sexta-feira, janeiro 24, 2014

Da operosa parcialidade das televisões…


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Imediatamente após os números disponibilizados aos portugueses sobre a execução orçamental e o défice de 2013, as televisões em geral e a SIC Notícias em particular, iniciaram uma criteriosa selecção de «tudólogos» que trataram de explicar aos portugueses a irrelevância dos resultados obtidos pelo governo.

Foi confrangedor verificar os argumentos apresentados no sentido de «explicarem aos portugueses» o porquê de, falhada a catástrofe anunciada durante meses a fio para este governo e para os portugueses, surgirem resultados positivos, para além de um generalizado reconhecimento internacional pelo esforço de todos os portugueses, mau grado uma elite teimosa que, paulatinamente, nos ia (a todos) furando os pneus, numa lógica jurídica, mesmo que com jurisprudência escorada numa Constituição obsoleta e marreca.

O exemplo da senhora da foto é muito esclarecedor. Para além de que me interrogo quanto valerá, em honorários, ir a uma televisão dizer que o resultado não teve significado na vida das pessoascomo reza a legenda da foto. Eu, provavelmente, fá-lo-ia baratinho, embora eu mantenha um certo decoro que ainda me obriga a uma estimável reserva de carácter. Mas havia mais. Freitas do Amaral chegou a fazer apelos aos eleitores para que se castigue este governo (faria se o défice tivesse ultrapassado os 4,5%) e António Costa continuou a alardear a sua capacidade de dizer umas inanidades na «Quadratura», o que me faz reflectir sobre as razões que levam o vulgo a considerar Costa uma eminente figura da Oposição. 

Ainda na «Quadratura», um aceno de simpatia para a estrutural paciência de Lobo Xavier para manter a compostura, confrontado com o «nham-nham» da criatura.

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1 Comments:

At 9:39 da manhã, Blogger gonçalo Calheiros disse...

O ressabiamento é uma coisa muito triste, sobretudo em pessoas que se pensava terem um certo pundonor. As declarações da Drª Manuela e do Prof. Freitas são quase tão más como o abraço do Basílio ao Mário Soares. Pedia-se um mínimo de dignidade.
Gonçalo

 

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