sábado, agosto 08, 2015

Começa a ser enjoativo


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Começa na ser enjoativo, à náusea, o estilo da esquerda militante medrada e confortada aqui pelos blogues e, principalmente, no FaceBook, sobre a tragédia dos migrantes no Mediterrâneo. Segundo os seus iluminados escribas, a culpa de toda esta catástrofe é da Europa e dos europeus. Que têm de mudar de paradigma e derrotar a direita radical. Ninguém se lembra de procurar raízes e causas nos países de origem de todos aqueles infelizes. Também nenhum destes iluminados e revoltados left minded se lembrou de que no meio de todos aqueles infelizes estão infiltrados terroristas que, logo que possam, espalharão umas bombas por aí. Mas...e se espalharem? A culpa será da Europa e dos europeus que não lhes deram condições de vida, nem lhes proporcionaram humanas formas de subsistência.

Repito. Começa a ser enjoativo o estilo desta esquerda facebookiana que mais valia darem corda aos sapatos e irem distribuir umas refeições para as costas gregas e italianas. Ou mesmo para Calais. Aqui sempre teriam uma maior oportunidade de serem entrevistados e continuarem a achar que a culpa é da Europa e dos europeus. Provavelmente com direito a foto num dos nossos prestigiados órgãos de comunicação social e a um comentário de um dos nossos cantados comentadores políticos.

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segunda-feira, fevereiro 20, 2012

Agora é que se lembram e mandam fazer levantamentos e tal...



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De cada vez que a esquerda internacional se manifesta, na linha habitual do arreganho e da truculência ressabiada, assistimos a uma série de orgasmos múltiplos da esquerda doméstica que se desmultiplica, entretanto, em citações e/ou comentários a propósito. É o nacional-parolismo a funcionar, aliado ao evidente distúrbio de que a nossa esquerda sofre por não haver umas traulitadas em Portugal, umas lojas incendiadas e uns cocktails molotov a enfeitar, e o nosso descontentamento se ir resumindo a uns grupelhos histéricos, entoando palavras de ordem como «a luta continua» ou, como ontem em Gouveia, rimas épicas e inspiradas como «o FMI não manda aqui».

Mikis Theodorakis mereceu hoje honras de jornal por ter proferido a cascata habitual de vacuidades e lugares comuns, a propósito da situação na Grécia. E o desejo de turbulência é tão grande que faz uma resenha dificilmente compreensível de acontecimentos, nos quais Theodorakis diz que a culpa é dos nazis, depois, os americanos é que comandaram tudo a partir de 1950 e mesmo os partidos gregos só podiam governar o país depois de serem abençoados pelos americanos (sempre eles…). E é assim que os gregos e não só a esquerda têm a obrigação de se levantar contra, tal como fizeram contra a ditadura dos nazis e dos coronéis. Mais abaixo já a culpa é dos socialistas do Pasok e da Nova Democracia por terem conduzido o país ao caos. Uma trapalhada. Uma barafunda.

É pena que gente iluminada como esta não tenha incitado os gregos ao levantamento quando o socialismo se instalou, distribuiu benesses à tripa forra, aldrabou as contas sem qualquer pudor e delapidou o erário público na utopia criminosa com que os socialistas continuam a manter a elegibilidade, com o estabelecimento do tal Estado Social alicerçado na velha ideia de que alguém há-de pagar. Nessa altura é que a esquerda iluminada deveria perceber o logro e alertar os povos. Só que provavelmente lhes soube bem e lhes calhou também uma fatia do bolo, especialmente se ligada à vaca sagrada da cultura. Não o fazer na altura e vir agora berrar contra os nazis, os americanos, os coronéis, os poderosos, os banqueiros, os mercados e o anticiclone a noroeste de um país qualquer é desonesto. Nada a que, afinal, não estejamos habituados. Menos a tal esquerda paroquiana, a nossa, que delira com estes delírios que vão tão bem com os tempos da crise «em uso na repartição» dos tempos que correm.
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quinta-feira, abril 28, 2011

Má fé?

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Ouvi «de raspão», sem exagero, de raspão, na RTP, ver vídeo, (e vejo agora na RR, também), que o Governador do Banco de Portugal afirmou, preto no branco que os decisores políticos e administradores de empresas píblicas eram os grandes culpados do descalabro económico em que caímos e que, por tal, deveriam ser por isso responsabilizados.


Entendamo-nos. Quem fez esta afirnação foi o governador do Banco de Portugal, não fui eu. Surpreendemente, não ouvi mais nada sobre a matéria. Mais. A notícia imediata às afirmações de Carlos Costa mostrava Sócrates meio espantado, indignado e já insuportável «blablablando» sobre as malfeitorias da Oposição em geral e do PSD em particular. E depois, o silêncio. Não ouvi mais nada sobre as afirmações de Carlos Costa.


Esta situação, do meu ponto de vista configura uma de duas reflexões. Ou uma grande parte dos jornalistas e comentaristas são uns impreparados e uns distraídos ou são puramente venais, pouco sérios e cúmplices desta situação. As afirmações de Carlos Costa são demasiadamente graves para poderem passar mais ou menos despercebidas na torrente socratina de camuflagem da sua inépcia e dos danos irreparáveis da sua calamitosa governação. A comunicação social que faça o favor de prestar mais atenção ao governador do Banco de Portugal e noticie e comente. Não faz mais que a sua obrigação.


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segunda-feira, dezembro 07, 2009

Também uma questão de decência


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Porque é que a esquerda sente esta necessidade intestina de estabelecer alianças estratégicas com tudo o que pareça susceptível de descontruir os alicerces de uma sociedade onde, de resto, a própria esquerda confortavelmente se acomoda e movimenta?

Poderão existir um milhão de razões para isso mas uma é, de certeza, comum ao fenómeno: Uma aflitiva falta de seriedade.
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terça-feira, abril 14, 2009

Poluências


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Ana Gomes é uma personagem típica de uma certa esquerda portuguesa. Demagoga, insolente e trauliteira, vai entretendo a clientela na forma e no estilo a que nos habituou. Mas desta vez excedeu-se. Por um lado, na forma grosseira e confrangedora como aqui ataca Manuela Ferreira Leite. Por outro, porque produziu afirmações na televisão que me deixaram perplexo, a propósito dos actos de pirataria a partir da Somália. Diz Ana Gomes, basicamente, que Bush contribuiu imenso para a situação, instigando e apoiando a Etiópia a invadir a Somália. Por outro lado, que não nos devemos esquecer que os piratas actuam porque muitos navios estrangeiros iam descarregar poluentes no mar da região. Daí que a Europa tinha de dar lições de cidadania, já que a pirataria se resolve em terra e não no mar.

O costume, afinal. Para além da demagogia contida nestas afirmações é necessário que Ana Gomes nos esclareça devidamente sobre a questão dos tais poluentes descarregados no mar e que espoletaram a fúria dos piratas.

Particularmente nesta questão dos poluentes, eu sinceramente agradecia que alguém se manifestasse e me dissesse o que se passa. Até aceito que haja alguma consistência no que ela diz e, a haver, as pessoas têm o direito de saber que poluentes são esses e o que é que realmente se passa. Caso contrário, teremos de admitir que Ana Gomes é uma pateta irada e de todo irresponsável em dizer coisas destas. Assim. Com os ingredientes do costume. Bush, poluentes, os EEUU a ajudar a Etiópia e uma Europa civilizada e democrática para dar lições ao mundo de como se deve lidar com esta maçada de estarmos sujeitos a piratas zangados porque lhes andam a descarregar poluentes na praia.
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domingo, janeiro 04, 2009

Indecoroso

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Ir a esta manifestação significa o quê? Ser-se justo? Ser de esquerda? Ser o quê? O que move Daniel Oliveira a encetar este tipo de acções?

Não há nada nem é em nome de coisa alguma que se pode manter uma atitude acrítica a este tipo de incitamento. Ainda que as convicções de Daniel de Oliveira decorram de uma matriz ideológica, a relação factual de ocorrências por parte de um gang como o Hamas deveria ser suficiente para não se pactuar com manifestações deste tipo. Quanto mais não seja por uma questão de pudor e respeito pela verdade. Pegar nos mortos de Gaza e na falta de pão e electricidade na cidade por força das acções punitivas de Israel é, para além de uma tolice do tamanho do mundo, uma forma desonesta de se estar.

Daniel de Oliveira deveria saber um pouco mais da realidade do conflito. Ou, provavelmente, sabe e a desonestidade é, assim, maior.

Palavra de honra que este tipo de coisas me chega a causar embaraço…

Nota: No vídeo (via Blasfémias), "...membros do Hamas chacinam os líderes da Administração da Fatha (OLP) em Gaza, após tomarem o poder pela força em Junho de 2007..."

É a favor e em nome desta rapaziada que Daniel de Oliveira incita os europeus a manifestar-se, já que a Europa não faz nada. Merda!

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sexta-feira, dezembro 12, 2008

Picareta falante - Nova versão (de bigode)


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Já se sabia o que ia acontecer após mais uma reunião (???) entre os sindicatos e o ministério. Estaca a zero em tudo. Por mim, até sabia que as declarações posteriores haviam de caber no estilo educado e contido da ministra e na truculência desabrida de Mário Nogueira. Para além da truculência há aquela sensação de carrossel em que as coisas são ditas de forma torrencial (é sempre preciso interromper Mário Nogueira, ele começa a falar e fala ininterruptamente repetindo chavões de cartilha, sound bytes e aquele tipo de coisas que caem bem aos incautos, repisando por exemplo, o salto na prestação qualitativa dos professores, fala, fala, fala e volta ao mesmo).

Acho curiosa a extraordinária semelhança na forma e no estilo entre Mário Nogueira e Sócrates na forma de se expressarem. Abruptos, torrenciais, demagógicos, arrogantes e, sobretudo, vazios de conteúdo, que não de sentido. Já Guterres era assim, ao ponto de VPV lhe ter chamado, apropriadamente, “picareta falante”, e viu-se no que deu aquele partir de pedra hipócrita e inconsequente.

O PS teve uma apreciável acção didáctica nesta forma provinciana e arrogante de se fazer política. Desde os protestos da ponte até às tiradas espectaculares contidas em cada resposta que se dá a um jornalista, enformadas num estilo comicieiro que deve ir bem com a América do Sul mas que a mim, pessoalmente, me incomoda e dá uma triste ideia da nossa verdadeira índole. E, aparentemente, não sou o único.

Os professores, por seu lado, não se importam e apreciam o estilo. Muitos porque são farinha do mesmo saco de Mário Nogueira. Outros porque lhes sabe bem. Os miúdos, esses, vão atirando uns tomates aos governantes. Bem ensaiados e felizes por terem nascido.
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sábado, novembro 15, 2008

A ignorância de Palin e a espontaneidade das criancinhas


Foto daqui

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Nestas coisas, o que verdadeiramente me eriça não é a mentira. Vinda de quem vem nenhuma delas me admira. O que realmente me intriga é a vulnerabilidade de gente de quem se esperaria uma natural capacidade de triagem, para acreditar na rapaziada da foice e do martelo. A ignorância de Palin sobre África ser um país ou um continente é um bom exemplo. Como é possível que as pessoas se entreguem à comodidade de acreditar naquilo que gostam?

Agora é a espontaneidade da manifestação dos alunos. Há imagens e SMS, há testemunhos de alunos sobre terem sido incitados pelos respectivos professores, há um somatório de indicadores seguros sobre a activa participação dos docentes na bandalheira dos ovos e dos tomates. Há, até, declarações do impoluto Mário Nogueira a ameaçar com tribunal quem quer que sugira o envolvimento partidário nos “ovos com tomate”. Se por um lado muitos começam a acreditar na espontaneidade das adoráveis criancinhas há ainda aqueles que admitem a participação dos sindicatos e professores avulso mas que acabam por considerar a manifestação dos estudantes como mais um factor de desestabilização que o governo tem de considerar.

E os tais professores que se reclamam apartidários e dizem ser a maioria? Não dizem nada? Ou acham bem?
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