sexta-feira, março 27, 2015

De víbora na mão


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A «Quadratura do Círculo» está caminhando a passos largos para uma versão revista, melhorada e tendencialmente intelectualizada do «Eixo do Mal». Tripas revoltas por tripas revoltas sempre dão mais sainete e audiências as de Pacheco Pereira que as de Pedro Marques Lopes ou da «Pluma Caprichosa».

Repare-se como ontem quase todo o programa se resumiu a um solilóquio de PP do qual, espremendo, se percebeu que:

- A Comissão Parlamentar (BES) esteve bem, de um modo geral, não fossem as mentiras do governo;
- A Comissão deu uma imagem putrefacta da nossa elite;
- A ministra das finanças, a descarada, tem ambições políticas o que, como se supõe, é um crime hediondo e um pecado mortal;
- As ambições da ministra das finanças percebem-se pelo facto de ela ter ido até a uma inauguração, PP lá disse que o ministro da economia estava no Japão com Passos Coelho, coisital, mas o facto de ela ter ido à inauguração é a prova acabada que a senhora tem ambições políticas;
- Finalmente, cereja no bolo, PP diz que a ministra das finanças é tal qual como Sócrates. Goza de benevolência e da simpatia do princípio de mandato e depois…

Estas afirmações, e sobretudo fazer delas o fio condutor de um programa de comentário político de uma hora, são condenáveis e relevam claramente de um ódio visceral que PP nutre por este governo. Que ele não goste deste governo ou de outro qualquer é uma circunstância com a qual eu posso conviver tranquilamente, o homem é livre de gostar ou não gostar de quem quiser, mas a forma acintosa, parcial, raivosa e desonesta como qualquer tema acaba numa sessão de tiro ao boneco diz bem de algumas ambições que ele verbera nas pessoas que abomina, açoitando-as e fustigando-as com a autoridade que lhe advém do seu prestígio de intelectual e da sua facilidade de expressão.

Uma nota final sobre a comparação que ele faz entre Maria Luís e Sócrates. PP ultrapassou os limites do aceitável, acho que ele próprio percebeu isso e exercitou umas desculpas esfarrapadas junto de Lobo Xavier, mas o mal estava feito. A comparação que ele fez, para além de má fé e mau carácter, revela desígnios absolutamente obscuros. Porque as pessoas sabem que Maria Luís não é como o 44. E Pacheco Pereira, também.

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quinta-feira, agosto 18, 2011

Apetências





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As minhas apetências são muitas, também. Nem sempre as concretizo, umas vezes porque os meus apetites são desmesurados relativamente às minhas possibilidades (clicar na foto para ver melhor), outras porque normalmente os eduquei e condiciono sempre a um módico de racionalidade indispensável a isto de se viver numa sociedade em que por força do nosso instinto gregário, temos de conviver com muita gente e nas mais variadas vertentes. Por norma, essa racionalidade está na razão directa daquilo que eu entendo ser a feasibility dos meus apetites, para me socorrer de um termo que em Washington DC se usa com muita frequência.

Isso não me inibe de perceber os apetites que por aí vão (e não faço links senão gastava meia folha A4 a fazê-los) sobre a putativa colocação de Mário Crespo em Washington DC, como correspondente da RTP. Entretanto, MC desmentiu, formalmente. Mas os apetites vão continuar, Assim na forma habitual de orgasmos múltiplos. Pequeninos, mas múltiplos. Como gosta uma boa parte da nossa blogosfera.
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domingo, abril 18, 2010

Vanity... e um embaraço permanente

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Soares é um embaraço. Não colhe a ideia de que está velho e senil. Velho está, certamente, mas de senil não me parece ter nada. Continua a ser uma raposa astuta. E tão cínica, como a outra que disse que não queria o cacho de uvas por estarem verdes.

Soares terá as sua razões para gostar de se projectar periodicamente na ribalta que lhe oferecem, submissa e saloia, para se explanar na lascívia das suas elucubrações, dizendo o que lhe vem à cabeça, da forma que entende e com a ideia antecipada de que lhe vão achar muita graça.

Desta vez falou de Cabo Verde… e da vantagem que Cabo Verde teria tido em se manter ligado a Portugal. Isto é de uma atroz deselegância e de quem acha que pode dizer o que lhe apetecer. Mas fora a elegância, eu gostaria de pensar no que Soares diria, se há cerca de trinta anos atrás alguém dissesse o que ele diz agora. Enquanto se dedicava com afinco à sua obra de descolonização exemplar, tarefa que ninguém lhe outorgou, mas que ele tomou como sua, apoderando-se dos meios de legitimidade necessárias para o fazer, sem respeito pela pessoa humana (portugueses e africanos) e com o mesmo sentido de Estado com que uma vez, iracundo e imbecil, pisoteou uma bandeira nacional.

Nota: Eu também acho que, na altura, Cabo Verde teria ganho com a integração. Mas hoje, quando Cabo Verde provou ser um país que soube seguir uma via racional e com elevado sentido de desenvolvimento e melhoria de vida para os seus cidadãos, ao contrário de outras colónias (Guiné- Bissau, por exemplo), as afirmações de Soares soam deslocadas, patéticas e ofensivas.

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segunda-feira, junho 15, 2009

Grrrrrrrrrrr!


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Há um programa mais ou menos insuportável na SICN que dá pelo nome de Eixo do Mal e que eu considero uma espécie de “downgrade” do antigo Noites da Má-língua. Independentemente da qualidade dos intervenientes, na Noite da Má-língua falava-se um bocadinho mal de toda a gente e como as nossas gentes são pródigas em motivos para que delas se fale mal, a coisa resultava bem conseguida e bem-humorada. Já no Eixo do Mal não é bem assim. Tudo começa num registo mais ou menos equilibrado, mas apenas porque o moderador do programa se esforça por isso, para que poucos segundos depois os participantes se entreguem a sovar o PSD, que parece ser o móbil único do programa. Assim mesmo, sem tirar nem pôr. O Bloco é superstar, mas mesmo o PS, alvo de várias críticas, sobretudo após o desastre eleitoral recente, acaba por ser acomodado no cantinho da bonomia e simpatia em que este partido, por artes que me passam ao lado, é anichado. Clara Ferreira Alves, então, é intragável. Ressuma verdadeiro ódio por tudo o que cheire a PSD, é uma coisa assim a resvalar para a patologia, e chega a perder-se no que diz, como se vagueasse numa floresta cheia de trilhos de maledicência, onde todos vão dar ao mesmo destino.

Clara Ferreira Alves merece referência especial porque até Daniel Oliveira consegue ser simpático nas suas críticas, quando comparado com a escritora/cronista/crítica literária e co-star dos programas do Dr. Mário Soares no Canal 1. Porque a sua verrina resulta de um estado quase apoplético (é verem o programa e repararem nas veias do pescoço) caldeado numa dose muito forte de ódio pelo PSD e por Santana Lopes. Curiosamente, no programa de ontem Clara desviou-se um bocadinho do azimute habitual quando, a propósito da brincadeira em que se tornaram as empresas de sondagens no nosso país, o seu comentário sobre o assunto foi que para Portas só contavam as agências que forneciam Jaguares. Por aqui se vê da superficialidade e falta de estofo com que Clara se mete a fazer crítica política na televisão. Em vez de, como lhe foi pedido, emitir a sua opinião sobre o falhanço das previsões, conhecido de toda a gente, lembrou-se de ir buscar a história do Jaguar. História que, tanto quanto me lembro, teve a ver com o facto de Portas ter tido um acidente com um carro da empresa (uma coisa mais ou menos corrente com pessoas que dispõem de carros de empresa) sem que isso tivesse a ver propriamente com manipulação de resultados.

Clara é muito pequenina. Um dia destes ganha lugar, por direito próprio, no Portugal dos Pequeninos do João Gonçalves.

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segunda-feira, abril 06, 2009

Vergonhas

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Mário Soares acha que Durão Barroso é o rosto da vergonha e do passado.

Em matéria de vergonha, talvez conviesse o Dr. Soares meter um pouco de travão, não vá derrapar por aí em meia dúzia de vergonhas incómodas. Já quanto ao rosto do passado, nada como uma apreciação crítica de um rosto vinda de rostos do presente.
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domingo, fevereiro 01, 2009

Reflexão antro-estético-plástico-cusco-critico-maliciosa


Um Sócrates que nem sequer conhece Alcochete

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Não acho nada a mãe de Sócrates parecida com o tio Júlio. Já o filho do tio tem algumas semelhanças com o Zézé Beleza. Independentemente do mais, parece ser um bonito rapaz…

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