quarta-feira, novembro 02, 2011

Mais do mesmo




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A demagogia desta rapaziada socialista não tem limites. Lula da Silva, entre a histeria feita de gritos e mãos levantadas, inaugura neste vídeo uma Unidade de Saúde. Tão boa, tão bem estruturada que até lhe apetece ficar doente para ser admitido nela (atenção logo ao início do vídeo).

Lula adoeceu entretanto e está a ser tratado num dos mais reputados hospitais privados de S. Paulo.

Que Lula se restabeleça rapidamente. Mas, já agora, que alguém lhe recorde esta retórica em que os socialistas se galvanizam imenso e parecem eles próprios acreditar no que dizem. E lhe fizesse notar que, a fazer fé nesta notícia, ele necessitaria de pelo menos dois meses até ser atendido e mais cerca de quinze a dezoito meses até chegar ao especialista, caso tivesse optado pelo seu emulado SUS, medicina do primeiro mundo, segundo o próprio. Pelo menos até adoecerem e decidirem tratar-se no abominável sector privado.



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quinta-feira, setembro 08, 2011

Poesia em movimento





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Lula da Silva está em Lisboa. Falou com Cavaco Silva, com Passos Coelho e jantou com o Eusébio e o Luisão. Ah! E o Filipe Vieira ofereceu-lhe uma camisola de lampião com o número 4.

Lula desta vez não chorou. Mas deixou a marca de água do socialista que se preza de ser. Entre outras coisas disse que sofreu muito quando era sindicalista e que quando foi eleito o Brasil tinha uma inflação de 80% ao mês. E que está muito contente porque acharam petróleo no Brasil. E como Portugal tem os estaleiros de Viana de Castelo está tudo legal. O Brasil precisa de barcos para transportar o petróleo e Portugal tem um estaleiro (está para fechar, falido, mas isso são ninharias que não vêm ao caso). Ainda por cima Chávez «esqueceu-se» daquilo, Lula pode muito bem comprá-lo). Nada melhor que uma notícia destas para reforçar os históricos laços com a nação irmã neste 7 de Setembro. Barcos construídos em Viana de Castelo carregando o petróleo brasileiro. Poetry in motion.

Esta retórica socialista é uma delícia. Mas gostar, gostar, gostei de quando Lula disse:

- A TAP é uma grande companhia. O Brasil poderia estar interessado na sua compra. Porque Portugal tem uma grande expertize (SIC) no mercado africano e o Brasil não tem. Assim, nós, brasileiros, estaríamos interessados no mercado africano. E Portugal … - pausa, Lula procurando as palavras… - e Portugal também!

Explicadas as ponderosas razões pelas quais o Brasil poderá estar interessado na TAP, Lula foi jantar.

NOTA: Ler este post «Que coisa mais linda» da Helena Matos sobre o tratamento dado pela media portuguesa aos recentes e novos tumultos no Complexo do Alemão.
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terça-feira, março 29, 2011

Samba de uma nota só


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As gentes habituaram-se já a uma crise continuada e, talvez por isso, indolor, de valores referenciais de estadistas e líderes mundiais. O mundo tornou-se uma amálgama imperfeita onde várias figuras se entrechocam e vão fazendo jurisprudência numa cada vez mais apertada arena onde coabitam interesses, egos, personalidades moldadas por uma cada menos exigente sociedade de cultura e conhecimento, sintomas roçando a sociopatia, ódios, amores frustres e uma trágica tendência das lideranças para o controle das vontades, na assunção da detença das verdades únicas, sobretudo daquelas que no primeiro relance defendem os fracos, os oprimidos, as vítimas dos poderosos, os velhos, os doentes, as minorias, mesmo que isso obrigue a um prodigioso exercício de hipocrisia – afinal um fenómeno em que os homens aprenderam a especializar-se sem fazer grande esforço. Os líderes actuais são correntemente fracos, incultos, ignorantes das mais básicas ciências aplicáveis ao desenvolvimento, bem-estar e liberdade dos povos. Pior ainda, ressumam habitualmente ódios antigos e isso proporciona caldos de cultura frequentemente perigosos na condução dos negócios de Estado e entre Estados.


Este arrazoado vem a propósito de uma torrente de banalidades a que o ex-presidente Lula submeteu os seus anfitriões, na circunstância o nosso próprio Presidente da República, sobre a inoperância e, pasme-se, as malfeitorias do FMI. De Lula esperar-se ia que, pelo menos, ele soubesse exactamente o que é o FMI. Mas, aparentemente, não sabe. Ou, o que é pior, sabe e não conseguiu evitar o lançamento do opróbrio sobre uma organização de que internacionalmente «cai bem» dizer mal, frequentemente sem se saber bem porquê. Apenas porque é fácil colar o FMI aos poderosos, aos agiotas, especuladores, exploradores e à faceta mais ignóbil de uma outra coisa muito cara ao terceiro mundo – o capitalismo e o imperialismo. No caso do Brasil, Lula não hesitou mesmo em afirmar que o FMI não fez bem, fez mal, quase que implicitamente colando a si próprio o resgate de uma economia exangue, apesar da acção do FMI. Porque, disse ele, o FMI não resgatou a economia brasileira, piorou a economia brasileira. E que para Portugal, a receita não deveria passar pelo FMI, para ele, a única clareza que ele tinha é que a Europa é muito grande e haveria de ter soluções para Portugal, Grécia e Irlanda. FMI é que não. Lula dixit e alguns jornalistas portugueses acharam até alguma graça ao dislate. Houve mesmo um que perguntou a Lula se o Brasil estaria disposto a comprar dívida soberana de Portugal. Lula esqueceu-se de que já não era Presidente… disse umas patacoadas, disse nim, claramente embaraçou-se com a pergunta e aí deve ter-se lembrado que Dilma vinha aí. Ela para ter a certeza de que apesar da demissão de Sócrates iria ser recebida de acordo com o protocolo. E ele, Lula, oração de sapiência dada sobre economia e ciência política internacional, preparou-se para amanhã ser doutorado pela Universidade de Coimbra. Tudo isto existe, tudo isto é triste… mas juro que não é fado. Neste caso é samba. E samba de uma nota só!

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sexta-feira, dezembro 11, 2009

Stinks


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O presidente Lula da Silva quer tirar o povo da merda. Ele disse, mas ele não se importa. Ele é do povo e ele disse que o povo também diz merda. Disse-o algures numa discursata qualquer que fez ao rebanho brasileiro e que nem reparei bem sobre quê. E se o povo diz merda, acho bem que o presidente, que veio do povo, como se sabe, diga umas merdices também.

Gostei da merda do Lula. Pelo menos ele diz. Por cá não dizem. Arriscam um palhaço de vez em quando, um esquizofrénico aqui e ali, mandam as pessoas ter juizinho e, no entanto, suspeito que fazemos mais merda que os brasileiros. Provavelmente uma merda europeia, supostamente primeiro-mundista, mas nem por isso mais bem cheirosa. Pelo menos não é à falta de sermos uns cagões encartados.
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