sexta-feira, fevereiro 24, 2012

Pessoal distraído

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Corre por aí alguma surpresa pelo facto de o PCP ter votado contra a adopção de crianças por pares do mesmo sexo. Confesso que não percebo bem a surpresa. Ou as pessoas andam muito mal informadas sobre o pensamento (e as acções…) dos comunistas em matérias relativas à homossexualidade ou então andam distraídas com a seca. Por outro lado, esta surpresa remete para a clara e generalizada convicção de que as questões relativas à homossexualidade e adopção de crianças por pares do mesmo género são uma causa de esquerda. E isso fere de morte qualquer tentativa de análise séria do problema, quer do ponto de vista social, quer político, quer humano.
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sábado, fevereiro 04, 2012

Os portugueses estão de acordo com a adopção por casais do mesmo sexo, criticando a falta de legislação e de protecção social nestes casos

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Leio este título do Jornal de Notícias e sinto-me muito mais esclarecido. Andava para aqui cheio de dúvidas, mas felizmente que existe um Fundo de Ciência e Tecnologia com dinheiro para pagar a um psicólogo, um tal Pedro Alexandre Costa, que eu não conheço mas que ainda um dia Deus Nosso Senhor me há-de conceder a graça de conhecer, para se chegar à conclusão de que «…os portugueses estão de acordo com a adopção por casais do mesmo sexo, criticando a falta de legislação e de protecção social nestes casos…».

Isto não foi bem uma sondagem, a coisa foi mais «um estudo». Deus saberá a base científica do psicólogo Pedro Costa, nós não sabemos porque o jornal não diz, mas o que interessa é que o tal Pedro concluiu, alguma da nossa comunicação social está firmemente a passar de má a abjecta e a notícia saiu. A mim ninguém me perguntou nada mas, repito, quero acreditar que o Pedro Costa aprendeu bem na Faculdade como se faz um estudo. E se ele o diz e se o JN publicou é porque deve ser mesmo… como o Pedro diz.
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domingo, junho 12, 2011

Os meandros da homofobia



[4311]

Eu não sei se Paulo Portas é gay, hetero, bi, tri, ou sofre de sinusite. Mas sei, não sou cínico, que sobre ele de há muito corriam algumas histórias que tinham a ver com o facto de ele ser homossexual. O tempo passou e a consistência dos boatos ou verdades foi-se esboroando e qualquer pessoa minimamente estruturada se estava mesmo nas tintas para o assunto.

Mas Ana Gomes iniciou a sua série de diatribes. Maldosas, pérfidas e muito provavelmente mentirosas. Misturou alhos com bugalhos, homossexualidade com submarinos, pedofilia com sentido de Estado, misturou uma data e coisas e patenteou ódios, angústias, raivas e o mais que lhe for pela alma e pelo corpo e, a partir daí, terá conseguido aquilo que provavelmente mais lhe interessaria. De repente, parece ter-se tornado óbvio, para os mais distraídos, que Paulo portas é gay. Um caso adquirido. E isso parece ser um desiderato que serve os propósitos de Ana Gomes. O homem é «bicha» e a dignidade do Estado tem de ser salvaguardada. Porque, no meu fraco entendimento, é disso mesmo que se trata.

Ana Gomes vem agora dar emenda ao soneto e diz que não é homofóbica. Eu acho que é. Mas isto sou eu a achar. Quem sou eu para o afirmar? A verdade é que bem lá no fundo (ainda que não me perca de vontades por ir ao fundo de Ana Gomes) o caso de Ana Gomes lembra com facilidade a velha história do bêbedo encostado ao candeeiro e que grita: - Eu não estou grosso.

Eu não sei dos gostos e orientação sexuais de Ana Gomes. Mas de uma coisa estou certo. Se alguma vez isso me interessar (campo onde as probabilidades me parecem ser nulas), posso garantir que me é totalmente indiferente de quem ou do que é que ela gosta. Se é que ela gosta de alguma coisa ou de alguém. Mas isso, reforço, a ser o caso, é um problema inteiramente dela.
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quarta-feira, fevereiro 03, 2010

Os idiotas do costume

[3625]

Hoje há um programa de choque na RTP. Chama-se… não me ocorre agora, e trata de duas mulheres lésbicas que, exactamente porque o são, não se podem casar, não têm emprego, não têm casa e passam fome.

Eu acho que o enunciado do programa é dramático, infeliz e de gosto grosseiro, porque associam a desgraça ao facto de as moças serem lésbicas. Por duas razões. A primeira, porque sei de muita gente sem emprego sem casa e com fome e, em alguns casos, também não podem casar, por razões económicas e que não são lésbicas nem gay. Depois, porque acho imoral e profundamente imbecil que se associe, “tout court” o lesbianismo às dificuldades de inserção social de muita gente e, "en passant" se associe o fenómeno ao estrépito qjue um programa destes pode eventualmente provocar, apenas porque se acha que o drama de duas lésbicas sem-abrigo vai tocar fundo no coração das audiências e cumpre o ritual de focar o “politicamente correcto” numa religião e a homossexualidade numa virtude teologal.
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segunda-feira, novembro 30, 2009

É por estas e por outras…


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...que pessoas com responsabilidades públicas ou mediáticas como este senhor que escreve no
i prestam um mau serviço à desejável normalidade social. Miguel Pacheco faz uma salada tremenda. Mistura homossexualidade com homofobia, resultados desportivos à conta de treinadores homofóbicos com atribuições de entidades de utilidade pública, lucro, imaginação comercial, marketing, estreiteza de ideias, clubite e só não mete a táctica do 4-3-3 ou do 4-4-2 desdobrável em losango (as coisas que eu vou aprendendo com os comentadores de futebol…) em jogo porque, provavelmente, não lhe ocorreu.

Se não houvesse outras estimáveis razões para entender a
medida do Sporting Clube de Portugal (e há pelo menos um milhão), ocorre-me pensar como é que dois homens provam à entrada do recinto que são um casal. Por mera declaração? Juram com a mão direita sobre a bíblia? Apresentam um atestado da junta de freguesia? Arrolam testemunhas que juram a pés juntos que vivem em comunhão? Isto para evitar que o clube passasse a reduzir as receitas de bilheteira a metade, pois é fácil imaginar que um grupo de 20 amigos passe a 10 casais para pagarem apenas 10 bilhetes.

Até onde conduzirá esta patetice de misturar tudo e tudo valer para falar de homossexualidade e homofobia? Actuar com genuína normalidade em vez de andar à caça de bruxas homofóbicas não seria uma medida muito mais inteligente?
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segunda-feira, outubro 05, 2009

Machos «sementeiros»


[3392]

Há aquilo que normalmente se designa por baterias de jaulas para poedeiras. As galinhas são metidas num espaço exíguo onde praticamente não se podem mexer para que não gastem energias e ali ficam, cumprindo a sua nobre missão de postura, fornecendo ovos para alimento da grei.

Ora, em face disto, o que eu sugiro é que se construam jaulas para machos humanos heterossexuais, com um espaço apropriado para o aumento de volume dos respectivos pénis sempre que artificialmente erectos, antes de serem masturbados para recolha de sémen. Independentemente dos postos de trabalho que isto provocaria (já agora, e assim como assim, mulheres) isto teria a vantagem de proporcionar às crianças pais mais tranquilos e seguros, afectuosos e confiantes, através de casais homossexuais, em vez de pais neuróticos, ansiosos e inseguros como os pobres heterossexuais que tiveram a animalesca ideia de gerar um filho através de uma pouco científica e promíscua cópula.

É isto que um jornalista abalizado (balizado???) da nossa praça refere, Céu Neves de seu nome, baseado em conclusões surpreendentes de uma tese em psicologia sobre homoparentalidade, que desfaz estereótipos como o de que uma criança criada por homossexuais tem maiores probabilidades de ser gay ou lésbica. Há ainda uma psicóloga, Vanessa Ramalho, que afirma que a "identidade sexual da criança é formada muito precocemente, muito antes do bebé conseguir distinguir um homem de uma mulher. O que conhece são os cuidadores e faz uma síntese das características que gosta e que não gosta neles".

Segundo a tese daquela psicóloga, "Homoparentalidade: estudo da adequação homoparental", os homossexuais revelam ser bons cuidadores. "Verificam-se características idiossincráticas e comportamentos educativos adequados, promotores de boa parentalidade, que assim assumem índices desenvolvimentais e relacionais, indutores de adaptação emocional e maturidade psicológica." E vai ao ponto de afirmar que pais homossexuais até podem trazer vantagens para a educação de uma criança, até porque um filho resulta, em geral, de muita ponderação e tempo de espera.

Há ainda e até, uma Ana que é lésbica e foi mãe de gémeos através de uma inseminação artificial no estrangeiro. E acredita que a homossexualidade pode ser uma vantagem. Considera que "um pai/ mãe homossexual que seja assumido é, à partida, um indivíduo mais flexível, de mentalidade mais aberta ao mundo e ao que possa fugir do padrão instituído pela sociedade".

Ana recorda a "felicidade imensa" que foi para os seus pais o nascimento dos seus filhos, numa altura em que "já tinham perdido a esperança de ter netos", aceitando "naturalmente" a namorada e a relação que ela tem com os gémeos. E conclui: "Parecem-me crianças felizes e despreocupadas e, apesar da pouca idade, já perceberam que a mamã não tem um marido e que não têm um pai nos moldes da maioria dos amiguinhos, mas sinto que vivem isso de uma forma natural, porque eu e a minha família isso lhes transmitimos."

E não falta um Manuel com uma história de paternidade para contar. O filho, de 12 anos, resultou de um casamento heterossexual. A criança viveu com ambos os pais até aos sete anos, altura em que o pai se assumiu como gay. Ficou a viver com a mãe, mudando-se no último ano para a companhia do Manuel e do companheiro por "uma questão de logística". Imagine-se a sorte do filho do Manuel que, mesmo assim, teve de esperar sete anos para ser feliz, quando o pai assumiu a homossexualidade.

Voltando às jaulas (ou gaiolas, para quem não saiba gaiola é o calão para punheta em Trás os Montes. As coisas que eu sei…). Eu penso que é premente avançar com a ideia. No fundo, os heterossexuais só atrapalham, para além de encher a sociedade de preconceitos que até, no limite, podem muito bem provocar disfunção eréctil nos homossexuais. Além de que não se pode acabar com a matéria-prima para o fabrico de bebés. Selecciona-se as castas e estirpes, cataloga-se a morfologia e caracteres genéticos e mete-se os machos nas gaiolas (não esquecer a geometria variável das mesmas, para a erecção induzida, antes de cada colheita) e vamos procriando alegremente. Numa sociedade justa, descomprometida, moderna e, sobretudo, sem a chatice da queca, uma coisa que só atrapalha e, naturalmente, um mau exemplo para as criancinhas.
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sexta-feira, julho 31, 2009

Lá terão que se amancebar...


[3277]

Ora aqui está mais matéria para a solução de continuidade de mais um dos grandes desígnios nacionais. O casamento de papel passado entre homossexuais. Vai haver, de certeza, a tonitroância do costume nos jornais, televisões e correlativos, Louçã vai rrrrrrrrrrecalcitrrrrrrrar loucamente, desafiando uma vez mais a apoplexia, sobre o tema, Joana Amaral Dias é muito bem capaz de ficar boa, salvo seja, da rouquidão que a tem atacado ultimamente e Sócrates vai usar o termo «desde logo» e «aquilo que são» mais vinte vezes a propósito do casamento gorado das senhoras.

Quanto ao cerne da questão, àquilo que verdadeiramente interessa, deixo aqui uma sugestão: Hotel Íbis na A5 está com preços de promoção,
derivado à season.
Estou certo que os quartos estão com uma tarifa mais barata que o custo dos recursos em tribunal.

Já quanto a mim, preparo-me para deixar que um par de amigas modernaças me chame homofóbico, apesar de saberem que o não sou, situação que tratarei com bom feitio pela amizade que lhes tenho, mas a que não darei grande saída porque não me está a apetecer muito falar sobre cretinismo. Nem homo nem hetero.
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quarta-feira, fevereiro 18, 2009

Chuac!


[2948]

Nestes dias de convulsa discussão sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo, apetece-me desconstruir o emaranhado de teorias, teses, convicções, evidência científica e desabridas intervenções sobre a verdade única do amor entre dois indivíduos, independentemente do género, e eleger o beijo entre o homem e a mulher como um das mais elevadas manifestações de amor, desejo, erotismo, amizade, cumplicidade e paixão. Só o beijo de uma mulher consegue pôr um homem com a expressão do Donald, cabelos em pé e pingas de suor a espirrar do couro cabeludo, olhos semi-cerrados de gozo e surpresa pela magia “aparvalhante” decorrente de um beijo, e a mulher com a expressão coquete, sensual e apetitosa, olhos pestanudos, lábios molhados e cabeça a expelir coraçõezinhos vermelhos como nos postais de S. Valentim, como a da Daisy.

Peço licença para achar que não sou homofóbico (expressão totalmente errada, parece que a maioria das pessoas desconhece o significado de fobia, mas não quero desmerecer da vulgata semântica que percorre a espinha dos “prós”, apesar de bastar uma simples ida ao dicionário para tirar dúvidas), que tenho o máximo respeito pelo próximo e me é totalmente indiferente o que se passa na cama de cada um (penso que esta expressão "na cama com" vai perdurar, depois do último "Prós e Contras"). Tal qual agradecia que me deixassem em paz e não me violentem a razão e a paciência com a imposição de regras e conceitos científicos para justificar campanhas e movimentos claramente inquinados por posições e conteúdos políticos. Sobretudo quando estas posições políticas remetem para os suspeitos do costume, aqueles que dada a sua comprovada inabilidade para assumirem responsabilidades políticas mais elevadas, se entretêm alegremente a eleger as tais causas fracturantes como émulos da sua própria existência.
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quarta-feira, setembro 05, 2007

Pinças



[1996]

Eduardo Pitta (EP) tece de novo algumas considerações em que sou referido a propósito do seu post “Gosta de maçaroca, e daí?" e sobre elas gostaria de, muito sucintamente, dizer o seguinte:

1 – O Espumadamente, blog individual assinado por Espumante, não é um blog anónimo. O nome verdadeiro do seu autor consta do endereço electrónico disponibilizado no perfil da página. Acresce que muita gente me conhece pessoalmente e o próprio EP teve essa oportunidade. Se assino como Espumante é por razões absolutamente extrínsecas ao facto de prezar ou não o anonimato e é irrelevante estar a referi-las. Fica só por entender porque é que se EP referisse o meu “nick” isso poderia dar azo a trocadilhos maliciosos. Mas não creio ser importante.

2 – No caso em apreço, reli novamente o material disponível ao incidente da casa de banho do aeroporto de Minneapolis. Em parte alguma desse material pude descortinar que um polícia tinha sido destacado para aliciar homossexuais em casas de banho públicas. No caso em apreço, o aliciamento partiu do senador e não do polícia. Pelo que a interpretação da história fica desde logo inquinada por alguma perversão. Deliberada ou por rigor omisso. Pareceu-me que o polícia estava a cumprir uma tarefa e, a avaliar pelo relatório, fê-lo bem. Do ponto de vista do seu cumprimento. Se a tarefa era boa ou má, isso já é outra coisa.

3 – No restante e no essencial, mantenho as linhas gerais do meu post anterior. Interpretei a posição de EP como de acordo ao mail que recebeu do seu amigo devidamente identificado mas de identificação omitida no post e escrevi um pequeno texto onde produzi a minha discordância. Sem má-fé, como EP sugere que pode ter sido. Também me agradou ver que EP concede que o título do seu post poderia conduzir a interpretações diferentes do que ele pretenderia significar. E parece-me consensual que estamos a tratar com gente educada e íntegra como me parece ser EP e como me prezo eu próprio de ser, pelo que pressinto não haver razão para remoques.

De resto, não creio que temas envolvendo homossexualidade tenham obrigatoriamente de ser tratados com pinças. É falando nas coisas com naturalidade que se confere ao fenómeno a naturalidade de existir. Nem a sociedade em geral tem de adquirir posturas de cariz paternalista ou, ao contrário, persecutória, nem os homossexuais têm de se colocar num plano de intocabilidade que, por vezes, acaba por se tornar exigência pré-estabelecida de boa moral. Eu quero poder criticar um homossexual seja no que for sem me ver peado por um cenário circunstancial de politicamente correcto. E isso é, no fundo, o que me pareceu ter acontecido com o incidente de Minneapolis. Um empolamento e um aproveitamento do caso. Mas isso, penso eu.

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terça-feira, setembro 04, 2007

Uma questão de maçarocas



[1992]

Eduardo Pitta acha que os polícias não têm nada que andar pelos urinóis a deter cidadãos que resolvem aproveitar esses locais para abordarem a maçaroca de cada qual. Porque cada um gosta da maçaroca que quer e ninguém tem nada com isso.

Eu também acho que em matéria de maçarocas cada um come a que quer e a que gosta. Mas para isso é que há manjedouras apropriadas e misturar isso com a distorção do problema de base, a questão da homossexualidade, e o facto de figuras públicas se terem visto na necessidade de se demitirem é uma falsa questão.

Ainda prezo a possibilidade de não ver os urinóis públicos transformados em locais de abono de maçarocas, por muito lúdica que a ideia pareça. Encarar a homossexualidade com a naturalidade própria de quem realmente não é preconceituoso perante o fenómeno não tem que acomodar a opinião daqueles que acham que ir catar maçarocas para os urinóis públicos poderão constituir uma bandeira de luta por aquilo de que querem fazer uma causa – a homossexualidade - e já não é. Hoje, a questão está verdadeiramente sublimada na sociedade. Agora, não custa nada comer as maçarocas em casa.

ADENDA: Reli, cuidadosamente, o que acabei de escrever. Reli, também, o post de Eduardo Pitta (EP). Não consigo perceber qualquer crítica enviesada ao texto de EP ou qualquer remoque que eventualmente pudesse vir a ser considerado deselegante para EP. Limitei-me a “entender” que a sua opinião era coincidente com a do amigo que lhe escreveu dos Estados Unidos e cuja identidade EP preservou, sobretudo pelo próprio título do post que, julgo, foi criado por EP e não pelo seu amigo. E aqui, sim, se errei na minha interpretação, apresento publicamente as minhas desculpas.

Ouso, assim, dizer que me parece que Pitta é que leu em diagonal o meu post. Tal como alguns daqueles que me comentaram. Porque só lido em diagonal é que se pode pensar em qualquer outra coisa que não seja o meu desacordo com a carta do amigo de EP e, por associação de ideias, com o próprio EP.

Aliás, uma chamada ao Technorati mostrou-me que nao terei sido o único a “ler em diagonal” o tal post de EP.

É o que se me oferece dizer sobre este assunto, na convicção de que não fui deselegante para ninguém e que me limitei a expressar a minha opinião de que não concordo com práticas homossexuais em urinóis públicos, nem com o clamor pelas despesas do erário público na aplicação de pretensas práticas persecutórias e homofóbicas. Muito menos para Eduardo Pitta que, de resto, leio regularmente e com o maior agrado. Apesar de não poder dizer o mesmo em relação ao
tom (foto incluida) com que ele trata o meu post.

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