quinta-feira, setembro 29, 2011

Ó da guarda!




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Quando amanhã for multado, forçado a qualquer contingência motivada por ordem pública ou, nunca se sabe, preso (já duas vezes fui detido por engano, se bem que uma delas tenha sido num país estrangeiro), ou me aparecer um polícia à porta a notificar-me porque não paguei não sei quantas unidades de conta porque a minha filha menor um dia foi agredida no metropolitano e um ano depois me obrigaram a ir à polícia tomar conhecimento de que as diligências da Polícia tinham sido infrutíferas (e eu não fui), vou recordar-me de que qualquer destes agentes da Autoridade que referi pertencem a uma corporação que ainda vem para a rua berrar pela manutenção de benefícios concedidos, para o efeito vestindo camisetas com o «Che» estampado, empunhando cartazes revolucionários e entoando afinados coros chamando gatunos ao governo e berrando (é o termo) «a luta continua».

Alguém devia dizer a estes polícias que se quiserem berrar pelo «Che» ou chamar gatunos ao governo ou usar estribilhos muito em uso na repartição de países retrógrados e repressivos (que é por esses países e nesses países que a luta continua) deviam procurar emprego. Fazer pela vida. Trabalhar por conta de outrem. Registar-se nas finanças como trabalhadores independentes. Emigrar. Fazer pela vida, como disse no início. E perceber que a Polícia é uma instituição necessária à hierarquia normal de um Estado de Direito onde os deveres e direitos de um cidadão são salvaguardados, respeitados, garantidos e implementados. A Polícia não é uma fábrica de têxteis, de calçado ou montagem de automóveis. É uma instituição que merece o respeito de todos nós e que, como tal, se deve fazer respeitar. Eu sei que atravessámos momentos em que gente a puxar para o estranho esteve à frente das polícias, lembro-me de um socialista Costa, Alberto, se bem me lembro, que achava que as polícias deveriam ser mesmo do tipo de continuarem a luta e que chegou a dizer que a nossa polícia não era a polícia dele. O Costa era um fulano baixote, barba de três dias (e com aquele tipo de voz que nos faz imaginar que tem uma escarreta teimosa na laringe para cima e para baixo à medida que fala e nos dava vontade de dizer «ó homem, tuuuuuussa»), que não gostava das polícias que tinha («aquela» não era «a sua polícia», dizia ele, modernaço, progressista correcto e com a escarreta para cima e para baixo...) e que achava que os polícias deviam ter sindicatos, estampar o «che» nas camisetas e manifestar-se imenso nas ruas. Entretanto o Costa reciclou-se, acalmou e hoje não se sabe bem dele. Estará algures «por aí», como muitos se mantêm, com o socialismo no armário. Deve estar agora satisfeito por ver a bagunça destes polícias «indignados», «guevaristas» e malcriados que ontem foram «estrilhar» para a rua.

Uma tristeza. E, verdadeiramente, tudo a conjugar-se para que reflictamos sobre que fdp de país estamos a deixar aos nossos filhos e netos.
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quinta-feira, março 17, 2011

Acção de escuteiro


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Ricardo Rodrigues, um conhecido socialista pilha-galinhas gravadores acordou preocupado com a reputação de Paulo Portas e daí à sua acção de escuteiro do dia foi um passo. Achou que o melhor mesmo era pedir um esclarecimento à PGR para que se saiba se há alguma suspeita ou não e se Paulo Portas é uma pessoa séria ou não, no caso dos submarinos.

Eu não sei como é que funciona o protocolo destas coisas, se Ricardo Rodrigues pode pedir esclarecimentos sobre a seriedade de Paulo Portas via fax ou e-mail, ou se tem de ir à Procuradoria, sei lá, talvez até para assinar qualquer coisa. A ser este último caso, conviria que a Procuradoria não tivesse por ali gravadores à mão de semear…

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quarta-feira, agosto 19, 2009

Comer e calar


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Aqui há um tempo a minha filha levou um formidável murro no queixo, enquanto esperava que o metropolitano arrancasse, na estação do Campo Grande. Sentada com uma colega, no regresso da faculdade, aguardava que o comboio arrancasse quando dois animais se lhe dirigiram com uma série de obscenidades. Como elas se levantassem para mudar de lugar, um dos animais, o mais repelente e maior, assentou-lhe um murro na boca. Confusão, um polícia à paisana que consegue apanhar um dos animais (o animal que bateu conseguiu fugir) e uma queixa apresentada na esquadra da estação do Marquês de Pombal. Quando levantei dúvidas sobre a utilidade de apresentar queixa (a minha filha ainda era menor), o polícia insistiu, porque conhecia o animal, sabia muito bem onde ele morava e aquilo era trigo limpo. O animal morava em Loures e ia lá e prendia-o.

Dois anos depois, surge uma convocatória da PSP de Cascais a intimar a minha filha para comparecer no posto. Telefonei para lá, li a intimação e de lá disseram que era para ser informada que tinha de ir à esquadra de Carcavelos. Pedi o contacto e telefonei para Carcavelos. Fui informado de que era para dizerem à ofendida que não tinham prendido o animal e que iam arquivar o caso. Não liguei mais ao assunto até cerca de duas semanas depois, quando me aparece um polícia, educado, à porta de casa a perguntar pela minha filha porque ela tinha faltado ao tribunal e ia, assim, detê-la…. E para não fazer disto uma longa história, direi apenas que expliquei que ela já tinha saído para as aulas, que eu era o pai e que ia lá eu, mas não escapei de ter de pagar duas unidades de conta (mais de €300) por ela ter faltado ao tribunal. De pouco valeu eu ter dito que tinha telefonado para a esquadra de Cascais e de Carcavelos e de ter tomado a informação de Carcavelos como final – que o animal não tinha sido apanhado.

Este episódio vem a propósito desta notícia. O que me leva a pensar que nesta terra o melhor é comer e calar. É que as coisas depois embrulham-se tanto que uma pessoa ainda acaba a pagar custas ou unidades de conta por ter faltado ao tribunal, para lhe dizerem que não apanharam o agressor. Mas não contem nada a Sócrates que ele anda muito ocupado a visitar escolas desde que saiu a notícia dos 40 milhões do Ministério da Educação sem concurso público (se não souberem bem do que se trata é ouvir a SIC com atenção que esta estação explica os passos do Grande Líder ao milímetro e ao segundo) e não tem tempo para disparates de Verão.
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quinta-feira, julho 09, 2009

Os tiros bons e os tiros maus. Ou o cu e as calças do problema


[3235]

Quando se fala de polícias e ladrões e, consequentemente, nos tiros de cada um, que é como quem diz os «tiros bons» e os «tiros maus», costumo dizer que já dei para este peditório. De um lado acha-se que esperar e exigir da polícia mais firmeza na contenção dos meliantes, com o recurso a armas de fogo se for caso disso, remete para a nostalgia de um hipotético estado policial em que os meliantes devem levar um tiro nos miolos se espirrarem durante um interrogatório. Ou meterem o dedo no nariz. Do outro, advoga-se a garantia de que qualquer energúmeno, a canalha por assim dizer, pode paulatinamente agredir, roubar ou, até, se a vítima for muito incómoda ou recalcitrante, dar-lhe um tiro. Porque é pobre, porque é excluído, porque é preto, porque está frio, porque fomos negociantes de escravos, porque as autarquias não mandam arranjar as redes das balizas dos campos de jogos dos chamados bairros problemáticos ou por outras incidências bem conhecidas (e usadas) pelos defensores do homem novo que deverá ter a capacidade de uma hermenêutica pericial que lhe permita avaliar todos os cenários de cada vez que se leve um tiro. De um ou do outro lado.

Disse que já dei para este peditório mas a verdade é que cada vez que um polícia dá ou leva um tiro, as claques regurgitam o verbo adequado à situação. Como se faz aqui e onde não se perde pitada de tudo o que aconteça para se vincar bem a tese de que sim, no fundo, no fundo, os culpados são sempre a polícia ou quem acha que a polícia deve agir com mais firmeza e com mais tiros, sem estarem sujeitos ao escrutínio posterior dos burocratas do costume. No cu e nas calças da Fernanda, salvo seja, encontramos de novo e sempre esta forma enviesada de analisar o assunto. A autora diverte-se imenso a explanar as suas teorias e a vituperar tudo o que cheire a qualquer atitude que possa lembrar ou conduzir ao tal estado securitário que a direita tanto emula (pensa ela).

Por estas e por outras, e no meu sinceramente modesto entendimento, é que cada vez há mais tiros nos polícias, a juventude se afoga numa iliteracia deprimente e as prisões se arriscam a ser convertidas em turismo de habitação. E se me perguntarem, ao falar na educação e na justiça, o que é o cu tem a ver com as calças eu diria que sim, que tem. Tem tudo. E que a solução estaria mesmo na firmeza com que na maioria das situações analisadas pela Fernanda, se baixasse as calças a muita gente e se lhes aplicasse um bom par de açoites.
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quarta-feira, julho 01, 2009

Ó da guarda


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Não seria mais barato e mais seguro mandar esta rapaziada toda para o desemprego e fazer uma polícia nova de raiz?

Entretanto, e plagiando um bocadinho o AAA, chamem a polícia, outra qualquer, e metam ordem na paróquia.

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sexta-feira, maio 29, 2009

Cambada de ladrões, diz ele


[3162]

De cada vez que faço uma crítica a Vital Moreira, numa roda de amigos, por exemplo, recebo uma contra-argumentação mais ou menos apologética e laudatória, segundo a qual:

- Vital é um grande constitucionalista
- É da escola de Coimbra
- O Pacheco Pereira também já foi comunista. E a Zita Seabra. E o Durão Barroso foi MRPP

Eu só gostava de perceber a relação entre ser-se um estudioso da constituição, universitário coimbrão ou pelo facto de outras personagens do espectro político nacional já terem sido comunistas e o facto incontornável de Vital ser um inábil candidato às europeias e, pior, revelar um carácter duvidoso, rasteiro e ressabiado quando, como agora, associa um Partido à “roubalheira do BPN”.

Esta forma de estar faz parte da cartilha do partido Socialista, onde interessa mais “malhar” do que fazer alguma coisa de prestável pelo país. Talvez porque seja a única coisa que sabem fazer a preceito, ainda ontem António Costa dizia (ia a dizer, “sem se rir”, mas não é verdade, ele tem aquele sorriso melífluo de imagem de marca), na Quadratura do Círculo, que uma coisa era Dias Loureiro demitir-se por imperativos éticos, outra, bem diferente, era Sócrates e a tralha socialista adjacente se demitir pelas mesmíssimas razões. É diferente, diz Costa, sem que se perceba exactamente porquê. Nem interessa. É diferente, ponto, e basta o sorriso de Costa para explicá-lo. E quem não entender é porque é burrinho militante e com as quotas em dia.

É necessário um grande estômago, diria mesmo daqueles de ruminantes, com pança, folhoso e correlativos, para digerir esta lógica socialista. Tal e qual como para o seu habitual despudor, como o que Vital achou por bem, agora, usar, associando o PSD às “roubalheiras do PSD”.

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sábado, abril 18, 2009

O costume


[3068]


Com que direito um sujeitinho de autoridade pendurada numa bandeirinha manda anular um golo limpo ao Sporting?

Nem sou muito destas coisas mas uma equipa que manda duas bolas à barra e depois é espoliada de um golo limpo, entra para a segunda parte com que ânimo para jogar?

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terça-feira, setembro 16, 2008

Quatro meses depois...


Clicar na foto para ver melhor como eram os suspeitos em Maio

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Tem de haver. Tem de existir uma razão forte para a Judiciária mandar hoje uma foto de dois suspeitos de um assassinato cometido há quatro meses no Bairro Alto, para divulgação na imprensa. Pode ser que os suspeitos entretanto não tenham alterado o detalhe de barba, mudado de roupa, engordado, emagrecido, perdido um braço num acidente de viação, rapado o cabelo à escovinha e serem reconhecidos por um leito do Diário de Notícas, mas, mesmo assim, acolheria de bom grado uma explicação para a publicação em meados de Setembro de uma foto recolhida numa câmara de vigilância em Maio.

Também pode ser que seja eu que não perceba nada de polícias e ladrões...

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