Lá como cá...

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...idiotas há. Eu não sei os pormenores, só me apercebi de que o governo brasileiro estava a ir ao bolso dos cidadãos que pagam impostos para entregarem de mão beijada a Maria Bethânia qualquer coisa como €560.000 para ela gerir um blogue sobre cultura brasileira. Alguns jornalistas portugueses questionaram a artista (teve ontem um espectáculo único, esgotado, aqui em Lisboa), mas ela achou aquilo uma intromissão na vida de cada qual e aos costumes disse nada.
Pesquisei um pouquinho e lá me apercebi do que se passava. E nada como ler esta pérola de um tal Jorge Furtado (apesar de ter já cerca de dois meses), cineasta petista (graças a Deus por cá ainda não chegámos a este ponto, ainda não temos cineastas socialistas, social democratas, democratas cristãos ou cineastas que sofrem de sinusite...), glosado por Reinaldo Azevedo, ao que parece um conceituado colunista da Veja. E vale a pena, porque estão ali bem expressas algumas enormidades que por cá fazem igualmente escola, pelo que me atrevo a afirmar que nesta coisa de socialismos mudam as moscas, mas o essencial permanece, seja em que continente for.
Jorge Furtado atinge os píncaros do ódio e o paroxismo da idiotia e questiona mesmo aquilo que porventura constitui um grande cartão de visita brasileiro, a tal nação multirracial, pele branca, coração negro, patatipatatá, como costuma correr por aí. Jorge Furtado parece-me inclusivamente ser um refinado racista, quanto mais não seja porque a páginas tantas ele, na defesa da sua dama Bethânia (que ele acha que devia ser estatizada, vou repetir, es-ta-ti-za-da!!!), chega a firmar que «... a distinção que alguns ainda fazem entre os meios cinema, televisão e internet seria engraçada se não fosse um empecilho ao desenvolvimento do país. Preconceito também contra os nordestinos. Nas críticas sobram piadas contra os baianos, quase todas vindas do mesmo gueto branco direitista no enclave paulista...»
Não sei se Furtado é preto ou nordestino. Idiota é, com certeza. Infelizmente estes Furtados vão conseguindo bem mais audiência que o desejável. Nos «entretantos», para glosar um pouco o léxico brasileiro, as alavancas do progresso e os iluminados vão recebendo centenas de milhares de Euros para manter blogues de pesquisa. Se Dilma quiser, eu faço um desconto. E prometo dar o meu melhor nas pesquisas que ela quiser. Inclusivamente sondagens sobre quantos Furtados se incomodam com os guetos brancos e direitistas do enclave paulista chateados com os nordestinos e baianos (esta é, realmente, de antologia) e quantos paulistas se incomodam ainda com os Furtados que lhes saem na rifa de vez em quando. Digamos que faço a coisa pela metade. Topa, presidente Dilma?
Nota: Vale a pena ler a parte final da crónica de Reinaldo Azevedo. Coisa mais límpida não há. Sobretudo quando se alinham artistas, cineastas e pasteleiros na mesma escala de prioridades.
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...idiotas há. Eu não sei os pormenores, só me apercebi de que o governo brasileiro estava a ir ao bolso dos cidadãos que pagam impostos para entregarem de mão beijada a Maria Bethânia qualquer coisa como €560.000 para ela gerir um blogue sobre cultura brasileira. Alguns jornalistas portugueses questionaram a artista (teve ontem um espectáculo único, esgotado, aqui em Lisboa), mas ela achou aquilo uma intromissão na vida de cada qual e aos costumes disse nada.
Pesquisei um pouquinho e lá me apercebi do que se passava. E nada como ler esta pérola de um tal Jorge Furtado (apesar de ter já cerca de dois meses), cineasta petista (graças a Deus por cá ainda não chegámos a este ponto, ainda não temos cineastas socialistas, social democratas, democratas cristãos ou cineastas que sofrem de sinusite...), glosado por Reinaldo Azevedo, ao que parece um conceituado colunista da Veja. E vale a pena, porque estão ali bem expressas algumas enormidades que por cá fazem igualmente escola, pelo que me atrevo a afirmar que nesta coisa de socialismos mudam as moscas, mas o essencial permanece, seja em que continente for.
Jorge Furtado atinge os píncaros do ódio e o paroxismo da idiotia e questiona mesmo aquilo que porventura constitui um grande cartão de visita brasileiro, a tal nação multirracial, pele branca, coração negro, patatipatatá, como costuma correr por aí. Jorge Furtado parece-me inclusivamente ser um refinado racista, quanto mais não seja porque a páginas tantas ele, na defesa da sua dama Bethânia (que ele acha que devia ser estatizada, vou repetir, es-ta-ti-za-da!!!), chega a firmar que «... a distinção que alguns ainda fazem entre os meios cinema, televisão e internet seria engraçada se não fosse um empecilho ao desenvolvimento do país. Preconceito também contra os nordestinos. Nas críticas sobram piadas contra os baianos, quase todas vindas do mesmo gueto branco direitista no enclave paulista...»
Não sei se Furtado é preto ou nordestino. Idiota é, com certeza. Infelizmente estes Furtados vão conseguindo bem mais audiência que o desejável. Nos «entretantos», para glosar um pouco o léxico brasileiro, as alavancas do progresso e os iluminados vão recebendo centenas de milhares de Euros para manter blogues de pesquisa. Se Dilma quiser, eu faço um desconto. E prometo dar o meu melhor nas pesquisas que ela quiser. Inclusivamente sondagens sobre quantos Furtados se incomodam com os guetos brancos e direitistas do enclave paulista chateados com os nordestinos e baianos (esta é, realmente, de antologia) e quantos paulistas se incomodam ainda com os Furtados que lhes saem na rifa de vez em quando. Digamos que faço a coisa pela metade. Topa, presidente Dilma?
Nota: Vale a pena ler a parte final da crónica de Reinaldo Azevedo. Coisa mais límpida não há. Sobretudo quando se alinham artistas, cineastas e pasteleiros na mesma escala de prioridades.
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Etiquetas: idiotas úteis, me worry?, orgasmos múltiplos socialistas




