tenho a certeza que “ajudarão-nos” alguma coisa!
.
Etiquetas: angola, as malhas do Império

clicar na segunda imagem para ver melhor
[3686]
A Dulce escreveu um belo livro. É uma narrativa serena, simples, na primeira pessoa e com o mesmo espírito dos dezasseis anos da altura, de um tempo de que a maioria dos portugueses não tem um conhecimento adequado.
A Dulce não recorre nunca a clichés de política, saudosismos ou partidarismo, deixa-se levar com a simplicidade que lhe enforma a alma pelos acontecimentos que a enovelam no pós 25 de Abril em Angola, consegue mesmo romanceá-los numa história de amor de adolescente e culmina num dos episódios mais dramáticos, analisados hoje à distância de trinta e seis anos, qual fosse o de estar num aeroporto à espera de um avião que a levasse… para onde o avião fosse. Brasil, Portugal ou África do Sul.
O livro não encerra ressentimentos, ressabiamentos, nem ressuma ódios, porventura legitimáveis pelo desprezo e desrespeito que um grupo de gente no poder em Portugal atribuiu aos “incómodos retornados”. O livro é tão singelo como a autora, e limita-se à narrativa fluida e fiel de um período muito curto mas muito importante para muitos que, como a Dulce, aguardaram aviões sem conhecer o destino final. Não acusa, não se zanga, não odeia, tão-somente conta a história de uma adolescente nascida e criada em Angola e apanhada no torvelinho dos acontecimentos.
Aconteceu à Dulce ir para o Brasil. Por lá se fixou, por lá se enraizou e lá se estabeleceu, constituindo família, terminando a sua licenciatura, trabalhando, sem precisar de “jobs for the boys” a €2.5 M /ano sustentados por currículos tão improváveis como o lançamento de campanhas com T-shirts do Che e poemas do Manuel Alegre, que foi nisso que os portugueses parecem ter-se especializado. A Dulce, como a grande maioria dos retornados (uma filha de beirões, nascida em Angola e “retornada” no Brasil, só pode ser uma piada de mau gosto…) fez pela vida e é uma mulher feliz e empresária de sucesso.
Resolveu escrever um livro que editou no Brasil e
Parabéns à Dulce pela sua lição de vida e pelo livro. Que pena que muita gente não saiba que o livro está á venda em Lisboa
Sabor de Maboque
Book House
Edifício Monumental
Praça Duque de Saldanha - Lisboa
T: 213 193 450
Book House
Galerias Saldanha Residence - Lisboa
T: 213 151 873
Pode ser também encomendado através do site da Bertrand
.

Etiquetas: angola
