Afinal não foi bem assim...
Foto daqui
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De manhã fui mais ou menos impregnado com a notícia de que Israel tinha atacado Gaza, novamente, com tanques, aviões e helicópteros. As notícias ficavam por aí e confesso que costumo deixar às capacidades do meu subconsciente o processamento deste tipo de notícias. Há pouco, porém, li isto e percebi que o meu subconsciente tem razões fortes e estimáveis para um processamento adequado deste tipo de notícias antes que as mesmas se arrumem no meu arquivo de memória. Afinal, Israel não atacou, aquilo não foi bem atacar. Foi retaliar perante um ataque de mísseis anti-tanque vindo do território palestiniano a um autocarro que por acaso, coincidência certamente, ia cheio de crianças. Esta a parte, despicienda, que aqui pela paróquia ficou no tinteiro e que faz jus à nossa peculiar forma de noticiarmos tudo o que tem a ver com os alegados ataques de Israel. Verdade se diga que não são só os jornais e rádios portugueses. Li vários jornais brasileiros onde o pormenor do autocarro com crianças era omisso. E até a vetusta BBC não resistiu em vitimizar os agressores.
É nestas alturas, entre outras, que me dá vontade de ir buscar o falecido almirante Pinheiro de Azevedo e pedir-lhe, cortesmente, que do lado de lá de onde quer que ele esteja, mantenha ainda a estamina para soltar um saudável bardamerda.
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