sábado, setembro 04, 2010

Portugal 4 Chipre... 4 (Não, não é engano não)


Tudo bons rapazes


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Eu já sentia isto mas depois de ver o jogo de ontem entre as selecções de futebol de Portugal e de Chipre, em definitivo lavrei uma acta no meu registo mental segundo a qual Sócrates e Carlos Queirós devem ser, neste momento, os dois portugueses mais perniciosos ao bom andamento da nossa vida e do nosso contentamento.

São duas criaturas que alternam períodos em que personificam bem aquele dito popular de que nem nham nham nham nem saem de cima, com outros, como o momento presente, em que nem saem de cima mas nham nham nham nham mesmo. À má fila. Sem pedir licença. E, agarrados à rocha como as lapas, prometem muito mais. Não os varram não...

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sexta-feira, agosto 20, 2010

Futebol – o costume II


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Carlos Queirós foi punido, para já, em trinta dias de suspensão de actividade e €1000 de multa. Parece que há mais para vir. Independentemente da foleirice da coisa e da tremenda confusão que vai pela federação acho que todos lucramos com este castigo. Só o facto de ele estar impedido de orientar a equipa durante um mês aumenta, com certeza, a campo das possibilidades de ganharmos aos cipriotas e aos noruegueses. Venham mais castigos.

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quinta-feira, agosto 19, 2010

Tudo boa gente


Mia Farrow depondo no Julgamento de Charles Taylor, depois de ter acordado muito "preocupada com a forma como os assuntos de África andam a ser tratados"

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À falta de melhor, tenho seguido com algum deleite duas historinhas. Uma, a dos diamantes que a modelo Naomi recebeu a meio da noite, umas pedras assim com um aspecto sujo e que treze (!!!!) anos depois Mia Farrow resolveu trazer à liça. Parece que na altura Naomi achava muito natural ser acordada a meio da noite para lhe oferecerem diamantes (umas pedras assim sujas, disse ela…) e também parece plausível que Mia Farrow tenha esperado treze anos para ligar o ventilador, aparentemente porque um dia acordou e achou que estava muito preocupada com a forma com que os assuntos em África andam a ser tratados, segundo diz o Sol. Também ninguém parece estranhar que Mandela, Graça Machel e Quincy Jones (para falar apenas nas figuras mediáticas) andassem a jantar com um alegado responsável por verdadeiros morticínios em África, sobretudo porque estavam ali reunidos para inaugurar o Blue Train sul-africano, que por acaso eu julgava que já tinha sido inaugurado há uma data de anos, ainda que sem a Mia, Naomi, Taylor e Graça Machel. Em fim, tudo boa gente e espero que tudo acabe em bem, que não se aleije ninguém e que os assuntos de África passem a ser bem tratados para que a Mia passe a acordar mais calminha e sem afrontamentos.

A outra história é caseira e tem a ver com o nosso Queirós, aquele senhor que a FPF resolveu ir buscar a Inglaterra com um contrato milionário para quatro anos e que agora acha que o homem não vale nenhum. A história é tão foleira, quase tão foleira como a forma como Queirós nos tem tratado a todos desde que pegou na selecção, que chega a parecer inverosímil, mas em Portugal não há inverosimilhanças e tudo acontece. Desde que se queira, claro. E se possa. E como nesta terra há uma data de gente que pode uma data de coisas vamos assistindo ao folhetim, cujos detalhes não vale a pena referir, conhecidos que são de toda a agente. O que verdadeiramente me preocupa é que, segundo o que vou percebendo, Queirós vai levar dois jogos de suspensão (a cumprir contra o Chipre e Noruega) e depois continua tudo na mesma, é isso? Entenda-se, o homem continua a ser seleccionador e nós vamos continuando a ganhar moralmente e a chamarem-nos parvos ao fim dos jogos, é isso?

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sábado, junho 06, 2009

Um dia destes bate-nos


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Não me parece que os quatro ou cinco jogos que faltam à selecção nacional na fase de qualificação para o South Africa 2010 sejam suficientes para a remissão de uma série de erros acumulados pelo nosso seleccionador nacional. A mim parece-me mais o início do estertor, a confirmação de que os cerca de 700.000 portugueses que vivem na África do Sul, em Moçambique e, até, em Angola, Namíbia e Botswana não terão a oportunidade de ver ao vivo as cores da nossa selecção.

Dito isto (ando a ver demais o professor Marcelo… dito isto, dizia eu) assistimos agora à última estratégia de Queirós. Chamar-lhe-ia a "estratégia Pedroto", tão bem continuada por Pinto da Costa, criando um inimigo comum à volta da equipa, uma espécie de papão que acorda todos os dias a pensar no que é que há-de fazer para o liquidar a ele e aos jogadores, vítimas da maldade dos outros, de todos. Só assim entendo a crispação do professor quando chama burros àqueles que não percebem que, embora ele convoque quatro guarda-redes, o titular é o Eduardo (!!!!). Ou burros ou a quererem fazer dele burro. Ontem, mais melífluo mas não menos ameaçador, acabou por dizer que aqueles que prejudicarem a selecção (!!!) terão de se haver com ele.

E entre zurros e ameaças (físicas???) prossegue a estratégia superiormente elaborada pelo nosso professor, para tentar salvar a desastrosa e quiçá irrecuperável campanha da selecção. Ou estaremos, sem o perceber, a assistir ao esperado período “quintessencial” de um homem a quem tudo tem corrido mal, mas que nem por isso tem sido acossado pelos media. Nem por sombras, como foi Scolari. E os burros somos nós?

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segunda-feira, dezembro 29, 2008

A vítima


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Carlos Queirós assumiu a sua condição de vítima. Afirma que se falasse com sotaque não seria tão atacado e que daqui para a frente espera que o julguem apenas pelos resultados.

Salvo erro ou omissão é isso mesmo que tem acontecido. Ao contrário, estou convencido que se ele falasse com sotaque e com os resultados que tem apresentado, há muito que já teria sido despachado em grande velocidade.

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