sábado, junho 12, 2010

Inveja, é o que é...


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O mundo é uma cambada de invejosos, é o que é. Agora que comecei a caminhar há uns dias e de repente me tornei numa esbelta e ginasticada criatura (eu sabia, eu sabia que este «pneu» era só falta de exercício e ter deixado de fumar, sabia que o substrato da elegância estava lá, intacto…) começam a chover convites obscenos. Hoje foi uma dobrada com feijão branco, daquelas com pança, barreto e folhoso, enchidos, dose generosa de feijão, tudo muito sápido e bem apresentado, assim tipo com salsa moída por cima e assim. Não há como resistir.

Chego a casa meditando na feijoada (branca, atenção…) depois da caminhada habitual e antecipando uns minutos extra, assim a modos como extra queijo na pizza (é, vejo muita publicidade...) e toca o telefone. O meu compadre, homem saudoso das Áfricas em geral e da moamba em particular, achou que a melhor maneira que eu tinha de passar um domingo era ir amanhã a casa dele comer uma moamba. Sim, dessas, com pirão, funge, arroz e a galinha a escorrer óleo de dendém por entre os quiabos e a beringela, assim tudo junto, género tudo ao molho e bota na reciclagem.

Inveja, é o que é. Não podem ver um homem elegante e inventam logo programas destes…

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quinta-feira, abril 29, 2010

Está resolvido

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Parece que Angola devia € 500.000.000 a empresas portuguesas de construção e obras públicas. Portanto, Portugal dá (não é emprestar, é dar) mil milhões e uns trocos e Angola paga a Portugal. Eu, que NÃO percebo imenso destas coisas de finança, acho que percebo, pelo menos, português. E isto é o que vem explícito, sem tirar nem pôr, na Bloomberg. Pelo caminho há mais umas linhas de crédito e assim para não atrapalhar a coisa.

Há centenas ou milhares de pequenas empresas portuguesas que, neste momento, têm os seus fornecimentos parados ou intermitentes por via das dificuldades de obtenção de instrumentos bancários. Não têm é gente a cantar o “only you” no conselho de administração. Na parte que me toca vou começar a ensaiar uns karaoke ali para os lados de Alcântara a ver se “abincho” alguma coisa. “Hadem” ver se não começo. Para que nós, os mais pequenos, “póssamos” receber algum também. E o “hadem” e o “póssamos” não são inocentes, tenho a certeza que “ajudarão-nos” alguma coisa!

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