quinta-feira, novembro 29, 2012

As orelhas de Judite de Sousa


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Não deu para ver a entrevista toda a Passos Coelho. Mas, de relance, alguma coisa me chamava a atenção. A gravata de Passos? O sorriso tripartido (SIC, RTP, TVI) de José Alberto Carvalho? A Judite? Algo me latejava nas têmporas e eu não chegava lá. Percebi algumas diferenças na Judite de Sousa. Primeiro reparei que devia ter ido de moto para o trabalho… depois, agradeci ao Senhorio lá de cima a faculdade que me concedeu de gostar de cabelos lisos e finos mas, claro, reconhecendo sempre a constitucionalidade de cada um usar o penteado que lhe aprouver. E de repente… Eureka. Voilá, que eu dava com o pormenor que me «fazia espécie». Ao fim de quase duas décadas eu finalmente via as orelhas de Judite de Sousa. Depois dei por mim a reflectir que passei tanto tempo a pensar no assunto que acabo por não me lembrar bem da forma e da substância da entrevista.
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quarta-feira, julho 20, 2011

Os neo-tieless





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Não sei se têm notado, mas eis senão quando um número grande de pessoas começou a aparecer sem gravata nas mais variadas funções e circunstâncias. Não porque esteja calor, mas porque o português é um animal de moda, de «corrente» de «é assim», «janela de oportunidade», «mudança de paradigma» e «desde logo». E «desde logo» a demagogia decorrente das afirmações da ministra de agricultura e demais amenidades sobre as vantagens de um pescoço esgargalado contribuir definitivamente para o abaixamento da dívida soberana passou a um estatuto de uma espécie de NEP (NEP era um coisa que havia no Exército, não sei se ainda há e que significava Norma de Execução Permanente). Já havia uma certa tendência «neo-tieless» (esta saiu bem…) na intelligentzia lusa, mas agora a coisa generalizou-se. Um dia, passa. A gravata tem vencido com estoicismo e tem-se mantido à la page, numa luta desigual. Enquanto não passa, a televisão vai mostrando os perenes «tieless boys» e os aderentes de fresca data, estes mais imbuídos da nobre e correcta missão de reduzir as emissões de carbono (!!!) do que seguindo critérios de comodidade do vestuário.

A UCP emitiu uma opinião muito equilibrada sobre as questões do vestuário. É ler e, facilmente, entender. De resto, não custa. E sorrir perante os comentários que suscitou aí pela blogosfera. Alguns que um rottweiler não desdenharia.

Nota: São 06:45 da manhã e João Proença, da UGT, homem que eu costumo ver, com frequência, a comer substanciais refeições exibindo uma gravata devidamente protegida por um guardanapo ao pescoço, acabou de aparecer ali nas notícias, sem gravata. Homem de consensos, pelo menos enquanto o PS está no poder, tem revelado alguma excitação recente. Talvez por isso a gravata incomode.
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quarta-feira, janeiro 26, 2011

Francamente, não sei o que vêem na moça...


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Adriana Lima, uma manequim de sucesso brasileira, fez um ensaio super sexy para uma campanha de lingerie o que causou um grande frisson nos meandros da moda.

Discordo. E espanto-me. Observei atentamente a foto e verifico uma série de defeitos de fabrico. As clavículas muito salientes, os joelhos espetados, a cintura não é lá essas coisas, o pescoço é muito largo, as mãos são muito grandes e o final das canelas muito ossudas o que lhe provoca (ainda que não se veja bem) tornozelos mal feitos e uma indiscutível tendência para vir a criar joanetes.

Olho, olho, olho e, francamente, não percebo o que vêem na moça.

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sexta-feira, novembro 23, 2007

Campeonato está no papo



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Tem a particularidade de ser dual (leia-se ser bonito e saber jogar futebol) e é um grande exemplo para a juventude. Quem o diz é Fátima Lopes que acabou de contratar o pony-tail de Miguel Veloso para modelo de algumas das suas criações.

O meu clube está garantido. Com jogadores duais e outros não tão tais, que isto de ser bonito não é para todos, o campeonato está no papo. Pelo menos o da segunda circular.

P.S. A propósito de gente bonita, foi-se embora da minha empresa a uma cara laroca que vai fazer falta. Poder-se-ia dizer, mesmo, ser muito mais dual que o Miguel Veloso. E, claro, muito mais bonita. A P. tem aquele fácies namoradinha de toda a gente e daqui a vinte anos há-de ter a mesma cara jovem que tem hoje. E tem aquela voz que Deus de vez em quando se lembra de conceder às Evas do nosso contentamento – vozes que desarmam, seja a pedir para passar o sal, seja a pedir (ou a ordenar) seja o que for e é a mulher que eu conheço com a caligrafia mais miudinha que se pode imaginar. Não sei o que os grafólogos dizem das mulheres de letra pequenina, mas até isso lhe ficava bem.

Vai-se embora e a empresa fica mais pobre em matéria de caras bonitas. Bem feito para não pensarmos que os diamantes são eternos. Boa sorte, P.
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