quarta-feira, janeiro 23, 2008

Canta Napoli


Nápoles - habitação social
[2278]

Nunca Nápoles cruzou as minhas "errâncias" pela Europa, pelo que dela guardava a imagem que criei na juventude: - Baía, tintarella, tarantella e sopa de peixe. Pasta, vini e Marino Marini. Mulheres (muitas) bonitas (muito) sol a jorros, meio mundo a dançar e outro meio a cantar e um rodopio constante entre a alegria de viver na Terra e a promessa do paraíso ali tão perto. Com muita música , muita alegria e muita felicidade.

O tempo passa e por isto ou por aquilo nunca calhou lá ter ido. É, assim, com indescritível esmorecimento que assisto à desfragmentação das minhas imagens de juventude, perante a montra de lixo (parece que ainda há 250.000 toneladas para resolver), porcaria, multidões a vociferar e cenários de bairros sociais onde a aberração é nota comum. E eu que pensava que Chelas levava a palma a tudo o mais…

Resumindo. Uma desilusão. Um dó de alma. Já não quero ir a Nápoles. Está feia, cheia de lixo, de gente aos berros, e máfias a disputar lixo e de políticos corruptos. Sinal dos tempos, afinal. Afinal aquela máxima de Marino Marini Canta Napoli, Napoli matrimoniale, alguma vez chegou a existir?
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