quinta-feira, janeiro 19, 2012

Pepe é um idiota (quote)

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Uma das razões porque gosto da cultura anglo-saxónica é o facto de os seus representantes dizerem curto, simples e efectivamente o que pensam. Pepe, um reincidente agressor dos campos de futebol, pisou ontem violentamente, de propósito, a mão de Messi, caído no relvado. Ao lado de extensas reportagens sobre a matéria em vários jornais, o inglês Wayne Rooney veio à net e escreveu: - Pepe é um idiota.

Apetece ser Rooney quando vejo a onda de incitamento à violência aqui, aqui, aqui e aqui. E embora concorde com a designação insurgente de que estes tipos são maluquinhos, apetece dizer sumariamente. Otelo é um idiota. E os outros também.
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quinta-feira, julho 14, 2011

Afectos ao afecto



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António José Seguro prometeu terça-feira que, se for eleito secretário-geral do PS, ouvirá os militantes socialistas antes de decidir e reintroduzirá nas relações dentro do seu partido uma cultura dos afectos.

Os afectos, os beijinhos, as pessoas, a proximidade, a vida para além do défice. Parece que é disto que nos espera quando e se o PS ganhar as eleições outra vez. Portanto, não temos que nos queixar. É esta retórica moralista, solidária, afectuosa e idiota reincidente que esta rapaziada socialista tem para nos oferecer. Porque competência, seriedade e realismo, sobretudo realismo, é coisa para os tecnocratas, os economicistas e outros agentes ao serviço dos ricos e dos poderosos.

Por isso é que cada vez que esta gente vai para o governo desatamos todos aos beijinhos e esquecemo-nos que há contas para pagar e o resultado tem-se visto. Repetidamente. A não ser que a coisa agora doa tanto que de uma vez por todas se acabe com esta patética retórica.
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sexta-feira, junho 17, 2011

O piquenique que faltava








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O Zé-faz-falta continua a fazer das dele. Agora tratou de organizar um mega piquenique em defesa da produção nacional, seja qual for a relação que a produção nacional tenha a ver com uns pastéis de bacalhau comidos ao ar livre. E, para isso, achou que o local mais indicado seria a Avenida da Liberdade. Amanhã teremos uma multidão carregada de pataniscas e arroz de pimentos, bolas e folares, quem sabe até umas febras para assar, a caminho da avenida mais nobre de Lisboa, para mais com o engodo da distribuição de cerca de cinco toneladas de frescos. Tudo em nome da produção nacional.

O Zé-faz-falta, em face de uma série infindável de protestos pela escolha do local, já veio a terreiro explicar as vantagens do piquenique e sobre o local escolhido até disse que uma vez nos Campos Elísios houve uma coisa do género. Como não disse o género da coisa e enquanto eu estava suspenso a tentar adivinhar o que teria sido… ele disse que em Lyon também ia haver. Presumo que vai haver «uma coisa» em Lyon, também.

A parolice inerente ao evento seria nada, não fosse a carga ideológica subjacente a esta idiotice. Coisa que o Zé-faz-falta maneja na perfeição. Resta dizer que não tenho nada contra os piqueniques. Coisa simpática e saudável. Mas dispondo Lisboa de locais como Monsanto, por exemplo, ficamos todos a pensar como é que a Câmara (objectivamente o seu presidente, já que muitos vereadores parecem estar contra) não se opõe aos desmandos do Zé-faz-falta que agora deu-lhe para aqui. Isto porque lhe tem que dar para qualquer lado e para qualquer coisa, de vez em quando. Nem que para isso tenha de incomodar uns milhares de lisboetas, atrapalhar o trânsito todo (desde ontem que muitos motoristas vociferam contra a ideia, alguns ameaçam até «cortar» a avenida em sinal de protesto) e, aposto, promover a danificação de muitos canteiros da avenida. Curiosamente os mesmos canteiros que ele, o Zé, diz que poderão vir a ser arranjados com fundos promocionais do Continente, que parece ser o patrocinador da iniciativa.
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domingo, junho 12, 2011

Blaarrrgghhhhhhh...




[4312]

Trezentas pessoas em Madrid (parece que em outras capitais, também) resolveram chatear-se porque as pessoas consomem muitos combustíveis fósseis e trataram de fazer um desfile velocipédico, com pouca roupa ou, muitos deles, peladinhos da silva.

Era quase tudo homens o que, à partida, tornou a reportagem desinteressante e sexista. Em qualquer caso, a coisa pareceu-me basicamente anti-higiénica. Ver todos aqueles genitais a roçar nos selins e a produzir sucos corporais entre a derme e o cabedal do selim, para além de uma inevitável carrada de pelos suados, foi um espectáculo que não me entusiasmou por aí além. E de uma coisa estou certo. Se alguma vez, mesmo sendo as probabilidades remotas, eu comprar uma bicicleta em segunda mão em Madrid hei-de tratar bem de saber de quem era a gerinconça.
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domingo, junho 20, 2010

Patetas e malcriados


Quem acha que Cavaco deveria ter ido ao funeral de Saramago?

[3802]

Uns são patetas, outros são malcriados. Outros, ainda, acumulam. Patetas malcriados o que, convenhamos, é um desiderato pouco invejável. Todos eles afinam pelo mesmo diapasão. Cavaco tinha de ir ao funeral de Saramago. Louçã, esse, chegou a dizê-lo com aquela expressão ameaçadora que costuma usar sempre que diz qualquer coisa. Entenda-se, olhos a saltar das órbitas e «errrrrrres» bem afinados.

Alguém devia explicar a estas luminárias que Cavaco, enquanto Presidente, cumpriu o protocolo. Mandou uma mensagem de respeito pela figura do escritor laureado que faleceu. O mais é folclore da esquerda insuportável, desta esquerda esquizofrénica que na verdade, a única forma que tem de se evidenciar é em berrarias deste género, saudosos, quiçá, das votações de braço no ar. E, claro, de uns quantos repórteres excitados que iam fazendo a pergunta sacramental «…o que acha do Presidente da República não estar presente no funeral?…», sem perceberem que a pergunta, em si, era já um desrespeito assinalável pela figura do falecido. Mas isso não ensinam na faculdade.

Um triste espectáculo!

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quarta-feira, junho 16, 2010

Os idiotas


[3799]

Este é Winston Churchill no “The Britain at War Experience" em South-East London. Com uniforme militar, fazendo a saudação da vitória mas sem o charuto que um zelota do reino achou que era um mau exemplo. Sobretudo para as criancinhas, enquanto aprendem a acariciar-se umas às outras nas compulsivas aulas de educação sexual que os técnicos da coisa (literalmente) acharam que as criancinhas deviam atender, a fim de conhecerem os perigos de assalto a que estão sujeitas.

Depois queixamo-nos!

Ver a notícia e fotos de W. Churchill , original e actual, aqui.

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quarta-feira, setembro 23, 2009

Altas cilindradas


Fiat Abarth de baixa clindrada (1400 cc)
[3369]

Sempre me irritou a designação «alta cilindrada». É uma expressão errada para o efeito que se pretende, na justa medida em que há carros de alto cilindrada que são verdadeiras pasteleiras e, ao contrário, há carros de cilindrada baixa ou média que são autênticas bombas.

Mas a expressão «alta cilindrada» tem impacto. O impacto que se pretende junto da mole bovina em que nos vamos tornando à força de sermos martelados com a retórica que nos é imposta – no caso, a associação da alta cilindrada aos ricos e poderosos que é, no fundo, o que se pretende, embora muitos (a maioria) dos que escrevem ou palram num microfone conduzam carro de razoável cilindrada. Se não for mesmo alta.

No caso desta corrida idiota que António Costa insiste em manter como imagem de marca, a pergunta é: - Do Campo Grande ao Rossio qual é a diferença entre um carro de alta cilindrada e um de baixa cilindrada? Nenhuma, de facto. Mas, correcção oblige, o efeito pretendido está embutido na expressão alta cilindrada. Coisa desprezível, obra do demo que veio ao mundo para nos tornar em matéria consumível do consumismo e do capitalismo desenfreado, até acabarmos na massa putrefacta que, eventualmente e por ironia, irá dar origem, muitos séculos depois, ao petróleo que serve para mover os carros de alta cilindrada.

Enfim. Alta cilindrada be it. Mas se a hipocrisia e a patetice deste tipo de iniciativas se medisse em centímetros cúbicos, estaríamos em presença de uma altíssima cilindrada de idiotia.

Nota: Esta pérola, mencionada neste post, fazia o deleite da rapaziada da velocidade. Tinha 2 ou quatro carburadores, conforme fosse TT ou TTS e tinha, sentem-se, 1000 c.c. para o TTS e 1200 c.c. para o TT. Um baixa cilindrada que atingia os 100 km/hora em 8 s.

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terça-feira, setembro 08, 2009

Coitado de Chávez, esse incompreendido


[3345]

Oliver Stone faz o panegírico de Hugo Chávez, numa longa prelecção, a propósito de um filme que mete guerra e sacanas. Poucas vezes tenho ouvido tantas alarvidades em tão pouco tempo. Ficou-se-me a última, segundo a qual deveríamos compreender Chávez porque, afinal, poucos países da América Latina se poderão gabar de ter tido tantas eleições como a Venezuela. Ainda segundo Stone, a pobreza foi quase erradicada e Chávez está a ser vítima de campanhas dos media internacionais em geral e americanos em geral (ainda há dias a imprensa dizia que Chávez achava muito bem que o Irão devia ter a bomba atómica e que, idealmente, se deveria constituir uma zona nuclear de parceria venezuelana e iraniana no continente americano, esta imprensa é danada para a brincadeira, quando embirra com alguém é isto).

Houve uma altura em que ainda me interrogava como era possível haver gente assim. Hoje, limito-me a perguntar aos meus botões como é que este pessoal «avançado» consegue tanta audiência.

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domingo, agosto 16, 2009

Idiotas?

[3307]

Aqueles que utilizam com frequência a expressão «idiotas úteis» deveriam ler com atenção (e quedar-se em «útil» reflexão) esta notícia do Público. E perceber que nem sempre os idiotas são tão idiotas como parecem, nem a sua utilidade é desprezível. Sobretudo para eles próprios.
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quinta-feira, abril 10, 2008

Idiotas, que nem úteis são


[2443]

Lá, como cá, idiotas há. Com ou sem sotaque, idiota é idiota e não há nada a fazer. Atente-se no comentário deste brasileiro ressabiado (vá-se lá saber porquê...) a esta notícia do Público, a propósito do acordo ortográfico:

"Basta percorrer o site do Instituto Camões para se ter uma idéia dos níveis absurdos de preconceito que os 'intelectuais' Portugueses demonstram em relação àqueles que fazem com que a língua Portuguesa seja uma das mais faladas no mundo. Leio muito, observo as atitudes dos Portugueses (todos, da arraia miúda aos graúdos demagogos que frequentam o Parlamento). Não merecem que a gente continue a compartilhar do mesmo espaço linguístico. 'Comunidade lusófona' é uma expressão eufemística para esse pessoal (que vive na época das Caravelas) dar prosseguimento a esse projeto colonial horroroso que culminou no extermínio dos índios e no tráfico negreiro (esse sim, de proporções mundiais - e liderado por Portugal). Proclam-se a língua Brasileira, restaurem-se as línguas Bantas, estimule-se o Inglês. Que o Português fique com os Portugueses... assim com o Basco é falado (por alguns) Bascos. E falo isso como descendente do Gonçalo Mendes da Maia, o Lidador, que morreu lutando contra os Mouros aos 95 anos. E falo isso como descendente de uma meia-irmã de Nuno Álvares Pereira, o herói de Aljubarrota. Saudações"

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quinta-feira, março 20, 2008

Uma bica, já, ou vou-te ao focinho


[2398]

É o que dá vivermos todos no condicional. E a culpa é da hostilidade parental. Gera-se o medo e depois nem uma bica sabemos pedir. Vale-nos o diagnóstico inteligente dos nossos especialistas ou chegaria o dia em que pedimos uma bica e o dono da pastelaria sodomiza-nos primeiro (não dá jeito nenhum este vocábulo, mas ainda são nove da manhã…) e ainda pedimos desculpa por estar de costas.

Há, claro, a parte hilariante da coisa. Ou não somos nós um povo hilariante? Ele é o fado Hilário, ele é o Hilário do Chelsea e os patetas. Os patetas, senhor. Porque falam eles tanto, Senhor? Porque nos dais tanta dor?

Ouvir, atentamente, aqui, com a devida vénia
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segunda-feira, agosto 20, 2007

Fora do prato




Tal como o JPP fico à espera de saber quanto é que é a minha ecotaxa.
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domingo, julho 08, 2007

A docilidade do rebanho

Foto retirada do Insurgente

[1869]

Durante muito tempo achei que os portugueses eram um povo atrasado, muito por causa do facto de terem vivido amordaçados e em redil durante quase meio século. Ultimamente tenho reciclado um pouco esta opinião, já que vivemos em liberdade há mais de três décadas e somos parte integrante da Europa, mas continuamos a manifestar alarvidades, como os apupos e assobios que se ouviram no estádio da Luz na festa das 7 Maravilhas, quando apareceu a Estátua da Liberdade. Portanto, atrasados, já não. Alarves e desesperadamente idiotas, sim. Mas também… com o bombardeamento permanente da comunicação social e sucessivos governos sobre as malfeitorias dos americanos, o que é que esperávamos? Já antigamente era assim, Salazar assomava a um varandim e punha-nos todos a gritar pela Nação una e indivisível. Caetano ia a África e arrastava milhares e milhares de pessoas a gritar Viva Portugal do Minho a Timor. Porque é que agora haveria de ser diferente?


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