quarta-feira, maio 02, 2007

Diferenças

[1713]

Que bom ser Pacheco Pereira!... Chega à SIC – Notícias e diz, preto no branco e verbatim, que Ségoléne Royal se fartou de dizer asneiras no seu discurso eleitoral, enfeitando-o com aquelas tiradas sobre o grande capital, as multinacionais e blá blá blá, aquela retórica habitual em que o vazio e a obsolescência reinam. Ninguém lhe vai à mão e ninguém lhe telefona ou manda e-mails reverberando o estilo e a substância do que diz. Outros pobres, como eu, não têm a mesma sorte. É só tocar na virtude da senhora e é o suficiente para sermos olhados com desdém, com aquela expressão de quem acha que não fazemos ideia nenhuma do que estamos a dizer.
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terça-feira, abril 24, 2007

A velha escola socialista



[1698]

“…nous savons qu'il n'y a pas d'efficacité économique sans progrès social.”

“J'appelle ce soir au rassemblement de toutes celles et ceux qui… veulent faire triompher toujours les valeurs humaines sur les valeurs boursières”
(Portugueses e portuguesas...)

“J'entends instaurer des règles justes dans la mondialisation, maintenir en France nos centres de décision et notre tissu industriel, refuser la régression sociale qu'entrainerait l'abandon à un libéralisme effréné.”

(Extractos do discurso de Ségolène Royal)

O discurso económico de Ségolène Royal, durante toda a campanha, foi deveras indigente, e provocou cisões na sua equipa na campanha, devido ao disparate das promessas do seu programa eleitoral - uma sinfonia de medidas de despesa pública, que faz lembrar o custo das promessas de um antigo primeiro-ministro lusitano que também não sabia fazer contas e que também gostava de jargões à la Ségolène.“As pessoas não são números”, dizia.

Alguns anos depois de tão forte aposta nas pessoas ainda estamos todos pendurados nos números.


Ler o post completo do JCD
aqui.
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domingo, abril 22, 2007

Royal elections


[1696]



É hoje que me atiro a um pudim Royal. Aí pelas 7 da tarde.

Não há pudim de rosa, olha vai de laranja. Mas para este tipo de sobremesa, tanto faz. São muito vistosos, mas falta-lhes a substância de um good old pudim flã, caseiro e consistente.

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quinta-feira, março 22, 2007

Déja vu


[1637]

Salvo erro ou omissão, a única personagem da família socialista europeia que me ocorre ter pautado a sua legislatura por uma acção de firmeza, bom senso, coragem e realismo foi, esse mesmo, Tony Blair. Todos os outros naufragaram ou naufragam num arrepiante mar de inanidades, lugares comuns, frases feitas e, o que é pior, na costumada tendência de governarem ao saber de ideologias que apesar de residuais, mantêm bem viça a sua hipocrisia e vanidade em relação às exigências de uma sociedade moderna como a nossa.

Até Ségolène, que eu admito ter despertado em mim um estimável frémito de excitação por qualquer coisa de novo e de fresco, tem resvalado para uma campanha anódina, demagógica e, sobretudo, de uma pobreza confrangedora, em termos de ideias ou propósitos. É um déja vu evidente, é a Europa correcta e sobretudo, e repito, inane e sem futuro perante os grandes desafios que se perfilam no horizonte de todos nós.

Tudo isto numa cara bonita, aceito. Mas uma cara bonita não chega.



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domingo, março 11, 2007

Je vous en prie


[1613]

Ela é candidata, o bicho é "charolais" e como bicho nobre que é, não se acanha. Exterioriza o que lhe vai na alma. Segolène parece não se importar com a franqueza do touro, ou não fosse ela e o seu partido advogados da transparência.


Foto daqui

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