sexta-feira, março 02, 2012

Conemos

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O Azeite Gallo tem um processo no Brasil, acusado de ser racista num dos seus anúncios.

Os brasileiros lá sabem com que linhas se cosem mas se os pruridos demonstrados alcançam este tipo de rigor, é caso para pensarmos que a sua (deles) imaginação não é lá essas coisas. Chamar CONAR a uma comissão que… bom, chamar «conar» seja ao que for e achar que um frasco escuro é racista parece-me, no mínimo, bizarro. E se alguma vez eu mandar aqui na paróquia e me aparecer alguém da «conar» eu mando-o conar para outra freguesia porque já cá há quem cone com destreza e sem qualquer complexo racial.
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domingo, fevereiro 07, 2010

Não perder o comboio




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Ouvir estes dois cavalheiros no “Expresso da Meia-Noite”, borboleteando por entre as últimas trapalhadas da criatura que ocupa o lugar de primeiro-ministro, foi um espectáculo grotesco, absurdo e delirante. Quem ouviu Delgado durante meses (anos?) a fio a enfeitar as manigâncias de Sócrates ou, ainda, quem se recordar da participação activa de Marcelino na urdidura efectuada a Cavaco, Público e J.M. Fernandes e os ouviu ontem a meter os pés pelas mãos e a explanar uma sintaxe redonda e ininteligível sobre as responsabilidades de Sócrates, não pode evitar abrir a boca de espanto. Ou não, que chegámos um ponto que já nada espanta. Mesmo assim, poderia haver ainda um pouco de vergonha, de decoro, ou já nem isso?
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quinta-feira, dezembro 03, 2009

Dar em doido

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Que pena não haver por aí a circular uma daquelas correntes blogosféricas a pedir que mencionemos três coisas que dão connosco em doido. Mas eu digo, de qualquer maneira:

1 - O João Pedro Pais a cantar a mão e a palma da mão, ou a mão do Palma ou fui à Rua da Palma e deram-me a mão ou palmaram-me qualquer coisa enquanto me distraía com uma mão qualquer que nem sequer era a minha ou leram-me a sina na palma da mão… mas sei que mete palma e mete mão.

2 - A Sara Tavares a fingir que é a Amália Rodrigues, mas em hip-hop. Over, and over and over and over…

3 - Dizerem-me para ir ao Pingo Doce de Janeiro a Janeiro.

Está dito.
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sexta-feira, março 09, 2007

Howshit



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Chegar a sexta-feira e mastigar a sensação que não devíamos ter saído da cama na segunda-feira passada. É o sentimento frustre de quem (ainda) acorda com a ideia de que pode (e vai) mudar o mundo, nem que seja um bocadinho. Mas depois lá vem uma calamidade natural qualquer e vai tudo por água abaixo.

Entenda-se por calamidade natural, tudo o que de artificial pode acontecer, no mau sentido, claro. Artificial porque se deixássemos as coisas acontecer pelos padrões naturais metade das calamidades não aconteceriam. Mas não, temos de interferir. Temos de nos cansar da rotina segura e profícua para nos lançarmos no desconhecido, mesmo quando o desconhecido é um velho conhecido com quem lidamos há alguns anos. E complicar tudo. Portanto, há calamidades naturais que não são naturais. São tão naturais como as madeixas da Fátima Felgueiras e tão evitáveis como as bichas de trânsito da A5, havendo uma marginal razoavelmente desobstruída esperando por nós.

Bom! Esta semana correu mal, ponto final. Mas pior do que uma semana correr mal é sentirmos que a próxima vai ser muito pior. Portanto, a atitude avisada é não pensar muito no assunto e fazer como aquele director de uma fábrica a quem vão avisar numa sexta-feira à noite que a fábrica está a arder e ele murmura, paciente: Ui, que grande dor de cabeça que eu vou ter na segunda-feira!

E hoje é sexta. Atenhamo-nos à dor de cabeça que vou ter na segunda!

Este “atenhamo-nos” parece um palavrão, mas o abc não deu erro, portanto, deve estar certo. As palavras esquisitas que o português tem…


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