segunda-feira, abril 04, 2011

As palhaçadas de Pinto da Costa


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Mas afinal o que é o presidente portista tem contra os palhaços? Volta e meia atira-se a eles. Querem ver que algum deles, algum dia, se recusou a ser apresentado ao Santo Padre?

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segunda-feira, maio 31, 2010

"Chapeau" à Itália


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A Itália parece ter sido o único país com suficiente bom senso para condenar vivamente a provocação que um grupo de activistas (profissão generosa e, suponho, bem paga…) resolveu levar a efeito, invadindo águas territoriais israelitas, a pretexto de levar ajuda humanitária a palestinianos, um povo que sempre mereceu mais humanitarismo dos israelitas do que das suas próprias organizações políticas, que os matam indiscriminadamente e deles fazem escudos humanos, sempre que necessário.

Israel teve ainda a hombridade de avisar que não toleraria a invasão das suas águas territoriais. Mas os activistas fartam-se de activar e activação que não meta uns cadaverezitos não é activação que se cheire. Assim, lá arranjaram uns mártires e maneira de a Europa andar entretida com mais uns quantos veementes e patéticos protestos até as coisas de diluírem.

“Chapeau” à Itália que soube manter a razoabilidade e dignidade em níveis elevados, mesmo que deplorando a morte de 19 pessoas. Como se esperaria, aliás…

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segunda-feira, dezembro 14, 2009

Por mim, estou farto de estar a mais


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O palhaço compra empresas de alta tecnologia em Puerto Rico por milhões, vende-as em Marrocos por uma caixa de robalos e fica com o troco. E diz que não fez nada. O palhaço compra acções não cotadas e num ano consegue que rendam 147,5 por cento. E acha bem.

O palhaço escuta as conversas dos outros e diz que está a ser escutado. O palhaço é um mentiroso. O palhaço quer sempre maiorias. Absolutas. O palhaço é absoluto. O palhaço é quem nos faz abster. Ou votar em branco. Ou escrever no boletim de voto que não gostamos de palhaços. O palhaço coloca notícias nos jornais. O palhaço torna-nos descrentes. Um palhaço é igual a outro palhaço. E a outro. E são iguais entre si. O palhaço mete medo. Porque está em todo o lado. E ataca sempre que pode. E ataca sempre que o mandam. Sempre às escondidas. Seja a dar pontapés nas costas de agricultores de milho transgénico seja a desviar as atenções para os ruídos de fundo. Seja a instaurar processos. Seja a arquivar processos. Porque o palhaço é só ruído de fundo. Pagam-lhe para ser isso com fundos públicos. E ele vende-se por isso. Por qualquer preço. O palhaço é cobarde. É um cobarde impiedoso. É sempre desalmado quando espuma ofensas ou quando tapa a cara e ataca agricultores. Depois diz que não fez nada. Ou pede desculpa. O palhaço não tem vergonha. O palhaço está em comissões que tiram conclusões. Depois diz que não concluiu. E esconde-se atrás dos outros vociferando insultos. O palhaço porta-se como um labrego no Parlamento, como um boçal nos conselhos de administração e é grosseiro nas entrevistas. O palhaço está nas escolas a ensinar palhaçadas. E nos tribunais. Também. O palhaço não tem género. Por isso, para ele, o género não conta. Tem o género que o mandam ter. Ou que lhe convém. Por isso pode casar com qualquer género. E fingir que tem género. Ou que não o tem. O palhaço faz mal orçamentos. E depois rectifica-os. E diz que não dá dinheiro para desvarios. E depois dá. Porque o mandaram dar. E o palhaço cumpre. E o palhaço nacionaliza bancos e fica com o dinheiro dos depositantes. Mas deixa depositantes na rua. Sem dinheiro. A fazerem figura de palhaços pobres. O palhaço rouba. Dinheiro público. E quando se vê que roubou, quer que se diga que não roubou. Quer que se finja que não se viu nada. Depois diz que quem viu o insulta. Porque viu o que não devia ver.

O palhaço é ruído de fundo que há-de acabar como todo o mal. Mas antes ainda vai viabilizar orçamentos e centros comerciais em cima de reservas da natureza, ocupar bancos e construir comboios que ninguém quer. Vai destruir estádios que construiu e que afinal ninguém queria. E vai fazer muito barulho com as suas pandeiretas digitais saracoteando-se em palhaçadas por comissões parlamentares, comarcas, ordens, jornais, gabinetes e presidências, conselhos e igrejas, escolas e asilos, roubando e violando porque acha que o pode fazer. Porque acha que é regimental e normal agredir violar e roubar.

E com isto o palhaço tem vindo a crescer e a ocupar espaço e a perder cada vez mais vergonha. O palhaço é inimputável. Porque não lhe tem acontecido nada desde que conseguiu uma passagem administrativa ou aprendeu o inglês dos técnicos e se tornou político. Este é o país do palhaço. Nós é que estamos a mais. E continuaremos a mais enquanto o deixarmos cá estar. A escolha é simples.

Ou nós, ou o palhaço.


Mário Crespo, no JN de hoje

Já vi Sócrates processar jornalistas por bem menos. Mas ele também não pode ir a todas…
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quinta-feira, dezembro 10, 2009

Não concordo

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Com Maria José Nogueira Pinto ter chamado palhaço àquele deputado do PS que se divertia a debitar apartes, não deixando falar, cortando o fio do raciocínio, inviabilizando qualquer possibilidade de se manter um discurso fluido e coerente. E não concordo porque os palhaços fazem mais ou menos a mesma coisa mas fazem rir. Enquanto o deputado do PS não faz rir ninguém. Limita-se apenas à aplicação dos princípios doutrinários que lhe enformam a cultura política (??), porque pouco ou nada mais descortina para além da esquizofrenia (esta sim, esquizofrenia, não aquela que outro deputado do PS também usou para mimosear a mesa parlamentar) nacional em relação aos que moram na linha de Cascais e têm a mania que são superiores.

Há uma tremenda falta de nível nos deputados em geral e nos do PS em particular, basta reparar que esta prática (não deixar falar ninguém) é seguida sistematicamente. Ensinaram-lhes assim. Ainda há dias o constatei com um tal Perestrelo na RTP, na Quadratura do Círculo com José Magalhães e António Costa, com Sócrates no Parlamento enquanto recomenda juizinho aos deputados e com essa recente e cintilante estrela açoriana que apareceu por aí, cujo nome não me ocorre, sem embargo de isso ser prática corrente naqueles a quem falta, claramente, fundo argumentativo ou seriedade política para poderem discutir seja o que for e que é o caso de uma grande parte dos deputados socialistas.

Embora não concordando com Nogueira Pinto, apenas porque acho que os palhaços merecem melhor sorte e lhes é devido mais respeito, acho que o que Maria José disse foi uma lufada de ar fresco. Vai sendo tempo que não se confunda práticas regimentais normais com falta de educação e de chá. E há alguma coisa que saiba melhor do que saltar-nos a tampa de vez em quando?

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sexta-feira, outubro 03, 2008

Começa a ser confrangedor...



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Já há dias aflorei o “quem ganhou”, como fórmula eminentemente “tuga” de analisar os debates entre os nossos eleitos e os frutos do nosso descontentamento.

Desta vez, muito poucas horas depois do debate entre Palin e Biden (que lamentavelmente não vi) já eu podia ouvir profusamente na TV as “entre vírgulas” do debate, sempre que este era anunciado. Por outras palavras... o debate assim assim, vírgula, que Biden ganhou, vírgula!

Procurei, entretanto, informar-me sobre a substância e a forma do debate, e confesso que ainda não tive muito tempo. Mas para já fiquei a saber que Palin levava uns sapatos aparentemente de crocodilo (imagine-se o despautério ecológico das pessoas, um dia destes a senhora ainda aparece a dar uma entrevista à "Caras" em pantufas de pelo de urso polar, ou a comer um bife de caribu, ou a beber um copo no “Moosehead” que é um pub que eu cá sei e que tem uma cabeça de alce embalsamada, à entrada) e que, cruzes, eram grandes, os sapatos, demais para o pé. A distinta possibilidade de os Estados Unidos virem a ter uma vice-presidente que não sabe escolher o tamanho adequado para os sapatos que usa torna premente que as forças iluminadas, os intelectuais, os artistas, os escritores e os jornalistas (mesmo os que receberam casas da Câmara de Lisboa, prontes...) se previnam e publicitem este pré-apocalipse que se vive, só comparável àquele que antevíamos se Cavaco fosse eleito presidente.

Curiosamente, ainda consegui ouvir uns segundos do debate na televisão onde, apesar do imediatismo relativamente a ter sido rotulada como perdedora, Palin me pareceu desenvolta, simpática e a saber do que estava a falar. Numa antítese clara do seu opositor, uma personagem sem oralidade, sem presença e prenhe (salvo seja) de lugares comuns.

Mas Palin perdeu. Jornalistas dixit. Como aliás acontece sempre que lançamos a nossa paroquial cultura e equivalente opinião para um cosmos que nos é estranho e que, condescendente, nos tolera no seu seio.

Adenda: Análise e pontos altos do debate, com vídeos, aqui.

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sexta-feira, fevereiro 16, 2007

Send in the clowns

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