A desejada fossilização a prazo
Etiquetas: Manuel Alegre, poesia avançada, sufoco socialista, vale mais um pássaro na mão que a mão...

puro auto-entretenimento
Etiquetas: Manuel Alegre, poesia avançada, sufoco socialista, vale mais um pássaro na mão que a mão...
Etiquetas: Manuel Alegre, orgasmos múltiplos socialistas
Etiquetas: Manuel Alegre, Mário Soares, pólítica, socialismos

Etiquetas: Manuel Alegre, presidenciais, socialismos

Etiquetas: Manuel Alegre, presidenciais

[3830]
O poeta Alegre quer uma força militar para a CPLP. Isto não me impressiona verdadeiramente, Alegre é uma daquelas pessoas que têm o privilégio de estar sempre do lado correcto das coisas, tanto exprobram as acções militares naquilo que acham ser um atentado às liberdades como as emulam se forem aproveitadas na opressão daqueles que têm a veleidade de pensar ou agir diferente dele, nada de muito novo, afinal. O que me preocupa é que 26% dos eleitores do meu país, a números de hoje, ainda acham que os assuntos sérios deste planeta podem estar à mercê da sensibilidade discricionária e poética de quem parece perceber tanto de assuntos internacionais como eu percebo de órgãos de igreja e que não passam de bardos (ou bonzos, para usar um termo recentemente muito em voga na blogosfera) do regime. E que julgam que o mundo se resolve com umas quantas trovas glosadas pela musa inspiradora que vai vogando por aí com o vento que passa, bafejando os iluminados.
Alegre acha que a CPLP deveria ter uma foça para “resolver problemas” onde a democracia e estabilidade possam estar repetidamente postas em causa pela intervenção excessiva dos militares. Em bom português, sempre que mijarem fora do penico, perdoe-se-me a vulgaridade da expressão. Razão mais do que suficiente para chamar mais militares, os bons, claro, para pôr os maus na ordem.
Que pena Alegre não ter tido esta epifania quando lhe puseram uma farda em cima, aqui há uns anos atrás…
.
Etiquetas: Manuel Alegre, Os bons e os maus, socialismos

[3812]
Se eu me deitar a fazer comentários sobre a métrica das «trovas ao vento que passa» ou dissertar sobre os «rapazes que pregam pregos nas tábuas» posso fazer má figura que daí não vem mal ao mundo, afinal não sou purista de línguas, não sou poeta não sou crítico literário. Mas é razoavelmente aceitável emitir opiniões sobre temas que interfiram com a nossa sensibilidade e com o sentido estético que cada um de nós tem da vida, dos homens e da própria poesia.
Emitir verbo ideológico, que outro não me pareça poder ser, sobre a decisão do governo de exercer as suas prerrogativas numa operação financeira através de uma «golden share» na PT é que me parece pouco aceitável e denuncia uma assustadora irresponsabilidade. Um poeta é um poeta e não tem que perceber de operações de alta finança nem de estratégia económica. Por isso deveria ter mais cuidado e recato nas opiniões que emite, mesmo se for candidato à presidência da república. Assuntos de milhares de milhões de Euros não podem ser avaliados à luz bucólica de uma manhã de pesca na Foz do Arelho, muito menos enquadrados na visão poética de um rapaz a pregar pregos numa tábua ou no voluntarismo planfetário com que julgamos poder enquadrá-los nos alegados interesses nacionais. Por muito que isso nos doa. Ou então não estaremos a candidatar-nos a presidente de todos os portugueses, mas apenas dos republicanos, laicos e socialistas e dos superiormente iluminados pela centelha intelectual que nem todos tiveram a ventura de receber à nascença.
Os portugueses continuam a ser sensíveis a duas questões que incontornavelmente lhes circulam nas tripas. O quixotismo e o sebastianismo. Por isso eu acho que Manuel Alegre ainda é capaz de conseguir um número apreciável de votos. Basta-lhe ir produzindo este tipo de declarações, como as que produziu a propósito da interferência do Estado na venda da Vivo brasileira, mesmo quando lá fora já nos acusam de visão colonial obsoleta. Porque o povo profundo gosta da protecção dos guardiães do socialismo (léxico que ainda hoje «vai muito bem») e o povo intelectual gosta de se sentir acima da mediocridade generalizada onde só o «consumismo», a visão «economicista» e os «interesses» contam, sem respeito pelos superiores interesses duma sociedade moderna, correcta, solidária, providente e social, uma sociedade, enfim, «como deve ser».
.
Etiquetas: Ai Portugal, Manuel Alegre
Etiquetas: Manuel Alegre, poesia

Etiquetas: esquerdas pronto, Manuel Alegre