segunda-feira, dezembro 07, 2009

Den ludere i København har en økologisk samvittighed


Os dinamarqueses queriam era quartos destes em Copenhaga

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A caminho do escritório ouvi na TSF uma notícia segundo a qual o governo de Copenhaga fez um apelo à população para disponibilizarem quartos particulares, devido ao elevado número de forasteiros na cidade para a Cimeira Ecológica. De imediato surgiram oito mil quartos disponibilizados gratuitamente.

Já antes as prostitutas tinham anunciado sexo grátis a todos os participantes na Cimeira.

Não se diga que os dinamarqueses não têm uma elevada consciência ecológica. Tanto sacrifício por uma causa é obra. Só falta aparecerem os puristas da coisa (este «coisa» aqui quer dizer mesmo coisa, sem sentidos ínvios do termo…) e oferecerem preservativos grátis. E, já agora, umas pastilhitas azuis, considerando a idade de muitos dos conferencistas.

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segunda-feira, agosto 10, 2009

«Minuto Verde» mais orgânico e interessante


Iuuupiiiii, o homem foi de férias

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O senhor Ferreira da Quercus foi substituído por uma jovem no seu «minuto verde». A jovem soltou as vacuidades do costume, mesmo que ecológicas. Mas vacuidade por vacuidade sempre se obtém um registo mais verde, sobretudo mais orgânico, com a jovem do que com o senhor Ferreira.

Cá para mim, o senhor Ferreira foi de férias. Pois que elas sejam looooongas e proveitosas. E que não se esqueça de fechar as luzes à noite e de dosear a água do autoclismo com aqueles balões não sei das quantas. O povo agradece e sempre vai prestando mais atenção aos atributos às dicas da tal jovem.
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quarta-feira, dezembro 05, 2007

Razões ecológicas


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Tenho normalmente acordares pacíficos de alma, de corpo nem sempre, mas estes últimos são, até, aquilo que eu consideraria uma benfeitoria da alma porque no fundo, tudo junto e somado, acordo pacificamente. Penso até que acordar pacificamente é um direito inalienável de um cidadão que passa os dias em marés revoltas e se não for a pacificidade do despertar como compensação, corremos todos o perigo de, pacificamente, irmos para a um hospício, onde é tudo menos pacífico. Penso que é pacífica esta discussão.

Pacífico é igualmente um vocábulo muito usado na nossa língua. De cada vez que um cliente nos paga a tempo e horas, trata-se de uma decisão pacífica conceder-lhe crédito. Tal como é pacífico pagar aos fornecedores o mais tarde possível, porque é assim que somos ensinados e tenho a certeza que ordenar pagamentos dentro das condições de prazo espoleta reacções tudo menos pacíficas por parte de administrações nem sempre pacíficas. Outro exemplo recente é a renúncia de Jardim Gonçalves. É pacífico perceber que ele sai, mas não é bem sair, sai mas não sai, é cliente, é accionista, o banco que se porte bem senão a pacífica decisão pode tornar-se em tormenta. O homem desata a falar ainda mais alto que o Joe Berardo.

É pacífico perceber que eu já nem sei bem o que queria no princípio do post mas tinha a ver com acordares pacíficos. E acabo de me lembrar que nem sempre isso acontece. Hoje, por exemplo, entre abrir um olho e o outro, esticar as pernas para estalar as dobradiças e arrumar nos cantinhos da fantasia as fadas, os anjos, os duendes e as cores do arco-íris que por vezes nos visitam no sono dos chamados justos, ouvi uma notícia atabalhoada sobre sacos de supermercado. Só destrincei "cinco cêntimos cada saco", o "governo decidiu", os "ecologistas", "supermercado", "ambiente", tudo isto na restolhada das fadas e anjos a recolherem a penates. E não é que dou comigo a fazer contas de cabeça? Não é que mesmo antes de activar as meninges como deve ser, começo a multiplicar 10.000.000 de habitantes por 1.000 (que é o número de sacos que eu acho que um cidadão gasta por ano) dá 10.000.000.000 de sacos, 10.000.000.000 de sacos a €0,05 é igual a 5.000.000.000 de cêntimos. 5.000.000.000 a dividir por 100 é igual a €50.000.000.

Convenhamos que pensar isto tudo a acordar é obra, que isto parece mais é um post do JCD ou do João Miranda a fazer contas lá no Blasfémias. Na repetição da notícia, ouvi a RTP dizer que a taxa é por razões ecológicas. Portanto, logo portanto por conseguinte, 50 milhões não resolvem o défice, mas acho que dá para salvar algumas abetardas e maçaricos de bico comprido (não sei o que acontecerá aos maçaricos de bico curto, presumo que deve haver maçaricos de bico curto, apesar de só ouvir em maçaricos de bico comprido, acho graça porque depois passa-se a vida a dizer que o tamanho não conta e assim, mas é sempre os maçaricos de bico comprido que merecem os favores dos media. Já agora, foi preciso eu mudar-me há seis anos para uma Rua do Maçarico para saber que maçarico era um pássaro, e isto porque no meu bairro as ruas têm todas nomes de pássaros, cá para mim maçarico era uma daquelas coisas que servem para soldar e arrombar cofres de bancos nos filmes do Bruce Willis, e agora vou fechar o parêntesis e não sei onde é que ia… já vi). Além do bom aspecto que isto dá. Os portugueses contribuem com €50 milhões para fins ecológicos.

Resta dizer que o Pingo Doce já se cobra de €0.02 por cada saco. Sobre os dois cêntimos incidem não sei se 5 se 21% de IVA. Acresce agora um aumento de 150%. Mas como é para os tentilhões do governo (não era bem isto que eu queria dizer, é que estava a falar de abetardas e maçaricos e saiu-me os tentilhões…), dos maçaricos do governo… também não era isto, não há nada a fazer… como é para aquela gente que nós votámos (eu não votei, mas a maioria votou), tudo bem. Podiam era dar a notícia mais tarde, porque eu gostaria de continuar a ter acordares pacíficos sem vontade de atirar com um saco de plástico (com uma bola de canhão lá dentro) ao televisor.
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sexta-feira, agosto 31, 2007

A tal entrevista em que MC comia criancinhas ao pequeno-almoço




[1980]

Tinha falhado a entrevista de Mário Crespo ao ecoterrorista Gualter.
Aqui está o seu registo, via Apedeites.

Estou preocupado com o piercing do entrevistado no sobrolho. Há estudos contra os piercings e estudos a favor dos piercings. Na dúvida e em defesa do interesse colectivo não deveria eu entrar pela casa do ecoterrorista Gualter com um alicate e arrancar-lhe a argola? Com uma máscara na cara, claro, para me proteger de eventuais emanações assassinas do metal, porque não sei de que material aquilo é feito. E se aquilo tem chumbo?


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sexta-feira, agosto 24, 2007

Azia


[1968]
Ainda a propósito dos "eufémios" que se entretiveram a partir esta merda toda, como aspirava o seu porta-voz Gualter, antes de o mandarem alterar o "site", tenho-me divertido em geral com a sanha que vai por aí a propósito do verdadeiro serviço público que Pacheco Pereira tem vindo a desenvolver (juntamente com Paulo Gorjão, do Bloquitica) e, em particular, com a furia de Daniel de Oliveira, que até conta as vezes que PP fala no assunto. As imagens da ceifa de cereais, então, imagem de marca da esquerda da foice e do chapéu de abas, tem mesmo provocado o que eu juraria ser violentos ataques de dispepsia em Daniel de Oliveira, que até já fala em Cooperativa Agricola Abrupto Vermelho.

É extraordinário como alguns proeminentes representantes da extrema esquerda perdem, de todo, a gracinha que, às vezes, reconheço que têm. Sempre que lhes fazem vibrar as cordas do violino, tornam-se ressabiados, com mau perder e, naturalmente, ficam sem graça nenhuma.
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domingo, julho 29, 2007

Os paineleiros do aquecimento global



Manhattan, New York City: With high concentrations of population living just above sea level, New York and Los Angeles were listed in a recent report from the Intergovernmental Panel on Climate Change as being at risk of potentially catastrophic "megafloods" resulting from rising oceans and stronger storms in the next century.


[1914]

Aparentemente há um "painel intergovernamental sobre as mudanças climáticas". Deve haver mais painéis do género e aposto que todos eles coincidentes na catástrofe que vem aí e, claro, na sugestão velada de que não fossem os americanos e o mundo andava certinho, sem ursos polares a morrer no norte, glaciares a derreter no sul e o Kilimanjaro estaria ainda cheio de neve, apesar de eu já ter lido um documento que afirma que o degelo no Kilimanjaro era inevitável e a comunidade científica já o sabia, dada a natureza vulcânica da montanha.

E esta gente sabe da poda. Uma belíssima foto de Manhattan como a que se vê no topo do post, uma legenda apropriada e o impacto está criado. Ainda ninguém explicou cientificamente que há uma relação directa entre o aquecimento global e a acção do homem (não sou eu que o digo, há abundante literatura sobre o assunto), mas enquanto o pau vai e vem folgam as costas e vamos tranquilamente disseminando a eco-religião.


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quarta-feira, julho 25, 2007

O ensino por instinto





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