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Juliette Binoche é uma daquelas mulheres que deviam ter limites de beleza. Um dispositivo que não permitisse que elas fossem mais bonitas do que deve ser, à semelhança daqueles carros alemães com limitadores de velocidade. O carro vai saltar para os 300 km/h? Corta! Ai a Binoche não lhe chegavam os olhos cor de avelã, ainda tinha que ter uma boca cinzelada em modelo de cereja? Pára o barco e bota-lhe uma verruga no nariz, um pescoço com gelhas precoces ou pestanas curtas. Porque não é justo. Falar com esta mulher, assim, a sangue-frio, deve provocar tropeção no tapete, frases tartamudeadas ou dislexia pura, tipo mexer o café com a colher fora da chávena.
Deus devia usar a lei das compensações com mais parcimónia nas belas e magnanimidade nas não tão belas assim. Ficava toda a gente satisfeita e nunca haveria o risco de entrar no quarto atirar com o cigarro para cima da cama e lançarmo-nos pela janela fora. Distracções a que todos estamos sujeitos.
De qualquer maneira aqui fica um hino à beleza da mulher para se começar mais uma semana de trabalho. Mesmo que arriscando alguma quebra de produtividade.
Foto picada à papoila .
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