sexta-feira, outubro 28, 2016

O sacerdócio dos bons costumes pelos fariseus dos maus princípios





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Por acaso eu também acho. Tudo bem, eu sou um português anónimo e Shäulbe é ministro de um país da UE. Mas não entendo tantas vestes rasgadas por socialistas que a melhor coisa que sabem fazer é usar palavreado grosseiro e estilo chocarreiro sempre que se referem a gente que não gostam (e não gostam de muita), mesmo quando se referem a personalidades estrangeiras.

É fastidioso referir aqui os dichotes de despeito e raiva que os socialistas normalmente concedem a tudo o que mexe que não pensa como eles. Desde partir as pernas a Merkel, fazer vergar os alemães não pagando as contas, chamar-lhes proto-nazis, ou mesmo nazis a líderes que por unha negra não ganharam eleições, como na Áustria ou a outros que sobem assustadoramente nas sondagens como Le Pen ou os holandeses Geert Wilders e Pim Fortuyn (este último assassinado), os líderes de Direita da Dinamarca, Suécia, Finlândia e Hungria ou personalidades a esmo como Aznar, Bush e Blair de tudo se vê um pouco. E é esta gente agora que vem fazer este escarcéu porque Scäulbe disse aquilo que é facilmente perceptível a qualquer cidadão minimamente informado e, sobretudo, não inquinado pela soberba socialista, e em termos civilizados. Pelo menos bem mais civilizados do que quando lhe chamaram paralítico ou deficiente, não me lembro bem, já que tenho tendência a esquecer o estilo e a substância desta rapaziada. Até Guterres, o bonzinho, como lhe chama o João Gonçalves, um dia qualquer acordou mal disposto e disse que era preciso partir as fuças à direita,

Enfim, fica o registo. Pessoalmente também não gosto que um ministro das finanças de um país estrangeiro faça afirmações como as que Schäulbe fez. O que não me impede de achar que ele está liminarmente correcto e coberto de razão.


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sexta-feira, janeiro 24, 2014

Da operosa parcialidade das televisões…


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Imediatamente após os números disponibilizados aos portugueses sobre a execução orçamental e o défice de 2013, as televisões em geral e a SIC Notícias em particular, iniciaram uma criteriosa selecção de «tudólogos» que trataram de explicar aos portugueses a irrelevância dos resultados obtidos pelo governo.

Foi confrangedor verificar os argumentos apresentados no sentido de «explicarem aos portugueses» o porquê de, falhada a catástrofe anunciada durante meses a fio para este governo e para os portugueses, surgirem resultados positivos, para além de um generalizado reconhecimento internacional pelo esforço de todos os portugueses, mau grado uma elite teimosa que, paulatinamente, nos ia (a todos) furando os pneus, numa lógica jurídica, mesmo que com jurisprudência escorada numa Constituição obsoleta e marreca.

O exemplo da senhora da foto é muito esclarecedor. Para além de que me interrogo quanto valerá, em honorários, ir a uma televisão dizer que o resultado não teve significado na vida das pessoascomo reza a legenda da foto. Eu, provavelmente, fá-lo-ia baratinho, embora eu mantenha um certo decoro que ainda me obriga a uma estimável reserva de carácter. Mas havia mais. Freitas do Amaral chegou a fazer apelos aos eleitores para que se castigue este governo (faria se o défice tivesse ultrapassado os 4,5%) e António Costa continuou a alardear a sua capacidade de dizer umas inanidades na «Quadratura», o que me faz reflectir sobre as razões que levam o vulgo a considerar Costa uma eminente figura da Oposição. 

Ainda na «Quadratura», um aceno de simpatia para a estrutural paciência de Lobo Xavier para manter a compostura, confrontado com o «nham-nham» da criatura.

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quinta-feira, junho 07, 2012

Mau perder

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Pífios, invejosos, pires e com um mau perder fedorento. Foi isso que Manuel José, Carlos Queirós e Toni, três reconhecidas nulidades no futebol português, se encarregaram de nos lembrar, ao fazer o escarcéu que fizeram a propósito dos compromissos publicitários da selecção, dos carros dos jogadores (que, tanto quanto julgo saber, não pediram dinheiro emprestado a nenhum daqueles treinadores para comprar os veículos), do forrobodó contínuo como andar de «charrete» em Óbidos e outras maravilhas próprias de gente ressabiada que gostariam de estar no lugar de Paulo Bento mas não conseguem (um conseguiu, mas não deixou saudades de espécie alguma).

Entretanto, e dada a magnitude da questão, a indigência do nosso jornalismo desportivo encarrega-se de fazer as mesmas perguntas mil vezes sobre este tema. A coisa até passaria despercebida, não fosse a gente ver e ouvir apontamentos de reportagem das outras selecções, com perguntas normais de gente normal, e acabarmos em depressão aguda a ouvir, em «moto-contínuo», os jornalistas perguntando aos jogadores se acham que as afirmações de Queirós, Manuel e José e Toni vão afectar o rendimento da equipa.

Nota para um júnior que já nos vai dando garantia de continuidade a esta pequenez arrepiante em que somos formatados. Dá pelo nome de Sérgio Conceição e também já arranhou forma de repararem nele.
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terça-feira, agosto 16, 2011

Literaturas



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A Blogoesfera atravessa a sua silly season também. Escreve-se sobre ópera, espectáculos, concertos e, aqui e ali, sobre literatura. Pena que um blogue que se chama a si próprio de literata acabe numa figuração baratucha da vizinha que diz à comadre que ia jurar ter visto o marido dela (da comadre) a sair de um bar e que ia com alguém que ela (a vizinha) não conhecia mas que ia com um vestido assim e assado e daí, podia não ser ele (o marido da comadre), afinal ele não lhe tinha dito (à mulher, à comadre) que tinha um jantar de negócios? Mas estas coisas são assim mesmo, só que um dia acaba mal, a comadre tinha mais era que ter calma e não dar ouvidos à má-língua (que isto de línguas também as há más…), que as pessoas são é mazinhas e andam sempre à coca das coisas e depois só levantam é falsos. Mas que é preciso ter cuidado, é, que isto de bruxas, a gente não acredita nelas, mas que as há, há, daí que ela (a vizinha) achasse que devia dizer à comadre que lhe parecia que era o marido e que a pessoa que ia com ele não sabia quem era, mas o levava um vestido… assim.

Adoro estas literaturas. Ressabiadas, mas literaturas.
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