quinta-feira, junho 07, 2012

Mau perder

[4653]

Pífios, invejosos, pires e com um mau perder fedorento. Foi isso que Manuel José, Carlos Queirós e Toni, três reconhecidas nulidades no futebol português, se encarregaram de nos lembrar, ao fazer o escarcéu que fizeram a propósito dos compromissos publicitários da selecção, dos carros dos jogadores (que, tanto quanto julgo saber, não pediram dinheiro emprestado a nenhum daqueles treinadores para comprar os veículos), do forrobodó contínuo como andar de «charrete» em Óbidos e outras maravilhas próprias de gente ressabiada que gostariam de estar no lugar de Paulo Bento mas não conseguem (um conseguiu, mas não deixou saudades de espécie alguma).

Entretanto, e dada a magnitude da questão, a indigência do nosso jornalismo desportivo encarrega-se de fazer as mesmas perguntas mil vezes sobre este tema. A coisa até passaria despercebida, não fosse a gente ver e ouvir apontamentos de reportagem das outras selecções, com perguntas normais de gente normal, e acabarmos em depressão aguda a ouvir, em «moto-contínuo», os jornalistas perguntando aos jogadores se acham que as afirmações de Queirós, Manuel e José e Toni vão afectar o rendimento da equipa.

Nota para um júnior que já nos vai dando garantia de continuidade a esta pequenez arrepiante em que somos formatados. Dá pelo nome de Sérgio Conceição e também já arranhou forma de repararem nele.
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sexta-feira, agosto 24, 2007

Azia


[1968]
Ainda a propósito dos "eufémios" que se entretiveram a partir esta merda toda, como aspirava o seu porta-voz Gualter, antes de o mandarem alterar o "site", tenho-me divertido em geral com a sanha que vai por aí a propósito do verdadeiro serviço público que Pacheco Pereira tem vindo a desenvolver (juntamente com Paulo Gorjão, do Bloquitica) e, em particular, com a furia de Daniel de Oliveira, que até conta as vezes que PP fala no assunto. As imagens da ceifa de cereais, então, imagem de marca da esquerda da foice e do chapéu de abas, tem mesmo provocado o que eu juraria ser violentos ataques de dispepsia em Daniel de Oliveira, que até já fala em Cooperativa Agricola Abrupto Vermelho.

É extraordinário como alguns proeminentes representantes da extrema esquerda perdem, de todo, a gracinha que, às vezes, reconheço que têm. Sempre que lhes fazem vibrar as cordas do violino, tornam-se ressabiados, com mau perder e, naturalmente, ficam sem graça nenhuma.
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sexta-feira, julho 13, 2007

Gente nervosa



[1883]

Tenho a certeza que não há lei nenhuma que proíba
CAA de abrir um semanário no Porto. De índole regional ou, até nacional, se ele achar que vale a pena. Fico mesmo a pedir às alminhas que ele abra o tal do semanário não vá o governo lembrar-se de fazer com algum deles o que já fez com a RTP, abrindo um canal onde um grupo de portuenses se diverte imenso à minha custa e de outros lisboetas papalvos como eu.

Mas independentemente de
CAA abrir o semanário ou não, eu acho que este homem está a passar mal. Deve dormir mal. Ainda deve andar a sonhar com a Expo, deve ter pesadelos daqueles em que se vai a cair de uma ponte (a Vasco da Gama, embora Porto e Gaia tenham muito mais pontes que Lisboa, mas os pesadelos não teriam tanto sainete). Deve, ainda, ruminar pragas de cada vez que se mete no Alfa ou na Tap para vir a Lisboa, consumir caixas de kompensan e deve precisar de um calmante de cada vez que ouve a palavra "capital".

Este post é absolutamente extraordinário. É tão claro nas suas entrelinhas que me dispenso de o comentar. Basta lê-lo. E, sobretudo, desenvolver um sentimento de solidariedade para com CAA. Ele precisa de ajuda urgente, de um calmante e, talvez de uma micro-causa aqui na Blogos através da qual poderíamos pedir (exigir) a alguns semanários de Lisboa, daqueles que não são nacionais, são só de Lisboa, que da próxima vez que houver eleições intercalares na capital, se publiquem aos Sábados, que isto de obrigar o pessoal do Porto a ler às sextas-feiras é concentracionário, cancerígeno para a nossa democracia e o mais caricato de todos os provincianismos. E os lisboetas que vão chatear o Camões e vão lá reflectir para onde quiserem, quéstamerda…
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ADENDA, em 14/7: Eis como CAA visiona um lisboeta a reflectir. Pode muito bem ter sido sonho desta noite. Imagino o esgar de prazer a acordar. Nem todos se podem gabar de acordar na proximidade de uma imagem como esta. Porventura, CAA, pode. E, deuses, dá-lhe um prazer inaudito. Vai levar o dia todo a rir e logo à noite faz outro post.

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