sexta-feira, junho 01, 2012

Crianças ao sabor da magia do momento

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Há dias li algures que o Kimi Raikkonen, de 33 anos e casado há oito, um consagrado piloto de F1, brincava muito com os sobrinhos, mas que para ele não chegou ainda o momento de avançar para a condição de pai.


Por muito «Iceman» que o homem seja (é assim que é conhecido no mundo dos automóveis) acho que esta gente formatada em planeamento e de hormonas em mode mecanográfico dificilmente curtirá crianças de gestação espontânea, geradas à beira de um rio numa noite de luar, num celeiro duma avozinha da Beira Baixa ou, no extremo, no banco de trás de um mini. Esta gente faz contas a mais e as criancinhas arriscam-se a nascer com um chip incrustado no osso sacro.


Hoje fala-se no dia da criança, um dia instituído pelos adultos sem consultar as crianças. E eu, que nem de «dias de» sou, lembrei-me de Kimi e pensei que fosse eu como ele e não teria crianças como os juniores das fotos que enfeitam este post (um trio de juniores em que um deles assegurará a continuidade da dinastia e as «mininas»... pois, serão entregues de bandeja a um qualquer predador, é dos livros...) para me aquecerem por dentro e me oferecerem um sorriso permanente de homem feliz. Cá por coisas, acho que ainda hoje andaria a fazer contas…

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quinta-feira, janeiro 19, 2012

Uma questão de tomates

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A propósito do Acordo de concertação social e de se ter preservado o 5 de Outubro, insiste-se na designação deste dia como o da implantação da República. De há muito que se manipula a opinião pública neste particular e ainda há pouco Manuel Alegre com a sua jactância habitual e o à-vontade de quem usa o carro do estado para ir à pesca dizia que nem Salazar se atreveu a mexer no feriado da República.

Se a honestidade fosse música nunca muitos republicanos teriam como dançar. Sobretudo se nos lembrarmos que muitos portugueses (a maioria?) desconhecem que 5 de Outubro de 1143 é a data da fundação de Portugal «…Portugal nasceu e cresceu no berço da cristandade ibérica, o Tratado de Zamora realizado a 5 de Outubro de 1143, entre D. Afonso Henriques e o seu primo, Afonso VII de Leão e Castela, conferia a independência à nossa nobre Nação valente…».

Aproveitar a boleia e chamar ao 5 de Outubro dia da República é a mesma coisa que, lá está, ir à pesca no carro do Estado. Mal comparado é o mesmo que um grupo de patuscos americanos começar a comemorar o 4th of July como o dia nacional de uma variedade de tomate que eu conheço.
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sábado, janeiro 22, 2011

Dia de reflexão


O Pensador . Versão Tuga

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Deixa-me cá reflectir. Mas reflectir em quê, valha-me Deus?
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sexta-feira, junho 04, 2010

O dia das "prostiputas"


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E eis senão quando Portugal se vê a braços com mais um dos candentes problemas do seu modernismo. Um grupo de intelectuais acha que hoje se celebra o «dia das prostitutas». Outra corrente afirma que dia das prostitutas foi anteontem, a dois de Junho, por fazer trinta e cinco anos que cerca de cento e cinquenta prostitutas terem ocupado uma igreja em França, em protesto contra multas, prisões, sevícias e assassinatos de várias companheiras. Um terceiro grupo, ainda, acha que por força da dureza da profissão e por analogia ao dia devia ser concedida a forma vernacular e, concomitantemente, ser comemorado como «dia das putas» e não das prostitutas.

Se há tema em que o tuga encartado se sente avalizado para discutir é este. Porque temos putas, porque temos igrejas (e se elas se manifestaram numa igreja francesa podiam muito bem ter usado uma igreja portuguesa), porque temos camionistas, porque temos um programa na televisão chamado Liga dos Últimos e porque usamos imenso bigode. Só que desta vez a efeméride é polvilhada com o toque pós moderno e intelectualóide com que temos vindo a alcandorar-nos a nação moderna e cônscia dos nossos deveres do politicamente correcto.

Tenho para mim que a evolução na continuidade depressa nos trará o «dia dos filhos delas». Estou certo que a abundância de material conduzirá a comemorações de intenso brilho e transcendente significado.

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quarta-feira, maio 19, 2010

Iscas


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Hoje é “Dia mundial das hepatites”. Ainda um dia saberei quem estipula estes “dias de”. Enquanto não sei, vou ouvindo as notícias matinais para saber que “dia” é. Hoje, por exemplo, dia de “iscas” no restaurante que habitualmente frequento, vou comer peixe.

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segunda-feira, março 08, 2010

Os tais dias de...


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Ana Jorge é a mulher mais poderosa de Portugal (!!!!) e Kathryn Bigelow ganhou o Óscar para best director, pela primeira vez na história da Academia. São as parangonas de jornais e notícias principais nos noticiários das televisões matinais naquilo que considero a forma paroquial de, com uma penada, passarmos mais um atestado insultuoso às mulheres, a propósito de hoje ser o "dia" delas. Que isto de "dias de" cai muito bem e hoje calha a vez às mulheres, abusivamente listadas no rol do dia das bruxas, das mentiras, da criança, do ambiente, dos fumadores de cachimbo, do clima, por força desta pulsão idiota e pretensamente correcta de emularmos tudo o que nos parece ser como deve de ser. No caso de hoje, igualmente paternalista e sexista.

Só que a mulher não é, ou não devia ser, um item que se arrole nesse frenesi de politicamente correcto. A mulher não deveria servir para estas patetices, mas continua a servir.

Eu, se fosse mulher, chateava-me.

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sexta-feira, outubro 16, 2009

Dia mundial da alimentação

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Recebida por e-mail. Bom fim-de-semana para todos.

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terça-feira, maio 26, 2009

Dia europeu do vizinho (!!)


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Hoje é dia europeu dos vizinhos e espero que a Madalena trate dele com o devido respeito.

Há quatro anos atrás (!!!...) fiz este post, a propósito. Era o tempo em que se fazia um texto por tudo e por nada. A vizinha do texto, entretanto, mudou-se (para a Malveira da Serra, que é um sítio muito bonito mas cheira demasiadamente a reforma…) e agora tenho uma outra vizinha que ainda não sei bem se é vizinha se é vizinho. Mas vive na vizinhança, não me pede salsa e passeia um cão enorme todos os dias. Ah! E não tem um Mercedes. Cheira-me que é uma daquelas pessoas que acham que os carros vieram ao mundo só para atrapalhar.

Resumindo, falta-me a matéria para um post adequado ao dia
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quinta-feira, março 19, 2009

Dia do progenitor A?


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Sem embargo da minha indiferença pelos "dias de", como frequentemente refiro, há que registar que o "dia do pai", que hoje se celebra, terá os dias contados. A fazer fé na veloz progressão do nosso aggiornamento com a sociedade moderna, impoluta e moralmente superior, em breve o dia do pai passará a ser o "dia do progenitor A". Mas alguns filhos vibrarão ainda com o carinho de darem um beijo ao pai e alguns pais estremecerão, igualmente, com o mimo dos filhos que geraram (é, o casamento, entre outras coisas, também serve para fazer filhos), criaram e amaram.

Mas os tempos mudam e, com ele, as vontades dos homens. Neste caso, como em outros, há que ir dizendo aos filhos e pais mal habituados que "se habituem". Com a frieza e pragmatismo com que António Vitorino usou a expressão a propósito de uma treta qualquer sobre a acção do Partido a que pertence. E enquanto o hábito vai e vem, folguemos as costas no sentimento ímpar de se abraçar um filho. E sorrir, quando no momento do abraço perpassar toda uma vivência de amor e cumplicidade que modernismo algum poderá, alguma vez, retirar. Ou mudar.
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terça-feira, junho 10, 2008

Dia da raça ( * )

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( * ) Só para chatear o Fernando Rosas. Aconselho ainda a leitura deste suculento post do Nuno Miguel Guedes, no 31 da Armada.

Puro Sangue Lusitano


Cão de água português

Cão Serra da Estrela


Porco preto alentejano


Touro Mirandês


Berbigão da Trafaria

Burro Mirandês


O bardo

Para ver em tamanho bom, clicar sobre as fotos


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quarta-feira, abril 09, 2008

chuac chuac




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Há “dias de” e “dias de”. Hoje é dia mundial do beijo. Uma estimável razão para pensarmos que se de cada vez que nos zangamos com a vida beijássemos alguém, talvez houvesse menos guerras. Ou mais… tudo depende… pois!







Um dia feliz para toda a gente e beijem-se loucamente que um dia não são dias.


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sexta-feira, outubro 12, 2007

Dia do Ovo


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Hoje é Dia Mundial do Ovo. Porquê? Não sei. Mas é. Ouvi na televisão e eu acredito.

Festejemos, assim, o ovo. Ou a galinha. Ou o que quer que tenha vindo primeiro. Mas festejemos só a clara, por causa do colesterol.

Adenda: Este post tem direito a foto que não consigo publicar. Tentarei mais tarde, quando me passar a fúria do Nobel atribuido ao Al Gore!...

Adenda II: A foto era para ser um pinto a falar com um ovo estrelado. Não consegui publicar. Fica outro ovo. Com um sentido totalmente diferente.



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quinta-feira, maio 03, 2007

Dia do Sol



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Hoje é o Dia do Sol. Não sabia que havia um Dia de Sol e ainda hoje não sei se há um dia da chuva. O que sei é que todos os dias é dia de qualquer coisa e hoje ouvi na televisão que é dedicado ao sol. Pois que seja, embora eu goste muito de chuva. Mas tenho de me render ao facto de dever ao sol muito daquilo que de bom tenho usufruído ao longo da minha vida. À frente do mais e sem lugar a dúvidas ao casamento mais perfeito que conheci na minha vida e que foi o do sol com o mar. São dois elementos responsáveis por alguma da harmonia que existe em mim, tantas foram as vezes que os vivi em pleno. Por vezes, durante mais de oito horas seguidas.

Mas isto foi noutras latitudes. Agora vivo num país com um sol (é caso para dizer…) que nem me aquece nem me arrefece. Prefiro mesmo o frio e as neblinas. Mas não posso deixar de citar um sol de que gosto muito aqui em Lisboa. É ali no Jardim da Estrela. Nos dias frios e solarengos do Inverno de Lisboa, gosto de ir ao Jardim da Estrela já que, normalmente, almoço por ali. Vai para dez anos! E paro à entrada, deixo o sol bater-me na cara uns minutos, curtos, mas suficientes para me aquecerem por dentro.

Talvez eu esteja a ser um pouco injusto. Porque Lisboa tem uma luz única. Toda a gente o diz . E isso só pode ser graças ao sol que a aquece durante mais dias do que a qualquer outra cidade europeia.

Nota: Post chato, este, não foi? Mas também, o que e que se há-de escrever no Dia do Sol e se está com pressa para ir para ir para o duche? Entretanto, está a nevar na Serra da Estrela, Agora, mesmo. Venham de lá os curadores dos fenómenos climáticos a dizer qualquer coisa a propósito das catástrofes que se avizinham. Neve em Maio????.
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sexta-feira, março 09, 2007

A gift of nature



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As coisas estão a mudar. Para melhor.
A verdade é que consegui atingir a meia-noite de ontem sem ouvir, uma vez que fosse, qualquer alusão àquela centena e meia de mulheres trancadas numa fábrica dos Estados Unidos a quem a mão assassina dos patrões lançou fogo. Não foi bem assim, sabemo-lo hoje, mas foi o mote para a institucionalização do 8 de Março como o dia internacional da mulher.
Até a propaganda se vai mostrando cansada…

Houve uns ameaços, regozijo geral, entrevistas com mulheres brasileiras a berrar que se sentiam oprimidas pelo Bush e houve até um grupo de cerca de cem cidadãos (eles e elas, que “eles” também não perdem pitada) que caminharam até à Assembleia a gritar que as políticas têm de mudar. Não explicaram bem que políticas, mas também não era preciso. É uma rapaziada pouco exigente, esta. Se lhe dizem que as políticas têm de mudar eles concordam. Sobretudo no dia internacional da mulher, que é um dia propício à mudança.

Por acaso não li foi nenhuma palavra sobre a excisão genital feminina, o uso da mulher como utensílio sexual e de trabalho, a lapidação de adúlteras, os casamentos forçados, as burkas e outras maravilhas em que alguns países parecem ser peritos. Talvez porque sejam países sujeitos à humilhação que lhes foi imposta pelos “ocidentais”. Têm desculpa, portanto…


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quarta-feira, fevereiro 14, 2007

Namorar





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Roses are red
Violets are blue
Think how rich I’d be
Se não fosses tu

Se eu rimasse os teus defeitos
Fazia uma grande resma
Mas não te amofines amor
Porque "I lavo-te" à mesma


E ai de quem ouse questionar a minha inspiração, poucos minutos depois de ter entrado no dia dos namorados. Porque acho que a instituição namorada, enquanto tal, é a mais perfeita e reconfortante invenção depois da roda. Por muito que se esforcem algumas minorias, maiorias, "mediarias" e outras métricas que não vêm para o caso. Ter uma namorada é um dever cívico, é um exercício de cidadania é, sobretudo, a possibilidade, mesmo que remota, de se encontrar a mulher amada, aquela a quem possamos chamar, mesmo velhinhos, minha eterna namorada e dizer-lhes, como Sinatra: I get no kick from champagne… but I get a kick out of you. Namoremos, pois.


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