sexta-feira, julho 12, 2013

Treino aplicado



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No próximo Domingo estou convidado por uma simpática colega, juntamente com um grupo de simpáticos colegas, para ir comer uma simpática sardinhada a um simpático lugarzinho (tão coisinho que eu estou...) ali para os lados das Caldas da Rainha, cujo nome não profiro porque me soa a erotismo em estado puro.

Hoje resolvi «treinar» ao almoço. Ia, como habitualmente, programado para comer o escalope grelhado com salada de agrião ou o lombo de peixe grelhado com vegetais (este «vegetais» refere-se a um montículo exasperante de bróculos, feijão verde e cenourinhas anãs), em estrita obediência a um pedido especial para perder uns quilos, quando na mesa ao lado vi uma senhora bater-se com uma travessa de sardinhas, amarelinhas de bem assadas, com a pele a estalar, acolchoadas por uma cama de pimentos, tomate, alface e cebola. Reflecti, lembrei-me que as sardinhas, Ómega 3, coisital, para além de que aquela salada toda tem verduras bem mais apelativas que os «vegetais». Vai daí pensei que não viria mal ao mundo se eu substituísse a dieta pelas sardinhas, além de que serviria de treino para Domingo.

Posso dizer que o treino correu bem. Uma facadinha no regime é um acto saudável, estimável e desejável. Duvido que depois de amanhã alguém coma as sardinhas da minha colega com a minha destreza.
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terça-feira, setembro 07, 2010

Pesadelo em Tuga Street


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A selecção (??) nacional continua na senda de quebra de recordes. O Chipre marca quatro golos e a Noruega ganha a Portugal.

Verdadeiro «nightmare»!
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terça-feira, dezembro 15, 2009

A mão por baixo


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Não sou menino nem borracho mas há um grupo de gente preocupada em pôr-me a mão por baixo. Ele é o trânsito, ele é o consumo excessivo de energia, ele é a alimentação impregnada de nitratos, cloretos, sulfatos e outros desideratos, ele é as calorias, a nicotina, a roupa sintética, a poluição, a reciclagem, os pilhões, a incineração, o número de horas de televisão para as criancinhas (independentemente das horas e horas seguida de TV estupidificante ministrada aos adultos), a sexualidade (incluindo a idade em que as criancinhas devem começar a masturbar-se), o racismo, a consciência multicultural, o azar que os americanos e os italianos tiveram em apanhar com o Bush e o Berlusconi e o Blair, enfim, escapa, apesar da cena do Iraque, ele é os pepinos que devem ser direitos, as laranjas que não podem ter cochonilhas, os morangos que têm de ser do mesmo tamanho, ele é o comércio tradicional que deve ser frequentado para não engordarmos mais os malfeitores do capitalismo como o Belmiro, o Jerónimo e correlativos e outros a quem, entretanto, se continua a passar licenças para os maiores centros comerciais da Europa, ele é o frio… o frio… aqui chegado, confesso que me cansa já que me digam que o frio… faz frio, que o frio é muito frio e que temos de ter muitos cuidados com o frio e para isso é que se fizeram os alertas amarelos da Autoridade Nacional de Protecção Civil que eu não sei bem o que é mas serve para dar cor aos «alertas» e recomendar-nos o uso de várias camadas de roupa e cuidados com a condução por causa do gelo porque a água congela a 0 graus e, como se sabe, as temperaturas em Portugal para hoje variam entre os 5 positivos e os 6 negativos. Assim sendo, não fosse não repararmos, somos bombardeados com estes avisos de alerta amarelo, explicações científicas sobre o frio. Para não falar mesmo nos directos com o português típico que está misteriosamente sempre na rua de cada vez que há directos para as televisões e que, entaramelado e trágico como o destino que ele acha que Deus lhe deu, diz para a reportagem que está muito frio. Não fosse não termos reparado. Houve um mesmo que disse, “…então a menina veja que eu costumo pôr o irradiador a 20 graus e hoje cheguei a casa e estava só a 18…”. Independentemente da hermenêutica, ficámos a perceber que até o «irradiador» do senhor sofre com o frio.

Isto, do frio, nos intervalos das notícias sobre o aquecimento global, está bem de ver, ainda há pouco um cientista cujo nome não fixei, afirmou, preto no branco e com ar de quem esteve cinco horas seguidas a estudar as franjas do anticiclone centrado no Golfo da Biscaia depois de ter lido um trabalho sobre a inevitável extinção do urso polar, que a temperatura em Portugal, segundo estudos (????) subiu 0,7 graus C durante o século XX. Ele não explicou que estudos foram esses mas como ninguém lhe vai perguntar, fica assim decretado que o país está a aquecer. Isto porque a linguagem científica o confirma, disse o cientista e eu faço mmuuuuu e acredito.

Mas já me estou a desviar do frio e o melhor mesmo é ficar por aqui. Bom trabalho para todos, janelinhas bem calafetadas, cuidado com as correntes de ar e «correspondências», mudanças de temperatura. Sobretudo, se tiverem febre, cuidado com o paracetamol, pois passar dos 39 de febre para os normais 36,5 é uma mudança brusca de temperatura que pode provocar coriza e tumefacção dos pólipos nasais (escrevi polipos, mas o corrector aplicou-lhe o acento, és capaz mesmo de ter razão, Papoila…).

Adenda:
Acabou de me telefonar um colega muito dado a esta coisa das agriculturas biológicas, normalizadas, bacteriologicamente puras e morfologicamente estéticas (é um esteta este homem…) dizendo que, afinal os pepinos já podem ser tortos. A UE já autoriza. Eu já tinha ouvido qualquer coisa, mas não estava certo. Mas antes assim, que os pepinos querem-se com identidade própria, porque se há coisa mais entediante e carecida de estímulo é a humanidade a comer pepinos iguais, por muito direitos que estejam
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quinta-feira, junho 28, 2007

Birras


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Por qualquer razão que escapa aos meus parcos conhecimentos de informática, o meu blog está a fazer uma birra qualquer e só aceita que eu "poste" escrevendo em "html", ou seja, quando clico no "compose", ele não muda. Mantém-se no "edit", em resultado do que não me é posível fazer tratamento de texto, fazer bold, mudar cores, escolher "font" e todas as demais mariquices que compensam em estética o défice de qualidade que os posts possam ter.

Ainda pensei que fosse do computador, mas a utilização de pelo menos três computadores demonstrou-me que com qualquer deles a birra se mantém, pelo que o defeito parece ser mesmo do blogue e não do computador.

Um outro pormenor é que nos comentários desapareceu aquela latinha do lixo que me permitia eliminar comentários, tanto os meus como os dos outros.

Se alguem souber ajudar-me a ultrapassar este transe difícil da vida do Espumadamente poderá ensinar-me, quer através de algum piedoso comentário (cuja caixa me parece estar também com problemas) quer através de e-mail, o que antecipadamente agradeço.


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