quarta-feira, julho 20, 2011

Os neo-tieless





[4355]

Não sei se têm notado, mas eis senão quando um número grande de pessoas começou a aparecer sem gravata nas mais variadas funções e circunstâncias. Não porque esteja calor, mas porque o português é um animal de moda, de «corrente» de «é assim», «janela de oportunidade», «mudança de paradigma» e «desde logo». E «desde logo» a demagogia decorrente das afirmações da ministra de agricultura e demais amenidades sobre as vantagens de um pescoço esgargalado contribuir definitivamente para o abaixamento da dívida soberana passou a um estatuto de uma espécie de NEP (NEP era um coisa que havia no Exército, não sei se ainda há e que significava Norma de Execução Permanente). Já havia uma certa tendência «neo-tieless» (esta saiu bem…) na intelligentzia lusa, mas agora a coisa generalizou-se. Um dia, passa. A gravata tem vencido com estoicismo e tem-se mantido à la page, numa luta desigual. Enquanto não passa, a televisão vai mostrando os perenes «tieless boys» e os aderentes de fresca data, estes mais imbuídos da nobre e correcta missão de reduzir as emissões de carbono (!!!) do que seguindo critérios de comodidade do vestuário.

A UCP emitiu uma opinião muito equilibrada sobre as questões do vestuário. É ler e, facilmente, entender. De resto, não custa. E sorrir perante os comentários que suscitou aí pela blogosfera. Alguns que um rottweiler não desdenharia.

Nota: São 06:45 da manhã e João Proença, da UGT, homem que eu costumo ver, com frequência, a comer substanciais refeições exibindo uma gravata devidamente protegida por um guardanapo ao pescoço, acabou de aparecer ali nas notícias, sem gravata. Homem de consensos, pelo menos enquanto o PS está no poder, tem revelado alguma excitação recente. Talvez por isso a gravata incomode.
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quinta-feira, dezembro 03, 2009

Dar em doido

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Que pena não haver por aí a circular uma daquelas correntes blogosféricas a pedir que mencionemos três coisas que dão connosco em doido. Mas eu digo, de qualquer maneira:

1 - O João Pedro Pais a cantar a mão e a palma da mão, ou a mão do Palma ou fui à Rua da Palma e deram-me a mão ou palmaram-me qualquer coisa enquanto me distraía com uma mão qualquer que nem sequer era a minha ou leram-me a sina na palma da mão… mas sei que mete palma e mete mão.

2 - A Sara Tavares a fingir que é a Amália Rodrigues, mas em hip-hop. Over, and over and over and over…

3 - Dizerem-me para ir ao Pingo Doce de Janeiro a Janeiro.

Está dito.
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quinta-feira, outubro 01, 2009

Vale a pena manter um olho neles


[3384]

O António de Almeida nomeou-me como um dos blogues que «vale a pena ficar de olho nele». Agradeço-lhe a gentileza e penitencio-me por me ter atrasado a responder. Aqui ficam os dez blogues que eu acho valerem a pena manter o olho neles (e, por uma vez, decidi excluir blogues por demais conhecidos mas seleccionar blogues relativamente recentes e que me têm chamado a atenção pelo seu conteúdo) e que farão o favor, se assim o entenderem, de manter a corrente (por ordem alfabética).











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domingo, setembro 13, 2009

Cartões vermelhos


[3353]

O Paulo passou-me a corrente dos dez cartões vermelhos. Pensei, pensei, e achei que esta coisa dos cartões vermelhos é um bocado como os tumores. Os benignos e os malignos. Como os malignos dariam quase todos para o universo político, optei pelos benignos. E como nos benignos o Paulo esgotou já a matéria sobre o gineceu, decidi por me ater a questões mais ou menos anódinas mas, mesmo assim, suficientemente irritantes para levarem um cartão vermelho. Aqui ficam, assim, dez cartões vermelhos para:

1 – Aquela gente que arruma os carros por cima dos traços que delimitam o espaço «parkável». Circunstância agravada pelo facto de eu achar que não o fazem de propósito. É gente que vive à bolina de uma dinâmica muito própria e, essencialmente, muito portuguesa. E reveladora de uma absoluta ausência de espírito de cidadania. Daí que o grave mesmo não é o carro mal estacionado mas o fenómeno que lhe está subjacente;

2 – A absoluta impossibilidade de se manter uma conversação normal numa mesa em que estejam mais de três pessoas. Os portugueses sabem tudo, discutem tudo e têm opinião sobre tudo. Esta, a opinião, tem de ser dada seja em que altura for, mesmo que venha a propósito de nada e careça de oportunidade, pelo que se interrompe tudo e todos em função daquilo que achamos que temos de dizer here and now, no matter what. Neste caos cabem ainda aquelas alturas em que pensamos que o nosso interlocutor já acabou a frase, por força do silêncio a que se remeteu e começamos a falar de outra coisa qualquer. Apenas para sermos interrompidos por uma extensão do tema anterior – qualquer coisa em que o «outro» ficou a mastigar, não reparando sequer que, entretanto, já estávamos a falar de outra coisa. Exemplo simples.

Indivíduos A, B. C. D., E e F à volta de uma mesa.

A para B : Gosto imenso do Algarve para passar férias. B para A: Eu não, gosto mais do Minho. C para B e D para todos (em simultâneo): Nem pensar, a praia é a praia e não há nada que…B para todos… desculpem lá mas a praia…C para E: a tua mulher está melhor? E para C: Nem por isso, mas entretanto… A para F: não concordas comigo? F para A: quer dizer…C para E: bom mas já lhe passou a febre, não é? B para todos… desculpem lá, mas a praia… desculpem lá mas a praia…desculpem lá mas a praia… desculpem lá mas a praia… Empregado de mesa para A: Mais uma imperial? D para empregado: Eu também quero. A para todos: ouviram o debate do…com quem joga o Benfica este Sábado? perguntou C para todos quando o A ia dizer entre quem tinha sido o debate. È mais ou menos isto. Cartão vermelho e bem vermelho para esta lusa e indisciplinada verborreia;

3 – O energúmeno que nos dá uma traseirada na viatura e sai do carro com cara de quem nos quer bater, porque não tínhamos nada que parar no semáforo porque o sinal ainda estava laranja;

4 – O mastigante impaciente que não suporta, de todo, esperar pela comida sem nos ir «picando batatas fritas» do prato, apenas porque tivemos o azar de chegar primeiro que ele à mesa e, entretanto, mandámos vir o almoço;

5 – A mulher que diz não com a boca, sim com os olhos, depois se baralha e já não sabe se foi assim ou se foi ao contrário e acaba por criar a maior confusão mas acaba por, três horas mais tarde e uma prelecção sobre as relações a tracejado, dizer sim com tudo o que tem à mão, preparada para uma contrição desnecessária e absolutamente desajustada para mais tarde, um nadinha antes de recomeçar o ciclo do sim, não, não só, mas também...

6 – Aquela gente que a partir de Junho de cada ano começa a pedir nos restaurantes que desliguem o ar condicionado porque o frio lhes está mesmo a bater nas costas, sobretudo aquela que vai-se a ver e está de costas para uma parede sem ar condicionado nenhum;

7 – O conflito nacional com o clima, mesmo dando de barato que Portugal tem um dos melhores climas do mundo. Tipo, estarmos um mês seguido com sol e calor e duas horas depois de começar a chover se queixa que isto está tudo mudado, já não é como era dantes, já não há estações, é o aquecimento global, os americanos são umas bestas e telefona para casa a perguntar se está tudo bem porque parece que também vai trovejar;

8 – Cadeias blogosféricas, sobretudo quando elas vêm de gente a que não sabemos, nem queremos dizer não;

9 – Sócrates. Porque sim. Porque me irrita. Porque tem filhos de tios a mais. Porque passa a vida a ralhar comigo na televisão. Porque se amanhã lhe pedirem para ler o boletim meteorológico na TV ele faz um comício e diz mil vezes que anda há quatro anos e meio a tornar Portugal um país próspero, moderno, tecnológico e cheio de novas oportunidades;

10 –
A esquerda nacional. Porque vai contribuindo alegremente para que Portugal seja hoje o único pais da Europa com cerca de 20% de apoiantes da extrema esquerda and counting. O que, como se sabe, não abona muito a viabilidade da paróquia.

E passo a corrente:

À Dulce
À Carlota
À Cristina
À Ana
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quinta-feira, julho 02, 2009

Fui Lemniscatado


[3217]

Fui lemniscatado. Primeiro, não percebi bem o que estava a acontecer, depois li a explicação e o meu ego encheu um bocadinho que esta coisa de dizermos que não ligamos a prémios é um bocadinho… pois.

Foi o zero que teve a amabilidade de o fazer, apesar de me incluir num grupo de “espumantes”. Ora os espumantes são só um, eu e mais nenhum, que este blog é singular, uno e indivisível de antes morrer que ser alargado a mais gente que, inevitavelmente, acabaria tudo ao estalo, que é a regra comum dos blogues colectivos.

Um abraço ao zero de reconhecimento e vamos lá ao destaque de mais sete (francamente não sei como fazê-lo. Seleccionar sete quando gosto pelo menos de setenta e sete). Mas correntes são correntes e há que respeitá-las. Assim, atribuo o prémio a:


Explicação sobre o Lemniscata:

- “O selo deste prémio foi criado a pensar nos blogues que demonstram talento, seja nas artes, nas letras, nas ciências, na poesia ou em qualquer outra área e que, com isso, enriquecem a blogosfera e a vida dos seus leitores.»

Sobre o significado de LEMNISCATA: «curva geométrica com a forma semelhante à de um 8; lugar geométrico dos pontos tais que o produto das distâncias a dois pontos fixos é constante».

Lemniscato: ornado de fitas Do grego Lemniskos, do latim, Lemniscu: fita que pendia das coroas de louro destinadas aos vencedores. (In Dicionário da Língua Portuguesa, Porto Editora)

O símbolo do infinito é um 8 deitado, em tudo semelhante a esta fita, que não tem interior nem exterior, tal como no anel de Möbius, que se percorre infinitamente.”
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sábado, maio 16, 2009

Mais uma


[3134]

A Cristina inclui-me, de novo, numa corrente blogosférica. Aqui vão as minhas preferências (com receio de estar a fazer alguma má escolha, em detrimento de alguma série que eu tenha gostado mais e que não me ocorra):

- A Mulher do Sr. Ministro
- Os Marretas
- O Tal Canal
- Twin Peaks
- Columbo
- Perry Mason
- Cornélia (apesar de…)
- Seinfeld
- Curb you enthusiasm (Larry David)´
- Law & Order


Ficam só dez. E passo a corrente à Carlota, à Isabel, ao António de Almeida, ao António Torres, à Sinapse, à Laura, à Cristina, à Joana, ao Ideafix e à Luna.

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domingo, abril 26, 2009

Onde é que eu estava no dia 24 de Abril?


[3089]

A Cristina gosta destes desafios e eu gosto de responder aos desafios da Cristina. Em boa verdade o desafio refere-se ao 24 de Abril mas eu, confesso, não faço a mínima ideia do que é que estaria a fazer nesse dia. Mas a 25, sim, lembro-me bem.

«Em Lisboa as coisas iam acontecendo. Entre o “e depois do adeus”, “Grândolas”, chaimites e espingardas com cravos, a dinâmica estava criada. Eu, longe do mundo, voava a 15.000 pés, a uma velocidade de cerca de 400 km/h num Cessna tornado minúsculo no meio do contraste forte entre o branco intenso dos cúmulos e o azul do céu, a caminho de um lugar conhecido como Baixa de Cassange. A Baixa de Cassange era um dos caprichos de Deus quando fez a Terra, escavando uma depressão de cerca de 25.000 km2 num planalto de 1200 metros de altitude.

Eu era um jovem, iniciado nos segredos da profilaxia vegetal e Abril era um mês de intenso trabalho na Baixa de Cassange. Um mês quando as temperaturas elevadas dos três meses anteriores e a humidade relativa proporcionavam um vasto universo de insectos devoradores de algodoeiros. Saíra de Luanda por volta das sete da manhã, na companhia do piloto Carlos S. de uma empresa que se chamava, à altura, CTA e cheguei ao destino, uma terra chamada Cunda, por volta das nove e meia onde, depois do habitual e aconselhável voo rasante para ver se havia cabras na pista (pista que, em boa verdade, era um caminho de cabras, ”aterrável” por via de um par de passagens com motoniveladora), acabámos por aterrar sem matar cabra nenhuma.

O dia passou-se normalmente, entre a observação de bichezas à lupa, contagem de gotículas de produtos químicos por cm2 de folhas, abertura de cápsulas de algodão à cata de ovos e lagartinhas, um almoço de galinha assada e cerveja e alguma papelada e troca de impressões entre técnicos das várias companhias e pilotos que operavam no local.

Já ao cair da noite metemo-nos nos respectivos aviões e voámos para Malange, a cidade mais próxima onde dormiríamos até ao dia seguinte. Ao jantar, a notícia foi-nos dada. Tinha havido uma revolução no “puto”… Marcelo estava preso… não havia mortos nem feridos mas a situação estava tensa… tudo muito vago e algo confuso. Ao princípio não acreditei, mas notícias em onda curta confirmaram que sim, que tinha havido uma revolução durante o dia.

Nessa noite dormi mal. Acho que não estava preparado para me aperceber da dimensão dos acontecimentos, mas pressentia profundas mudanças na minha vida. Foi talvez o pensamento mais certo que tive. No dia seguinte interrompi o trabalho e disse ao piloto para regressarmos a Luanda. E, realmente, começaram nesse dia as tais grandes mudanças da minha vida…»

Pronto. E eu agora deveria nomear mais uns quantos. Mas como a Cristina já nomeou um milhão, poucos mais ficaram para nomear. Acho que o melhor mesmo é nomear toda a gente que o queira fazer. Porque, já agora, também estou curioso com alguns.

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quinta-feira, março 19, 2009

A 5ª frase


Arroz são - Programa mundial de alimentação

[3026]


A corrente da página 161 ataca de novo. Já tinha sido encadeado em 4 de Novembro pela Madalena e pelo RAF e correspondi através do meu post 2126. A parte curiosa é que ela pode muito bem ter dado a volta pela blogosfera.

Desta vez foi a Rititi e acedo com muito gosto (gostei muito do teu post no Retiro). Porém, respeitando a verdade dos factos terei de transcrever uma frase chatíssima, mas é a que consta como 5ª da página 161 do livro que estou a ler (por necessidade, está bem de ver).Aqui vai ela:

“Because grain samples taken in July and August showed very low densities of R. Dominica in the grain, we added 400 R. Dominica adults to each bin on September 2005”.

O livro é uma edição do Instituto de Investigação Científica Tropical e os autores são Romano Mancini, da Sociedade Europeia de Arroz, SA, Portugal, Maria Otília carvalho, do Instituto de Investigação Científica Tropical, I.P., Portugal, Blaine Timlick, da Canadian Grain Commission, Canada e Cornel Adler do Federal Research Center for Cultivated Plants – Julius Kuehn Institute, Germany.

Mas para que o post não fique insosso de todo, aqui deixo um poema de um livro que tenho neste momento à cabeceira, “Por Amor e Outros Poemas” do "nosso" Torquato da Luz. Talvez o poema, do livro, de que mais gostei.

Talvez eu volte um dia. Ninguém sabe
que mistério se esconde atrás da porta
que para mim já se entreabre.
De resto, pouco importa
se volto ou não. Interessa é que vivi
o mais intenso que consegui.
Amei e fui amado. E, se também
por vezes odiei ou houve alguém
que me tenha odiado, já esqueci.
Estou, assim, preparado para quando
a porta, enfim, se abrir e eu entrar
no mistério que, não voltando,
Não terei de revelar.


E agora excluo aqueles que há uns meses encadeei e passo a missão:

À Sinapse
À Spring
Ao António de Almeida
À Hipatia
E à Laura (para ver se “acorda”)
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sexta-feira, fevereiro 13, 2009

Confessionário...


[2942]

O António de Almeida passou-me a bola. Vou então jogar e confessar oito particularidades:

1) - Gosto de uma boa mesa, com boa comida e boa gente. Onde se fale bem e coma melhor. Com qualidade. De preferência em pratos muito grandes, com pouca comida. E copos bem grandes;

2) – Não passo uma Quinta-Feira de estreias e tento ver tudo o que o cinema tem para me dar;

3) – Aprecio gente que fale bem, "alto, claro e bom som", lá diria o meu pai. Gente com dicção clara, bem articulada e isenta de modas do tipo “é assim” (exemplo, Carlos Vaz Marques). Tanto quanto me exaspero com gente que fale mal e use e abuse dos tais vícios e modas como o “então vá” ou “desde logo” ou com dicção enrolada e frequentemente imperceptível, amalgamando sílabas, comendo as partes finais dos vocábulos ou com bruscas variações fonéticas (exemplo, Marcelo Rebelo de Sousa);

4) – Não sobreviveria sem humor. O humor faz parte integrante do meu dia-a-dia e é, para mim, um inequívoco sinal de cultura. Sobretudo se usado com oportunidade e elegância.

5) – Gosto de gente. Gente interessada e interessante. Tanto quanto abomino gente vulgar (no mau sentido) e inculta porque sim. Sobretudo gente que arruma o carro por cima dos riscos dos "estacionamentos" e nem dá por isso;

6) – Apesar de continuados e genuínos esforços, não consigo entender a “esquerdofilia” em determinados círculos do nosso tecido social. Bem porfio mas não mato caça nenhuma. E espanto-me com a facilidade com que ela medra e se instala;

7) – Adoro pegar em duas mudas de roupa, meter-me no carro e… ir;

8) – Medito com alguma frequência na injustiça divina de nos ter sido concedida vida tão curta. Acho um desperdício não se chegar sequer aos cem anos. Por mim deveríamos viver pelo menos 400 anos, validados por uma integridade mental à prova do verdete. Como é que depois se acabava, não sei. Deixo isso para uma próxima “corrente blogosférica”.

E posto isto passo a bola a (seis, não é António?):

- Ana Gomes Ferreira
- Ana Vidal
- Carla Martins (Carlota)
- Cristina Vieira
- Cristina Silva
- Sinapse (da) Maia



ADENDA:
Diz o António de Almeida aqui na caixa de comentários que, afinal, são só seis particularidades e eu mencionei oito. Peço desculpa pela desatenção. Assim, só contam seis. As outras duas são como as gravações do Pinto da Costa. Toda a gente as vai ler (as particularidades) mas são ilegais. Não contam. Mas façam favor de ler à vontade.

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sábado, janeiro 24, 2009

Actualização

[2903]

É com muito gosto que incluo mais um blog aos que me distinguiram com o “Destes gosto mesmo”. Um agradecimento à Cristina do Contra-Capa, ao António de Almeida do Direito de Opinião, à Ana Vidal do Porta do Vento e ao António Torres do Faccioso e Radical-Livre.

(actualização do meu post 2897)
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quinta-feira, janeiro 22, 2009

"Destes gosto mesmo" ( 2 )


[2898]

A Sofia Loureiro dos Santos, numa adenda feliz à corrente que iniciou, pede que seleccionemos uma notícia que nos ocorra relativa ao dia em que iniciámos o nosso próprio blog. Confesso que não me ocorre nada de relevante, para além de que tinha feito anos dois dias antes (menos quatro dos que hoje tenho...), pelo que de duas uma, ou o dia foi incaracterístico ou a minha memória entrou em reforma antecipada.

Assim sendo, ocorreu-me referir os posts do dia 7 de Julho de 2004 (porque foi a 7 de Julho de 2004 que iniciei o Espumadamente) dos dois únicos blogues que já existiam nessa altura, da relação dos quinze que seleccionei aqui. Não são muitos. Apenas o João Gonçalves e a Rititi já existiam.

Curiosamente os posts de ambos nesse dia são bem característicos daquilo que ainda hoje escrevem. Na substância e na forma. João
Gonçalves dissertava sobre uma entrevista de Santana Lopes, transcrevia um artigo de Maria de Fátima Bonifácio acerca da fuga de luxo de Durão Barroso e terminava dando a mão à palmatória (palavras dele) pelo honroso segundo lugar português no Europeu de futebol .

Entretanto, a Rititi estava estendida num sofá conjugal de cabedal que ela tinha à altura (marido sei que ainda tem, com a devida extensão do Rititi-boy, o sofá de couro é que não sei), reflectindo sobre o número de empresas que bem a poderiam contratar para ensinar os executivos stressados a relaxar enquanto espremem as borbulhas na casa de banho. Era o tempo do "Rex o cão polícia" e da canícula que impulsionava a Rititi para se passear pela casa em cuecas, folheando a Vogue.

Os posts do João Gonçalves e da Rititi estão aqui e aqui, respectivamente, merecendo, como aliás sempre merecem, ser lidos. Era o dia 7 de Julho de 2004, quando o Espumadamente nasceu.

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"Destes gosto mesmo"


[2897]

A Cristina honrou-me com mais uma distinção. Desta vez a corrente foi iniciada pela Sofia Loureiro dos Santos e é interessante e algo diferente. Basicamente distinguir quinze blogues que deverão caber na designação “Deste gosto mesmo”. Segue a minha lista, para a qual decidi incluir apenas blogues unipessoais. Significa que há bastantes blogues colectivos de que "gosto mesmo também", mas resolvi optar por este critério. Resta dizer que a Sofia também pede uma alusão a uma notícia referente ao dia em que cada um dos distinguidos iniciou o seu próprio blogue. Acho interessante e fá-lo-ei em próximos posts. Aqui vai a lista:


Madalena Santos - Chora que logo bebes
Miguel Castelo Branco - Combustões
Ana Luisa Silva - Crónicas das horas perdidas
Luciano Amaral - Gato do Cheshire
Tomás Vasques - Hoje há conquilhas...
Joana Carvalho Dias - Hole Horror
? - Jumento
Carlota M. - Lote 5 - 1º Dtº
Maria Isabel Goulão - Miss Pearls
Miss Spring has a sister - Spring Talks
Torquato da Luz - Ofício Diário
Ana Vidal - Porta do Vento
João Gonçalves - Portugal dos Pequeninos
Rita Barata Silvério - Rititi
Jorge Ferreira - Tomar Partido

Notas:

- Este post foi corrigido porque inicialmente estava com muitos erros de link. Espero que esteja agora bem. E peço desculpa aos lesados na altura.

- O António de Almeida do Direito de Opinião também amavelmente me distinguiu. Obrigado.

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quarta-feira, outubro 22, 2008

Correntes, prémios e confraternização


[2132]

“…se reconhecem os valores que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc. que, em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras. Esses selos foram criados com a intenção de promover a confraternização entre os blogueiros, uma forma de demonstrar carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web…”

Quem recebe o “Prêmio Dardos” e o aceita deve seguir algumas regras:

1. - Exibir a distinta imagem;
2. - Linkar o blog pelo qual recebeu o prémio;
3. - Escolher quinze (15) outros blogs a que entregar o Prémio Dardos
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Há uma tendência generalizada para dizermos que não gostamos de correntes “blogoesféricas”. Algumas são intragáveis. Mas outras, para além de interessantes, geram uma dinâmica agradável, como é o caso desta e que se explica lá em cima. Assim sendo, resta-me agradecer a gentileza da Cristina do Contra-Capa e indicar os meus respectivos quinze. A questão é que eu acho que poderia nomear mais quinze, ou mais quinze vezes quinze, mas há que seguir os regulamentos. Aqui vão eles:

NOTA IMPORTANTE: Fiz esta selecção de acordo com os parâmetros enunciados acima e que são a génese do prémio. Não significa, assim, que não haja blogues que eu leia até mais vezes do que os "premiados". Um exemplo são os vários blogues de cariz político que leio mais do que uma vez por dia mas que não cabem nas características do prémio. Também levei em conta a assiduidade de escrita. Há blogues belíssimos mas que são actualizados às vezes só semanalmente. Finalmente fiz questão de nomear apenas blogues que constam da minha lista "blogues que leio".
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terça-feira, maio 13, 2008

Amicum kitschere est pirosum maximum

[2499]

Ó minha querida amiga, eu fui pirosado antes, não reparaste?

Mas acredita que valorei (gostaste desta do valorar?) o teu sacrifício e, sobretudo, a condescendência.

Basicamente, consegui que, pelo menos, desses sinal de vida outra vez. E há coisa melhor que uma mulher dar sinal de vida aqui e ali?
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segunda-feira, maio 05, 2008

Selo e parecê-lo


[2483]

Não gosto de correntes. Mas gosto que a Carlota goste de mim. E em obediência à amizade, cumprirei escrupulosamente o comando da Carlota para enviar o selo à Azulinha, à Madalena, à Laura, à Sinapse e à Ti. Peço desculpa a tantos outros de quem gosto, mas a Carlota só autoriza cinco selos
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terça-feira, março 25, 2008

Correntes

[2409]

Não me esqueci deste pedido. Mas estás de férias e eu tenho-me “baldado". Esta semana cumpro a minha obrigação de blogger atento, dedicado e que (em nome dos amigos) a tudo sou obrigado. Até já.


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quarta-feira, fevereiro 27, 2008

Voyeurism


[2350]

Minha
querida amiga (cumprimento da regra nr.1), isto não é um desafio, é uma tarefa dantesca. Só a transcrição das regras que se seguem:

1. Colocar o link para a pessoa que nos "marcou".
2. Colocar as regras no blog.
3. Partilhar 6 coisas sem importância sobre nós.
4. Marcar mais 6 pessoas no final.
5. Avisar estas pessoas deixando um comentário nos seus blogs,

constituem uma trabalheira que nem um alentejano a ter de mudar de posição para dormir. Mas pronto, ficou cumprida a regra nr. 2.

Agora, a regra nr. 3 – partilhar as tais seis coisas sem importância, não sei bem, não me ocorre, ou melhor, tenho sempre receio de indicar algumas e omitir outras mais interessantes, mas olha, vão as que me vierem primeiro à cabeça (há sempre uma razão para as coisas que nos vêm primeiro à cabeça). Assim:

1 ) – Sou obsessivo-compulsivo a arrumar o carro entre as linhas dos parking lots. Passo-me dos carretos sempre que vejo gente que “atira” com os carros para cima de dois ou três lugares.

2) – Não suporto estar parado num semáforo e ver um homem a pentear-se e a cofiar o bigode. Faz-me nervoso, eriça-se-me o escalpe, dá-me coceira, apetece-me sair do carro e perguntar-lhe 1) porque é que usa bigode, 2) quem é que lhe disse que o bigode o tornava, quiçá, atraente;

3) – Estabeleço contacto com demasiada facilidade com pessoas na rua, no café, no restaurante, sobretudo mulheres (vá lá saber-se porquê…). E juro que é sem qualquer intenção camuflada. O resultado é que nem sempre as coisas correm bem. Há mulheres de espírito igualmente aberto como eu, há as que rosnam e acho que todos os homens, em se dirigindo a elas, nada mais pretendem senão aumentar o seu espólio de troféus de engate.

4) - Sou incapaz de dormir no silêncio e na escuridão totais. Sempre tive quartos amplos, espaçosos, janelas rasgadas e cortinados translúcidos. Há dez anos vim para aqui, terra onde as pessoas dormem na total escuridão e no mais absoluto silêncio, com cortinados que pesam toneladas a cerrar qualquer filete de luz. Tenho um par de situações em que à conta disso esbarrei com algumas peças de mobília e de uma vez fracturei mesmo o dedo pequenino do pé esquerdo…

5) – Em 90% dos casos, escrevo posts de manhã, antes do banho, antes de tudo. É uma rotina estranha, pois seria mais lógico estarmos mais frescos depois de cumpridas as abluções matinais, mas a verdade é esta. Depois não escrevo mais, muito menos à noite, tenho demasiadas coisas para ler, (inclusive blogs) e séries americanas para ver.

6) – Abuso de expressões inglesas. Talvez porque trabalhei em vários países de expressão inglesa, talvez porque trabalhei para um grupo multinacional onde acabei por ter de “pensar” em inglês. Mas eu sei que é feio. Acontece é que há expressões que em português perdem algum impacto, mind you…

E cumprida a regra nr. 3 do desafio da
Carlota, passemos à regra 4.

Passo esta ingente tarefa a:

- Miss Pearls
- Addiragram
- Bekx
- Luna
- Ti
- Ana Vidal

A regra 5… é outra trabalheira. Mas acredito que o Tecnorati funcione minimamente e os “premiados” acabem por tomar conhecimento.

Disse. I mean, fiz. Quer-se dizer… done. Xiça… acabei.

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quinta-feira, fevereiro 21, 2008

Palavras feias


[2339]

Uma das correntes da Blogo que mais apreciei, pela sua simplicidade e pelo que ela, no fundo, tem de revelador, foi a das doze palavras entre as que mais apreciamos. Pois, não sei se já correu ou corre alguma corrente no sentido inverso, ou seja doze das palavras que mais abominamos. Aqui ficam elas, novamente por ordem alfabética. E gostaria de passar a corrente à Carlota, à Sinapse, à Cristina, à Cristina, à Laura, à Azulinha e à Madalena. Se acharem que tem alguma piada, passem depois a mais sete. Porquê sete? Porque é o número que, como palavra, gosto menos.


Banha
Bofe
Corneta
Fressura
Intestino
Pança
Postergado
Ranho
Rodilha
Sarjeta
Tripas
Varejeira

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domingo, fevereiro 10, 2008

Cacharolete de palavras



[2315]

A Laura pede-me para mencionar doze palavras da minha preferência. Tenho a certeza que haverá 12.000 x 12 mais do que as que menciono, mas se estas me vieram primeiro à cabeça, por alguma razão deve ser.

Não “explico” o porquê de cada uma. Limito-me a referir que optei pela lista que segue porque se trata de palavras harmónicas, de fonia agradável e estranhamente estética (pelo menos para a minha sensibilidade) e muitas delas, mesmo, onomatopaicas, factor que eu acho de grande valor na avaliação da riqueza de uma língua. Se esta selecção tem algum significado subconsciente, pois deixo ao livre exercício de cada um.

Aqui vão elas (juntamente com uma pequena reclamação, que isto de passar ao Espumante e a todos os que tiverem paciência é, no mínimo, persecutório e não permite baldas.). E passo a corrente a quem tiver paciência para a continuar.

(Por ordem alfabética)

Acalmia
Aldeia
Alfarroba
Brisa
Cascata
Castelo
Cereja
Lago
Lua
Papoila
Prado
Violino
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domingo, novembro 04, 2007

De novo a corrente da página 161



[2126]

Na verdade, eu já tinha sido encadeado pela Madalena, como diz o RAF. Mesmo assim ele não perdoou e aqui deixo, portanto, a frase (no caso, um verso) da quinta linha da página 161 de Poeta Militante (Viagem do Século XX em mim), 1978, 3º volume, 1978, Moraes Editores, edição de 500 exemplares numerados e assinados pelo autor com um retrato a óleo pintado por Nikias Skapinakis, de José Gomes Ferreira, livro que tenho vindo a ler a prestações, de um poeta que conheço mal (e a Madalena que me perdoe). Assim:

- Envelhecer é este frio de flor seca. Caverna desabitada com uma fogueira ao centro, a arrefecer devagar.

Cap. XIX de "Casa" 1961-1962

Da outra vez esqueci-me de "passar" a corrente. Por isso, e porque estou com curiosidade de saber o que andam a ler a Carlota, a Cristina, a Azulinha, o JoãoG e o Beckx, aqui fica o necessário "encadeamento".

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