terça-feira, outubro 06, 2009

Jeriquices


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Almeida Santos pergunta-se se será burro, porque não percebe porque é que precisamos de submarinos. Já o disse pelo menos três vezes nas notícias desta manhã. E eu pergunto-me se serei eu burro ao ponto de não perceber porque é que Almeida Santos só agora lhe deu para estas dúvidas existenciais. Porque, que me lembre, não se terá sentido burro quando Portas, como ministro da defesa, concluiu um processo de há muito delineado e em cumprimento de acordos estabelecidos no âmbito da nossa presença na Nato.

Portanto, já somos dois burros. Almeida Santos e eu. Aparentemente burros não serão aqueles que agora decidiram fazer um lamiré estrepitoso sobre o assunto. Fico burro com tanta burrice. Mas é a vida, como diria o outro que parecia não ter nada de burro e mais tarde, foi-se a ver, albardou-se e trotou para outros pastos.

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sábado, junho 06, 2009

Um dia destes bate-nos


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Não me parece que os quatro ou cinco jogos que faltam à selecção nacional na fase de qualificação para o South Africa 2010 sejam suficientes para a remissão de uma série de erros acumulados pelo nosso seleccionador nacional. A mim parece-me mais o início do estertor, a confirmação de que os cerca de 700.000 portugueses que vivem na África do Sul, em Moçambique e, até, em Angola, Namíbia e Botswana não terão a oportunidade de ver ao vivo as cores da nossa selecção.

Dito isto (ando a ver demais o professor Marcelo… dito isto, dizia eu) assistimos agora à última estratégia de Queirós. Chamar-lhe-ia a "estratégia Pedroto", tão bem continuada por Pinto da Costa, criando um inimigo comum à volta da equipa, uma espécie de papão que acorda todos os dias a pensar no que é que há-de fazer para o liquidar a ele e aos jogadores, vítimas da maldade dos outros, de todos. Só assim entendo a crispação do professor quando chama burros àqueles que não percebem que, embora ele convoque quatro guarda-redes, o titular é o Eduardo (!!!!). Ou burros ou a quererem fazer dele burro. Ontem, mais melífluo mas não menos ameaçador, acabou por dizer que aqueles que prejudicarem a selecção (!!!) terão de se haver com ele.

E entre zurros e ameaças (físicas???) prossegue a estratégia superiormente elaborada pelo nosso professor, para tentar salvar a desastrosa e quiçá irrecuperável campanha da selecção. Ou estaremos, sem o perceber, a assistir ao esperado período “quintessencial” de um homem a quem tudo tem corrido mal, mas que nem por isso tem sido acossado pelos media. Nem por sombras, como foi Scolari. E os burros somos nós?

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quinta-feira, julho 26, 2007

Expliquem-me como se eu fosse muito...isso



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Eu não percebo nada de Direito. Mas num país onde parece ser possível atrasar ou mesmo anular acções judiciais por motivos processuais tão bizarros como o facto do juiz usar risco ao meio, andar de mota ou ter excessivo odor corporal o tornar pessoa desconfiável, como é que uma magistrada casada com o mandatário financeiro do actual presidente da Câmara de Lisboa vai investigar a corrupção na mesma Câmara, cujo vereador mais votado é exactamente o presidente anterior?


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