terça-feira, agosto 28, 2012

Lá, como cá, presidentezinhos há

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O que choca não é bem o facto de se pedir dinheiro emprestado e cantar de galo. É esta mentalidadezinha provinciana que medra e floresce com particular incidência por esta península encantada. Fica a dúvida se estes valentaços acreditam mesmo no que dizem ou se têm, lá no fundo, a consciência de que estão apenas tentando agradar à clientela que os elege. Por mim é mais por eles próprios. À noite vão para a cama, contentes e com o sentimento de dever cumprido. E a pensar que aqueles gajos não fizeram mais que a sua obrigação. Emprestar-lhes o dinheiro que é deles, helas!

É por estas e por outras que me arrepia de cada vez que se fala em regionalização. Por enquanto a coisa ainda voga por rotundas e chafarizes, umas piscinas e uns túneis. Mas quantos autarcas e putativos presidentes regionais não sonharão com a ideia «virilaça» de exigirem o pagamento de dívidas com o dinheiro que eles acham que é deles?
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terça-feira, fevereiro 01, 2011

Rui Pereira lembrou-se desta outra vez...


Rui Pereira: Votação? Qual votação? Hoje estou aqui para falar de regionalização...

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De vez em quando lembram-se disto. Num país de cócoras, com a sua dívida duplicada em cinco anos (cada português antes de dar a primeira mamada já deve €15.000, ouvi ontem dizer a Portas), gerido por um governo reconhecidamente incompetente e pateta, formado por um grupo de pessoas sem quaisquer qualificações profissionais que não sejam as de uma deplorável subserviência aos ditames de um Partido anquilosado pelo tempo e pela realidade dos tempos actuais, comandados por um primeiro ministro dúbio, desconfiável e envolvido numa fiada interminável de casos e episódios rocambolescos, factualmente reconhecidos pela população mas, mesmo, assim, fatalmente aceites com o espírito bovino e indiferente que nos tem caracterizado ao longo das décadas, lembraram-se, de novo da regionalização. É um pensamento recorrente, sempre que é preciso distrair a grei ou dar de beber ao ego inflado dos putativos caciques em que a sociedade é pródiga e que rapidamente tornariam este país, além de falido, ingovernável.

Não é difícil perceber o caos que se encontraria ao virar da esquina a partir do dia em que surgir mais uma camada de políticos, autarcas e regionalistas convictos, mandões, vaidosos, incultos, venais e naturalmente tendentes ao deboche, todos eles acobertados por estranhos esquemas de vida, a partir de instituições, confrarias, irmandades ou, por vezes, meros episódios de cueca.

Este homem lembrou-se agora, uma vez mais, de trazer à liça a regionalização. Ele sabe que é um tema querido e consensualizado numa vasta fatia da população que por razões várias se baba com este novo ordenamento sem cuidar sequer de saber que tipo de vantagens isso traria para um país de menos de 80.000 km2, salvo a exaltação de jargões políticos conhecidos, como a retirada dos poderes centralizados no Terreiro do Paço.

Por cada opinião como esta aqui humildemente expressa aparecem dez eminentes figuras a exercer o contraditório, alicerçados no protagonismo político e social que alcançaram e que, acham, lhes dá uma autoridade acrescida. Manejam mil argumentos para justificar a regionalização. Por mim, que não sou eminente, nem mediático, mas que me prezo de ter uma razoável argúcia na análise da nossa sociedade, acho que a regionalização seria/será o fim da picada.

Nota: Trazer este assunto à baila dias depois de ter borrado a escrita com o fiasco da votação para as presidenciais, diz bem do calibre das criaturas. Mas vai funcionando…

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segunda-feira, abril 06, 2009

O fedor

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Que confusão que vai por aqui. Confesso a minha literal incapacidade em perceber este texto. Afinal a regionalização é boa ou é má? Para o fedor, entenda-se…
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terça-feira, janeiro 20, 2009

Gente iluminada

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Primeiro estive a ver os "marretas" (um das mais felizes expressões que encontrei no Contra Capa). No fim, não resisti e passei ao Prós e Prós que desta vez trazia a lume o magno problema da regionalização. Por acaso o zapping caiu numa reflexão muito boa de Miguel Relvas, mas depressa foi abafado pela assistência regionalista que enchia o auditório. Mas não é bem por aí que quero ir. O que assusta verdadeiramente é a existência de gente estranha que não hesita em fazer afirmações do género da que vou tentar exemplificar. Um senhor bem posto, cujo nome não fixei, fez uma longa dissertação sobre a bondade dos referendos. Todavia, disse ele e cito de cor, era preciso ter muito cuidado. Porque nem sempre os referendos são bons. Se por um lado eles trazem por via democrática uma participação efectiva das populações sobre os problemas das regiões, por outro podem ser perversas no tratamento dos grandes assuntos nacionais e supranacionais. E exemplificou, logo de seguida. Guantánamo, claro, e a institucionalização da tortura. Suponhamos que os Estados Unidos tinham referendado a existência de uma prisão destinada a suspeitos de terrorismo onde a tortura fosse permitida e que os cidadãos tinham aprovado a decisão por referendo. Aqui, o referendo estava mal. Assim, sem mais. A facilidade com que um fulano qualquer diz e está convencido que é preciso ter cuidado com os referendos porque se pode referendar bem e pode referendar mal como aliás já se tinha referendado mal para o aborto e para a regionalização.

Choca muito este tipo de mentalidade. Impressiona e faz pensar nas verdadeiras causas que poderão estar por detrás de situações deste género em que continua a haver gente que acha que só são boas as decisões que passarem pelo crivo de um superior escrutínio destas almas dotadas de uma espécie de intangível qualidade que lhes permite decidir não só o que é bom e o que é mau mas, sobretudo, quando, como e porquê os cidadãos deverão ser chamados a referendar. Mais. A reservarem-se o direito de acharem se o resultado do referendo foi bom ou foi mau.

Este episódio foi o suficiente para eu de imediato saltar para um filme. Não há mesmo pachorra para esta gente, Para além, como diz Pulido Valente, de percebermos que o mundo está efectivamente perigoso. Não há maluco pior do que aquele que acha que está no seu perfeito juízo. Ou borracho que tente fazer o quatro e diga que não está grosso.
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quinta-feira, dezembro 13, 2007

Regionalização - já


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Crimes do Porto nas mãos de equipa de Lisboa.


Não tarda sai um post do CAA sobre este assunto.

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terça-feira, novembro 06, 2007

Pombinhas e dragões


A neblina mágica do Porto
Foto do excelente A Cidade Surpreendente

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Manuel Serrão tem, agora um blogue, conjuntamente com outras figuras gradas da Invicta.

Serrão começa a falar de dragões e de pombas e acaba a dizer que "...A Regionalização é um bom assunto para aplicar esta nomenclatura. Dragões são todos aqueles que nunca vacilam, estando disponíveis até para aceitar soluções que representem o mal menor, em nome do bem maior. Os pombinhas são todos aqueles que se fingem nossos amigos e amigos da causa mas que nunca se comprometem com as suas exigências nem estão prontos a dar a cara por ela..."

Regionalização e dragões. Na verdade, as duas pedras de toque para as elites da Invicta. Pelo menos para as que gozam de projecção mediática.

Faz-me confusão esta cruzada contra os mouros abaixo do Vouga. Ou nem por isso…

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quinta-feira, setembro 06, 2007

Clube dos amigos de Pacheco Pereira




[1999]

Estou com o Carlos Carapinha e, portanto, adiro ao clube daqueles que gostam de Pacheco Pereira., na tomada de posições que se vai desenhando lá pelo 31 da Armada.

Só me irrita é Pacheco Pereira ainda dizer máior e máioria. Ainda ontem na Quadratura do Círculo disse máior 6 vezes. Mas também, ninguém é perfeito, caramba. Desde que ele não se passe para a Optimus e traia a lisboetíssima Vodafone, deixo-o dizer máior mais vezes e continuo a ser amigo dele.
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Regionalização - Já



[1998]

Não querem lá ver? Pode uma coisa destas? Uma pessoa que só usa pneus Camac, faz as compras no Continente, só usa a rede da Optimus e só veste roupa portuguesa para boicotar os lisboetas? E que consegue dizer isto tudo sem se rir e com convicção?

Se me chateiam muito ainda deixo de beber vinho do Porto e comer francesinhas!

Via Bekx
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