quinta-feira, abril 07, 2011

Como dois e dois serem quatro


Sócrates dizendo que o PSD... hummm... anunciando que pensou, pensou, pensou e resolver pedir ajuda externa


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Poucas horas depois de ter dito que não precisaríamos de ajuda externa e pouco tempo depois de ter afirmado, tonitroante, que jamais governaria com o FMI, Sócrates anunciou que pensou muito em nós e no nosso bem estar e que resolveu pedir ajuda. Não fosse faltar o dinheiro para os salários.

Até aqui, nada de muito novo na criatura. Mas gostaria de registar a desfaçatez com que este homem faz um anúncio de tamanha amplitude e o utiliza para uma vergonhosa campanha política. Ainda antes de anunciar, ao microfone, o pedido de ajuda, já estava a dizer que a culpa de toda esta situação era da oposição em geral e do irresponsável PSD em particular. E seguiu-se a ladainha do costume. Admitindo que o próprio Presidente da República tenha encarecidamente pedido aos vários Partidos que evitassem a crispação do costume, por força da situação delicada em que todos estamos, não há outra forma de classificar esta atitude de Sócrates senão como espúria, ainda que fiel à matriz do seu comportamento habitual. Já Passos Coelho tentou ser cordato, elegante, educado e participante. Discordo de Passos Coelho. Nunca Sócrates respeitará o pedido do Presidente da República e muito menos o farão os seus prosélitos. Assim sendo, que se dane a crispação e Passos Coelho que trate de chamar os bois pelos nomes, que explique detalhadamente toda esta tramóia de Sócrates e desmonte com eficácia esta sua estratégia de lançar as culpas da situação para outrem. A não fazê-lo, o PSD ficará com a fama de um Partido compostinho e o Partido Socialista manterá a sua tradição trauliteira tipo partir as fuças à direita, mas ganhará as eleições. Tão certo como dois e dois serem quatro.

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sábado, março 27, 2010

Assim, não dá...


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Isto está definitivamente a ficar irrespirável. De duas uma. Ou prendem esta rapaziada ou prendem a Felícia Cabrita. Pela simples razão de que ou estamos a ser governados por um venal sem escrúpulos e o homem tem de ser afastado, e estou-me já nas tintas para as empresas de rating, subidas de juros e o blá blá blá do costume, ou a Felícia Cabrita é uma jornalista irresponsável sem escrúpulos e que acorda todas as manhãs a pensar que campanha negra é que vai armar ao primeiro-ministro. Assim, desta forma e tudo em meias tintas é que não dá…

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sexta-feira, fevereiro 05, 2010

Mais campanhas negras


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Agora é o Sol. Mais um "problema para resolver" pelo nosso Grande Líder. Lendo-se o texto, fica o rebanho com aquela sensação de mau gosto na boca, magicando como é possível gente responsável como o PGR e o presidente do STJ achar que está tudo bem, que "no pasa nada".

Vamos continuando a fazer méééé, tilintando os chocalhos e entrando em mais uma fase de proselitismo afiado e bacoco (alguns jornais, algumas televisões e blogues avulso) a defender o indefensável, a preservar um homem que inescrupulosamente continua a desafiar todas as regras de decência, racionalidade e sensatez e, sobretudo, fazendo de todos nós parvos.

Chiça!
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sexta-feira, janeiro 29, 2010

À beira da esquizofrenia?

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As campanhas negras fizeram a trouxa e saltaram as fronteiras. Internacionalizaram-se. Acantonaram-se nas “agências de rating”, essas manhosas, malditas e filhas de um comboio de senhoras mal comportadas, bastardas do capitalismo selvagem e que, à falta de entretenimento mais adequado, resolveram azucrinar o nosso ministro das finanças. Um dia destes ainda se tem que pedir para aí a um magistrado qualquer em Bruxelas que exerça pressão para estes chatos se calarem.

E, como diz a Helena Matos, se governassem?
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domingo, janeiro 10, 2010

Mais campanha negra


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Mais uma campanha negra contra este governo. Não é que agora os mentores das campanhas se lembraram de incomodar Alberto Costa, provavelmente o ministro que mais anti-corpos gerou nas gentes que conseguem ainda manter alguma racionalidade desde os tempos em que ele não se identificava com a sua própria polícia (muito fascista para o seu gosto) e das peripécias de Macau, das quais sobreviveu sempre como o sarrafo em torrente de leitos de cheia?

Não temos emenda. De cada vez que as coisas parecem querer carrilar lá começam as campanhas outra vez. Ontem com o primo de Sócrates a fazer das dele (após profunda meditação transcendental (!!!)) e a afirmar loud and clear que pediu ao primo,ao nosso Grande Líder, para invocar o seu nome sem ser em vão) e agora estão a meter-se com Alberto Costa, enumerando esta monumental série de trapalhadas que já li três vezes mas que ainda não consegui perceber muito bem. Só percebi que são uma data de milhões e que o actual ministro Alberto Martins já substituiu os gestores. Fica a ideia de que se a pasta não mudasse de titular tudo ficava na paz santa do Senhor. Mas pode ser só a ideia, claro.
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terça-feira, outubro 20, 2009

Não se faz


Imagem daqui

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Aí estão, de novo, as campanhas negras. É que não deixam Sócrates trabalhar. Não se faz…
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domingo, outubro 18, 2009

O embaraço no «Prós e Contras»


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É lamentável que artigos como este que abaixo transcrevo de Eduardo Cintra Torres no Público passem mais ou menos despercebidos na voragem do consumo diário de informação, sobretudo quando esse informação se pauta pela adulação quase permanente e generalizada do regime no Poder e pelo branqueamento de situações que de tão claras chegam a parecer inverosímeis.

No último Prós e Contras foi patente a impressão de que a única coisa que faltou foi dizer-se loud and clear de que o Partido do Governo terá montado uma campanha de propaganda mentirosa, ainda que hábil, conducente ao envenenamento da imagem do Presidente da República perante a opinião pública, a propósito dos famigerados mails publicados pelo servil Diário de Notícias. As coisas não correram bem a Fátima Campos Ferreira que terá perdido o «ponto» e se desmultiplicou em emendas bem piores que o soneto que estava encomendado, qual fosse o de pôr em cheque a posição do Público e de José Manuel Fernandes, contando com o ovo na cu da galinha a colaboração de Henrique Monteiro que, afinal acabou por dizer claramente que não publicou os mails por provirem de uma fonte politica.

Fátima Campos Ferreira terá prestado um bom serviço à verdade, ainda que sem querer, como é óbvio. Só é pena que no «dia seguinte» não se tenha «esmiuçado» mais a questão. Por delicado que fosse.

Ler abaixo o artigo de Eduardo Cintra Torres via Portugal dos Pequeninos e foto do Kaos:

«Prós e Contras. Tal como o Telejornal, este programa é, na minha opinião, um importante instrumento da estratégia e da táctica concreta de comunicação da central de propaganda governamental. Mas, no programa de segunda-feira, 12.10, auto desmascarou-se. A edição foi toda construída como armadilha ao director do PÚBLICO e para ligar o jornal a "disparates de Verão" de Belém e a "encomendas" de notícias. Disfarçar-se-ia com temas anódinos e estafados (sondagens, etc.), apenas para se centrar no caso da vigilância. Mas aconteceu a beleza do directo. A RTP (a central de propaganda do Governo?) contava com uma posição do director do Expresso que não veio a confirmar-se. Em Agosto, Henrique Monteiro tinha sido mais crítico com o PÚBLICO e escarneceu com a possibilidade de vigilância. O Expresso usou em manchete uma expressão derivada da posição então assumida por Sócrates: sillygate. Entretanto, o Expresso investigou o assunto. E uma "fonte política" (que presumo do Governo ou do PS) tentou passar ao Expresso o famigerado e-mail entre jornalistas do PÚBLICO. O Expresso ter-se-á apercebido, entretanto, da montagem de uma acção de envenenamento pela propaganda mentirosa. Mas a central do Governo e a RTP não devem ter notado a alteração de posição do director do Expresso. Resultado: além de José Manuel Fernandes ter desmentido uma série de mentiras que a apresentadora queria fazer passar como factos e ter reposto a essência jornalística do trabalho do PÚBLICO em 18 e 19 de Agosto, o director do Expresso revelou em directo para todo o país que foi uma "fonte política" quem tentou plantar o e-mail no Expresso e que, não o conseguindo, o passou para o DN, sempre pronto a fazer fretes ao poder. A apresentadora do Prós e Contras e o director de Informação da RTP ainda tentaram salvar as posições da propaganda governamental, mas a intervenção de Monteiro, não cumprindo o papel que aqueles esperavam dele, estragou a jogada. Pela primeira vez em anos, o Prós e Contras não conseguiu servir cabalmente a propaganda do Governo e, pelo contrário, viu desmoronar-se a cabala e revelar-se a sua natureza abjecta.»

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sexta-feira, setembro 04, 2009

O seu a seu dono

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Numa coisa ninguém pode tirar mérito a Sócrates. A de ser um grande impulsionador de audiências no universo da comunicação social. Até ontem, proporcionou um estrondoso sucesso à TVI com o Jornal Nacional. Amanhã, tenho a certeza que o Jornal de Notícias vai esgotar. E a edição desta semana do Sol também não deve ficar muito mal. Tudo isso deve ter com as campanhas negras, como é evidente.
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quarta-feira, março 04, 2009

Campanha negra?


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"Ver José Sócrates apelar à moral na política é tão convincente quanto a defesa da monogamia por parte de Cicciolina. A intervenção do secretário-geral do PS na abertura do congresso do passado fim-de-semana, onde se auto-investiu de grande paladino da "decência na nossa vida democrática", ultrapassa todos os limites da cara de pau. A sua licenciatura manhosa, os projectos duvidosos de engenharia na Guarda, o caso Freeport, o apartamento de luxo comprado a metade do preço e o também cada vez mais estranho caso Cova da Beira não fazem necessariamente do primeiro-ministro um homem culpado aos olhos da justiça. Mas convidam a um mínimo de decoro e recato em matérias de moral.José Sócrates, no entanto, preferiu a fuga para a frente, lançando-se numa diatribe contra directores de jornais e televisões, com o argumento de que "quem escolhe é o povo porque em democracia o povo é quem mais ordena". Detenhamo- -nos um pouco na maravilha deste raciocínio: reparem como nele os planos do exercício do poder e do escrutínio desse exercício são intencionalmente confundidos pelo primeiro-ministro, como se a eleição de um governante servisse para aferir inocências e o voto fornecesse uma inabalável imunidade contra todas as suspeitas. É a tese Fátima Felgueiras e Valentim Loureiro - se o povo vota em mim, que autoridade tem a justiça e a comunicação social para andarem para aí a apontar o dedo? Sócrates escolheu bem os seus amigos.Partindo invariavelmente da premissa de que todas as notícias negativas que são escritas sobre a sua excelentíssima pessoa não passam de uma campanha negra - feitas as contas, já vamos em cinco: licenciatura, projectos, Freeport, apartamento e Cova da Beira -, José Sócrates foi mais longe: "Não podemos consentir que a democracia se torne o terreno propício para as campanhas negras." Reparem bem: não podemos "consentir". O que pretende então ele fazer para corrigir esse terrível defeito da nossa democracia? Pôr a justiça sob a sua nobre protecção? Acomodar o procurador-geral da República nos aposentos de São Bento? Devolver Pedro Silva Pereira à redacção da TVI?À medida que se sente mais e mais acossado, José Sócrates está a ultrapassar todos os limites. Numa coisa estamos de acordo: ele tem vergonha da democracia portuguesa por ser "terreno propício para as campanhas negras"; eu tenho vergonha da democracia portuguesa por ter à frente dos seus destinos um homem sem o menor respeito por aquilo que são os pilares essenciais de um regime democrático. Como político e como primeiro-ministro, não faltarão qualidades a José Sócrates. Como democrata, percebe-se agora porque gosta tanto de Hugo Chávez".

João Miguel Tavares in Diário de Notícias

Excelente artigo do João Miguel Tavares no DN. São artigos como este que me fazem pensar que nem tudo está perdido e que a decência triunfará sobre a pestilenta atmosfera que temos vindo a respirar nestes últimos tempos.

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